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Foram encontradas 5.048 questões.

600873 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
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É certo que a capa de um livro é a marca de um produto que quer atrair o leitor. A associação seria mais certeira se esse leitor a relacionasse ao contexto histórico dos anos 1920, em que se traçava o projeto modernista empenhado na construção de uma consciência do país, num processo de conhecimento da realidade brasileira. Os modernistas queriam mesmo “descobrir o Brasil”.

RENATO CORDEIRO GOMES

enunciado 600873-1

Capa do livro Pau-Brasil (1925), de Oswald de Andrade. http://pga.com.br

Por meio de manifestos, livros e exposições, os modernistas refletiram sobre a sociedade brasileira, avaliando suas principais características e propondo a revisão da identidade nacional.

Essa revisão está baseada na proposta de:

 

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Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica

(ASSIS, Machado de. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva Rio de Janeiro, 2007, p. 27).
Quando Machado de Assis afirma que “foi coletânea das primeiras duas vizinhas”, ele estabelece que o gênero cronístico :

 

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239155 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: CRP-9
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A questão é baseada no trecho de letra de canção abaixo.

Papo de Psicólogo (Pedro Mariano)

Não é papo de psicólogo,

Eu só quero entender,

Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber por que

O que que deu errado, onde que desandou, pra onde foi a alma e a alegria daquele amor

(...)

Deita, pensa no amanhã

Pensa, se deita em meu divã

Mas não é papo de psicólogo,

Eu só quero entender,

Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber porque

(...)

(Disponível em http://www.vogaiume.com.br/)

Sobre os versos como um todo e partes deles, assinale a alternativa incorreta.
 

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1497126 Ano: 2012
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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O livro Os sertões foi publicado pela primeira vez em 1902 e recebeu grande atenção da crítica e do público. Leia o trecho a seguir e assinale a opção falsa.
“Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.” (Os sertões. São Paulo: Círculo do Livro, 1975. p. 444)
Questão Anulada e Desatualizada

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2421099 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Sobre a segunda fase do Modernismo no Brasil, é correto afirmar que

 

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2420383 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Segundo Zila Bernd, o poema épico é o gênero mais propício para descrever os acontecimentos históricos fundadores. Na literatura brasileira, há dois poemas épicos, do século XVIII: O Uraguai, de José Basílio da Gama e Caramuru, de Santa Rita Durão. Sobre tais poemas é correto afirmar que:
 

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2420150 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Analise as afirmativas abaixo, sobre o clássico romance de Machado de Assis e, em seguida, assinale a alternativa correta.
“Não, não, a minha memoria não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circustâncias. (...) Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. (...) É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.” (Dom Casmurro, Machado de Assis, capitulo LIX)
I. Escrito em terceira pessoa, constrói uma narrativa de onisciência narrativa, na qual não há espaço para dúvidas sobre os motivos da separação entre Bento e Capitolina;
II. A famosa expressão “olhos de ressaca” é atribuída aos olhos de Capitu, quando observava o cadáver de Escobar, supostamente com expressão de dor tal qual a de Sancha, viúva do morto.
III.Quando o narrador diz: “Eu confessarei tudo que importar à minha história”colabora para reforçar a ambiguidade da afirmação sobre a infidelidade de Capitu, posto que o romance é escrito pelo narrador que é também personagem, portanto, implicado subjetivamente em todos os acontecimentos relatados.
 

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2419966 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais; promover uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminar de vez o nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros” foram propostas defendidas, dentre outros, pelos modernistas da Primeira Fase,

 

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2419715 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literáriasC, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.

Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.

Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?

(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.

Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!

Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...

Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.

O processo de criação do personagem escritor assemelha-se à admiração dos indígenas por espelhos, sons, miçangas e enfeites trazidos pelos colonizadores, a qual, no texto, se traduz como “Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias” (l.9-10).

 

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2419714 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.

Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.

Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?

(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.

Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!

Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...

Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.

A linha narrativa do romance está apoiada na relação de identificação e diferenciação entre o personagem-narrador, um escritor do século XX, e os índios Caetés no Brasil de 1556.

 

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