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Mulher de 26 anos, previamente hígida, comparece ao serviço com queixa de dor pélvica baixa, corrimento vaginal aquoso e sangramento vaginal pós-coital há 5 dias. Refere também febre (38,2 ºC), mal-estar geral, mialgia e disúria. Iniciou vida sexual com novo parceiro há cerca de 10 dias e nega episódios prévios semelhantes.
Ao exame ginecológico observa-se: colo uterino intensamente hiperemiado, friável, com múltiplas áreas puntiformes esbranquiçadas e erosões superficiais, algumas com aspecto vesicular; sangramento fácil ao toque; secreção cervical serossanguinolenta. Exame bimanual: discreta dor à mobilização do colo, sem sinais de doença inflamatória pélvica estabelecida. Exames laboratoriais: Hemograma: leucocitose discreta com linfocitose; PCR: elevada; Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos; Sorologia para sífilis e HIV: negativas; Urina tipo I: leucocitúria leve, urocultura negativa. Diante da suspeita clínica, optou-se por não aguardar demais exames laboratoriais solicitados para confirmação etiológica antes da conduta.
Diante do quadro clínico e dos achados laboratoriais, o tratamento mais adequado é
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Paciente do sexo feminino, 18 anos, procura atendimento por ausência de menarca. Refere crescimento estatural adequado, sem atraso cognitivo. Nega cefaleia, alterações visuais ou galactorreia. Ao ser questionada, relata incapacidade de perceber odores desde a infância. Nega uso de medicamentos.
Ao exame físico: estatura e IMC dentro da normalidade, desenvolvimento mamário Tanner I, ausência de pelos pubianos e axilares, genitália externa feminina normal.
Exames complementares: β-hCG: negativo, FSH: baixo, LH: baixo, Estradiol: baixo, TSH e prolactina: normais, Cariótipo: 46,XX; ultrassonografia pélvica evidenciando útero infantil, ovários pequenos.
Com base nos dados clínicos e laboratoriais, o diagnóstico mais provável é
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Mulher de 58 anos, menopausada há 6 anos, obesa grau I, com antecedente de dois partos vaginais instrumentais, refere perda urinária aos esforços associada, nos últimos 8 meses, a episódios de urgência miccional com perdas precedidas de forte desejo de urinar. Relata noctúria (2–3 episódios/noite) e sensação ocasional de esvaziamento vesical incompleto. Nega infecções urinárias recentes. Ao exame físico, observa-se discreto prolapso anterior (Pelvic Organ Prolapse Quantification / POP-Q estágio II), teste de esforço negativo em repouso e positivo apenas com bexiga repleta.
Foi realizada urodinâmica multicanal, que demonstrou capacidade cistométrica máxima: 420 mL; sensibilidade vesical preservada; contrações detrusoras involuntárias fásicas durante o enchimento, associadas a desejo miccional súbito; pressão de perda ao esforço (VLPP): 85 cm H₂O; fluxo máximo reduzido (Qmax 11 mL/s), com pressão detrusora normal e resíduo pós-miccional: 90 mL.
Com base nos achados clínicos e urodinâmicos, é correto afirmar que
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Mulher de 34 anos, G2P2, comparece à consulta com queixa de corrimento transvaginal persistente há 6 semanas associado a sangramento pós-coital, dispareunia profunda e discreta dor pélvica crônica. Nega febre. Refere tratamento prévio, em outro serviço, com azitromicina dose única e posteriormente ceftriaxona + doxiciclina, sem melhora clínica. Relata vida sexual ativa, parceiro fixo há 1 ano, nega infecções sexualmente transmissíveis prévias conhecidas.
Não faz uso de contraceptivos hormonais, mas usa dispositivo intrauterino (DIU) há 4 anos. Exame ginecológico revela colo uterino hiperemiado, friável, com secreção mucopurulenta, sangramento fácil ao toque e ausência de lesões ulceradas. Toque bimanual sem sinais de doença inflamatória pélvica. Exames realizados: Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos. Teste rápido para HIV e sífilis: negativos. Bacterioscopia vaginal: microbiota mista, sem critérios para vaginose bacteriana. Citologia oncótica: negativa para malignidade.
Diante da persistência dos sintomas e da falha terapêutica, o agente etiológico mais provável e a conduta mais adequada nesse caso são:
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Mulher de 61 anos, menopausada há 8 anos, com antecedente de câncer de mama hormônio-dependente (com receptores de estrogênio e progesterona positivos), tratada há 4 anos com mastectomia, quimioterapia adjuvante e radioterapia, encontra-se em uso de inibidor de aromatase (letrozol) há 3 anos, com previsão de manutenção por mais 2 anos. Evolui com síndrome urogenital da menopausa grave, caracterizada por dispareunia incapacitante, fissuras vaginais recorrentes, ardor intenso e sintomas urinários irritativos, refratários a lubrificantes e hidratantes vaginais não hormonais utilizados de forma adequada.
À luz das evidências atuais e das recomendações para mulheres com história de câncer de mama em uso de inibidor de aromatase, é correto afirmar que
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Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) referem-se a um conjunto de condições que influenciam diretamente a distribuição das doenças e dos fatores de risco na população.
Assinale a opção que exemplifica corretamente um DSS.
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A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra estabelece diretrizes voltadas ao combate contra o racismo institucional e à redução das desigualdades étnico-raciais no âmbito do SUS.
Assinale a opção que apresenta uma medida adequada à referida política.
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A Bioética parte do pressuposto de que nem tudo o que é cientificamente possível é também eticamente aceitável, exigindo que os avanços técnicos sejam avaliados quanto ao respeito à dignidade da pessoa humana.
Assinale a opção que exemplifica uma ação cientificamente possível, porém eticamente inaceitável.
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Leia a situação hipotética a seguir.
Durante atendimento em Unidade Básica de Saúde, um homem transexual solicitou encaminhamento para mastectomia. O profissional informou que o procedimento não poderia ser ofertado pelo SUS, pois se trataria de demanda estética não relacionada à saúde.
A atitude do profissional de saúde está
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O Sistema Único de Saúde (SUS) é estruturado constitucionalmente por um conjunto de princípios e diretrizes que orientam sua organização, seu funcionamento e sua oferta de ações e serviços.
Assinale a opção que apresenta uma ação incompatível com as diretrizes do SUS.
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