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Foram encontradas 50 questões.

2283350 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia o trecho a seguir.

A Festa em Louvor a Nossa Senhora do Rosário que teve seu início no campo, onde negros descendentes de escravos cantavam e dançavam para a santa, viu os seus brincadores migrarem para a cidade, expulsos do campo. Eles levaram consigo a Festa e construíram uma irmandade – a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário –, onde se reúnem e se ajudam na dura vida da cidade. Entretanto, com seu crescimento, a festa se transformou, chegando a perder algumas de suas características originárias.

COSTA, C. L. Festa e (Re) Produção do Urbano: um estudo sobre a festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário em Catalão-GO. Citado em: Congada de Catalão. Disponível em: <http://www.encontrodeculturas. com.br/2012/artista/congada-de-catalao>. Acesso em: 5 nov. 2014.

O texto apresentado refere-se às congadas de Catalão, considerada uma das mais expressivas do Brasil. Com base na análise do trecho, conclui-se que a introdução da festa, no interior goiano, explica-se pelo processo de

 

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2283304 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia o trecho a seguir.
A revolução documental foi acompanhada por forte crítica ao conceito de documento. A partir da perspectiva de novos historiadores, o documento se torna monumento, ou seja, ele é rastro deixado pelo passado, construído intencionalmente pelos homens e pelas circunstâncias históricas das gerações anteriores.
PEREIRA, N. M.; SEFFNER, F. O que pode o ensino de história? Sobre o uso de fontes na sala de aula. Anos 90. Porto Alegre, v. 15, n. 28, p. 113-128, dez. 2008, p. 115. (Adaptado).
De acordo com o novo conceito de documento, o ofício do historiador passa a priorizar a
 

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2283052 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO

Texto 1

Felicidade clandestina

Menalton Braff

A gente tenta resistir, se esforça, mas a literatura é um grande diálogo em que se tem de enfrentar vozes, muitas vozes, remotas ou recentes, um emaranhado de vozes onde tentamos distinguir alguns dos interlocutores. Os temas nos chegam da vida e dos livros. Capitulamos para acabar refazendo o que está feito. Não é a primeira vez que a realidade me traz de volta a ficção como se fora esta cópia daquela. A Clarice Lispector tomava muito cuidado com as palavras porque ela sabia que as palavras engendram vidas. Mas a Clarice era maga, ela fabricava coisas.

Confesso que a princípio me assustei. Chegou aquele bando em revoada, invadindo tudo, tomando conta do espaço, expulsando-nos dali. Um dos meninos era da cor da terra, trajava uma camiseta parda e usava uma bermudinha sem cor. Me parece que era meio igual aos outros todos.

Escolhi um ponto estratégico, de onde pude observar aquela batalha, que, apesar do susto, me interessava. De onde me abriguei, pude ver os vendedores do estande, o cabelo de alguns literalmente de pé (que agora é moda), o cabelo de todos eletrizado, assim como seus olhos. Tinham ordens para não interferir, a não ser que o prejuízo se tornasse iminente. Durante uns quinze minutos não tiveram sossego.

Uns quinze minutos. Esse foi o tempo necessário para que o bando chegasse, olhasse, visse e saísse. Em seu rastro, sinal de destruição nenhum. Além dos vendedores, consegui focalizar um dos meninos que acabavam de chegar. Foi direto a uma prateleira, não levou mais de quinze segundos para escolher um livro, sentou-se ali mesmo, no chão, pois não dava mais para esperar. Abriu o livro, com aquelas duas mãozinhas quase impossíveis, e se pôs a ler a história, a ver as figuras, não sei. De onde estava, apenas via que seus lábios se moviam e que seus olhos brilhavam. Um brilho tão intenso que tudo em volta começou a flutuar ao ritmo de uma sinfonia ilimitada. O rostinho terroso, então, começou a se transfigurar, assumindo uma expressão gloriosa.

Eu estava com pressa, pois havia uma multidão de umas duas ou três pessoas à espera de um autógrafo alguns estandes adiante. Quem disse que eu conseguia sair do lugar? Naquele instante, o mundo em volta perdeu inteiramente o significado: só aquele menino e seu livro pulsavam em meus sentidos. Ele ria, me parece que falava, não sei se lambia ou cheirava o livro. De repente ele o fechou e olhou para cima, cismarento. Tentei acompanhar seu olhar. Para onde estaria ele viajando agora?

Quando o menino reabriu o livro, percebi em seu rosto sinais de concentração. Voltou à leitura com o cuidado de um soldado estudando o terreno. Acho que havia, finalmente, resolvido algum mistério ou, pelo menos, havia-se deparado com algum, que era preciso desvendar.

Seus colegas dispersaram-se pelos estandes vizinhos, onde outros vendedores puseram cabelos e olhos de pé, mas sem interferir, como lhes fora ensinado. Relanceei o olhar pelo recinto da feira e imaginei o Brasil todo ali dentro e achei que aquilo era uma luz... vá que seja... no fim do túnel.

Olhei de volta para onde estivera o menino e vi apenas um livro aberto com as folhas movendo-se. Se não me engano, ouvi uma voz de criança, que vinha lá de dentro. O menino resolvera penetrar em seu mistério.

Disponível em:<http://www.cartacapital.com.br/cultura/felicidade-clandestina-5044.html>. Acesso em: 7 out. 2014.

Texto 2

O primeiro beijo

Clarice Lispector

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. [...] Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Lispector, Clarice. O primeiro beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. (Trecho).

Texto 3

Enunciado 2861031-1

Texto 4

Enunciado 2861031-2

Uma característica fundamental de alguns textos é a de que são marcadamente heterogêneos, isto é, são atravessados, ocupados, habitados por ditos presentes em outros textos. Essa propriedade relaciona-se a qual das passagens abaixo?

 

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2282965 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia os trechos a seguir.
Um historiador renomado pode escrever que o Império Romano não teve morte natural, foi assassinado. E desse assassinato teria nascido a Idade Média. Hoje, os historiadores pensam que a passagem da Antiguidade para a Idade Média foi o resultado de uma longa evolução positiva, mesmo que tenha sido marcada por episódios violentos e espetaculares. É para sublinhar essa mudança de concepção que, para designar o período que se estende do século IV ao VIII, emprega-se de preferência hoje a expressão Antiguidade Tardia.
LE GOFF, Jacques. As raízes medievais da Europa. Rio de Janeiro: Vozes, 2007. p. 29.
Todavia, a “Antiguidade Tardia” não é uma unanimidade entre os historiadores. As principais críticas ao conceito são oriundas dos pesquisadores que privilegiam fontes arqueológicas e a partir da observação dos resquícios materiais do período identificam um “declínio da civilização”. Especialistas como C. Wickham refutam veementemente o conceito de Antiguidade Tardia ao defenderem que a consolidação dos reinos romanogermânicos marcaram uma evidente ruptura com a antiguidade.
SILVEIRA, Verônica da Costa, Reflexões sobre o conceito de “Antiguidade Tardia”. In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, jul. 2011.
Os dois textos indicam uma discordância no campo da historiografia a respeito do uso da expressão “Antiguidade Tardia”. O uso da expressão destaca
 

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2282558 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia o trecho da epístola de Gelásio a Anastásio.
São dois, Imperador Augusto, os poderes com os quais se governa, principalmente, este mundo: a sagrada autoridade dos pontífices e o poder dos reis, e desses dois poderes é mais importante o dos sacerdotes, pois tem de prestar contas, também, diante do divino juiz dos governantes dos homens.
Citado por PEDRERO SÁNCHEZ, M. G. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000, p. 121. (Adaptado).
A epístola de Gelásio a Anastásio, do ano de 494, revela uma concepção política que se refere ao contexto de
 

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2282512 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia o trecho a seguir.
Essas sociedades não são absolutamente compostas de mães de família, de moças de família, de irmãs que cuidam de seus irmãozinhos menores, e sim de uma espécie de aventureiras, de cavaleiras andantes, de jovens emancipadas, de mocetonas de modos livres e soltos.
Discurso de Fabre d’Églatine (1750/1794). In: PERROT, Michelle. (Org.) História da vida privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p. 26. v. 4. (Adaptado).
O trecho apresentado constitui parte de um pronunciamento do deputado Fabre d'Églatine ao Comitê de Segurança Geral. Tal discurso promove, durante a Revolução Francesa, um processo de
 

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2282387 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO

Felicidade clandestina

Menalton Braff

A gente tenta resistir, se esforça, mas a literatura é um grande diálogo em que se tem de enfrentar vozes, muitas vozes, remotas ou recentes, um emaranhado de vozes onde tentamos distinguir alguns dos interlocutores. Os temas nos chegam da vida e dos livros. Capitulamos para acabar refazendo o que está feito. Não é a primeira vez que a realidade me traz de volta a ficção como se fora esta cópia daquela. A Clarice Lispector tomava muito cuidado com as palavras porque ela sabia que as palavras engendram vidas. Mas a Clarice era maga, ela fabricava coisas.

Confesso que a princípio me assustei. Chegou aquele bando em revoada, invadindo tudo, tomando conta do espaço, expulsando-nos dali. Um dos meninos era da cor da terra, trajava uma camiseta parda e usava uma bermudinha sem cor. Me parece que era meio igual aos outros todos.

Escolhi um ponto estratégico, de onde pude observar aquela batalha, que, apesar do susto, me interessava. De onde me abriguei, pude ver os vendedores do estande, o cabelo de alguns literalmente de pé (que agora é moda), o cabelo de todos eletrizado, assim como seus olhos. Tinham ordens para não interferir, a não ser que o prejuízo se tornasse iminente. Durante uns quinze minutos não tiveram sossego.

Uns quinze minutos. Esse foi o tempo necessário para que o bando chegasse, olhasse, visse e saísse. Em seu rastro, sinal de destruição nenhum. Além dos vendedores, consegui focalizar um dos meninos que acabavam de chegar. Foi direto a uma prateleira, não levou mais de quinze segundos para escolher um livro, sentou-se ali mesmo, no chão, pois não dava mais para esperar. Abriu o livro, com aquelas duas mãozinhas quase impossíveis, e se pôs a ler a história, a ver as figuras, não sei. De onde estava, apenas via que seus lábios se moviam e que seus olhos brilhavam. Um brilho tão intenso que tudo em volta começou a flutuar ao ritmo de uma sinfonia ilimitada. O rostinho terroso, então, começou a se transfigurar, assumindo uma expressão gloriosa.

Eu estava com pressa, pois havia uma multidão de umas duas ou três pessoas à espera de um autógrafo alguns estandes adiante. Quem disse que eu conseguia sair do lugar? Naquele instante, o mundo em volta perdeu inteiramente o significado: só aquele menino e seu livro pulsavam em meus sentidos. Ele ria, me parece que falava, não sei se lambia ou cheirava o livro. De repente ele o fechou e olhou para cima, cismarento. Tentei acompanhar seu olhar. Para onde estaria ele viajando agora?

Quando o menino reabriu o livro, percebi em seu rosto sinais de concentração. Voltou à leitura com o cuidado de um soldado estudando o terreno. Acho que havia, finalmente, resolvido algum mistério ou, pelo menos, havia-se deparado com algum, que era preciso desvendar.

Seus colegas dispersaram-se pelos estandes vizinhos, onde outros vendedores puseram cabelos e olhos de pé, mas sem interferir, como lhes fora ensinado. Relanceei o olhar pelo recinto da feira e imaginei o Brasil todo ali dentro e achei que aquilo era uma luz... vá que seja... no fim do túnel.

Olhei de volta para onde estivera o menino e vi apenas um livro aberto com as folhas movendo-se. Se não me engano, ouvi uma voz de criança, que vinha lá de dentro. O menino resolvera penetrar em seu mistério.

Disponível em:<http://www.cartacapital.com.br/cultura/felicidade-clandestina-5044.html>. Acesso em: 7 out. 2014.

Considerando os aspectos formais e os mecanismos de produção de sentido presentes no texto,

 

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2282223 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Observe a imagem a seguir.
Enunciado 2812934-1
A imagem representa um livro encontrado preso ao pescoço de um escravo morto durante a chamada Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em 1835. Essa fonte histórica revela um elemento da cultura de parte dos africanos escravizados trazidos ao Brasil. Esse elemento deve-se à
 

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2282163 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO

Texto

Enunciado 2809793-1

Em termos linguísticos, a ambiguidade presente na tira se deve

 

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2282147 Ano: 2014
Disciplina: História
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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Leia o trecho a seguir.
Se em determinados países, como a França, o excesso de memória, revelado pelo fenômeno das numerosas comemorações e de datas históricas e pelas múltiplas “rememorações” individuais, pode dar margem a abusos, em contrapartida, em países totalitários, a insuficiência da memória propicia utilizações ideológicas do presente e do futuro desse mesmo passado.
SILVA, Helenice Rodrigues da. Rememoração/comemoração: as utilizações sociais da memória. Rev. Bras. Hist., São Paulo, v. 22, n. 44, 200. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0>. Acesso em: 5 nov. 2014.
Com a leitura do texto, conclui-se que a história se confronta com a
 

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