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O profissional da medicina veterinária deve zelar pela proteção dos animais, resguardando-os do mal e assegurando o quanto possível seu bem-estar. Entretanto, na experimentação animal pode ocorrer, em determinado momento, danos à saúde dos animais. Em relação ao desenvolvimento de pesquisa ou atividade prática envolvendo animais, analise as afirmativas abaixo.
I Deve haver uma proposta de utilização de animais que avalie sempre a relação custo (sofrimento) versus benefício (resultados advindos da pesquisa ou atividade didática).
II Diante do sofrimento dos animais não previsto na atividade, a equipe capacitada deve, imediatamente, realizar a eutanásia.
III A equipe deve ter ciência de que a dor e o sofrimento dos animais devem ser relativizados em detrimento do alcance dos objetivos científicos ou didáticos.
IV Filmagens, gravações ou fotografias devem ser estimuladas/realizadas durante as atividades com uso de animais, evitando, assim, que novas práticas sejam necessárias para o mesmo fim.
Das afirmativas, estão corretas
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Para responder à questão, considere o caso abaixo.
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Em uma colônia de camundongos suíços em um biotério com instalações e condições de manejo adequadas, o médico veterinário observou alguns animais com pelos eriçados, abaixo do peso, apresentando espirros frequentes e estertores. No exame físico, verificou que também apresentavam exsudato mucopurulento nas narinas. Na necropsia de dois animais, constatou a presença de secreções purulentas no trato respiratório superior e no útero. Os pulmões apresentavam sinais de hepatização e atelectasia, bem como bronquiectasia. |
Para a confirmação diagnóstica, o médico veterinário deve solicitar
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Para responder à questão, considere o caso abaixo.
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Em uma colônia de camundongos suíços em um biotério com instalações e condições de manejo adequadas, o médico veterinário observou alguns animais com pelos eriçados, abaixo do peso, apresentando espirros frequentes e estertores. No exame físico, verificou que também apresentavam exsudato mucopurulento nas narinas. Na necropsia de dois animais, constatou a presença de secreções purulentas no trato respiratório superior e no útero. Os pulmões apresentavam sinais de hepatização e atelectasia, bem como bronquiectasia. |
Considerando os sinais clínicos e os achados necroscópicos, os animais provavelmente estão acometidos de
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Existem métodos alternativos ao uso de animais em atividades de pesquisa que já foram validados por centros internacionais e possuem aceitação regulatória internacional. O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), por meio de instrumentos normativos, reconhece esses métodos e regulamenta a sua obrigatoriedade. Portanto, o médico veterinário que trabalha em biotérios deve conhecer esses métodos e empregá-los. Sobre essa temática, considere os métodos alternativos apresentados nas afirmativas abaixo.
I Sensibilização Cutânea ou Ensaio do Linfonodo Local. Estuda a fase de indução da sensibilização alérgica de substância em contato com a pele e fornece dados para avaliação da dose-resposta. É um método in vivo com camundongos que não elimina o uso de animais, no entanto, reduz o número de animais requeridos.
II Teste de Fototoxicidade 3T3 NRU in vitro. Identifica o potencial fototóxico de uma substância induzida por excitação química, após exposição à luz, pela redução relativa da viabilidade de uma linhagem de fibroblastos murinos exposta ao composto na presença versus ausência de luz.
III Ensaio de células sanguíneas vermelhas (RBC). Investiga a desnaturação de proteínas de membrana de eritrócitos recém-isolados do sangue de mamíferos, causada por produtos e/ou substâncias tensoativas e mensuradas fotometricamente pelo vazamento de hemoglobina.
IV Teste da Membrana Corioalantoica do Ovo de Galinha. Avalia efeitos vasculares de produtos químicos quando aplicados sobre membrana corioalantoica de ovos de galinha fertilizados. Permite observar efeitos agudos como congestão, hemorragia e coagulação sobre os vasos sanguíneos dessa membrana.
Métodos alternativos reconhecidos pelo CONCEA estão presentes nos itens
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Os profissionais que trabalham com experimentação animal devem conhecer os conceitos de dor, estresse e desconforto e também saber como reconhecer, avaliar, controlar e, preferencialmente, prevenir essa experiência em animais. O CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) estabelece graus de invasividade (G1 a G4) para classificar os experimentos de acordo com o nível de dor, estresse e desconforto infringido aos animais durante a experimentação. São considerados experimentos que causam estresse, desconforto ou dor, de intensidade intermediária (grau 3 – G3):
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A eutanásia é empregada somente em casos específicos nos quais o óbito do animal é, sem nenhuma dúvida, a única alternativa possível. Utiliza-se a eutanásia para fins de alívio do sofrimento do animal, controle populacional, estudos epidemiológicos, pesquisas biológicas e taxonômicas. De acordo com a espécie, os métodos de eutanásia podem ser classificados como "recomendados", "aceitos com restrições" ou "inaceitáveis". Os métodos recomendáveis são os preferidos, por causarem pouco ou nenhum sofrimento ao animal, e os aceitos com restrições podem ser adotados diante da total impossibilidade do uso dos métodos aceitáveis. Para camundongos e ratos de laboratório, deve-se considerar como método de eutanásia aceito com restrição
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A pesquisa com cirurgia experimental em animais de laboratório é frequentemente desenvolvida para aprimorar o conhecimento acerca dos mecanismos fisiopatológicos de doenças, empreender ensaios terapêuticos com novos fármacos, estudar marcadores biológicos e avaliar novas técnicas com perspectivas de aplicabilidade na espécie humana. Dentre as cirurgias, a cesariana é aquela indicada em casos de distocia e inércia uterina ou mesmo como medida de controle de doenças de transmissão vertical. Em roedores, como camundongos, ratos e hamsters, ao realizar esse procedimento, recomenda-se que, após
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A contenção de primatas é condição essencial para qualquer tipo de manipulação desses animais, devendo-se garantir o bem-estar do animal e a segurança da equipe de profissionais envolvidos. A contenção pode ser realizada de duas formas: física e química. Na física, o animal é capturado com auxílio de gaiolas, caixas, armadilhas, dentre outras, e, a partir daí, é imobilizado por meio de procedimentos técnicos padronizados de acordo com a espécie. A contenção química, por sua vez, refere-se ao uso de medicamento para produzir modificação favorável do comportamento por sedação, analgesia ou relaxamento muscular. Ao planejar esse procedimento, a escolha do fármaco adequado é fundamental para o sucesso. Na contenção química de primatas neotropicais, recomenda-se
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A anestesia de animais em experimentação deve ser bem conduzida, no sentido de produzir analgesia suficiente para evitar o sofrimento do animal, bem como de interferir o menos possível no desenvolvimento do experimento, garantindo a validade científica de qualquer estudo que utilize animais. Em relação à anestesia em roedores sob experimentação, considere as afirmativas abaixo.
I Devido ao seu tamanho reduzido, os roedores são animais propensos à hipotermia durante o procedimento anestésico. Por outro lado, em razão da menor área de pele e volume corporal, são menos sujeitos à desidratação.
II A cetamina é comumente utilizada na anestesia intravenosa dos roedores. A perda do reflexo da cauda em ratos e camundongos e do reflexo palpebral em cobaia são indicativos de obtenção de plano anestésico profundo nesses animais, quando eles estão sob efeito desse fármaco.
III O acompanhamento da função cardiovascular pode ser feito de maneira convencional, com estetoscópio e avaliação do pulso femoral. Assim como em cães e gatos, o aumento da frequência cardíaca e respiratória em roedores pode indicar a superficialização do plano anestésico.
IV Durante procedimentos prolongados, pode acontecer apneia e hipóxia. Por isso, recomenda-se posicionar o paciente com a porção cranial elevada em decúbito dorsal. Isso faz com que a gravidade empurre o intestino no sentido caudal do abdome, liberando o diafragma.
Em relação ao exposto, estão corretas as afirmativas
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Segundo o CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), “A quarentena é o espaço físico para o isolamento inicial dos animais e deverá ter condições ambientais apropriadas de alojamento, onde estes possam permanecer antes de serem transferidos para as salas de criação e manutenção. Suas dimensões devem contemplar a variedade de espécies animais e as atividades de manejo inerentes a cada uma delas”. Nesse contexto, a estrutura física da área de quarentena da criação de primatas não-humanos deve
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