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- História da América LatinaColonialismo espanhol: Ocupação e exploração do território americano
- História do BrasilPeríodo Colonial
O primeiro deles, que contesta várias ideias sobre a colonização da América, é que a ibérica foi, em quase todos os sentidos, mais organizada, planejada e metódica que a anglosaxônica. Caso atribuamos valor à organização, é inegável que a colonização ibérica foi muito “melhor” que a anglo-saxônica. Na verdade, só podemos falar em projeto colonial nas áreas portuguesa e espanhola. Só nelas houve preocupação constante e sistemática quanto às questões da América. A colonização da América do Norte inglesa, por razões que veremos adiante, foi assistemática. No século XVII, quando a América espanhola já apresentava universidade, bispados, produções literárias e artísticas de várias gerações, a costa inglesa da América do Norte era um amontoado de pequenas aldeias atacadas por índios e rondadas pela fome. A península ibérica enviava ao Novo Mundo homens de toda espécie. Dentre os primeiros franciscanos que foram ao México, por exemplo, estava Pedro de Gante, parente do próprio imperador da Espanha. No Brasil, a nova e entusiasmada ordem dos jesuítas veio com o primeiro governador-geral. Imaginar o Brasil povoado só por ladrões e estupradores é tão falso como supor que apenas intelectuais piedosos foram para as 13 colônias.
KARNAL, L. Brasil e Estados Unidos: comparações incômodas. In: KARNAL, Leandro et al. História dos Estados Unidos. Campinas: Contexto, 2007. p. 28. [Adaptado].
O texto contesta qual narrativa sobre a colonização da América?
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A teologia de Lutero trazia consigo implicações políticas da maior importância, que, somadas, respondem pelo que é mais distintivo e influente em seu pensamento social e político. Primeiro, ele assume um claro compromisso de repudiar a ideia segundo a qual a Igreja possui poderes de jurisdição, e por isso detém autoridade para dirigir e regular a vida cristã. É obviamente o abuso desses supostos poderes o que Lutero mais denuncia, e em especial o tráfico de indulgências, que foi tema de sua indignação inicial, expressa nas Noventa e cinco teses. A venda de indulgências era um escândalo que vinha de longe (já denunciado por Chaucer), devendo sua base teológica à bula Unigenitus, de 1343.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 294.
As implicações apresentadas inspiraram qual fenômeno histórico?
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As mudanças fundamentais ocorreram entre os séculos XII e XIII, no contexto que Charles H. Haskins chamou de “renascimento”. Tais mudanças fariam surgir um novo tipo de enciclopedismo. Em um ambiente de abundância livresca, os intelectuais se encontraram diante da necessidade de escolher e selecionar, na massa de novos conhecimentos, o material para as suas composições. O século XII, por excelência “o século da escolástica medieval”, foi um longo período de extensão e organização do conhecimento. Neste momento, há uma mudança cultural no Ocidente para a qual contribuíram tanto a afluência de fontes gregas e árabes como o trabalho dos compiladores que passaram a integrar, em suas obras, os novos conhecimentos resgatados. Merecem relevância também, por outra parte, o aumento do número de estudantes, a multiplicação das escolas urbanas e a criação das universidades, e, nesses ambientes, a sede de conhecimentos que crescia e atingia círculos mais amplos. Nesse ambiente deu-se início ao segundo grande período do enciclopedismo medieval, sob o signo da abundância intelectual, de acordo com Benoît Beyer de Ryque. A partir desse momento, não se compilava mais para salvar o conhecimento que poderia desaparecer, mas para selecionar, classificar, organizar o corpo considerável de conhecimentos disponíveis para apresentar a síntese.
VIDOTTE, Adriana. Das artes e da natureza: articulação de saberes no pensamento científico do século XIII. Revista de História, São Paulo, n. 179, p. 9, 2020.
As mudanças descritas no texto se justificam por qual motivo?
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Foram, portanto, raros os casos de repressão religiosa; mesmo quando isto ocorreu, como em 186, esta preocupação permaneceu: o senatus-consulto que ordenava a perseguição permitia a indivíduos isolados praticar o culto báquico privadamente, caso sentissem uma necessidade pessoal irreprimível. A pietas devida ao deus não podia ser simplesmente ignorada; isto iria contra as bases da mentalidade religiosa romana. O governo não tolerava as associações dionisíacas numerosas, que dessem origem a um movimento organizado fora do controle público; seriam autorizadas reuniões de poucas pessoas, regulamentando-se até o número de homens em relação ao número de mulheres, cuja presença promíscua fora um dos motivos alegados para a intervenção do Senado.
CORASSIN, Maria Luiza. Bacchanalia na República Romana. Letras Clássicas, n. 6, p. 154, 2002.
A postura do governo romano visava
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Os administradores Couto de Magalhães e Aristides de Souza Spínola ficaram impressionados com o número de moléstias reinantes na Cidade de Goiás na segunda metade do século XIX. (...) Na opinião de Magalhães, nenhum indivíduo sadio poderia ser encontrado na capital da Província.
MAGALHÃES, Sônia Maria de. Males do Sertão: alimentação, saúde e doenças em Goiás no século XIX. 2ª edição. São Paulo: Intermeios, 2024, p. 22.
O estudo histórico sobre a saúde em Goiás evidencia que
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Leia o texto a seguir.
Com a colonização, iniciada simbolicamente a partir de 1722, os portugueses realizaram um esforço diligente e sistemático de implantar em Goiás as mesmas diretrizes institucionais e ideológicas existentes em Portugal, trazendo a Europa para os sertões. A premissa era que os arraiais e vilas se assemelhassem aos seus congêneres lusitanos, incluindo toda a simbologia do poder real.
ARRAIS, Cristiano; OLIVEIRA, Eliezer. O século XIX em Goiás: a formação da região. Goiânia: Cânone Editorial, 2025, p. 9.
Um exemplo da “simbologia do poder real” presente em Portugal que também fez parte do processo de formação histórica e territorial dos arraiais e vilas de Goiás é
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As forças mais ativas e poderosas no processo de globalização são os conglomerados e empresas transnacionais que dominam e controlam efetivamente a maior parte da produção, do comércio, da tecnologia e das finanças internacionais. Com seu imenso potencial econômico-financeiro, essas organizações operam em escalas transcontinentais, transferindo recursos financeiros e know-how por sistemas de comunicações informatizadas e via satélite e crescem, mesmo em tempos de recessão e crise, através de fusões, incorporações, venda e compra de ativos em transações bilionárias. Baseadas em uma cultura organizacional e administrativa sem precedentes na história e dispondo de ativos financeiros superiores aos da maioria dos bancos centrais, a extrema mobilidade de seu capital financeiro movimentado em tempo real por redes computadorizadas integradas, permite realizar altas taxas de lucratividade, inclusive em operações especulativas de câmbio, taxas de juros e preços de commodities, tudo contribuindo para o aumento e a expansão das riquezas e do poder dessas organizações.
RATTNER, H. Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados, v. 9, n. 25, p. 71, 1995. [Adaptado].
O texto destaca qual peculiaridade da globalização?
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Analise a imagem a seguir.

Elaborado para fins didáticos com base em conceitos de Sistemas de Informação Geográfica (SIG).
As geotecnologias aplicadas ao ensino de Geografia contribuem para
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