Pedro Henrique ajuizou ação de cumprimento de cláusula
contratual cumulada com perdas e danos em face de ABC
Construtora. Consta da inicial, que as partes celebraram contrato
de compra e venda de imóvel com previsão de entrega em até
18 meses após a assinatura, sob pena de multa mensal de 0,5%
do valor do contrato, afastada a indenização suplementar,
conforme cláusula contratual expressa. Pedro Henrique afirma
que o imóvel foi entregue com atraso de 11 meses, razão pela
qual, requer a execução da cláusula contratual. Alega também
que, em virtude da mora da ré, experimentou danos materiais
correspondentes aos valores gastos com a locação de outro
imóvel durante o período de atraso, bem como danos morais
pela frustração vivenciada.
Diante da situação hipotética, da legislação vigente e do
entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assinale a
afirmativa correta.
Paulo Souza é casado com Marta Tereza. O casal sempre manteve
uma boa relação e a única divergência constante era em relação à
José, amigo de infância de Paulo. Marta nunca gostou de José,
especialmente porque ele nunca se manteve em emprego fixo,
sempre pedindo ajuda financeira. A última discussão do casal foi
porque Paulo resolveu emprestar um imóvel adquirido na
constância do matrimônio para José residir, visto que ele,
novamente, encontrava-se desempregado.
Após muita discussão, considerando que, apesar de tudo, José é o
melhor amigo de Paulo, Marta Tereza concordou com o
empréstimo por dois anos, para fins de residência exclusiva de
Paulo, constando do contrato que José deveria arcar com as
despesas de condomínio, além da manutenção do imóvel e do
uso exclusivo para fins de residência de José.
Nesses termos, celebraram o contrato. Após nove meses da
celebração do acordo, José vem a óbito e Suzy se apresenta ao
casal como companheira de José, informando que residia no
imóvel há cerca de três meses e que lá permaneceria até o final
do prazo de dois anos.
Diante da situação hipotética narrada, assinale a afirmativa
correta.
Ana decidiu comprar o imóvel oferecido por Matheus, seu colega
de trabalho. Contudo, afirma que não tem o dinheiro para o
pagamento à vista, oferecendo o pagamento de um valor de
entrada correspondente a 60% do preço, com o restante dividido
em 24 (vinte e quatro) prestações mensais, sem interveniência de
terceiro agente financiador.
Matheus aceita a contraproposta de Ana, mas decide que,
enquanto o preço não estiver integralmente pago, a propriedade
deve permanecer consigo, ainda que a posse do imóvel seja
transferida à Ana desde o início, exigindo-se novo acordo de
vontades após a quitação, para a transferência definitiva do bem.
Por outro lado, Ana pretende firmar um acordo que garanta, após
a quitação do preço, o direito de obter a propriedade de forma
compulsória, isto é, ainda que encontre resistência da parte
vendedora, desejando, também, obter direito real de aquisição,
pelo registro do contrato. Ambas as partes pretendem que o
negócio seja irretratável.
Diante desse caso, assinale a opção que indica o contrato que as
partes devem firmar para atender ao concreto regulamento de
interesses.
A interpretação do negócio jurídico é um elemento crucial no âmbito do direito civil, visando compreender a vontade das
partes envolvidas e garantir a efetividade dos contratos e das relações jurídicas. A interpretação do negócio jurídico, de
acordo com o Código Civil de 2002, visa sempre alcançar a justiça nas relações contratuais, assegurando o respeito às
expectativas das partes e promovendo a estabilidade e a segurança jurídica. A interpretação do negócio jurídico deve lhe
atribuir o sentido que
Nazaré Souza Tedesco e José Carlos Tedesco foram casados por
mais de 20 anos e não tiveram filhos em comum, tendo a relação
sido dissolvida por divórcio consensual, com sentença transitada
em julgado em 20 de abril de 2003. Na ocasião, conforme consta
da sentença, Nazaré optou por excluir o sobrenome “Tedesco”,
adquirido em razão do matrimônio.
José Carlos faleceu em 2005 e, em 2022, Nazaré ajuíza ação de
retificação de registro civil, pleiteando a reinserção do
sobrenome que utilizava por ocasião do casamento. Alega que
não teria lido adequadamente os termos do divórcio e que teria
sido surpreendida com a retomada de seu nome de solteira.
Consigna ainda que o nome é um direito da personalidade,
irrenunciável, e que teria o direito subjetivo a reinserção do
sobrenome que ostentava na constância do seu casamento.
Diante da situação hipotética narrada, considerando a legislação
vigente, analise as assertivas a seguir.
I. A alteração do nome para atender ao livre desenvolvimento
da personalidade, como no caso de Nazaré, prevalece, em
qualquer hipótese, sobre o princípio da imutabilidade.
II. A reinclusão de sobrenome após o divórcio, tal como
pretende Nazaré, é uma das exceções, previstas em lei, do
princípio da imutabilidade do nome.
III. Nazaré, na ocasião do divórcio, poderia ter optado pela
manutenção do sobrenome Tedesco, assim como poderia têlo excluído na constância do casamento.
IV. A legislação vigente admite a modificação do sobrenome para
incluir sobrenomes familiares e, também, para excluir
sobrenome do ex-cônjuge, após a dissolução da sociedade
conjugal.
Maria Marta, empreendedora, deve R$ 20.000,00 a Félix Antunes
em razão de um empréstimo contraído há dois meses e vencido
no dia 19/01/2023. Diante da impossibilidade momentânea de
adimplir, Maria Marta transfere para Félix Antunes uma nota
promissória no mesmo valor da dívida, emitida por Carminha,
comerciante local e com vencimento em 20/03/2023. Aos
05/02/2023, desconhecendo o negócio celebrado entre Maria
Marta e Félix Antunes, Carminha efetua o pagamento da nota
promissória diretamente à Maria Marta, mediante recibo, mas
não exige a entrega do título.
Com o vencimento da nota promissória, aos 20/03/2023, Félix
Antunes procura Carminha para satisfazer o seu crédito, ocasião
em que Carminha se recusa a efetuar o pagamento ao argumento
de que já havia quitado a sua dívida diretamente com Maria
Marta, apresentando, inclusive, o recibo assinado.
Diante da situação hipotética narrada, analise as assertivas a
seguir.
I. Na hipótese, Carminha assumiu o risco de pagar a quem não
portava o título, razão pela qual deverá efetuar o pagamento
à Félix Antunes.
II. Na hipótese, Maria Marta responde pela existência do
crédito, bem como pela solvência de Carminha.
III. Na hipótese, Carminha fica desobrigada, pois efetuou o
pagamento à Maria Marta antes de ter conhecimento da
cessão do crédito.
Aragão caminhava livremente pela calçada de seu bairro quando,
subitamente, ao avistar uma mãe gritando com seu filho (criança
com aparência de 5 a 6 anos de idade), a exigir-lhe respeito e
obediência, decidiu atuar a favor da criança, desferindo um
empurrão na mãe, com força suficiente para derrubá-la,
causando lesões corporais de leve intensidade. Diante deste evento, o ato praticado por Aragão deve ser
qualificado como
Em julho de 2023, o Restaurante e Bar Quixadá Ltda.,
representado pela sua sócia e administradora, Adísia Anysio,
adquiriu o estabelecimento empresarial do Restaurante e Bar
Crato Ltda., representado pela sua sócia e administradora, Joyce
de Alencar. Adísia procura consultoria jurídica, afirmando que
durante a negociação lhe foram apresentados alguns débitos, os
quais não lhe impediram de prosseguir na aquisição, pois
totalizavam a importância de aproximadamente R$ 20.000,00
(vinte mil reais). Contudo, segundo Adísia, a partir de dezembro
de 2023 passou a ter conhecimento de débitos que haviam sido
contabilizados por Joyce, porém não mencionados, totalizando
R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais).
Em relação à situação descrita por Adísia, assinale a afirmativa
correta.
Dandara, nos últimos meses, passou a ter graves desavenças com
seu único sócio, Valdomiro, na condução da sociedade, Damiro
Informática Ltda., o que inviabiliza a sua manutenção na
empresa. Diante disso, pretende a saída do quadro societário.
Com base nos estudos acerca das sociedades limitadas, assinale a
afirmativa correta.
No contexto do direito sucessório, a colação refere-se a um princípio que busca equalizar as quotas hereditárias dos herdeiros, considerando as doações feitas em vida pelo autor da herança. Esse princípio está presente em alguns sistemas jurídicos, como o brasileiro, com base no Código Civil. Tendo em vista que a colação tem como objetivo garantir que, ao calcular a parte da herança de cada herdeiro, seja levado em consideração o valor dos bens que foram doados pelo de cujus ainda em vida, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) São dispensadas da colação as doações que o doador determinar saiam da parte disponível, contanto que não a excedam, computado o seu valor ao tempo da doação.
( ) A dispensa da colação só pode ser outorgada pelo doador em testamento.
( ) O valor de colação dos bens doados será aquele, certo ou estimativo, que lhes atribuir o ato de liberalidade.
( ) Quando os netos, representando os seus pais, sucederem aos avós, serão obrigados a trazer à colação, ainda que não o hajam herdado, o que os pais teriam de conferir.