Foram encontradas 5.048 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
É certo que a capa de um livro é a marca de um produto que quer atrair o leitor. A associação seria mais certeira se esse leitor a relacionasse ao contexto histórico dos anos 1920, em que se traçava o projeto modernista empenhado na construção de uma consciência do país, num processo de conhecimento da realidade brasileira. Os modernistas queriam mesmo “descobrir o Brasil”.
RENATO CORDEIRO GOMES

Capa do livro Pau-Brasil (1925), de Oswald de Andrade. http://pga.com.br
Por meio de manifestos, livros e exposições, os modernistas refletiram sobre a sociedade brasileira, avaliando suas principais características e propondo a revisão da identidade nacional.
Essa revisão está baseada na proposta de:
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Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: CRP-9
A questão é baseada no trecho de letra de canção abaixo.
Papo de Psicólogo (Pedro Mariano)
Não é papo de psicólogo,
Eu só quero entender,
Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber por que
O que que deu errado, onde que desandou, pra onde foi a alma e a alegria daquele amor
(...)
Deita, pensa no amanhã
Pensa, se deita em meu divã
Mas não é papo de psicólogo,
Eu só quero entender,
Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber porque
(...)
(Disponível em http://www.vogaiume.com.br/)
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Sobre a segunda fase do Modernismo no Brasil, é correto afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
“Reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais; promover uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminar de vez o nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros” foram propostas defendidas, dentre outros, pelos modernistas da Primeira Fase,
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literáriasC, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.
Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.
Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?
(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.
Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!
Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...
Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.
O processo de criação do personagem escritor assemelha-se à admiração dos indígenas por espelhos, sons, miçangas e enfeites trazidos pelos colonizadores, a qual, no texto, se traduz como “Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias” (l.9-10).
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.
Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.
Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?
(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.
Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!
Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...
Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).
Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.
A linha narrativa do romance está apoiada na relação de identificação e diferenciação entre o personagem-narrador, um escritor do século XX, e os índios Caetés no Brasil de 1556.
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