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No mundo acadêmico de língua inglesa, os debates em torno do conceito de Early Modern History passaram a ser mais consensuais alguns anos à frente, prova de que a periodização não é apenas uma questão central, mas também sensível da historiografia. Até hoje, não se estabeleceu um consenso absoluto no que diz respeito aos marcos cronológicos dessa época. De modo análogo, o início do período designado como Late Modern, ou simplesmente Modern, costuma ser marcado em mais de um momento: meados do século XVIII, com o Iluminismo ou, mais tardiamente, com os acontecimentos e consequências da Revolução Francesa, entendidos em geral como o pilar político e intelectual da Modernidade; na virada do século XVIII para o século XIX, ainda com a primeira Revolução Industrial e o começo da guinada hegemônica do capitalismo, focando, assim, nas transformações socioeconômicas; ou somente após as primeiras décadas do século XIX, quando já se anunciavam as feições políticas dos Estados-nação e as garras do imperialismo, ou quando os resquícios do regime feudal desapareciam de fato.
Como se pode ver, a variedade de termos e balizas cronológicas na criação de um período é resultado de uma operação historiográfica que convida historiadores e historiadoras, leitores e leitoras a investigar o vigor ou a tibieza do passado histórico na definição do tempo presente.
André de Melo Araújo et al. (org.). A Época Moderna: Uma introdução. In: A Época Moderna. Petrópolis, RJ: Vozes, 2024, p. 13 (com adaptações).
Julgue os itens a seguir, a partir do texto precedente.
Enquanto a Revolução Francesa tornou-se insígnia da ruptura política e ideológica com o Antigo Regime, no processo de independência da América inglesa, também reconhecido como Revolução Americana, a memória dos pais fundadores foi integrada à narrativa nacional, representando um elemento de continuidade entre o passado e o futuro.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
Apesar do distanciamento entre as questões internacionais e as domésticas, que se agudizou durante a Guerra Fria, no contexto da bipolaridade, a população dos EUA se aproximava da dos países alinhados por um componente-chave da ideologia norte-americana: a fé no sobrenatural, que funcionou como lastro para a política externa do país.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
A entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial representou um consenso do establishment da Costa Leste, composto pelas elites econômicas, políticas e intelectuais do país, que fundiu o nacionalismo isolacionista ao nacionalismo intervencionista, criando condições para o imperialismo norte-americano.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
Nicolas Spykman foi o ideólogo que mais influenciou a política externa norte-americana a partir da Segunda Guerra Mundial: ele defendia que a democracia era um "fetiche" e que o êxito da política externa dependia da concentração de poder nas mãos do presidente e do apoio a governos autoritários no exterior, desde que aliados.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
O New Deal foi um conjunto de programas federais norte-americanos elaborado sob o governo Franklin D. Roosevelt em resposta à crise de 1929, que primou pelas práticas protecionistas, revogando medidas de abertura econômica, tais como o Ato Tarifário Smoot-Hawley, e nomeando Secretário de Estado, responsável pela política externa, um opositor ao livre mercado, Cordell Hull.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
A proposição dos Catorze Pontos representou uma decisão monocrática do presidente Woodrow Wilson, sem apoio parlamentar, em um contexto em que o isolacionismo ainda tinha grande força nos EUA.
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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Perry Anderson. Império. In: A política externa norte-americana e seus teóricos. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 11 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos à história estadunidense no século XX.
Baseada na ideologia de segurança nacional, a Doutrina Truman constituiu as bases institucionais que fundamentaram o império norte-americano ― o Departamento de Defesa, o Estado-Maior Unificado, o Conselho de Segurança Nacional e a Agência Central de Inteligência (CIA)―, parcialmente dissolvidas na chamada segunda Guerra Fria, a partir do governo Ronald Reagan.
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A respeito das ditaduras e dos regimes fascistas da Europa na primeira metade do século XX, julgue os itens que se seguem.
Os principais alvos políticos do regime nazista, depois de sua ascensão ao poder, foram os comunistas, e não os judeus.
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A respeito das ditaduras e dos regimes fascistas da Europa na primeira metade do século XX, julgue os itens que se seguem.
Dachau foi o primeiro e o mais duradouro campo de concentração nazista controlado pela SS.
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A respeito das ditaduras e dos regimes fascistas da Europa na primeira metade do século XX, julgue os itens que se seguem.
O regime fascista de Mussolini empregou amplamente o rádio e a televisão como instrumentos de propaganda para as massas.
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