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Foram encontradas 50 questões.

2860618 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Ontem, no pardieiro intitulado Teatro República, perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus, o festejadíssimo poeta português, Sr. João de Barros, descobriu mais uma vez o Brasil. Dos portugueses que por cá têm vindo, desde o infausto ano de 1500 até hoje, o único que verdadeiramente não descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Por duas espécies de motivos digo eu que Cabral não descobriu o Brasil: por motivos históricos e pela significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’. Quanto aos motivos históricos, é sabido que Cabral foi no seu tempo um dos últimos a conhecer o Brasil. Antes dele cá haviam estado Diogo de Leppe, Solís, Yáñez Pinzón e outros que, infelizmente, não tiveram a iniciativa de tomar posse da nova terra para a coroa da França ou para a coroa da Espanha. Historicamente, Cabral não descobriu terra nenhuma por aqui; apenas apoderou-se de um território incluído entre os descobrimentos de Colombo e, positivamente, diretamente já descoberto por outros. Em virtude da significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’, também é evidente que Cabral não nos descobriu. Cabral, com efeito, depois de tomar posse do Brasil e de ter ido à Índia, voltou a Portugal, onde, depois de receber alguns prêmios, viveu e morreu tão obscuramente que, só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX. De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador. Não é isso, pois, que se chama ‘descobrir o Brasil’, como se vai ver. Descobrir o Brasil é fazer como Malheiro Dias, que, depois de insultar-nos no seu livro ‘A mulata’ e de ter fugido para Portugal, para cá voltou anos depois, estabeleceu-se com fábrica de unguentos e pomadas, de sociedade com uma polaca sua amiga, e toca a levar vida regalada! Descobrir o Brasil é fazer como o Dr. João de Barros, que nos conta, a respeito da nossa terra, coisas de que nunca ouvimos falar. Ainda ontem nos dizia ele, com o seu sibilante sotaque alfacinha, que no Rio de Janeiro ‘a inteligência, o talento e o gênio tomam as mais fascinantes formas’. Ora aí está uma grande novidade para nós, porque a inteligência aqui é relativa, como em toda parte; o talento é raríssimo; quanto ao gênio, ainda está por aparecer”.

(O descobrimento do Brasil, por Antônio Torres, com adaptações).

Em síntese, pode-se afirmar que o autor baseia o seu argumento de que “Cabral não descobriu o Brasil” em razões fundamentalmente:

 

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2860617 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Ontem, no pardieiro intitulado Teatro República, perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus, o festejadíssimo poeta português, Sr. João de Barros, descobriu mais uma vez o Brasil. Dos portugueses que por cá têm vindo, desde o infausto ano de 1500 até hoje, o único que verdadeiramente não descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Por duas espécies de motivos digo eu que Cabral não descobriu o Brasil: por motivos históricos e pela significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’. Quanto aos motivos históricos, é sabido que Cabral foi no seu tempo um dos últimos a conhecer o Brasil. Antes dele cá haviam estado Diogo de Leppe, Solís, Yáñez Pinzón e outros que, infelizmente, não tiveram a iniciativa de tomar posse da nova terra para a coroa da França ou para a coroa da Espanha. Historicamente, Cabral não descobriu terra nenhuma por aqui; apenas apoderou-se de um território incluído entre os descobrimentos de Colombo e, positivamente, diretamente já descoberto por outros. Em virtude da significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’, também é evidente que Cabral não nos descobriu. Cabral, com efeito, depois de tomar posse do Brasil e de ter ido à Índia, voltou a Portugal, onde, depois de receber alguns prêmios, viveu e morreu tão obscuramente que, só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX. De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador. Não é isso, pois, que se chama ‘descobrir o Brasil’, como se vai ver. Descobrir o Brasil é fazer como Malheiro Dias, que, depois de insultar-nos no seu livro ‘A mulata’ e de ter fugido para Portugal, para cá voltou anos depois, estabeleceu-se com fábrica de unguentos e pomadas, de sociedade com uma polaca sua amiga, e toca a levar vida regalada! Descobrir o Brasil é fazer como o Dr. João de Barros, que nos conta, a respeito da nossa terra, coisas de que nunca ouvimos falar. Ainda ontem nos dizia ele, com o seu sibilante sotaque alfacinha, que no Rio de Janeiro ‘a inteligência, o talento e o gênio tomam as mais fascinantes formas’. Ora aí está uma grande novidade para nós, porque a inteligência aqui é relativa, como em toda parte; o talento é raríssimo; quanto ao gênio, ainda está por aparecer”.

(O descobrimento do Brasil, por Antônio Torres, com adaptações).

No trecho “De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador”, a expressão “de sorte” carrega o sentido de:

 

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2860616 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Ontem, no pardieiro intitulado Teatro República, perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus, o festejadíssimo poeta português, Sr. João de Barros, descobriu mais uma vez o Brasil. Dos portugueses que por cá têm vindo, desde o infausto ano de 1500 até hoje, o único que verdadeiramente não descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Por duas espécies de motivos digo eu que Cabral não descobriu o Brasil: por motivos históricos e pela significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’. Quanto aos motivos históricos, é sabido que Cabral foi no seu tempo um dos últimos a conhecer o Brasil. Antes dele cá haviam estado Diogo de Leppe, Solís, Yáñez Pinzón e outros que, infelizmente, não tiveram a iniciativa de tomar posse da nova terra para a coroa da França ou para a coroa da Espanha. Historicamente, Cabral não descobriu terra nenhuma por aqui; apenas apoderou-se de um território incluído entre os descobrimentos de Colombo e, positivamente, diretamente já descoberto por outros. Em virtude da significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’, também é evidente que Cabral não nos descobriu. Cabral, com efeito, depois de tomar posse do Brasil e de ter ido à Índia, voltou a Portugal, onde, depois de receber alguns prêmios, viveu e morreu tão obscuramente que, só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX. De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador. Não é isso, pois, que se chama ‘descobrir o Brasil’, como se vai ver. Descobrir o Brasil é fazer como Malheiro Dias, que, depois de insultar-nos no seu livro ‘A mulata’ e de ter fugido para Portugal, para cá voltou anos depois, estabeleceu-se com fábrica de unguentos e pomadas, de sociedade com uma polaca sua amiga, e toca a levar vida regalada! Descobrir o Brasil é fazer como o Dr. João de Barros, que nos conta, a respeito da nossa terra, coisas de que nunca ouvimos falar. Ainda ontem nos dizia ele, com o seu sibilante sotaque alfacinha, que no Rio de Janeiro ‘a inteligência, o talento e o gênio tomam as mais fascinantes formas’. Ora aí está uma grande novidade para nós, porque a inteligência aqui é relativa, como em toda parte; o talento é raríssimo; quanto ao gênio, ainda está por aparecer”.

(O descobrimento do Brasil, por Antônio Torres, com adaptações).

No trecho “só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX”, o termo “se” deve ser classificado como:

 

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2860615 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Ontem, no pardieiro intitulado Teatro República, perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus, o festejadíssimo poeta português, Sr. João de Barros, descobriu mais uma vez o Brasil. Dos portugueses que por cá têm vindo, desde o infausto ano de 1500 até hoje, o único que verdadeiramente não descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Por duas espécies de motivos digo eu que Cabral não descobriu o Brasil: por motivos históricos e pela significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’. Quanto aos motivos históricos, é sabido que Cabral foi no seu tempo um dos últimos a conhecer o Brasil. Antes dele cá haviam estado Diogo de Leppe, Solís, Yáñez Pinzón e outros que, infelizmente, não tiveram a iniciativa de tomar posse da nova terra para a coroa da França ou para a coroa da Espanha. Historicamente, Cabral não descobriu terra nenhuma por aqui; apenas apoderou-se de um território incluído entre os descobrimentos de Colombo e, positivamente, diretamente já descoberto por outros. Em virtude da significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’, também é evidente que Cabral não nos descobriu. Cabral, com efeito, depois de tomar posse do Brasil e de ter ido à Índia, voltou a Portugal, onde, depois de receber alguns prêmios, viveu e morreu tão obscuramente que, só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX. De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador. Não é isso, pois, que se chama ‘descobrir o Brasil’, como se vai ver. Descobrir o Brasil é fazer como Malheiro Dias, que, depois de insultar-nos no seu livro ‘A mulata’ e de ter fugido para Portugal, para cá voltou anos depois, estabeleceu-se com fábrica de unguentos e pomadas, de sociedade com uma polaca sua amiga, e toca a levar vida regalada! Descobrir o Brasil é fazer como o Dr. João de Barros, que nos conta, a respeito da nossa terra, coisas de que nunca ouvimos falar. Ainda ontem nos dizia ele, com o seu sibilante sotaque alfacinha, que no Rio de Janeiro ‘a inteligência, o talento e o gênio tomam as mais fascinantes formas’. Ora aí está uma grande novidade para nós, porque a inteligência aqui é relativa, como em toda parte; o talento é raríssimo; quanto ao gênio, ainda está por aparecer”.

(O descobrimento do Brasil, por Antônio Torres, com adaptações).

Relativamente ao trecho “perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus”, marque a alternativa que indica, respectivamente, a classe gramatical a que pertence o termo “exclusivamente” e um de seus possíveis sinônimos.

 

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2860614 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Ontem, no pardieiro intitulado Teatro República, perante numerosa assistência composta exclusivamente de patrícios seus, o festejadíssimo poeta português, Sr. João de Barros, descobriu mais uma vez o Brasil. Dos portugueses que por cá têm vindo, desde o infausto ano de 1500 até hoje, o único que verdadeiramente não descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. Por duas espécies de motivos digo eu que Cabral não descobriu o Brasil: por motivos históricos e pela significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’. Quanto aos motivos históricos, é sabido que Cabral foi no seu tempo um dos últimos a conhecer o Brasil. Antes dele cá haviam estado Diogo de Leppe, Solís, Yáñez Pinzón e outros que, infelizmente, não tiveram a iniciativa de tomar posse da nova terra para a coroa da França ou para a coroa da Espanha. Historicamente, Cabral não descobriu terra nenhuma por aqui; apenas apoderou-se de um território incluído entre os descobrimentos de Colombo e, positivamente, diretamente já descoberto por outros. Em virtude da significação moderna da locução ‘descobrir o Brasil’, também é evidente que Cabral não nos descobriu. Cabral, com efeito, depois de tomar posse do Brasil e de ter ido à Índia, voltou a Portugal, onde, depois de receber alguns prêmios, viveu e morreu tão obscuramente que, só devido a esforços de um brasileiro, se descobriu o seu túmulo, no século XX. De sorte que o Brasil pouco aproveitou ao navegador. Não é isso, pois, que se chama ‘descobrir o Brasil’, como se vai ver. Descobrir o Brasil é fazer como Malheiro Dias, que, depois de insultar-nos no seu livro ‘A mulata’ e de ter fugido para Portugal, para cá voltou anos depois, estabeleceu-se com fábrica de unguentos e pomadas, de sociedade com uma polaca sua amiga, e toca a levar vida regalada! Descobrir o Brasil é fazer como o Dr. João de Barros, que nos conta, a respeito da nossa terra, coisas de que nunca ouvimos falar. Ainda ontem nos dizia ele, com o seu sibilante sotaque alfacinha, que no Rio de Janeiro ‘a inteligência, o talento e o gênio tomam as mais fascinantes formas’. Ora aí está uma grande novidade para nós, porque a inteligência aqui é relativa, como em toda parte; o talento é raríssimo; quanto ao gênio, ainda está por aparecer”.

(O descobrimento do Brasil, por Antônio Torres, com adaptações).

Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que o seu autor apresenta:

 

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2860613 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Numa noite dessas, como quase sempre faz, José Bonifácio desceu do seu modesto pedestal de estátua, no Largo de São Francisco, e foi visitar o seu imperial e real Pedro, no Largo do Rossio. Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco as patas todo o dia alçadas, e viu seu amo descer até o jardim, olhando com saudade e melancolia a relva úmida que os focos elétricos iluminavam. Mal Pedro I encontrou-se com o seu antigo ministro, foi logo perguntando:

– Já falaram em nós?

– Qual o quê, Majestade! Nem um pio!

– Pergunto a você, porque você ficou mais baixo e pode ouvir qualquer coisa. Eu estou muito lá, no alto...

– Não ouvi nada a respeito e tenho lido os jornais; mas neles coisa alguma encontro em que se fale de nós com referência à independência do Brasil.

– Mas, de quem falam eles, afinal?

– De Pedro Álvares Cabral, de Fernando de Magalhães, de Vasco da Gama, de...

– Mas o que tem essa gente com o Sete de Setembro – você não me dirá, Bonifácio?

– Senhor, eles nada têm com o Ipiranga, mas é nesses nomes que os ‘comemorativistas’ falam.

– Bonifácio, você sabe de uma coisa?

– Qual é?

– Não faço mais independências... Adeus.

E cada um seguiu para as suas respectivas ‘casas’.”

(Pedro I e José Bonifácio, Lima Barreto, com adaptações).

No trecho “Pergunto a você, porque você ficou mais baixo”, o personagem Dom Pedro I faz referência à:

 

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2860612 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Numa noite dessas, como quase sempre faz, José Bonifácio desceu do seu modesto pedestal de estátua, no Largo de São Francisco, e foi visitar o seu imperial e real Pedro, no Largo do Rossio. Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco as patas todo o dia alçadas, e viu seu amo descer até o jardim, olhando com saudade e melancolia a relva úmida que os focos elétricos iluminavam. Mal Pedro I encontrou-se com o seu antigo ministro, foi logo perguntando:

– Já falaram em nós?

– Qual o quê, Majestade! Nem um pio!

– Pergunto a você, porque você ficou mais baixo e pode ouvir qualquer coisa. Eu estou muito lá, no alto...

– Não ouvi nada a respeito e tenho lido os jornais; mas neles coisa alguma encontro em que se fale de nós com referência à independência do Brasil.

– Mas, de quem falam eles, afinal?

– De Pedro Álvares Cabral, de Fernando de Magalhães, de Vasco da Gama, de...

– Mas o que tem essa gente com o Sete de Setembro – você não me dirá, Bonifácio?

– Senhor, eles nada têm com o Ipiranga, mas é nesses nomes que os ‘comemorativistas’ falam.

– Bonifácio, você sabe de uma coisa?

– Qual é?

– Não faço mais independências... Adeus.

E cada um seguiu para as suas respectivas ‘casas’.”

(Pedro I e José Bonifácio, Lima Barreto, com adaptações).

Relativamente ao trecho “Mal Pedro I encontrou-se com”, o termo “mal” poderia ser substituído, sem alterar substancialmente o sentido pretendido pelo autor, por:

 

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2860611 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Numa noite dessas, como quase sempre faz, José Bonifácio desceu do seu modesto pedestal de estátua, no Largo de São Francisco, e foi visitar o seu imperial e real Pedro, no Largo do Rossio. Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco as patas todo o dia alçadas, e viu seu amo descer até o jardim, olhando com saudade e melancolia a relva úmida que os focos elétricos iluminavam. Mal Pedro I encontrou-se com o seu antigo ministro, foi logo perguntando:

– Já falaram em nós?

– Qual o quê, Majestade! Nem um pio!

– Pergunto a você, porque você ficou mais baixo e pode ouvir qualquer coisa. Eu estou muito lá, no alto...

– Não ouvi nada a respeito e tenho lido os jornais; mas neles coisa alguma encontro em que se fale de nós com referência à independência do Brasil.

– Mas, de quem falam eles, afinal?

– De Pedro Álvares Cabral, de Fernando de Magalhães, de Vasco da Gama, de...

– Mas o que tem essa gente com o Sete de Setembro – você não me dirá, Bonifácio?

– Senhor, eles nada têm com o Ipiranga, mas é nesses nomes que os ‘comemorativistas’ falam.

– Bonifácio, você sabe de uma coisa?

– Qual é?

– Não faço mais independências... Adeus.

E cada um seguiu para as suas respectivas ‘casas’.”

(Pedro I e José Bonifácio, Lima Barreto, com adaptações).

No trecho “Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco”, os pronomes “este” e “que” recuperam no texto, respectivamente:

 

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2860610 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Numa noite dessas, como quase sempre faz, José Bonifácio desceu do seu modesto pedestal de estátua, no Largo de São Francisco, e foi visitar o seu imperial e real Pedro, no Largo do Rossio. Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco as patas todo o dia alçadas, e viu seu amo descer até o jardim, olhando com saudade e melancolia a relva úmida que os focos elétricos iluminavam. Mal Pedro I encontrou-se com o seu antigo ministro, foi logo perguntando:

– Já falaram em nós?

– Qual o quê, Majestade! Nem um pio!

– Pergunto a você, porque você ficou mais baixo e pode ouvir qualquer coisa. Eu estou muito lá, no alto...

– Não ouvi nada a respeito e tenho lido os jornais; mas neles coisa alguma encontro em que se fale de nós com referência à independência do Brasil.

– Mas, de quem falam eles, afinal?

– De Pedro Álvares Cabral, de Fernando de Magalhães, de Vasco da Gama, de...

– Mas o que tem essa gente com o Sete de Setembro – você não me dirá, Bonifácio?

– Senhor, eles nada têm com o Ipiranga, mas é nesses nomes que os ‘comemorativistas’ falam.

– Bonifácio, você sabe de uma coisa?

– Qual é?

– Não faço mais independências... Adeus.

E cada um seguiu para as suas respectivas ‘casas’.”

(Pedro I e José Bonifácio, Lima Barreto, com adaptações).

No trecho “Numa noite dessas, como quase sempre faz”, a expressão “quase sempre” poderia ser substituída, sem maior prejuízo ao sentido proposto pelo autor, por:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2860609 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. São João Ivaí-PR
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“Numa noite dessas, como quase sempre faz, José Bonifácio desceu do seu modesto pedestal de estátua, no Largo de São Francisco, e foi visitar o seu imperial e real Pedro, no Largo do Rossio. Este desceu também do cavalo que pôde repousar um pouco as patas todo o dia alçadas, e viu seu amo descer até o jardim, olhando com saudade e melancolia a relva úmida que os focos elétricos iluminavam. Mal Pedro I encontrou-se com o seu antigo ministro, foi logo perguntando:

– Já falaram em nós?

– Qual o quê, Majestade! Nem um pio!

– Pergunto a você, porque você ficou mais baixo e pode ouvir qualquer coisa. Eu estou muito lá, no alto...

– Não ouvi nada a respeito e tenho lido os jornais; mas neles coisa alguma encontro em que se fale de nós com referência à independência do Brasil.

– Mas, de quem falam eles, afinal?

– De Pedro Álvares Cabral, de Fernando de Magalhães, de Vasco da Gama, de...

– Mas o que tem essa gente com o Sete de Setembro – você não me dirá, Bonifácio?

– Senhor, eles nada têm com o Ipiranga, mas é nesses nomes que os ‘comemorativistas’ falam.

– Bonifácio, você sabe de uma coisa?

– Qual é?

– Não faço mais independências... Adeus.

E cada um seguiu para as suas respectivas ‘casas’.”

(Pedro I e José Bonifácio, Lima Barreto, com adaptações).

Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que o seu autor:

 

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