Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto 8 para responder às questões 14 e 15.
Texto 8
O coração no ritmo da terra
- Tem um programa instituído no Brasil desde o final da década de 1990, mas que se consolidou
- principalmente nos últimos vinte anos, que é o Plano Nacional de Educação Escolar Indígena.
- Trata-se de uma educação diferenciada, aplicada nos territórios indígenas pelo Brasil inteiro, onde
- cada comunidade tem a possibilidade de moldar o equipamento escolar da forma que decidir. Eu
- já frequentei escola em aldeia embaixo de uma árvore e achei muito bom. As pessoas estavam à
- vontade naquela experiência e não queriam prédio nenhum. Muito tempo depois, aqueles meninos
- decidiram que seria bom ter uma sala de aula, mas sabem que a experiência pedagógica pode ser
- realizada na beira do córrego, numa laje de pedra, em qualquer lugar. Trata-se de um grupo de
- pessoas com o propósito de fazer uma investigação coletiva. Inclusive o próprio letramento pode
- muito bem prescindir de uma sala de aula. Escola não é prédio, mas uma experiência geracional
- de troca que deveria ser enriquecida e valorizada, na qual as pessoas que passaram por coisas
- distintas podem compartilhar conteúdos que ajudem as crianças a se prepararem para a vida
- adulta. [...]
KRENAK, Ailton. Futuro Ancestral. 1.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p. 113-114.
Com base no texto 8, é correto afirmar que:
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Leia o texto 7 para responder à questão 13.
Texto 7
As quatro estações
- MENINA 1 – O sonho da vida de mamãe. Preciosas horas dedicadas exclusivamente a uma
- carreira. Aulas de balé, judô, canto, piano, teatro, inglês, computação, natação! Abdiquei de minha
- infância para ser uma estrela. Mamãe está arrasada.
- MENINA 2 – Neste momento uma sombra me cobre inteira. Eu, tão pequenina, me sinto esticar e
- encolher feito chiclete. Os pensamentos se apossam de mim como caramelos nos dentes. Eu
- penso em acabar com ela. Jogar tinta de hidrocor no seu vestido, afrouxar a corda do seu
- balanço, encher de prego sua melissinha, afogá-la na piscina de bolinhas, quebrar o seu disco da
- Angélica, sequestrar a sua Barbie. A vingança tem o gosto do chocolate meio-amargo!
- MENINA 4 – Eu tremi quando foi para fazer cara de encantada! Será que o diretor notou? Meu
- Deus, eu não sabia que ia ser tão difícil! Cara de surpresa eu faço bem, ó (faz cara de surpresa).
- Agora, cara de encantada eu sempre tive dificuldade. Eu cheguei a fazer aulas extras de
- encantamento. [...]
Cunha, Antônio. Três dramas possíveis. Joinville: Editora Letradágua, 2004. p. 45-46.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 7.
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Leia o texto 6 para responder às questões 11 e 12.
Texto 6
Beijo na face
- Salinda tombou suavemente o rosto e com as mãos em concha colheu, pela milésima vez, a
- sensação impregnada do beijo em sua face. Depois com um gesto lento e cuidadoso, abriu as
- palmas das mãos, contemplando-as. Sim, lá estava o vestígio do carinho. Algo tão tênue, como os
- restos de uma asa amarela, de uma borboleta-menina, que foi atropelada nos primeiros instantes
- de seu inaugural voo. Rememorou ainda o corpo que um dia antes estivera em ofertório ao seu
- lado. Tudo parecia um sonho. Os toques aconteceram carregados de sutileza. Carinhos
- inicialmente experimentados apenas com as pontas dos dedos-desejos. Ela estava aprendendo
- um novo amor. Um amor que vivia e se fortalecia na espera do amanhã, que se fazia
- inesperadamente nas frinchas de um momento qualquer, que se revelava por um simples piscar
- de olhos, por um sorriso ensaiado na metade das bordas de um lábio, por um repetir constante do
- eu te amo, declaração feita, muitas vezes, em voz silenciosa, audível somente para dentro,
- fazendo com que o eco dessa fala se expandisse no interior mesmo do próprio declarante. [...]
Evaristo, Conceição. Olhos D´Água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016. p.51
Com base no texto 6 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.
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Leia o texto 6 para responder às questões 11 e 12.
Texto 6
Beijo na face
- Salinda tombou suavemente o rosto e com as mãos em concha colheu, pela milésima vez, a
- sensação impregnada do beijo em sua face. Depois com um gesto lento e cuidadoso, abriu as
- palmas das mãos, contemplando-as. Sim, lá estava o vestígio do carinho. Algo tão tênue, como os
- restos de uma asa amarela, de uma borboleta-menina, que foi atropelada nos primeiros instantes
- de seu inaugural voo. Rememorou ainda o corpo que um dia antes estivera em ofertório ao seu
- lado. Tudo parecia um sonho. Os toques aconteceram carregados de sutileza. Carinhos
- inicialmente experimentados apenas com as pontas dos dedos-desejos. Ela estava aprendendo
- um novo amor. Um amor que vivia e se fortalecia na espera do amanhã, que se fazia
- inesperadamente nas frinchas de um momento qualquer, que se revelava por um simples piscar
- de olhos, por um sorriso ensaiado na metade das bordas de um lábio, por um repetir constante do
- eu te amo, declaração feita, muitas vezes, em voz silenciosa, audível somente para dentro,
- fazendo com que o eco dessa fala se expandisse no interior mesmo do próprio declarante. [...]
Evaristo, Conceição. Olhos D´Água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016. p.51
Com base no texto 6, é correto afirmar que:
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Leia o texto 5 para responder às questões 9 e 10.
Texto 5
‘Notório saber’ e a sala de aula como laboratório do improviso
Por: Thiago Esteves – Carta Capital 02/02/2026
- Enquanto estudantes aguardam ansiosos o início do ano letivo, milhares de professoras e
- professores atendem aos chamados das secretarias estaduais e municipais de educação para os
- processos de atribuição, designação ou distribuição de aulas. É por meio desses procedimentos
- que as redes estaduais e municipais de ensino organizam a distribuição das aulas na educação
- básica e que, na ausência de docentes efetivos suficientes, recorrem à contratação temporária de
- professores.
- Quem acompanha de perto a angústia de professoras e professores nesse período sabe que é
- justamente nesse momento que se torna visível uma das práticas mais nefastas das redes
- públicas de ensino: a ampliação da carga horária de docentes concursados e o recurso
- sistemático à contratação temporária de professoras e professores. Mais do que revelar o descaso
- de uma parcela significativa de governadores e prefeitos com a educação, uma vez que esse tipo
- de vínculo deveria ser exceção e não regra, esse processo explicita um problema ainda mais
- grave: a admissão de profissionais sem a formação adequada para o exercício do magistério.
- Trata-se de uma política educacional frequentemente amparada em portarias, autorizações e
- normativas expedidas pelas próprias secretarias ou pelos conselhos de educação, que acaba por
- instituir, na prática, uma espécie de notório saber disfarçado. [...]
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/notorio-saber-e-a-sala-de-aula-como-laboratorio-do-improviso.
Com base no texto 5 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.
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Leia o texto 5 para responder às questões 9 e 10.
Texto 5
‘Notório saber’ e a sala de aula como laboratório do improviso
Por: Thiago Esteves – Carta Capital 02/02/2026
- Enquanto estudantes aguardam ansiosos o início do ano letivo, milhares de professoras e
- professores atendem aos chamados das secretarias estaduais e municipais de educação para os
- processos de atribuição, designação ou distribuição de aulas. É por meio desses procedimentos
- que as redes estaduais e municipais de ensino organizam a distribuição das aulas na educação
- básica e que, na ausência de docentes efetivos suficientes, recorrem à contratação temporária de
- professores.
- Quem acompanha de perto a angústia de professoras e professores nesse período sabe que é
- justamente nesse momento que se torna visível uma das práticas mais nefastas das redes
- públicas de ensino: a ampliação da carga horária de docentes concursados e o recurso
- sistemático à contratação temporária de professoras e professores. Mais do que revelar o descaso
- de uma parcela significativa de governadores e prefeitos com a educação, uma vez que esse tipo
- de vínculo deveria ser exceção e não regra, esse processo explicita um problema ainda mais
- grave: a admissão de profissionais sem a formação adequada para o exercício do magistério.
- Trata-se de uma política educacional frequentemente amparada em portarias, autorizações e
- normativas expedidas pelas próprias secretarias ou pelos conselhos de educação, que acaba por
- instituir, na prática, uma espécie de notório saber disfarçado. [...]
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/notorio-saber-e-a-sala-de-aula-como-laboratorio-do-improviso.
Com base no texto 5, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) A ideia principal do texto é a de que há urgência na realização de concursos para contratação de professores efetivos nas redes públicas de ensino.
( ) Na linha 03, o elemento anafórico “desses procedimentos” retoma os seguintes termos mencionados na linha 03: “processos de atribuição, designação ou distribuição de aulas”.
( ) As redes de ensino recorrem à contratação temporária de professores, pois não há docentes efetivos suficientes.
( ) A contratação temporária de professores revela a preocupação de muitos governadores e prefeitos com a educação no país.
( ) A contratação temporária de professores deve se tornar regra nas redes de ensino municipais e estaduais no país.
( ) Na linha 16, o texto refere-se à instituição de “uma espécie de notório saber disfarçado” que se relaciona à falta de formação adequada de professoras e professores contratados temporariamente.
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Texto 4

Legenda: Uma vez a Dolores atendeu uma vendedora de plano de telefonia. A moça ficou 40 minutos presa na ligação com a Dolores. Nunca mais ela ligou. Dona Anésia, Instagram, @dona.anesia, 05 set. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOPe1hAjHwB/?img_index=10.
Com base no texto 4, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) O humor da tirinha pode ser explicado pela quebra de expectativa do leitor, já que a personagem Dolores trata a pessoa ao telefone com intimidade, mesmo sem conhecê-la.
( ) No quarto quadrinho, a partir do enunciado “Não, aqui é a Dolores”, o leitor já pode ter certeza de que a ligação recebida é de uma pessoa desconhecida e se trata de um engano.
( ) No quinto quadrinho, a palavra “aqui” refere-se à casa de Dona Anésia e pode ser classificada como uma conjunção locativa.
( ) No penúltimo quadrinho, a vírgula antes de “menina” é empregada em razão de um vocativo.
( ) No sexto quadrinho, a expressão “tomar um café” pode ser entendida como um encontro entre amigas, o que confere sentido conotativo ao enunciado.
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Leia o texto 3 para responder à questão 5.
Texto 3

BRASIL. Ministério da Saúde, Instagram, @minsaude, 12 dez. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/minsaude.
Com base no texto 3, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O texto tem como objetivo principal alertar a população sobre a necessidade de procurar ajuda médica diante dos sintomas do vírus da zika.
II. Trata-se de um texto do tipo instrucional que apresenta características como o uso de verbos no imperativo e linguagem objetiva.
III. Trata-se de um texto argumentativo, pois tenta convencer o leitor a procurar ajuda médica a partir de exemplos reais.
IV. O texto tem como um de seus objetivos orientar a população a prevenir a doença, já que contém dicas de como evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.
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Leia o texto 2 para responder às questões 3 e 4.
Texto 2
01 Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie
02 Alerta de spoiler: dá nojo o que fizeram com o Orelha. Mas dá calafrio ver gente pedindo “olho
03 por olho, dente por dente”.
04 A inominável tortura do Orelha, um doguinho que era mascote da comunidade da praia Brava, em
05 Florianópolis, é um daqueles casos que colocam à prova nossa humanidade por duas razões.
06 Primeiro, a violência brutal cometida por adolescentes com o esforço de adultos influentes para
07 acobertar o crime. E, segundo, a quantidade de pessoas nas redes pedindo sequestro, tortura e
08 morte dos investigados.
09 Indignação é necessária. Justiça, u. Mas justiça, não justiçamento – a lógica
10 miliciana em que o devido processo legal vira detalhe e a lei do mais forte assume o comando.
11 Punir quem torturou o Orelha (e quem tentou protegê-los com ameaça, influência ou carteira da
12 OAB) é obrigação do Estado. Transformar a barbárie em espetáculo de linchamento só nos torna
13 parecidos com aquilo que dizemos condenar.
14 Punir, sim. Linchar, não. Porque, quando isso acontece, o Estado de direito se torna o alvo. Leia
15 a íntegra do texto na minha coluna no UOL, link na bio.
SAKAMOTO, Leonardo. Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie. Instagram, @leosakamoto, 27 jan. 2026. Disponível em:
https://www.instagram.com/p/DUB0NHuFHQZ/?igsh=d29ibmU2cGk0YWdy.
Com base no texto 2 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.
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Leia o texto 2 para responder às questões 3 e 4.
Texto 2
01 Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie
02 Alerta de spoiler: dá nojo o que fizeram com o Orelha. Mas dá calafrio ver gente pedindo “olho
03 por olho, dente por dente”.
04 A inominável tortura do Orelha, um doguinho que era mascote da comunidade da praia Brava, em
05 Florianópolis, é um daqueles casos que colocam à prova nossa humanidade por duas razões.
06 Primeiro, a violência brutal cometida por adolescentes com o esforço de adultos influentes para
07 acobertar o crime. E, segundo, a quantidade de pessoas nas redes pedindo sequestro, tortura e
08 morte dos investigados.
09 Indignação é necessária. Justiça, u. Mas justiça, não justiçamento – a lógica
10 miliciana em que o devido processo legal vira detalhe e a lei do mais forte assume o comando.
11 Punir quem torturou o Orelha (e quem tentou protegê-los com ameaça, influência ou carteira da
12 OAB) é obrigação do Estado. Transformar a barbárie em espetáculo de linchamento só nos torna
13 parecidos com aquilo que dizemos condenar.
14 Punir, sim. Linchar, não. Porque, quando isso acontece, o Estado de direito se torna o alvo. Leia
15 a íntegra do texto na minha coluna no UOL, link na bio.
SAKAMOTO, Leonardo. Punir quem matou orelha é civilização, mas linchar é endossar a barbárie. Instagram, @leosakamoto, 27 jan. 2026. Disponível em:
https://www.instagram.com/p/DUB0NHuFHQZ/?igsh=d29ibmU2cGk0YWdy.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 2.
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