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Foram encontradas 845 questões.

Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.
Existir, a que será que se destina?
Quando entra no ar a vinheta do Jornal Nacional, meu coração vai apertando porque sei que lá vem. Não me refiro às quedas na bolsa, à desvalorização do real ou às exigências do FMI, que tudo isso já vi. Refiro-me às consequências de um mundo hostil, predatório e tremendamente injusto, seja no Brasil, em Ruanda ou em qualquer lugar onde crianças passem fome, senhoras durmam em calçadas tentando matricular seus filhos ou aposentados morram em corredores de hospitais. Cada vez mais difícil digerir a vida como ela é para a maioria.
As crianças que eu conheço estudam em escola particular, compram livros, vão ao cinema, tomam lanches, são sócias de um clube, possuem roupas coloridas, têm brinquedos, praticam esportes, vão à praia e no primeiro sinal de doença, as mães telefonam para o médico e marcam consulta para o mesmo dia, tendo a seu dispor ar-condicionado e competência. Tudo caro. É o preço de poder ter um dia feliz entre duas noites de sono.
As crianças que não conheço não têm nada disso, e quando forem adultas terão menos ainda, porque até a inocência irão perder. Nunca viram um hambúrguer, não sabem o gosto que a Fanta tem, dos picolés sentem o gosto apenas do palito, não têm leite de manhã e não têm molho para o macarrão que às vezes comem. Mascam chicletes usados, assim como seus pais fumam baganas encontradas no chão. Um estômago vazio entre duas noites de sono.
Para a maior parte das pessoas, o espaço que existe entre nascer e morrer não é ocupado. Não comem, e não comendo, não estudam, e não estudando, não trabalham e não trabalhando, não existem. São fantasmas que não conseguem libertar-se do próprio corpo. Nós enquanto isso, discutimos o novo disco da Alanis Morrisete, aplaudimos a chegada do Xenical, vemos as fotos do Morumbi Fashion, comemoramos o centenário de Hitchcock, comentamos o lançamento do novo Renault Clio, torcemos por Central do Brasil. Saímos para dançar, provamos comida árabe, andamos de banana boat, fazemos terapia e regamos girassóis. Fazemos interurbanos, jogamos no Toto Bola, compramos o batom que seduz os moços e a espuma de barbear que seduz as moças. Bem alimentados, instruídos e com um mínimo de saldo no banco, ocupam o espaço entre acordar e adormecer.
Quem não come, não sabe ler e não tem medicamento não ocupa espaço algum. Flutua no vácuo, respira por aparelhos, ignora a própria existência, só sabe que está vivo porque, de vez em quando, sofre um pouco mais que o normal, porque o normal é sofrer bastante, mas não a ponto de não haver diferença entre nascer ou morrer.
Fonte: Marta Medeiros, fev/1999, p. 162.
Marque a alternativa cujos parágrafos, semanticamente, apresentam valor antitético:
 

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2249142 Ano: 2016
Disciplina: Turismo
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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O Estado do Pará constitui-se como um dos mais importantes da Região Amazônica, especialmente pela importância econômica no cenário nacional no que se refere à detenção de matéria prima, bem como sua vocação para o turismo, sobretudo o ecoturismo. A tutela jurídica do turismo e sua gestão no Pará estão sob a responsabilidade do Sistema Estadual de Gestão de Turismo - SEGETUR e da Secretaria de Estado de Turismo - SETUR. Marque a alternativa que corresponde a Lei de criação de ambos.
 

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2249141 Ano: 2016
Disciplina: Sociologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Em relação aos pressupostos teórico-metodológicos elaborados por Marcel Mauss, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I- Para Mauss, as categorias vivem e morrem com os povos e seus diversos bens. Por isso, ele se coloca contra o inatismo de certas categorias lógicas e transcendentais. Todas as categorias são apenas símbolos gerais que, como os demais, só lentamente foram adquiridos pela humanidade.
II- No estudo "Ensaio sobre o dom", Mauss procura mostrar que são os princípios de moral e economia que regem as transações humanas nas sociedades arcaicas e que sob a aparência do dom, da dádiva, escondem-se regras de reciprocidade obrigatória.
III- No que se refere ao ofício do etnógrafo, Mauss argumentava que são aos fenômenos sociais objetivamente constatados que se vinculam os fenômenos religiosos também objetivamente constatados. Assim, obtêm-se sistemas coerentes dos fatos, que poderemos exprimir em hipóteses, provisórios é verdade, mas em todo caso racionais e subjetivos.
 

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2249140 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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Um ciclista com velocidade média de 18 km/h completou um circuito em 1 hora. Se tivesse desenvolvido a velocidade média de 20 km/h, teria feito o mesmo percurso em quantos minutos?
 

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2249139 Ano: 2016
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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São exemplos de bases de dados bibliográficas produzidas no Brasil:
 

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2249138 Ano: 2016
Disciplina: Administração Geral
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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É missão da área financeira gerar recursos para que a organização consiga manter em dia seus compromissos e ainda gerar caixa para financiar seus novos projetos ou aqueles que ainda estão em andamento. Em geral, esta área abrange decisões de:
 

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2249137 Ano: 2016
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
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As Florestas Nacionais - FLONAS são áreas de domínio público, providas de cobertura vegetal, nativa ou plantada, estabelecidas com o objetivo de promover o manejo dos recursos naturais, com ênfase na produção de madeira e outros vegetais e garantir a proteção dos recursos hídricos, das belezas cênicas e dos sítios históricos e arqueológicos, assim como fomentar o desenvolvimento da pesquisa científica básica e aplicada, da educação ambiental e das atividades de recreação.
O que é uma Floresta Xerófila?
 

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2249136 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA

Leia o texto, com atenção, e responda o que se pede no comando da questão.

PROFILING?

Claudio de Moura Castro

Um policial americano surpreende um negro tentando arrombar uma janela. Apesar de protestar, o homem foi algemado e preso. Erro horrendo, pois, além de ser o próprio dono da casa, era professor em Harvard.

Apareceram dois estagiários quando eu trabalhava eu OIT, em Genebra: um alemão, alinhado e bem-falante, e uma refugiada de Ruanda. Tinha como certo qual seria o melhor, mas não abri a boca. Ainda bem, pois o alemão era meio playboy e a moça, inteligente e dedicada.

Cheguei a Argel. Como pipocavam atentados, o controle à porta dos hotéis era severo. À minha frente estava um senhora árabe, muito bem vestida. Ainda sim, sua bolsa foi revistada. Como eu portava nas costas o mochilão do meu parapente, imaginei um exame severíssimo. Nada disso, passei batido, pois não tinha o perfil do terrorista local. O que sentiu essa senhora deve ser semelhante ao que experimentam os muçulmanos hoje na Europa. Embora praticamente todos sejam inocentes, são tratados com suspeição e hostilidade.

Esses julgamentos são objeto de grandes projetos nos Estados Unidos por parte de movimentos negros e em defesa de liberdades civis. O nome usual é profiling, não havendo uma boa tradução.

Na Flórida, um rabino de extraordinário valor foi pego roubando uma gravata. Por sua aparência impecável, não seria identificado, pois não tem o perfil do gatuno de loja. Foi por acaso que um detetive viu seu ato.

Por esses e outros exemplos, o profiling é execrado e acusado de ser um julgamento preconceituoso e inaceitável. Há que ser varrido do mapa.

Não é bem assim. O profiling é um critério de decisão que todos usamos ao longo do dia. Não só prático como inevitável. Se compramos um imóvel de uma empresa respeitada, pouco tempo gastamos verificando os papéis. Mas, se nada sabemos do vendedor, é mais prudente que o advogado veja as escrituras.

Ao longo do dia, não há tempo para grandes verificações. Vamos tomando decisões com base no que parece bom senso. Mas, na verdade, elas apóiam-se em uma sólida teoria.

Alguém pede carona na estrada. Se é um policial militar, sem problemas. Se é um indivíduo mal-encarado, passamos batido. Não dá para checar sua "folha corrida".

Levei meu carro a um mecânico. Quando vi a bagunça e a sujeira de sua oficina, tive dúvidas, mas deixei o carro assim mesmo. A experiência foi péssima. Levei a outro, de oficina impecável. Fui bem atendido. Profiling confirmado.

Vamos à teoria. Alguns fenômenos são ditos determinísticos. Se cuspo para cima, é certo o que vai acontecer. Mas há casos em que tratamos com uma causação apenas probabilística: se isso é assim, então é mais provável que aconteça aquilo. Se ouço trovoadas é provável que chova. Quando o comportamento humano está em jogo, nada é totalmente previsível, lidamos sempre com probabilidades. São as chamadas probabilidades condicionadas.

Se a oficina é limpa, é mais provável que o serviço seja competente. É possível vir a ser assaltado por um ladrão fantasiado de policial, mas é pouco provável. Se tenho de escolher um estagiário, é mais provável que o filho de um prêmio Nobel seja mais inteligente. Pode-se sempre errar, mas as apostas são boas. E assim vamos pela vida, tomando decisões pela probabilidade maior de acertar, quando as pessoas exibem certas características. Os exemplos iniciais apontam erros lastimáveis, mas a regra da probabilidade condicional ainda é a melhor conselheira (oficina limpa, característica do pai, e por aí afora).

A polícia faz o mesmo. Se o computador de bordo indica que o carro foi roubado, pode estar ao volante um incauto honesto que o adquiriu. Mas, pelo sim, pelo não, a polícia já desce de arma em punho.

Como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profilling é inevitável. Mas obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado em Londres, iludida ao vê-lo correr e pular a catraca.

Em suma, é ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profilling). O cuidado é, antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fonte: Adaptado. Veja, 01/06/216.

Em: "Cheguei a Argel.", a ausência do acento grave presente em "Vamos à teoria." dá-se:

 

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O fragmento seguinte é base para a questão.
"Fazemos interurbanos, jogamos no Toto Bola, compramos o batom que seduz os moços e a espuma de barbear que seduz as moças."
Os antecedentes dos pronomes relativos são, respectivamente:
 

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2249134 Ano: 2016
Disciplina: Sociologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Barcarena-PA
Provas:
Em relação ao pensamento sociológico de Max Weber, é correto afirmar que:
 

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