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1331236 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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O judeu de Bethesda
Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC.), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, depois de mais de duas horas, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos.
Ler livros, glorificar livros, eis uma tradição judaica milenar. Vem de longe e não se buscam muitas explicações científicas para ela. Não obstante, Karl Alexander, da Universidade Johns Hopkins, somando aos 39 estudos sobre o assunto, completou uma pesquisa com alunos do ensino fundamental. Concluiu que, das vantagens acadêmicas acumuladas pelos alunos mais ricos até a 9ª série, dois terços advêm de atividades de leitura mais intensas durante as férias. Segundo a Secretaria de Educação americana, as perdas dos mais pobres nas férias são “devastadoras”. Um pai judeu, sem perder a linham provavelmente diria: ora bolas, é o que sempre pensei. [...]
Pais interessados e comprometidos com a educação dos seus filhos podem fazer o mesmo que os judeus de Bethesda. Mas, vamos nos lembrar, se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura. Portanto, cobranças sem dó nem piedade. Mas seria só empurrar livros e mais livros goela abaixo dos filhos? Jamais! É preciso desenvolver o prazer da leitura, e o bom exemplo é essencial. À força, pode sair o tiro pela culatra.
Que livros? Não adianta comprar Hegel, Spinoza ou Camões, se as leituras favoritas ainda não passaram muito da Turma da Mônica. É fracasso garantido. Os livros devem andar muito próximo do interesse e da capacidade de compreensão dos leitores, sempre puxando um pouco para cima.
Desviando parcialmente do assunto, quero sugerir aos pais que façam manifestações, que acampem em frente à casa dos prefeitos, até que se mude uma situação vergonhosa. Uma pesquisa recente com as bibliotecas públicas brasileiras pôs a descoberto que (além de fecharem às 6 da tarde.) apenas 20% delas abrem aos sábados e só 1% aos domingos. Como é possível que, nas horas e dias de folga das escolas, as bibliotecas permaneçam fechadas? No caso das leituras de férias, são os únicos dias em que muitos pais poderiam ir à biblioteca para escolher livros com os filhos.
A biblioteca é um centro ativo da aprendizagem. Deve ser vista como um núcleo ligado ao esforço pedagógico institucional e não como um apêndice das escolas. É cenário de visitação. Nela os livros não constituem apenas enfeites, precisam ser manuseados pelos leitores.
Para aqueles que cuidam da educação como ofício, as implicações da pesquisa da Johns Hopkins não são menos revolucionárias. Mostram ser preciso fazer alguma coisa, somente para conseguir não andar para trás nas férias. Por exemplo, programas públicos de leitura. Não são programas caros nem complicados, basta criar monitorias para garantir que as leituras sejam feitas. A leitura é um bem cultural afeto não só aos leitores, senão a toda a comunidade escolar.
Em um nível mais ambicioso, sobretudo para alunos mais vulneráveis, poderiam ser criados cursos de férias. Não se trata de fazer a mesma coisa que no período letivo, pois seria repetir um ensino aborrecido e pouco produtivo. Precisamos de projetos intelectualmente desafiadores, atividades que estimulem os miolos, jogos e muitas outras coisas. O que precisa ser aprendido não é muito diferente, mas viria vestido com roupas mais alegres. E, como sabemos que cabeça vazia é oficina do diabo, essas atividades podem até mesmo ter outras consequências benéficas, por evitar rumos pouco recomendáveis em que se desaguam as amplas energias desses jovens.
(MOURA CASTRO, Cláudio de. Revista Veja, 18/6/2010 – Texto adaptado)
A coesão do texto efetiva-se
 

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1331111 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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O judeu de Bethesda
Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC.), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, depois de mais de duas horas, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos.
Ler livros, glorificar livros, eis uma tradição judaica milenar. Vem de longe e não se buscam muitas explicações científicas para ela. Não obstante, Karl Alexander, da Universidade Johns Hopkins, somando aos 39 estudos sobre o assunto, completou uma pesquisa com alunos do ensino fundamental. Concluiu que, das vantagens acadêmicas acumuladas pelos alunos mais ricos até a 9ª série, dois terços advêm de atividades de leitura mais intensas durante as férias. Segundo a Secretaria de Educação americana, as perdas dos mais pobres nas férias são “devastadoras”. Um pai judeu, sem perder a linham provavelmente diria: ora bolas, é o que sempre pensei. [...]
Pais interessados e comprometidos com a educação dos seus filhos podem fazer o mesmo que os judeus de Bethesda. Mas, vamos nos lembrar, se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura. Portanto, cobranças sem dó nem piedade. Mas seria só empurrar livros e mais livros goela abaixo dos filhos? Jamais! É preciso desenvolver o prazer da leitura, e o bom exemplo é essencial. À força, pode sair o tiro pela culatra.
Que livros? Não adianta comprar Hegel, Spinoza ou Camões, se as leituras favoritas ainda não passaram muito da Turma da Mônica. É fracasso garantido. Os livros devem andar muito próximo do interesse e da capacidade de compreensão dos leitores, sempre puxando um pouco para cima.
Desviando parcialmente do assunto, quero sugerir aos pais que façam manifestações, que acampem em frente à casa dos prefeitos, até que se mude uma situação vergonhosa. Uma pesquisa recente com as bibliotecas públicas brasileiras pôs a descoberto que (além de fecharem às 6 da tarde.) apenas 20% delas abrem aos sábados e só 1% aos domingos. Como é possível que, nas horas e dias de folga das escolas, as bibliotecas permaneçam fechadas? No caso das leituras de férias, são os únicos dias em que muitos pais poderiam ir à biblioteca para escolher livros com os filhos.
A biblioteca é um centro ativo da aprendizagem. Deve ser vista como um núcleo ligado ao esforço pedagógico institucional e não como um apêndice das escolas. É cenário de visitação. Nela os livros não constituem apenas enfeites, precisam ser manuseados pelos leitores.
Para aqueles que cuidam da educação como ofício, as implicações da pesquisa da Johns Hopkins não são menos revolucionárias. Mostram ser preciso fazer alguma coisa, somente para conseguir não andar para trás nas férias. Por exemplo, programas públicos de leitura. Não são programas caros nem complicados, basta criar monitorias para garantir que as leituras sejam feitas. A leitura é um bem cultural afeto não só aos leitores, senão a toda a comunidade escolar.
Em um nível mais ambicioso, sobretudo para alunos mais vulneráveis, poderiam ser criados cursos de férias. Não se trata de fazer a mesma coisa que no período letivo, pois seria repetir um ensino aborrecido e pouco produtivo. Precisamos de projetos intelectualmente desafiadores, atividades que estimulem os miolos, jogos e muitas outras coisas. O que precisa ser aprendido não é muito diferente, mas viria vestido com roupas mais alegres. E, como sabemos que cabeça vazia é oficina do diabo, essas atividades podem até mesmo ter outras consequências benéficas, por evitar rumos pouco recomendáveis em que se desaguam as amplas energias desses jovens.
(MOURA CASTRO, Cláudio de. Revista Veja, 18/6/2010 – Texto adaptado)
A propósito do texto acima, só NÃO é possível inferir que:
 

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1331078 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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O homo semântico
Antônio Barreto
Jarbinhas, poeta, passou a vida inteira escrevendo discursos. Redator aposentado, depois de viúvo, conversava com os chinelos. Botava pijama e lia os livros que deixara para saborear na idade da sabedoria. Porém, vez ou outra, baixava nele aquela saudade do passado rebordado de metrificadas glórias.
Saudara Murilo Rubião com multiversos hendecassílabos. Cultivara, com os melhores adubos da metáfora, o gênero epistolar de Murilo Mendes. Levara uma flor gramática para Henriqueta Lisboa (sua recôndita paixão).
De modo que dessas requentadas recordações Jarbinhas se socorria quando a solidão apertava por demais o gogó das noites mais velozes. Até que um dia o telefone tocou. E o Lemos (ex-colega de repartição, que nunca havia lido nada, a não ser o livro de ponto) convidou Jarbinhas para uma festa qualquer, em homenagem a um jovem deputado que iria tomar posse em Brasília. Detalhe: o discurso de saudação seria dele, Jarbas Augusto da Silva, o Tinhosão, o culto.
Glória das glórias! Nosso herói passou o resto da tarde lapidando as idéias, montando o esqueleto que sustentaria seus melhores verbetes. Palavras têm vida própria, ele sabia. Por isso caprichou na oficina, empinando substantivos, lustrando adjetivos, engraxando verbos, lixando artigos e parafusando pronomes. De madrugada, já cansado, burilou pela última vez o texto, colocando umas borboletas sirigaitas nos advérbios de tempo, para que a memória dos ouvintes registrasse lato sensu, a eternidade daquele momento.
Mesmo não conhecendo o jovem destinatário de sua peça oratória, não importava o lustro: ele, Jarbinhas, sabia como não ser mendace nessas horas. E foi dormir com uma frase: “ Os velhos tempos voltaram...”
Dia seguinte, vestiu o terno azul marinho, botou no pulso o Patek Phillipe, beijou a medalhinha de São Judas protetor e se mandou para o aeroporto da Pampulha, com PTA na mão.
No hotel, com um banho frio, se recompôs. E, na horinha marcada, nosso britânico herói já adentrava o Salão Nobre do próprio hotel, lugar escolhido para a festa.
Como detestava postergações! Cheio de retóricas na alma, já foi logo procurando pelo Lemos no abelhal zunzunzum de gente e outros bichos. (Aqui, diga-se de passagem: a maioria composta por jovens mensageiros ambulantes da língua de Hamlet, o que já vinha estampado nas camisetas e no boné virado.) Mas havia também barbicarecas de brinco, cabeloiros pintados, hunos nasaltrespassados, visigodos tatuados e bárbaras moçoilas vestidas de nadaquase. Democraticamente, todos dançavam o mesmo “ba-be-bi-bo-bu”, algo bem da moda. Confuso, assustado, Jarbinhas foi salvo pelo Lemos, que apareceu com um “cabelos amarrados na nuca” a tiracolo. E apresentou:
Esse é o nosso novo e digníssimo deputado, Jarbas. Filho de Ronivon e Valdirene. Irmão de Onaireves Filho, Jerry Wanderley e Cheroques Júnior... Neto de Alceni com Cameli. Todos na política, mas cada um por seu partido. Não é uma beleza?
Ao que o guapo e amistoso mancebo deputado respondeu, perguntando (ou perguntou, respondendo, tanto faz) e estendendo a mão:
E aí vovô? É o senhor então que veio detonar o lero? Muito prazer. Eu sou o Xobas Farias Maltas. Qualquer azarão pro seu lado é só me bater um grambel, falô? Transo tudo numa boa. E a galera é massa! Pega leve... Comigo num tem boné! Rá!
Salvo novamente pelo Lemos, que era o mestre de cerimônias da tribo, Jarbinhas se dirigiu ao microfone para a saudação, mas já sem nenhum plural. Tirou do paletó as oito laudas de seu impecável arrazoado linguístico e teve um súbito. E lascou:
“Senhor deputado! Tu és o quelso do pental ganírio saltando as rimpas do ferrim calério, carpindo as taipas do furor salírio nos rubios calos do pijom sidério! És o bartólio do bocal empírico que ruge e passa no festim, em ticoteios de partano estírio, rompendo as gâmbias do hortomogenério! Rá, eu tô maluco! God save the King-Kong! Alea jacta est! E tenho dito!” ─ E encerrou o papo por aí.
Sem entender por quê, foi aplaudido, apupado, ovacionado e urrado. Minutos depois, convidado oficialmente, Jarbinhas assumiu o posto de Redator dos Improvisos do nobre deputado.
Os novos tempos voltaram. E, naquela noite, Jarbinhas semancou.
SETTE, Graça (Org.) Transversais do mundo. Leitura de um tempo. Crônicas de Antônio Barreto. Belo Horizonte: Editora Lê, 1999.
VOCABULÁRIO
Alea jacta est!: A sorte está lançada (frase em Latim)
arrazoado: discurso com que defende uma causa
ba-be-bi-bo-bu: verso de letra de música
God save the King-Kong: Deus salve o King-Kong
guapo: bonito, garboso
hendecassílabos: versos de 11 sílabas métricas
homo: homem
hunos, visigodos, bárbaros: povos rudes
lato sensu: sentido amplo
língua de Hamlet: língua inglesa
lustro: polimento, refinamento
mendace: falso, hipócrita
postergações: atrasos
tinhosão: teimosão
verbetes: palavra ou expressão dicionarizada
Não há conotação na expressão sublinhada em:
 

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1330809 Ano: 2011
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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Santiago e Paiva (2007) relataram pesquisa realizada para analisar as necessidades de informação dos alunos do Programa de Pós-graduação do Centro de Ciências Biológicas da UFPe. Esclareceram que o questionário para coleta de dados foi respondido por 59 alunos inscritos na biblioteca e por 6 alunos não inscritos.
É CORRETO afirmar que os respondentes em maior número foram os:
 

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1330749 Ano: 2011
Disciplina: Informática
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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Baseando-se nos itens a seguir, marque (V) para a assertiva verdadeira e (F) para a assertiva falsa, considerando a barra de ferramentas do “Modo de exibição de slide mestre” do Microsoft PowerPoint 2003, versão português.
( ) Enunciado 1330749-1 Insere um novo slide mestre.
( ) Enunciado 1330749-2 Insere um novo título mestre.
( ) Enunciado 1330749-3 Altera o nome do slide mestre .
( ) Enunciado 1330749-4 Preserva o slide mestre.
Está CORRETA a seguinte sequência de respostas, de cima para baixo:
 

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1330747 Ano: 2011
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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Para manter a imagem da empresa, a telefonista precisa estar atenta a alguns detalhes. Assinale o detalhe IRRELEVANTE na rotina do trabalho de uma telefonista.
 

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1330568 Ano: 2011
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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De acordo com a Lei 5.081 de 24/8/1966, assinale a opção que NÃO faz parte do rol de competências do cirurgiãodentista:
 

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1330182 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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O judeu de Bethesda
Último dia de aula na escola Walt Whitman. Situada em Bethesda, um bairro intelectualmente sofisticado da região de Washington (DC.), é uma das melhores dos Estados Unidos. O pimpolho volta para casa. Poderia estar sonhando com três meses de vadiagem, longe dos livros. Mas o sonho duraria pouco. Ao fim da tarde, depois de mais de duas horas, chega o pai judeu, carregando uma sacola de livros recém-comprados. Chama o filho, esparrama os livros na mesa da sala e começa a montar o cronograma de leituras, incluindo a cobrança periódica do que terá sido lido. Ignoro quantos pais judeus passaram também nas livrarias. Mas imagino que não foram poucos.
Ler livros, glorificar livros, eis uma tradição judaica milenar. Vem de longe e não se buscam muitas explicações científicas para ela. Não obstante, Karl Alexander, da Universidade Johns Hopkins, somando aos 39 estudos sobre o assunto, completou uma pesquisa com alunos do ensino fundamental. Concluiu que, das vantagens acadêmicas acumuladas pelos alunos mais ricos até a 9ª série, dois terços advêm de atividades de leitura mais intensas durante as férias. Segundo a Secretaria de Educação americana, as perdas dos mais pobres nas férias são “devastadoras”. Um pai judeu, sem perder a linham provavelmente diria: ora bolas, é o que sempre pensei. [...]
Pais interessados e comprometidos com a educação dos seus filhos podem fazer o mesmo que os judeus de Bethesda. Mas, vamos nos lembrar, se livro fosse cultura, os cupins seriam os seres mais cultos do globo. Só livro lido é cultura. Portanto, cobranças sem dó nem piedade. Mas seria só empurrar livros e mais livros goela abaixo dos filhos? Jamais! É preciso desenvolver o prazer da leitura, e o bom exemplo é essencial. À força, pode sair o tiro pela culatra.
Que livros? Não adianta comprar Hegel, Spinoza ou Camões, se as leituras favoritas ainda não passaram muito da Turma da Mônica. É fracasso garantido. Os livros devem andar muito próximo do interesse e da capacidade de compreensão dos leitores, sempre puxando um pouco para cima.
Desviando parcialmente do assunto, quero sugerir aos pais que façam manifestações, que acampem em frente à casa dos prefeitos, até que se mude uma situação vergonhosa. Uma pesquisa recente com as bibliotecas públicas brasileiras pôs a descoberto que (além de fecharem às 6 da tarde.) apenas 20% delas abrem aos sábados e só 1% aos domingos. Como é possível que, nas horas e dias de folga das escolas, as bibliotecas permaneçam fechadas? No caso das leituras de férias, são os únicos dias em que muitos pais poderiam ir à biblioteca para escolher livros com os filhos.
A biblioteca é um centro ativo da aprendizagem. Deve ser vista como um núcleo ligado ao esforço pedagógico institucional e não como um apêndice das escolas. É cenário de visitação. Nela os livros não constituem apenas enfeites, precisam ser manuseados pelos leitores.
Para aqueles que cuidam da educação como ofício, as implicações da pesquisa da Johns Hopkins não são menos revolucionárias. Mostram ser preciso fazer alguma coisa, somente para conseguir não andar para trás nas férias. Por exemplo, programas públicos de leitura. Não são programas caros nem complicados, basta criar monitorias para garantir que as leituras sejam feitas. A leitura é um bem cultural afeto não só aos leitores, senão a toda a comunidade escolar.
Em um nível mais ambicioso, sobretudo para alunos mais vulneráveis, poderiam ser criados cursos de férias. Não se trata de fazer a mesma coisa que no período letivo, pois seria repetir um ensino aborrecido e pouco produtivo. Precisamos de projetos intelectualmente desafiadores, atividades que estimulem os miolos, jogos e muitas outras coisas. O que precisa ser aprendido não é muito diferente, mas viria vestido com roupas mais alegres. E, como sabemos que cabeça vazia é oficina do diabo, essas atividades podem até mesmo ter outras consequências benéficas, por evitar rumos pouco recomendáveis em que se desaguam as amplas energias desses jovens.
(MOURA CASTRO, Cláudio de. Revista Veja, 18/6/2010 – Texto adaptado)
Analise as seguintes afirmações:
I As aspas usadas na palavra “devastadoras” estabelecem separação entre a fala do pesquisador e a do redator do texto.
II No primeiro parágrafo, se houver a substituição da frase “... depois de mais de duas horas, chega o pai judeu...” por “... a mais de duas horas, chega o pai judeu...”, mantém-se a correção gramatical do período.
III Na frase “[A biblioteca] deve ser vista como um núcleo ligado ao esforço pedagógico institucional e não como um apêndice das escolas”, ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em “Meu zen, meu bem, meu mal”.
IV Em “A leitura é um bem cultural afeto não só aos leitores, senão a toda a comunidade escolar”, a palavra assinalada pode ser substituída pela expressão mas sim, sem que haja alteração de sentido.
São VERDADEIRAS:
 

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1330109 Ano: 2011
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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O equipamento telefônico não é apenas parte do material de trabalho. É o que há de mais importante. Por isso o profissional deve saber como ele funciona. Tecnicamente, o equipamento que ele usa e que o permite fazer ligações internas (de ramal para ramal) e externas é conhecida como:
 

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1329844 Ano: 2011
Disciplina: Serviços Gerais
Banca: FUMARC
Orgão: CRO-MG
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Assinale a sequência correta para se fazer uma ligação DDD:
 

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