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Menas, o Certo do Errado, o Errado do Certo
Até o dia 27 de junho, quem vier ao Museu da Língua Portuguesa poderá visitar a mostra temporária “Menas: o certo do errado, o errado do certo”. Esta é a sexta exposição a ocupar o espaço das exposições temporárias, e reforça o papel do museu como importante espaço educador e difusor da língua portuguesa.
O próprio título da exposição é uma provocação. Mesmo sabendo que “menos” é um advérbio, portanto, invariável, quantas vezes já não ouvimos a “concordância” com o gênero feminino por pessoas das mais diferentes classes e idades. Para os curadores da exposição, os professores Ataliba T. de Castilho e Eduardo Calbucci, Menas está na fronteira entre tudo o que não vale e o vale-tudo. E essa provocação é a proposta da exposição que ocupa cerca de 450 m² do Museu da Língua Portuguesa com sete instalações para enumerar nossos “erros” linguísticos mais comuns, entender por que saímos do padrão culto e discutir a amplitude e a criatividade da língua. [...]
Esta mostra pretende aproximar ainda mais o museu de seu grande público, já que trata de questões presentes no nosso dia a dia. A exposição, além de muito interativa e divertida, mostra aos visitantes a existência e pertinência dos vários padrões de linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros usuários poliglotas de uma só língua, no caso a portuguesa.[...]
Mais uma vez o museu, com esta exposição, pretende aguçar a curiosidade de seus visitantes. Pretende, de maneira lúdica e cheia de prazer, fazer com que os seus visitantes entendam melhor os mecanismos de nossa língua e possam, assim, usá-la de maneira mais apropriada, de acordo com o momento e o espaço.
Disponível em: <http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/exposicoes_anteriores.php>. Acesso em: 17 out. 2014. (Adaptado).
O uso das aspas em para enumerar nossos “erros” linguísticos mais comuns constitui um recurso linguístico que tem por função
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Menas, o Certo do Errado, o Errado do Certo
Até o dia 27 de junho, quem vier ao Museu da Língua Portuguesa poderá visitar a mostra temporária “Menas: o certo do errado, o errado do certo”. Esta é a sexta exposição a ocupar o espaço das exposições temporárias, e reforça o papel do museu como importante espaço educador e difusor da língua portuguesa.
O próprio título da exposição é uma provocação. Mesmo sabendo que “menos” é um advérbio, portanto, invariável, quantas vezes já não ouvimos a “concordância” com o gênero feminino por pessoas das mais diferentes classes e idades. Para os curadores da exposição, os professores Ataliba T. de Castilho e Eduardo Calbucci, Menas está na fronteira entre tudo o que não vale e o vale-tudo. E essa provocação é a proposta da exposição que ocupa cerca de 450 m² do Museu da Língua Portuguesa com sete instalações para enumerar nossos “erros” linguísticos mais comuns, entender por que saímos do padrão culto e discutir a amplitude e a criatividade da língua. [...]
Esta mostra pretende aproximar ainda mais o museu de seu grande público, já que trata de questões presentes no nosso dia a dia. A exposição, além de muito interativa e divertida, mostra aos visitantes a existência e pertinência dos vários padrões de linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros usuários poliglotas de uma só língua, no caso a portuguesa.[...]
Mais uma vez o museu, com esta exposição, pretende aguçar a curiosidade de seus visitantes. Pretende, de maneira lúdica e cheia de prazer, fazer com que os seus visitantes entendam melhor os mecanismos de nossa língua e possam, assim, usá-la de maneira mais apropriada, de acordo com o momento e o espaço.
Disponível em: <http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/exposicoes_anteriores.php>. Acesso em: 17 out. 2014. (Adaptado).
O título da mostra temporária referida no texto é uma provocação. Pela leitura, observa-se que essa provocação ocorre porque a exposição
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A fala de Mafalda no último quadrinho revela um posicionamento construído de modo
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Chancela para a ignorância
Lya Luft
Esse título me foi dado por Alexandre Garcia, no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo: ele certamente não se importará com esse pequeno "furto" de seu talento. Referia-se ao tema que, mais do que me preocupar, me causa escândalo e assombro. Um livro didático aprovado pelo Ministério da Educação e incluído entre os livros comprados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que consagra muitas obras didáticas no país, promove o não ensino da língua padrão, que todos os brasileiros, dos mais simples aos mais sofisticados, têm direito de conhecer e usar.
O livro e a ideia que o fundamenta começam a merecer críticas de entidades como a Academia Brasileira de Letras e de centenas de estudiosos. Eu o vejo como o coroamento do descaso, da omissão, da ignorância quanto à língua e de algum laivo ideológico torto, que não consigo entender bem. Pois uma das ideias seria não submeter os alunos menos informados – isto é, os que devem aprender, como todos nós – a nenhum "preconceito" porque falam e escrevem errado. Portanto, nada de ensinar nada a ninguém, ou ele se sentirá humilhado em vez de estimulado a melhorar. O mais indicado seria poupar o dinheiro e fechar as escolas. Se devemos permanecer como somos, a escola será supérflua. Essa minha dedução não é maldosa nem ficcional: é apenas natural. Educar é ajudar a crescer. A educação se divide em duas grandes salas ligadas por muitas portas. Uma das salas se chama formação. A outra, informação. A formação ajuda o indivíduo de qualquer idade a moldar seu caráter e sua visão de mundo, a se desenvolver como ser humano. A cultivar valores; a observar e buscar entender e respeitar o mundo e a natureza, o outro e a si mesmo; a construir o seu lugar na terra, por mais simples que ele seja. A discernir entre certo e errado, bom e mau, e a curtir o belo e o bom que devem ser buscados, dentro das condições de cada um; a dar um sentido a sua vida, seu trabalho, seu convívio. A colaborar, com esse aperfeiçoamento pessoal, para que sua família, a comunidade, o país se tornem um pouco melhores.
A outra sala do complexo Educação é a informação: é onde adquirimos conhecimentos sobre ciências, arte, história, geografia, matemática, idiomas estrangeiros e, em primeiro lugar, aprendemos a usar melhor nosso próprio idioma, pois esse é nosso melhor cartão de visita, nossa apresentação, e o que nos distingue como mais ou menos preparados. É natural usarmos roupas e modos diferentes quando estamos em ambientes diversos, com a turma na escola ou na balada, buscando emprego numa entrevista ou pedindo um empréstimo num banco. Não vamos de cueca ao cinema, não entramos de camisola no avião. Da mesma forma, não escrevemos um trabalho escolar com a linguagem válida nos torpedos ou na internet. Essa variedade se chama adequação, é essencial, é natural e enriquece a língua.
Mas querer que a escola ignore que existe uma língua padrão, que todos temos o direito de conhecer, é nivelar por baixo, como se o menos informado fosse incapaz. É mais uma vez discriminar quem não pôde desenvolver plenamente suas capacidades. E, esta sim, uma postura preconceituosa: os menos privilegiados que fiquem como estão. Com o tempo isso tornará a escola dispensável, pois se ela não deve colocar à nossa disposição o melhor conhecimento em todos os campos, como direito de todos, poderá ser fechada sem maior problema.
Talvez a adoção desse livro e dessa teoria no MEC nem tenha sido percebida, na montanha de trabalhos que ali se empilham. Imagino que, dando-se conta do havido, as autoridades tomem as providências urgentes que saltam aos olhos de qualquer pessoa minimamente racional e nos livrem de mais esse pesadelo para quem ainda acredita um pouco em educação. Ou, coroada a ignorância, as futuras gerações, livres da escola e do dever de crescer, escreverão e falarão sempre achando naturais e boas coisas como "os home espera", "nós achemo", "as mulher precisa" (Ou "percisa" seria melhor?).
VEJA, São Paulo, ed. 2218, 25 maio 2011, p 26.
O título do texto “Chancela para a ignorância” une a autora Lya Luft e o jornalista Alexandre Garcia na defesa do ponto de vista de que o livro didático em questão
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Nome não
Arnaldo Antunes
os nomes dos bichos não são os bichos
o bichos são:
macaco gato peixe cavalo
vaca elefante baleia galinha
os nomes das cores não são as cores
as cores são:
preto azul amarelo verde vermelho marrom
os nomes dos sons não são os sons
os sons são.
só os bichos são bichos
só as cores são cores
só os sons são
som são, som são
nome não, nome não
nome não, nome não.
ANTUNES, Arnaldo. Nome. Rio de Janeiro: BMG, 1993. (Adaptado).
No poema “Nome não”, podem ser observados deslocamentos operados pelo jogo lexical, com vistas a
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFG
Orgão: Pref. Caldas Novas-GO
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