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Pensa-se que é característico de uma pessoa de discernimento ser capaz de deliberar bem acerca do que é bom e conveniente para si mesma, não em relação a um aspecto particular — por exemplo, quando se quer saber quais as espécies de coisas que concorrem para a saúde e para o vigor físico —, e sim acerca das espécies de coisas que nos levam a viver bem de um modo geral. O discernimento deve ser então uma qualidade que leva à verdade no tocante às ações relacionadas com os bens humanos.
Conforme o trecho filosófico, a pessoa capaz de bem decidir é dotada de uma qualidade
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“Os espíritos que foram durante anos demonizados pelo cristianismo, pelos brancos, para a gente que é da floresta são espíritos sagrados”, diz a cineasta Priscila Tapajowara. Em 2022, ela lançou no YouTube a série documental Ãgawaraitá (“encantados”, em nheengatu, língua nativa falada na Amazônia brasileira). No filme, anciãos, curandeiras e rezadeiras falam sobre a relação entre seres da floresta e a defesa da natureza. “São os ‘encantados’, como o Curupira, a Mãe d’Água e o Boto, que estão na mata, cabeceiras, rios, igarapés, defendendo e protegendo esses lugares”. Priscila conta ter aprendido muito sobre isso na região onde vive, em Santarém (PA), e principalmente dentro de casa, com os avós.
De acordo com o texto, os “encantados” têm sua origem na
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Essa ideia levou-o a estudar os costumes tupinambás... Desde dez dias que se entregara a essa árdua tarefa, quando (era domingo) lhe bateram à porta, em meio de seu trabalho. Abriu, mas não apertou a mão. Desandou a chorar, a berrar, a arrancar os cabelos, como se tivesse perdido a mulher ou um filho. A irmã correu lá de dentro, o Anastácio também, e o compadre e a filha, pois eram eles, ficaram estupefatos no limiar da porta.
— Mas que é isso, compadre?
— Que é isso, Policarpo?
— Mas, meu padrinho...
Ele ainda chorou um pouco. Enxugou as lágrimas e, depois, explicou com a maior naturalidade:
— Eis aí! Vocês não têm a mínima noção das coisas da nossa terra. Queriam que eu apertasse a mão... Isto não é nosso! Nosso cumprimento é chorar quando encontramos os amigos, era assim que faziam os tupinambás.
O diálogo descrito no texto remete aos costumes do(a)
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Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros, entretanto nós queremos livremente aquilo que queremos. Porque, se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará. Haverá, pois, um ato de vontade livre, já que Deus vê esse ato livre com antecedência.
Refletindo sobre o Deus onisciente e suas criaturas, o autor sustenta a
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Entre os Tchambuli, as atitudes masculinas e femininas mostravam-se bastante distintas, tendo as mulheres um protagonismo evidente: elas eram dotadas de poder dentro das aldeias; eram as principais fornecedoras de alimentos, também responsáveis pela pesca, por negociar o excedente em troca de outros víveres e pela produção da riqueza (com a venda de mosquiteiros). Os homens se dedicavam à arte e à estética, e eram emocionalmente frágeis. Tal padrão chama atenção por ser o inverso do comportamento tradicionalmente atribuído aos homens e mulheres na sociedade estadunidense da época.
Os padrões de comportamento observados na década de 1930, entre os povos citados no texto, servem de base para o argumento de que nas sociedades existem diversificações de
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O Poder Judiciário tem combatido a disseminação de fake news em todos os seus aspectos, para que o cidadão possa distinguir quais meios de comunicação merecem maior credibilidade, assim como para impedir ou minimizar as consequências nefastas das notícias falsas. Assumir essa responsabilidade é o primeiro passo. Todos os segmentos devem criar mecanismos de controle interno que, aliados às normas jurídico-administrativas, sejam mais eficientes no combate a esse mal.
A ação da Justiça, destacada no texto, representa uma forma de
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As plataformas representam um ponto de produção distinto e digital na medida em que redirecionam e isolam as relações sociais envolvidas no trabalho e as transformam em relações de produção. Como em um local de trabalho tradicional, onde os trabalhadores batem seu cartão de ponto, os trabalhadores da economia de plataforma se conectam a um aplicativo e, ao fazê-lo, ficam sujeitos a uma autoridade externa que organiza a demanda dos consumidores, determina quais tarefas devem ser executadas, onde, quando, o valor e controla direta ou indiretamente a sua execução.
No texto, as mudanças no gerenciamento das relações de trabalho foram impulsionadas pelo(a)
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A ontologia como fundamento da ética foi o ponto de vista original da filosofia. A separação das duas, que é a separação entre o reino “objetivo” e o “subjetivo”, é o destino moderno. Sua re-união, caso seja possível, só poderá ser alcançada a partir do lado “objetivo”; quer dizer: por uma revisão da ideia de natureza. Só uma ética fundada na amplitude do ser, e não apenas na singularidade ou na peculiaridade do ser humano, é que pode ser de importância no universo das coisas. Mesmo que seja feita uma exigência extra-humana para o comportamento humano, permanece de pé o fato de que uma ética que não mais se baseie sobre a divindade tem que se fundamentar em um princípio que possa ser descoberto na natureza das coisas, para que não seja vítima do subjetivismo ou de outras formas de relativismo.
A fundamentação ontológica da ética proposta pelo autor encontra suporte na
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Na obra O Político, Platão faz uma sutil distinção entre plantas e animais. As plantas, diferentemente dos animais, não seriam geridas pelo cosmo. Isso se prova pela sua autonomia ao germinarem aleatoriamente no solo. As plantas seriam autônomas, enquanto os animais seriam comandados. Se considerarmos a degeneração pela qual passariam os homens e suas almas, segundo Platão, vindo a se tornarem animais em outras vidas, os homens seriam seres políticos que deveriam ser governados, submissos a algo ou a alguém, no caso à política e ao demiurgo ou artesão, criador de todas as coisas. As plantas, por outro lado, cuja natureza é distinta, não teriam suas almas subordinadas ou dotadas de um fim.
No texto, a natureza serve de paradigma para a compreensão da(s)
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Anne Caroline Quiangala compara a forma como heroínas brancas e negras são representadas nas histórias em quadrinhos. As primeiras são definidas por modelos de feminilidade que as apresentam como seres indefesos, submissos e que necessitam ser protegidas ou salvas pelos heróis. Já as personagens negras são representadas com base em práticas herdadas do período da escravidão que atribui força, resistência e indelicadeza às mulheres negras. Complementando essa ideia, a socióloga Patricia Hill Collins afirma que as mulheres negras e as brancas têm sido estigmatizadas nas histórias em quadrinhos.
O texto indica que a representação das heroínas brancas e negras nas histórias em quadrinhos expressa um(a)
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