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Uma língua, duas ortografias
Pode-se dizer que, embora as ortografias portuguesa e brasileira sigam uma orientação semelhante (baseadas nas propostas de Gonçalves
Viana), não há uniformidade: cada país segue normas próprias.
O fato de existirem duas grafias oficiais da língua acarreta problemas na redação de documentos em tratativas internacionais e na publicação de obras de interesse público. Esse problema tornou-se ainda mais agudo a partir de 1975, com a independência política de São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique e, muito recentemente, Timor-Leste, excolônias do Ultramar português. Ampliou-se para oito, portanto, o número de países que têm o português como língua oficial (em Timor-Leste há uma segunda língua oficial, o tétum, mais falada que o português), formando uma comunidade que já passa de 230 milhões de pessoas em quatro continentes.
Qualquer língua em uso está sujeita a variações fonéticas, morfológicas, sintáticas, vocabulares. É natural, portanto, que, sendo falada por uma população tão grande, dispersa por localidades tão diversas, a língua portuguesa apresente diferenças razoáveis entre as variedades brasileira, europeia e africana. Sua escrita segue hoje dois sistemas ortográficos: o do Brasil e o de Portugal, adotado nos demais países. Por serem de base predominantemente fonética, esses dois modelos não poderiam deixar de refletir a diferença entre as duas bem conhecidas normas de pronúncia.
Estes países estão convencidos, porém, de que a inexistência de uma ortografia oficial comum cria não apenas dificuldades de natureza linguística, mas também de natureza política e pedagógica. Daí o esforço que os une pela efetivação do novo Acordo.
A unificação da ortografia – é oportuno lembrar – não implica a uniformização ou unificação da língua em qualquer de seus aspectos (vocabulário, construção gramatical, pronúncia). As variedades de uso fazem parte da língua e jamais estão sujeitas aos efeitos de atos normativos emanados de qualquer autoridade pública. E mesmo no âmbito do Acordo Ortográfico, embora as regras ortográficas sejam as mesmas para todos os países que o assinam, passa-se a admitir, em certos casos, duas grafias correspondentes à diferença das normas cultas de pronúncia do português.
(...)
Qualquer língua expressa a cultura da comunidade que a fala, transmitindo-a através das gerações e fazendo-a circular no seio dessa comunidade. Por desempenhar tão ampla função, a língua é considerada um autêntico alicerce da estrutura social: além de sua utilidade mais óbvia como instrumento cotidiano das interações humanas, ela possibilita a construção de conhecimentos e sua armazenagem em arquivos sonoros ou impressos para uso na ciência, na educação, na literatura, no direito, na religião, no lazer, na administração pública etc. No desempenho dessa função cultural universalista e integradora, em que sobressai como meio de alcançar e de transmitir o conhecimento, a língua perde muito daquela espontaneidade típica da comunicação face a face. É nesse patamar, contudo, que atua a escrita, recurso essencial de expressão de todos os meios gráficos de circulação do conhecimento e da informação: jornais, revistas, boletins, cartazes, leis, enciclopédias, livros em geral. Como discurso ou estilo, é natural que essa escrita revele diferenças regionais, individuais ou profissionais, mas como representação gráfica é necessário que o leitor reconheça em cada forma escrita a mesma palavra, aquela forma que, mesmo sendo desconhecida, se encontra registrada sob a mesma grafia em um dicionário.
(...)
A ortografia de uma língua consiste na padronização da forma gráfica de suas palavras para o fim de uma intercomunicação social universalista, e só em casos excepcionais são admitidas duas grafias para uma mesma palavra. Pela tradição brasileira, as normas ortográficas, ordinariamente propostas por comissões de especialistas e aprovadas pelo Congresso Nacional, entram em vigor por ato do poder executivo federal.
Portanto, compete ao poder público oficializar mudanças nas convenções ortográficas, mais tais alterações não significam mudanças linguísticas, já que, por mais que se possa refletir em parte o sistema de sons da língua, a ortografia não faz parte desse sistema. Unificação ortográfica nada tem a ver com uniformização da língua.
As línguas são como são em virtude do uso que seus falantes fazem dela, e não de acordos de grupos ou de decretos do governo.
Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa /
Instituto Antônio Houaiss / coordenação e assistência de José Carlos Azeredo. – São Paulo: Publifolha, 2013
Assinale a opção CORRETA, de acordo com o texto:
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Quanto a intoxicação exógena é incorreto afirmar:
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Uma das críticas ao esporte desenvolvido nas escolas diz respeito à busca de campeões. Segundo Oliveira (1983),” a busca de campeões conduz à especialização prematura, inibindo o desenvolvimento do potencial psicomotor das crianças”. O esporte visto sob essa perspectiva pode:
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696174
Ano: 2015
Disciplina: Educação Artística
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Disciplina: Educação Artística
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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Existem várias formas de pensar a educação e o processo de ensino-aprendizagem, podemos citar a pedagogia tradicional no qual o ensino está centrado no professor e na transmissão e a pedagogia nova que muda o eixo pedagógico para o aluno e seu interesse. Sobre o ensino de arte no Brasil, assinale a alternativa correta:
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Para que as aulas atinjam seus objetivos, a Educação Física escolar faz uso de três dimensões quando da divisão de seus conteúdos. São dimensões que referendam o que se deve saber, o que se deve saber fazer e como se deve fazer. A partir desse enfoque, essas dimensões são, respectivamente:
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696129
Ano: 2015
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Disciplina: Legislação de Trânsito
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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De acordo com o Art. 144 do Código de Trânsito Brasileiro, marque a alternativa que completa de forma correta o enunciado abaixo:
“Art. 144. O trator de roda, o trator de esteira, o trator misto ou o equipamento automotor destinado à movimentação de cargas ou execução de trabalho agrícola, de terraplenagem, de construção ou de pavimentação só podem ser conduzidos na via pública por condutor habilitado nas categorias _____________.”
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O corpo é compreendido como um organismo integrado e não como um amontoado de “partes” e “aparelhos”, como um corpo vivo, que interage com o meio físico e cultural, que sente dor, prazer, alegria, medo, etc. (PCNs, 1997). O conhecimento corporal abordado nas aulas de Educação Física deve enfocar, EXCETO:
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“A Educação Física é entendida como uma área de conhecimento da Cultura Corporal do Movimento e deve cuidar do corpo não mais como algo mecânico, mas na perspectiva de sua relação com os outros sistemas.”
(Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO http://www.portaleducacao.com.br/educacaofisica/ artigos/30167/educacao-fisica-a-
culturacorporal- do-movimento#ixzz3zUAYP0Mf - Acesso em 07 de fev. de 2016)
Acerca da Cultura Corporal do Movimento, é correto afirmar, EXCETO:
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696075
Ano: 2015
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Sobrado-PB
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- Sistema Global de Proteção dos Direitos Humanos: Instrumentos NormativosConvenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
A Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidade das Pessoas Deficiência, ficou decidido que o termo correto utilizado seria “.....................”. O movimento foi aprovado pela Assembléia Geral da ONU, a ser promulgada posteriormente por meio de lei nacional de todos os países-membros, incluindo o Brasil.
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Judia, fingi ser antissemita para fugir do Holocausto
Já era noite quando os soldados alemães chegaram ao Gueto de Varsóvia, uma espécie de fortaleza, ou prisão, onde ficavam as famílias de judeus poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. Do lado de fora dos muros, estavam os poloneses cristãos. Ao oficial que ficava na entrada do Gueto, os soldados nazistas deram o nome de uma família. Alguém fizera uma denúncia. E os soldados não precisavam de uma razão para matar judeus. O oficial abriu o livro de registros, encontrou o endereço e repassou aos soldados. Os soldados levaram aquela família inteira para uma ponte. Mataram todos. O sobrenome daquela família era muito parecido com o nosso. Não sabíamos se os soldados procuravam por aquela família ou se o oficial da entrada do Gueto entendeu o nome errado e os mandou para outro endereço. Os mortos poderíamos ser nós.
A notícia chegou na manhã seguinte. Se minha memória embaralha a sequência dos acontecimentos, não há sombras sobre os momentos marcantes que vivi no Holocausto. Naquele dia de 1942, meu avô, um polonês muito culto, recebeu uma carta de anistia dos alemães. A mensagem dizia que seríamos perdoados – com direito até a vale-alimentação -, caso saíssemos do Gueto. Meu avô depositou um longo olhar naquele pedaço de papel antes de falar com minha avó. Fingi estar brincado, mas prestei atenção em cada palavra.
Meu avô aceitou a proposta dos nazistas. Retornaria à cidade onde nasci, Sokolov. Minha avó, chorando, disse que era uma armadilha preparada pelos alemães. Tinha certeza de que seriam mortos no regresso. Vovô respondeu que já estavam velhos, e não era justo dificultar a fuga dos filhos. Era melhor que partissem.
Minha mãe, a filha mais velha e viúva (meu pai faleceu em decorrência de uma pneumonia), decidiu acompanhá-los. Impôs aos irmãos uma única condição: que me mantivessem viva. Abracei minha mãe e implorei para que ela ficasse. Minha última lembrança é ver minha mãe empurrando, sutilmente, a maleta dela para baixo da mesa de centro. Ninguém percebeu, só eu. Minha mãe sabia que ia morrer. Quando minha tia avistou a maleta, disse: “Sua mãe só sabe chorar, olha o que ela esqueceu.”
Não tínhamos outra escolha senão fugir. Como era fácil desconfiarem de uma família dizimada como a nossa, meus tios se encarregaram de providenciar um novo passado para nós quatro – eu, minha tia solteira, meu tio viúvo e o filho dele. Meus tios, que eram irmãos, fingiriam ser um casal. Na história, a esposa do meu tio faleceu em decorrência de pneumonia – o que aconteceu na vida real. Diante da morte da esposa, meu tio se casou com a irmã mais nova da falecida. Eu era a filha do primeiro casamento. Meu primo, do segundo.
Por muito dinheiro, meu tio comprou documentos falsos, com nomes de poloneses mortos, para ele e minha tia.
Depois, pediu ajuda a um fazendeiro conhecido nosso – e respeitado pelos poloneses cristãos – para fugir. Antes de partir, soubemos por um rapaz que conseguiu escapar de um campo de concentração que meus avós e minha mãe tinham sido exterminados na cidade de Treblinkla. (...)
Desembarquei no Brasil com 17 ou 18 anos.
Desde então, moro na cidade de São Paulo. Casei com Francisco Gotthilf, um polonês conhecido como o apresentador do programa Mosaico na TV. Idealizado por Francisco, o programa, destinado à comunidade judaica, foi ao ar em 1961. Entrou para o Guinness, o livro dos recordes, como o programa mais antigo da televisão brasileira (está no ar hoje pela TV Aberta São Paulo).
Tenho 85 anos, três filhos, sete netos e dois bisnetos. Francisco faleceu há quatro anos. Ele nem imaginava que eu seria capaz de contar minha história sem chorar. Para voltar à Polônia e visitar à casa de meu avô, que deu a vida por mim, amealhei coragem por 30 anos. Já se passaram sete décadas, e eu ainda preciso me proteger dessas lembranças, mas não posso levá-las guardadas comigo. O mundo precisa saber o que aconteceu. Nós, sobreviventes, precisamos encontrar uma maneira de romper o silêncio que nos impusemos.
Minha estratégia, que estou estreando com você, é contar como se estivesse narrando a trajetória de uma vizinha. De outra maneira, essa conversa não seria possível.
Artigo escrito por Rachela Gotthilf, na Revista Época, edição de
25 de janeiro de 2016, n 919, São Paulo, Capital.
Qual a temática central focalizada pelo texto?
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