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Para a teoria literária, a tripartição dos gêneros estabelecida pelos gregos em lírico, épico e dramático é central. “Ela obedece à presença de dois fatores essenciais: a maneira usada para a imitação (ou representação da realidade), o objeto dessa imitação ou a face que daquela realidade foi escolhida para a transfiguração artística.” (COELHO, N. N. Literatura & Linguagem. 5. ed. São Paulo: Edições Quíron, 1980, p. 36). Em relação a esse tópico, partindo das maneiras de imitação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Poema lírico. (2) Epopeia. (3) Tragédia. (4) Comédia.
( ) O mundo do materialismo grosseiro, em que agem homens inferiores, medíocres ou tolos, é mostrado por meio de poesia representada.
( ) A consciência do poeta quanto ao seu mundo interior é revelada por meio de poesia cantada.
( ) Os grandes conflitos da condição humana vividos por homens superiores são mostrados por meio de poesia representada.
( ) Fatos ou acontecimentos grandiosos do mundo das realizações humanas são narrados por um poeta observador.
( ) Seus heróis são compelidos pela fatalidade.
 

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4261273 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Benevides-PA
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Meninos
Estrofe 1
meninos pedindo comida na porta das casas.
meninos esguios macilentos
filhos da fome
crias do medo
bichinhos escuros
melados de sujo
procriados em catres imundos
em horas escusas
botados no mundo
porque o remédio falhou
Estrofe 2
meninos pedindo comida
ratos de esgoto
saídos da lama
de dia se escondem
de noite se espalham
correndo de porta em porta
só comem no escuro
ratos de esgoto
que a noite soltou
Estrofe 3
meninos pedindo comida nas casas burguesas
meninos pisando pés sujos
nos pátios de são caetano
escorando as mãos sujas no espelho
dos azulejos coloridos do hall
meninos apertando o botão da campainha
esperando o milagre da explosão
da ternura e da comida
que não vem
lá dentro há risos e arrotos
e estômagos cheios se sacodem de gozo
e velhos gulosos caminham pro enfarte
Estrofe 4
e um lindo fogão colorido espreme no ar
um cheiro gostoso de assado e fritura 
que ri dos meninos passando-lhes o dedo
no nariz
Estrofe 5
meninos pedindo comida na porta das casas
a fome fazendo barulho apertando a campainha
chegando em hora incômoda
(esses meninos não respeitam temos visitas pro jantar)
meninos batendo na porta das almas
sujando o assoalho encerado
de nossa paz espiritual
Estrofe 6
meninos ouvindo um não perfumado
cheirando a comida
um não muito limpo
dá água na boca
diga que o que sobrou é pros cachorros
eles que voltem amanhã
meninos recolhem sua fome num saco de plástico
irão bater noutra porta
escrevendo nas ruas as linhas sinuosas do clamor da miséria que sobe até Deus
(Autor: Ápio Campos)
Há erro na classificação da figura de linguagem em:
 

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4260620 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL Minas
Orgão: IF-SUL Minas

Do sonho e da terra

Por Ailton Krenak

O rio Doce, que nós, os Krenak, chamamos de Watu, nosso avô, é uma pessoa, e não um

recurso, como dizem os economistas. Ele não é algo de que alguém possa se apropriar; é uma

parte da nossa construção como coletivo que habita um lugar específico, onde fomos

gradualmente confinados pelo governo para podermos viver e reproduzir as nossas formas de

organização.

Falar sobre a relação entre o Estado brasileiro e as sociedades indígenas a partir do

exemplo do povo Krenak surgiu como uma inspiração para contar a quem não sabe o que

acontece hoje no Brasil com essas comunidades — estimadas em cerca de 250 povos e

aproximadamente 900 mil pessoas, população menor do que a de grandes cidades brasileiras.

O que está na base da história do nosso país, que continua a ser incapaz de acolher os

seus habitantes originais — sempre recorrendo a práticas desumanas para promover mudanças

em formas de vida que essas populações conseguiram manter por muito tempo, mesmo sob o

ataque feroz das forças de ordem colonial, que até hoje sobrevivem na mentalidade cotidiana de

muitos brasileiros —, é a ideia de que os índios deveriam estar contribuindo para o sucesso de

um projeto de exaustão da natureza.

O Watu, esse rio que sustentou a nossa vida às margens do rio Doce, entre Minas Gerais

e o Espírito Santo, numa extensão de seiscentos quilômetros, está todo coberto por um material

tóxico que desceu de uma barragem de contenção de resíduos, o que nos deixou órfãos e

acompanhando o rio em coma. Faz um ano e meio que esse crime — que não pode ser chamado

de acidente — atingiu as nossas vidas de maneira radical, nos colocando na real condição de um

mundo que acabou.

(Disponível em: Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras: 2019 – texto adaptado especialmente para essa prova).

Considerando as intertextualidades possíveis entre o cânone literário brasileiro e as literaturas contemporâneas, o texto de Krenak poderia ser trabalhado em uma aula de literatura brasileira sobre ___________________ , uma vez que as tensões entre a cultura ocidental e a cosmovisão indígena são uma temática central dos textos e narrativas desse período literário.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
 

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4257838 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Itapiranga-SC
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LÍNGUA PORTUGUESA
Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura,  Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, Em que da voz materna ouvi: "meu filho!", E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
BILAC, Olavo. Língua Portuguesa. In: Tarde, 1919. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/12986/lingua-portuguesa. Acesso em: 7 ago. 2026.
Em aula destinada à análise literária, o professor solicita que a turma examine os recursos expressivos empregados por Olavo Bilac na construção do elogio ao idioma, atentando para a relação entre as imagens dos quartetos e o fecho do soneto. A análise que se sustenta na materialidade do texto é a de que:
 

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4257233 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
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Leia o texto a seguir.

No meu peito a mesma dor Que afoga Faz lembrar tudo que sou Sou mais Sou mais Mesma pele a mesma cor E sonho Pra vibrar feito tambor Guiar meu peito Todo choro de rancor Se apague Nossas filhas verão mais amor que nós E ouça essa voz Sonho sob meus pés Que as minhas mãos Só toquem ouro Oração dos meus pais E bem mais atrás Nosso tesouro Que essa pele marrom Suba o tom se for preciso Muito além dessa dor Bem mais amor Eu sei pelo que brigo.

JOTA.PÊ. Ouro Marrom. In: JOTA.PÊ. Se o Meu Peito Fosse o Mundo. Rio de Janeiro: SLAP/Som Livre, 2024. 1 faixa (4 min 38 s). Disponível em: plataformas de streaming. Acesso em: 26 jun. 2026.

O texto é um trecho da canção Ouro Marrom, do cantor e compositor Jota.pê. A partir da construção do texto, inferese que o eu lírico elabora sua identidade discursiva mediante a
 

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4257232 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
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Leia o texto a seguir.

Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no Morro da Babilônia num barracão sem número. Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

BANDEIRA, Manuel. Poema tirado de uma notícia de jornal. In: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. 2. ed. São Paulo: Global, 2013.

Infere-se, a partir da leitura do poema de Manuel Bandeira, que o principal efeito de sentido é produzido pela
 

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4257231 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Ipameri-GO
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Leia o texto a seguir.

Era meu irmão quem organizava da Inglaterra as chamadas dominicais de Zoom, nosso turbulento ritual de lockdown: dois de nós entravam de Lagos, outros três dos Estados Unidos, e meus pais, às vezes com muitos ecos e chiados, de Abba, a cidade de nossos antepassados no Sudoeste da Nigéria. No dia 7 de junho lá estava meu pai, como de costume só com a testa aparecendo na tela, porque ele nunca sabia muito bem como segurar o telefone durante as chamadas de vídeo. “Mude um pouco a posição do telefone, pai”, dizia um de nós. Meu pai estava provocando meu irmão Okey por causa de um novo apelido, depois disse que não jantou porque tinha almoçado tarde, depois falou sobre o bilionário da cidade vizinha que queria confiscar as terras ancestrais da nossa aldeia. Não estava se sentindo muito bem e andava dormindo mal, mas não precisávamos nos preocupar. No dia 8 de junho, Okey foi visitálo em Abba e disse que ele parecia cansado. No dia 9, não me alonguei muito em nossa conversa para ele poder descansar. Ele riu baixinho quando fiz minha imitação brincalhona de um parente. “Ka chi fo”, disse. Boa-noite. Suas últimas palavras para mim. No dia 10 de junho, ele se foi. Meu irmão Chuks me ligou para avisar, e eu desmoronei.

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Notas sobre o luto. Tradução de Fernanda Abreu. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.

O texto foi extraído do livro de Chimamanda Adichie intitulado Notas sobre o luto. Analisando a organização textual do fragmento, a progressão dos acontecimentos constrói-se por meio da
 

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Texto 1


Soneto da hora final
Será assim, amiga: um certo dia,
Estando nós a contemplar o poente,
Sentiremos no rosto, de repente,
O beijo leve de uma aragem fria.
Tu me olharás silenciosamente,
E eu te olharei também, com nostalgia,
E partiremos, tontos de poesia,
Para a porta de treva aberta em frente.
Ao transpor as fronteiras do Segredo,
Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.
E como dois antigos namorados,
Noturnamente tristes e enlaçados,
Nós entraremos nos jardins da morte.

MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

Companhia das Letras, 2009. p. 30.

No segundo terceto, a construção “Eu, calmo, te direi” é retomada paralelamente em “E tu, tranquila, me dirás”. Essa organização sintática contribui para o sentido do poema ao
 

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Texto 1


Soneto da hora final
Será assim, amiga: um certo dia,
Estando nós a contemplar o poente,
Sentiremos no rosto, de repente,
O beijo leve de uma aragem fria.
Tu me olharás silenciosamente,
E eu te olharei também, com nostalgia,
E partiremos, tontos de poesia,
Para a porta de treva aberta em frente.
Ao transpor as fronteiras do Segredo,
Eu, calmo, te direi: — Não tenhas medo.
E tu, tranquila, me dirás: — Sê forte.
E como dois antigos namorados,
Noturnamente tristes e enlaçados,
Nós entraremos nos jardins da morte.

MORAES, Vinicius de. Soneto da hora final. In: MORAES, Vinicius de. Livro

de sonetos: 1957/1967. Organização de Eucanaã Ferraz. São Paulo:

Companhia das Letras, 2009. p. 30.

Nesse soneto, a construção metafórica “fronteiras do Segredo” contribui para representar a morte como uma
 

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4256708 Ano: 2026
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Itaperuçu-PR
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Em O Seminarista, de Bernardo Guimarães, leia as afirmações, indique se elas são (F) falsas ou (V) verdadeiras e identifique a alternativa propícia.

( ) A fazenda do Capitão Antunes ficava próximo à antiga Vila de Tamanduá.
( ) O seminário onde Eugênio foi estudar ficava em São Paulo.
( ) O Padre Eugênio vai dizer sua primeira missa na Vila de Tamanduá.
( ) No capítulo IV, o narrador, ao descrever a Capela do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, refere-se às estátuas de um famoso escultor que viveu no século XVII: Aleijadinho, (Antônio Francisco Lisboa).
 

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