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Foram encontradas 218 questões.

312887 Ano: 2014
Disciplina: Educação Artística
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

A proposta triangular para o ensino de Arte não indica um procedimento dominante ou linear na combinação das várias ações e seus conteúdos. A partir dessa afirmação e das orientações para o ensino de Arte pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, pode-se afirmar:

 

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312886 Ano: 2014
Disciplina: Educação Artística
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

O ensino de Arte, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte (BRASIL, 1997, p. 25), envolve:

I) a experiência de fazer formas artísticas e tudo que entra em jogo nessa ação criadora: recursos pessoais, habilidades, pesquisa de materiais, exceto a relação entre perceber, imaginar e realizar um trabalho de arte.
II) a experiência de poder fruir (formas artísticas, utilizando informações e qualidades perceptivas e imaginativas para estabelecer um contato, uma conversa em que as formas signifiquem coisas homogêneas para todas as pessoas.
III) a experiência de refletir (contextualizar) sobre arte como objeto de conhecimento, onde importam dados sobre a cultura onde o trabalho artístico foi realizado, a história da arte e os elementos e os princípios formais que constituem a produção artística, tanto de artistas quanto dos próprios alunos.
Está(ão) correta(s):

 

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312885 Ano: 2014
Disciplina: Educação Artística
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Sobre o histórico do ensino de arte no Brasil, pode-se afirmar:

I) Oficialmente, o ensino de Artes nas escolas é instalado em 1816, durante o governo de Dom João VI, com a criação da Academia Imperial de Belas Artes.
II) Em 1922, com a efervescência das manifestações da Semana de Arte Moderna, o ensino de Artes passa por uma revolução, deixando-se de lado a necessidade de copiar modelos para treinar habilidades manuais.
III) Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1971, a Educação Artística (que inclui apenas artes plásticas e artes cênicas, excluindo a educação musical) passa a fazer parte do currículo escolar do Ensino Fundamental e Médio.
IV) Em 1989, Ana Mae Barbosa cria a proposta triangular, que inova ao colocar obras como referência para os alunos.
V) Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais atuais, a Arte é composta de quatro linguagens: artes visuais, dança, música e teatro.
Está(ão) correta(s):

 

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312876 Ano: 2014
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Acerca das formas de provimento dispostos na Lei Municipal Nº. 923, de 19 de julho de 2007, considere as assertivas a seguir:

I) O servidor inabilitado em estágio probatório relativo a outro cargo, pode ser reconduzido ao cargo anteriormente ocupado quando estável;
II) Na readaptação, se efetivada em cargo de padrão de vencimento inferior, ficará assegurado ao servidor vencimento correspondente ao cargo que ocupava;
III) Se julgado incapaz para o serviço público, verificada em inspeção por junta médica de readaptação, o readaptando será investido em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental.
IV) Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando, por junta médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria, sendo que a reversão far-se-á a pedido, no mesmo cargo ou no resultante de sua transformação, porém encontrando-se provido o cargo, o servidor ficará em disponibilidade remunerada até abertura de vaga.
V) É possível a reversão, que far-se-á a pedido, de servidor que já tenha completado setenta anos de idade.
VI) Quando invalidada a demissão de servidor público por decisão judicial, dar-se-á a reintegração no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, havendo ressarcimento integral de todas as vantagens.
Assinale a alternativa correta:

 

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312874 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10, considere o texto abaixo.

A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

A vírgula na frase “Diria Cortázar, e eu humildemente endosso...” foi utilizada pela mesma razão apresentada na alternativa:

 

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312873 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10, considere o texto abaixo.

A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final.

A locução conjuntiva grifada na frase acima pode ser corretamente substituída pela conjunção:

 

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312872 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10, considere o texto abaixo.

A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

Sobre os elementos de coesão apresentados pelo texto, analise as afirmações que são feitas a seguir:

I) O pronome “isso” (3º parágrafo) funciona como elemento de coesão anafórica.
II) “la” (2º parágrafo) exerce a função de complemento do verbo “manter” e refere-se a “alguma gracinha” (2º parágrafo).
III) O uso da primeira pessoa do plural em várias passagens do texto tem por objetivo a aproximação entre autora e leitores.
IV) A expressão “é que” (7º parágrafo) funciona como expressão expletiva ou de realce, sendo seu uso dispensado.
V) “las” (8º parágrafo) refere-se a “algumas franjas”.
Está(ão) correta(s)

 

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312871 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10, considere o texto abaixo.

A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

Caso a palavra “um” (3º parágrafo, 1ª ocorrência) seja substituída por “pessoas”, quantas outras alterações deverão ocorrer no parágrafo para fins de concordância?

 

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312870 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

Atenção: Para responder às questões de números 01 a 10, considere o texto abaixo.

A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

Analise as afirmações que são feitas a respeito do texto:

I) Predomina a norma culta da língua, embora se possam verificar algumas marcas da linguagem coloquial.
II) Na frase “... até chegar a uma estrutura medular ...” (1º parágrafo), a autora emprega o sentido denotativo.
III) Na frase “É preciso severidade consigo próprio ...” (3º parágrafo), verifica-se um exemplo de pleonasmo.
IV) O texto em questão apresenta apenas discurso indireto.
V) A partir das ideias da autora, pode-se concluir que o hábito de “aparar as franjas” é mais fácil para os mais velhos.
Está(ão) correta(s)

 

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Disciplina: Português
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Silveira Martins-RS

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A arte de suprimir
Estava lendo uma longa entrevista com o escritor argentino Julio Cortázar e deparei com sua inspirada declaração sobre “literatura com franjas”, que é aquela cheia de rococós desnecessários. Segundo ele, escritor bom é escritor que se dedica a limpar o texto até chegar a uma estrutura medular. Por isso é tão importante não se dar por satisfeito e reescrever quantas vezes for preciso (para mim, atualmente, tem sido a melhor parte do ofício).
É quando temos aquele monte de palavras na nossa frente e começamos a depurar, polir, retirar tudo o que não agrega, tudo o que não serve. Não raro, é um processo dolorido, pois costumamos nos apegar a uma determinada frase ou a alguma gracinha, mas não devemos mantê-la apenas por capricho: ela pode distrair o leitor e interromper o ritmo da leitura.
É preciso severidade consigo próprio, desapegar daquilo que, mesmo que nos apaixone, compromete o resultado final. Diria Cortázar, e eu humildemente endosso: “Quando corrijo, só uma vez em 100 acrescento algo. Nas outras 99, corrigir consiste em suprimir. Qualquer um que veja um rascunho meu pode comprovar isso: muito poucos acréscimos e enormes supressões”. Faxinar é uma arte. Vale para textos, armários, gavetas, e também para manias, lembranças, rancores.
A maturidade tem muitas vantagens, entre elas a de deixarmos de ser tão sentimentais com nosso passado e promovermos um arrastão em tudo o que é excessivo. Não há mais tempo para delongas: uma vez conhecendo melhor a nós mesmos, hora de priorizar a essência – a nossa e a de tudo.
O que não impede que pessoas mais jovens comecem a se habituar desde cedo a não colecionar inutilidades, como amigos falsos, preconceitos e dramalhões. Hoje, considera-se rico aquele que tem 1 milhão de seguidores no Twitter e curtidas no Face, ou aquele que acredita que um sem-número de sapatos, bolsas e tênis acalmará sua ansiedade, afugentando o vazio.
Será mesmo preciso gastar metade da vida até perder essa ilusão? O que nos dignifica não é um guarda-roupa abarrotado ou uma cabeça lotada de neuras. Simplificar, ao contrário do que se pensa, nunca foi provinciano, e sim um luxo que poucos conseguem bancar.
Acumular é que é provinciano. Nem mesmo quando relaciono esse verbo a afeto e dinheiro consigo dar a ele algum crédito, pois acúmulo nada tem a ver com suficiência. Se tivéssemos afeto e dinheiro suficientes para viver bem, com paz, conforto e alegria, para que correríamos atrás de mais e mais? O excesso pode conspirar contra, nos exigindo um esforço extra para manter a roda girando. O suficiente faz a roda girar sozinha.
Tempo esgotado, hora de enviar o texto para o jornal. Desconfio que ele seguirá com algumas franjas, mas prometo apará- las numa próxima versão.
Disponível em < http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2014/11/martha-medeiros-a-arte-de- suprimir-4640705.html > Acesso em 18.11.2014.

A palavra “abarrotado” é formada pelo processo de:

 

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