Foram encontradas 5.194 questões.
Somos muitos Severinos/
iguais em tudo na vida:/
na mesma cabeça grande/
que a custo é que se equilibra,/
no mesmo ventre crescido/
sobre as mesmas pernas finas/
e iguais também porque o sangue,/
que usamos tem pouca tinta./
MELO NETO, João Cabral de. Poesia completa e prosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p. 147-148.
Assinale a alternativa que indica os aspectos formais do poema apresentado.
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Com relação a Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, assinale a alternativa correta.
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De repente estruge ao lado um estrídulo tropel de casco sobre pedras, um estrépido de galhos estalando, um estalar de chifres embatendo; tufa nos ares, em novelos, uma nuvem de pó; rompe, a súbitas, na clareira, embolada, uma ponta de gado; e, logo após, sobre o cavalo que estava esbarrado, o vaqueiro, nos estribos…
Com o seu estilo sonoro e a interpretação das duas faces contraditórias e complementares do País, Os Sertões se tornou obra canônica da cultura brasileira do século 20, ainda que hoje se encontrem superados muitos de seus aspectos científicos, como as hipóteses geológicas, as teorias raciais e parte da reconstrução histórica, marcada por uma visão negativa de Canudos e da atuação do Conselheiro.
VENTURA, Roberto. Os sertões.
São Paulo: Publifolha, 2002, p. 62, com adaptações.
No que se refere a Os Sertões, de Euclides da Cunha, assinale a alternativa correta.
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Acerca das obras Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, assinale a alternativa correta.
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Uma criança de 2 anos de idade já apresenta um vocabulário com cerca de 400 palavras e produz sentenças simples com mais de duas palavras. Nessa idade, certas classes gramaticais, como artigos e conjunções, ainda não são usadas. No período que vai dos 2 anos e meio aos 3 anos de idade, o vocabulário passa a compreender cerca de 900 palavras e já é possível notar o uso de palavras gramaticais como artigos e pronomes. É nesse período que a criança usa expressões no passado do tipo “fazi” e “trazi”.
Texto autoral
Em relação ao texto apresentado e à literatura quanto ao processo de aquisição da linguagem, assinale a alternativa correta.
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Em 1694, dizia o padre Antônio Vieira que “as famílias dos portugueses e índios em São Paulo estão tão ligadas hoje umas com as outras, que as mulheres e os filhos se criam mística e domesticamente, e a língua que nas ditas famílias se fala é a dos índios, e a portuguesa a vão os meninos aprender à escola.”
TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1984, com adaptações.
No que tange ao processo de formação do português brasileiro, assinale a alternativa correta.
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Dois conceitos fundamentais para a Teoria Gerativa de Noam Chomsky são os de “competência” e de “desempenho”. Com relação a esses termos, assinale a alternativa correta.
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Qual alternativa apresenta uma característica do Modernismo?
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Machado de Assis, um dos autores mais importantes da literatura do Brasil, produziu uma obra de ficção extensa, que pode ser dividida em duas fases: uma, chamada de aprendizagem, de que é representativa a obra Helena; outra, dita de maturidade, inaugurada com a obra Memórias póstumas de Brás Cubas. Tais fases se associam, respectivamente, às seguintes escolas literárias:
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Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que carecia era arranjar trabalho; porque a comadre Conceição bem via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.
Conceição concordou:
— Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim, compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que é só o que há para retirante?!
Ele alargou os braços, tristemente:
— A natureza da gente é que nem borracha... Havendo precisão, que jeito? Dá pra tudo...
Ela lembrou:
— Olhe, todo dia, você ou a comadre apareçam por aqui, e o que nós juntarmos, em vez de se dar aos outros, guarda-se só pra vocês. Eu vou ver se arranjo alguma coisa que lhe sirva...
Assim uma vendinha de água, hein, Mãe Nácia?
Queiroz, Rachel de, 1910-2003 Q47q O quinze [recurso eletrônic]: Raquel de Queiroz. – Rio de Jan: José Olympio, 2012.
No romance pré-modernista Os Sertões, publicado em 1902, o escritor Euclides da Cunha afirma sobre o sertanejo que “Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormidas. O homem transfigura-se.”. A ideia expressa na afirmação de Cunha está contida, também, no seguinte trecho de O Quinze:
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