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- Autores da EducaçãoVygotsky
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemVygotsky: Teoria Histórico-Cultural
A compreensão da aprendizagem e do desenvolvimento
humano reúne diferentes formulações acerca dos
processos envolvidos na formação dos sujeitos. Nesse
campo, determinadas perspectivas oferecem fundamentos para a análise das relações estabelecidas
nas práticas educativas (VYGOTSKY, 2007).
Considerando as contribuições de Lev Vygotsky para a aprendizagem e a linguagem, assinale a alternativa correta.
Considerando as contribuições de Lev Vygotsky para a aprendizagem e a linguagem, assinale a alternativa correta.
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A diversidade linguística constitui característica das
comunidades de fala e se relaciona às diferentes
experiências sociais e culturais de seus integrantes. No
campo educacional, reconhecer a multiplicidade dos
usos da língua permite compreender suas implicações
para a formação do cidadão e para o enfrentamento de
formas de discriminação associadas à linguagem
(BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando as relações entre Língua Portuguesa, cidadania, diversidade cultural e inclusão, complete corretamente as lacunas.
O reconhecimento da __________ linguística permite compreender a coexistência de diferentes usos da língua como fenômeno constitutivo das comunidades de fala. No espaço escolar, a identificação do __________ linguístico evidencia a atribuição de juízos sociais negativos a determinados usos e a seus falantes. Nesse contexto, a promoção dos __________ linguísticos relaciona o respeito à diversidade de usos às condições de participação social dos sujeitos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Considerando as relações entre Língua Portuguesa, cidadania, diversidade cultural e inclusão, complete corretamente as lacunas.
O reconhecimento da __________ linguística permite compreender a coexistência de diferentes usos da língua como fenômeno constitutivo das comunidades de fala. No espaço escolar, a identificação do __________ linguístico evidencia a atribuição de juízos sociais negativos a determinados usos e a seus falantes. Nesse contexto, a promoção dos __________ linguísticos relaciona o respeito à diversidade de usos às condições de participação social dos sujeitos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
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4279839
Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Mondaí-SC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Mondaí-SC
Provas:
A organização sonora do poema resulta da articulação
de diferentes recursos formais, cujos efeitos variam
conforme a maneira como são combinados na
composição dos versos. A análise desses recursos
contribui para a compreensão da estrutura e dos efeitos
produzidos pelo texto poético (GOLDSTEIN, 2006).
Considerando a versificação e as relações entre métrica, ritmo e rima, analise as afirmativas a seguir.
I.A métrica corresponde à medida do verso estabelecida pela contagem das sílabas poéticas, cuja delimitação considera critérios sonoros próprios da escansão e se encerra na última sílaba tônica.
II. O ritmo de um verso decorre da correspondência entre sua extensão silábica e a recorrência de um mesmo padrão métrico, sendo a regularidade da medida responsável pela organização rítmica da composição.
III.A coincidência entre a divisão das sílabas gramaticais e a das sílabas poéticas constitui condição para a manutenção do metro, pois os processos de ligação sonora entre palavras não interferem na escansão.
IV. A rima estabelece correspondências sonoras entre segmentos dos versos a partir da recorrência de fonemas, podendo reunir palavras que apresentam configurações gráficas distintas.
V. O verso livre organiza seu ritmo por recursos como distribuição de acentos, pausas e recorrências sonoras, embora apresente variação na extensão silábica dos versos.
Assinale a alternativa correta.
Considerando a versificação e as relações entre métrica, ritmo e rima, analise as afirmativas a seguir.
I.A métrica corresponde à medida do verso estabelecida pela contagem das sílabas poéticas, cuja delimitação considera critérios sonoros próprios da escansão e se encerra na última sílaba tônica.
II. O ritmo de um verso decorre da correspondência entre sua extensão silábica e a recorrência de um mesmo padrão métrico, sendo a regularidade da medida responsável pela organização rítmica da composição.
III.A coincidência entre a divisão das sílabas gramaticais e a das sílabas poéticas constitui condição para a manutenção do metro, pois os processos de ligação sonora entre palavras não interferem na escansão.
IV. A rima estabelece correspondências sonoras entre segmentos dos versos a partir da recorrência de fonemas, podendo reunir palavras que apresentam configurações gráficas distintas.
V. O verso livre organiza seu ritmo por recursos como distribuição de acentos, pausas e recorrências sonoras, embora apresente variação na extensão silábica dos versos.
Assinale a alternativa correta.
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- Avaliação EducacionalModalidades de Avaliação
- Avaliação EducacionalFunções da Avaliação Escolar e a Análise dos Resultados
A avaliação da aprendizagem integra o trabalho
pedagógico e produz informações que subsidiam
decisões em diferentes momentos do processo
educativo. Seus procedimentos assumem funções
distintas conforme as finalidades que orientam a
obtenção e a utilização das informações sobre a
aprendizagem dos estudantes (LUCKESI, 2011).
Considerando as funções da avaliação diagnóstica, formativa e somativa, assinale a alternativa correta.
Considerando as funções da avaliação diagnóstica, formativa e somativa, assinale a alternativa correta.
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A organização do ensino de Língua Portuguesa envolve
decisões teóricas e metodológicas que repercutem na
seleção e na abordagem dos conteúdos escolares.
Diferentes perspectivas acerca desse ensino
estabelecem critérios próprios para a condução do
trabalho pedagógico (CAGLIARI, 2009).
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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A Sociolinguística contribui para o ensino de Língua
Portuguesa ao examinar as relações entre usos
linguísticos e fatores sociais presentes nas comunidades
de fala. Essa perspectiva oferece subsídios para
compreender fenômenos que se manifestam nas práticas
de linguagem e no espaço escolar
(BORTONI-RICARDO, 2004).
Considerando os aspectos sociolinguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Considerando os aspectos sociolinguísticos aplicados ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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O desenvolvimento profissional na perspectiva da
Didática Profissional
A formação inicial de professores é alvo de frequentes
críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino
veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas
pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por
isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse
período não fosse um ambiente favorável ao
desenvolvimento profissional da docência, construto
historicamente atrelado à formação continuada.
Entretanto, esse conceito vem se configurando como um
processo contínuo de transformação e construção do
sujeito ao longo do tempo, possibilitando o
estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e
as formações posteriores.
Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos
e dispositivos metodológicos centrados na observação,
compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de
discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam
propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam
a competência como consequência natural do domínio
de conhecimentos teóricos, transformando a própria
prática em objeto de aprendizagem. A Didática
Profissional insere-se nesse movimento.
Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu
na França, na década de 1990, com o objetivo de
analisar o trabalho com vistas à formação de
competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as
relações entre situações de trabalho e o
desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da
convergência de um campo prático — a formação de
adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do
desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os
estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três
orientações principais: a análise das aprendizagens não
pode estar separada da análise da atividade dos atores;
para analisar a formação de competências, é preciso
observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para
compreender como se articulam atividade e
aprendizagem num contexto laboral, vale a pena
mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que
permite compreender o desenvolvimento de uma
inteligência da ação.
Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar
formações voltadas para e pela prática. Seus
precursores sustentam que ela almeja ser uma didática
em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de
transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo
que têm de específico em relação aos conteúdos a
serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais
investiam na análise de situações de trabalho como meio
de elaborar conteúdos de formação correspondentes à
situação profissional de referência e construir
dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de
análise voltada à concepção de programas era pouco
efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de
pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho
executado pelo próprio profissional em formação. Nesse
novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de
aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da
observação e da reflexão sobre a própria ação.
Assim, estudos baseados na formação pela análise do
trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A
avaliação da prática passa a fazer parte integrante da
formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os
participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real
a experiência vivida. São exemplos dessa nova
perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais
os professores em formação têm suas aulas gravadas e
examinadas a posteriori em conjunto com supervisores
ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou
cruzadas.
No cerne desse modelo está a distinção entre atividade
produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana
existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à
transformação do real, e a atividade construtiva, voltada
à transformação de si graças à própria prática. Em
situações de trabalho convencionais, a dimensão
produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é
executada.
Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a
ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva
como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação
da sequência didática por um discente em estágio
supervisionado, a execução das etapas — do
planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de
aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade
produtiva torna-se construtiva quando as ações
implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de
estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em
objeto de análise, permitindo a objetivação dos
procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de
sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a
realização da tarefa não é suficiente para que haja
desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa
produtiva como suporte para a aprendizagem
construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua
execução, enquanto a atividade construtiva requer
critérios epistêmicos, assegurando que a
conceitualização foi realmente realizada. A
aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois
registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e
o registro de compreensão e conceitualização
(epistêmico).
Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do
registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto,
oferece-se um quadro teórico e prático para levar o
professor em formação a explicitar sua experiência para,
em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da
atividade compreende em sentido amplo tanto as
experiências vividas durante os estágios — cujas
observações e regências tornam-se objeto de reflexão
em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como
oficinas voltadas à elaboração e implementação de
dispositivos didáticos.
O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro
teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos
campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos
sobre o conceito de esquema na psicologia genética.
Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da
atividade "de dentro", pela sua organização interna e
execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura
tanto para a atuação em situação de trabalho quanto
para a aprendizagem em contexto de formação.
Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo:
Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da
Didática Profissional. Adaptado.
Considerando as classes gramaticais e as funções desempenhadas pelos vocábulos no trecho, assinale a alternativa correta.
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O desenvolvimento profissional na perspectiva da
Didática Profissional
A formação inicial de professores é alvo de frequentes
críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino
veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas
pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por
isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse
período não fosse um ambiente favorável ao
desenvolvimento profissional da docência, construto
historicamente atrelado à formação continuada.
Entretanto, esse conceito vem se configurando como um
processo contínuo de transformação e construção do
sujeito ao longo do tempo, possibilitando o
estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e
as formações posteriores.
Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos
e dispositivos metodológicos centrados na observação,
compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de
discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam
propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam
a competência como consequência natural do domínio
de conhecimentos teóricos, transformando a própria
prática em objeto de aprendizagem. A Didática
Profissional insere-se nesse movimento.
Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu
na França, na década de 1990, com o objetivo de
analisar o trabalho com vistas à formação de
competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as
relações entre situações de trabalho e o
desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da
convergência de um campo prático — a formação de
adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do
desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os
estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três
orientações principais: a análise das aprendizagens não
pode estar separada da análise da atividade dos atores;
para analisar a formação de competências, é preciso
observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para
compreender como se articulam atividade e
aprendizagem num contexto laboral, vale a pena
mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que
permite compreender o desenvolvimento de uma
inteligência da ação.
Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar
formações voltadas para e pela prática. Seus
precursores sustentam que ela almeja ser uma didática
em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de
transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo
que têm de específico em relação aos conteúdos a
serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais
investiam na análise de situações de trabalho como meio
de elaborar conteúdos de formação correspondentes à
situação profissional de referência e construir
dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de
análise voltada à concepção de programas era pouco
efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de
pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho
executado pelo próprio profissional em formação. Nesse
novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de
aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da
observação e da reflexão sobre a própria ação.
Assim, estudos baseados na formação pela análise do
trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A
avaliação da prática passa a fazer parte integrante da
formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os
participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real
a experiência vivida. São exemplos dessa nova
perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais
os professores em formação têm suas aulas gravadas e
examinadas a posteriori em conjunto com supervisores
ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou
cruzadas.
No cerne desse modelo está a distinção entre atividade
produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana
existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à
transformação do real, e a atividade construtiva, voltada
à transformação de si graças à própria prática. Em
situações de trabalho convencionais, a dimensão
produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é
executada.
Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a
ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva
como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação
da sequência didática por um discente em estágio
supervisionado, a execução das etapas — do
planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de
aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade
produtiva torna-se construtiva quando as ações
implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de
estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em
objeto de análise, permitindo a objetivação dos
procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de
sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a
realização da tarefa não é suficiente para que haja
desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa
produtiva como suporte para a aprendizagem
construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua
execução, enquanto a atividade construtiva requer
critérios epistêmicos, assegurando que a
conceitualização foi realmente realizada. A
aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois
registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e
o registro de compreensão e conceitualização
(epistêmico).
Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do
registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto,
oferece-se um quadro teórico e prático para levar o
professor em formação a explicitar sua experiência para,
em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da
atividade compreende em sentido amplo tanto as
experiências vividas durante os estágios — cujas
observações e regências tornam-se objeto de reflexão
em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como
oficinas voltadas à elaboração e implementação de
dispositivos didáticos.
O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro
teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos
campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos
sobre o conceito de esquema na psicologia genética.
Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da
atividade "de dentro", pela sua organização interna e
execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura
tanto para a atuação em situação de trabalho quanto
para a aprendizagem em contexto de formação.
Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo:
Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da
Didática Profissional. Adaptado.
I.A vírgula empregada antes de "no qual" delimita uma oração subordinada adjetiva explicativa, cuja informação incide sobre o antecedente "um meio de aprendizagem".
PORQUE
II.A vírgula antes de "no qual" sinaliza que a informação introduzida pela oração não seleciona, entre possíveis referentes, aquele designado pela expressão "um meio de aprendizagem".
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
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O desenvolvimento profissional na perspectiva da
Didática Profissional
A formação inicial de professores é alvo de frequentes
críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino
veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas
pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por
isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse
período não fosse um ambiente favorável ao
desenvolvimento profissional da docência, construto
historicamente atrelado à formação continuada.
Entretanto, esse conceito vem se configurando como um
processo contínuo de transformação e construção do
sujeito ao longo do tempo, possibilitando o
estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e
as formações posteriores.
Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos
e dispositivos metodológicos centrados na observação,
compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de
discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam
propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam
a competência como consequência natural do domínio
de conhecimentos teóricos, transformando a própria
prática em objeto de aprendizagem. A Didática
Profissional insere-se nesse movimento.
Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu
na França, na década de 1990, com o objetivo de
analisar o trabalho com vistas à formação de
competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as
relações entre situações de trabalho e o
desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da
convergência de um campo prático — a formação de
adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do
desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os
estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três
orientações principais: a análise das aprendizagens não
pode estar separada da análise da atividade dos atores;
para analisar a formação de competências, é preciso
observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para
compreender como se articulam atividade e
aprendizagem num contexto laboral, vale a pena
mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que
permite compreender o desenvolvimento de uma
inteligência da ação.
Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar
formações voltadas para e pela prática. Seus
precursores sustentam que ela almeja ser uma didática
em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de
transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo
que têm de específico em relação aos conteúdos a
serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais
investiam na análise de situações de trabalho como meio
de elaborar conteúdos de formação correspondentes à
situação profissional de referência e construir
dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de
análise voltada à concepção de programas era pouco
efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de
pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho
executado pelo próprio profissional em formação. Nesse
novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de
aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da
observação e da reflexão sobre a própria ação.
Assim, estudos baseados na formação pela análise do
trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A
avaliação da prática passa a fazer parte integrante da
formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os
participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real
a experiência vivida. São exemplos dessa nova
perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais
os professores em formação têm suas aulas gravadas e
examinadas a posteriori em conjunto com supervisores
ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou
cruzadas.
No cerne desse modelo está a distinção entre atividade
produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana
existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à
transformação do real, e a atividade construtiva, voltada
à transformação de si graças à própria prática. Em
situações de trabalho convencionais, a dimensão
produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é
executada.
Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a
ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva
como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação
da sequência didática por um discente em estágio
supervisionado, a execução das etapas — do
planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de
aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade
produtiva torna-se construtiva quando as ações
implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de
estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em
objeto de análise, permitindo a objetivação dos
procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de
sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a
realização da tarefa não é suficiente para que haja
desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa
produtiva como suporte para a aprendizagem
construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua
execução, enquanto a atividade construtiva requer
critérios epistêmicos, assegurando que a
conceitualização foi realmente realizada. A
aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois
registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e
o registro de compreensão e conceitualização
(epistêmico).
Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do
registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto,
oferece-se um quadro teórico e prático para levar o
professor em formação a explicitar sua experiência para,
em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da
atividade compreende em sentido amplo tanto as
experiências vividas durante os estágios — cujas
observações e regências tornam-se objeto de reflexão
em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como
oficinas voltadas à elaboração e implementação de
dispositivos didáticos.
O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro
teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos
campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos
sobre o conceito de esquema na psicologia genética.
Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da
atividade "de dentro", pela sua organização interna e
execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura
tanto para a atuação em situação de trabalho quanto
para a aprendizagem em contexto de formação.
Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo:
Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da
Didática Profissional. Adaptado.
Considerando as inferências, os pressupostos e os implícitos textuais, assinale a alternativa correta.
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Questão presente nas seguintes provas
O desenvolvimento profissional na perspectiva da
Didática Profissional
A formação inicial de professores é alvo de frequentes
críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino
veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas
pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por
isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse
período não fosse um ambiente favorável ao
desenvolvimento profissional da docência, construto
historicamente atrelado à formação continuada.
Entretanto, esse conceito vem se configurando como um
processo contínuo de transformação e construção do
sujeito ao longo do tempo, possibilitando o
estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e
as formações posteriores.
Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos
e dispositivos metodológicos centrados na observação,
compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de
discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam
propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam
a competência como consequência natural do domínio
de conhecimentos teóricos, transformando a própria
prática em objeto de aprendizagem. A Didática
Profissional insere-se nesse movimento.
Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu
na França, na década de 1990, com o objetivo de
analisar o trabalho com vistas à formação de
competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as
relações entre situações de trabalho e o
desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da
convergência de um campo prático — a formação de
adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do
desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os
estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três
orientações principais: a análise das aprendizagens não
pode estar separada da análise da atividade dos atores;
para analisar a formação de competências, é preciso
observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para
compreender como se articulam atividade e
aprendizagem num contexto laboral, vale a pena
mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que
permite compreender o desenvolvimento de uma
inteligência da ação.
Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar
formações voltadas para e pela prática. Seus
precursores sustentam que ela almeja ser uma didática
em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de
transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo
que têm de específico em relação aos conteúdos a
serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais
investiam na análise de situações de trabalho como meio
de elaborar conteúdos de formação correspondentes à
situação profissional de referência e construir
dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de
análise voltada à concepção de programas era pouco
efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de
pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho
executado pelo próprio profissional em formação. Nesse
novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de
aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da
observação e da reflexão sobre a própria ação.
Assim, estudos baseados na formação pela análise do
trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A
avaliação da prática passa a fazer parte integrante da
formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os
participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real
a experiência vivida. São exemplos dessa nova
perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais
os professores em formação têm suas aulas gravadas e
examinadas a posteriori em conjunto com supervisores
ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou
cruzadas.
No cerne desse modelo está a distinção entre atividade
produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana
existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à
transformação do real, e a atividade construtiva, voltada
à transformação de si graças à própria prática. Em
situações de trabalho convencionais, a dimensão
produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é
executada.
Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a
ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva
como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação
da sequência didática por um discente em estágio
supervisionado, a execução das etapas — do
planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de
aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade
produtiva torna-se construtiva quando as ações
implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de
estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em
objeto de análise, permitindo a objetivação dos
procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de
sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a
realização da tarefa não é suficiente para que haja
desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa
produtiva como suporte para a aprendizagem
construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua
execução, enquanto a atividade construtiva requer
critérios epistêmicos, assegurando que a
conceitualização foi realmente realizada. A
aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois
registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e
o registro de compreensão e conceitualização
(epistêmico).
Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do
registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto,
oferece-se um quadro teórico e prático para levar o
professor em formação a explicitar sua experiência para,
em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da
atividade compreende em sentido amplo tanto as
experiências vividas durante os estágios — cujas
observações e regências tornam-se objeto de reflexão
em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como
oficinas voltadas à elaboração e implementação de
dispositivos didáticos.
O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro
teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos
campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos
sobre o conceito de esquema na psicologia genética.
Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da
atividade "de dentro", pela sua organização interna e
execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura
tanto para a atuação em situação de trabalho quanto
para a aprendizagem em contexto de formação.
Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo:
Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da
Didática Profissional. Adaptado.
Considerando os processos de derivação e composição envolvidos na constituição das palavras do trecho, assinale a alternativa correta.
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