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Respondida
Considerando a bioquímica dos lipídios,
conforme descrito por Voet & Voet (2011), qual das
alternativas está correta?
Respondida
Em relação às políticas nacionais e
internacionais de nutrição e segurança alimentar,
conforme descrito no documento de Política Nacional
de Alimentação e Nutrição (PNAN, 2011), qual das
alternativas está correta?
A
A Política Nacional de Alimentação e Nutrição
prioriza o combate à desnutrição apenas em
áreas urbanas de baixa renda, deixando as
áreas rurais sob a responsabilidade de
iniciativas regionais e organizações não
governamentais (ONGs).
B
Os programas de fortificação de alimentos no
Brasil, como a adição de ferro e ácido fólico em
farinhas, são facultativos para as indústrias alimentícias, sendo aplicados apenas em
produtos destinados a gestantes e crianças em
idade escolar, conforme a regulamentação da
PNAN (2011).
C
As políticas internacionais de segurança
alimentar da Organização das Nações Unidas
para a Alimentação e a Agricultura (FAO) visam
apenas a redução da fome e não abordam
aspectos relacionados à segurança nutricional,
uma vez que a nutrição é tratada de forma
isolada das políticas agrícolas.
D
A PNAN incentiva a articulação entre políticas
públicas de saúde e nutrição, promovendo a
educação alimentar e nutricional para toda a
população, com ênfase em práticas alimentares
saudáveis e sustentáveis, conforme as
Diretrizes do Guia Alimentar para a População
Brasileira (2014).
E
O Programa Bolsa Família foi desenvolvido
exclusivamente para melhorar o acesso a
alimentos processados e industrializados, sem
vínculo com a promoção da segurança
alimentar ou nutricional.
Respondida
Sobre a fisiologia do exercício e as vias
metabólicas predominantes, escolha a alternativa
correta considerando os conceitos descritos por
Brooks, Fahey e Baldwin (2005):
A
Durante exercícios de resistência, a principal
fonte energética do músculo esquelético é a
glicose proveniente da glicogenólise hepática,
com contribuição limitada da glicogenólise
muscular, devido ao controle homeostático
central, conforme relatado por Brooks et al.
(2005).
B
A beta-oxidação de ácidos graxos atinge seu
pico durante exercícios de alta intensidade,
tornando-se a principal fonte de ATP após 20
minutos de atividade, quando a glicose
sanguínea está depletada, segundo Tortora e
Derrickson (2017).
C
Durante exercícios aeróbicos, a produção de
ATP ocorre predominantemente por meio da
glicólise anaeróbica, sendo a via metabólica
mais eficiente em termos de rendimento
energético em atividades prolongadas, como
descrito por Brooks et al. (2005).
D
A fosforilação oxidativa nas mitocôndrias é a via
metabólica predominante em exercícios de
longa duração e baixa intensidade, como
maratonas, garantindo o suprimento energético
necessário a partir da oxidação de carboidratos
e lipídios, conforme descrito por Brooks et al.
(2005).
E
A produção de lactato em exercícios de alta
intensidade é o principal determinante da
acidose metabólica, resultando em fadiga
muscular, sendo essa a causa primária da
redução no desempenho físico, segundo
Lehninger (2005).
Respondida
Considerando as necessidades nutricionais
durante a gestação e com base no estudo de King
(2000) sobre a fisiologia da gravidez, analise as
alternativas e escolha a correta:
A
A suplementação de ferro no primeiro trimestre
da gestação deve ser evitada, pois pode
aumentar o risco de hipertensão gestacional e
pré-eclâmpsia devido à alta concentração de
ferro livre no plasma, que gera estresse
oxidativo e inflamação vascular, conforme King
(2000). A suplementação de ferro deve ser
iniciada no segundo trimestre, quando a
demanda de ferro aumenta significativamente
para suportar o crescimento fetal e a expansão
do volume sanguíneo materno.
B
A ingestão calórica recomendada para
gestantes aumenta substancialmente no
primeiro trimestre, com o objetivo de formar
reservas de gordura e sustentar o rápido
crescimento fetal. King (2000) sugere que esse
aumento deve ser de até 400 kcal por dia,
dependendo do peso pré-gestacional da
mulher.
C
O aumento da ingestão de cálcio durante a
gestação não é necessário, uma vez que a
reabsorção óssea materna é suficiente para
fornecer as quantidades adequadas de cálcio
ao feto. O paratormônio (PTH) e o calcitriol
regulam os níveis de cálcio plasmático para
garantir o desenvolvimento esquelético fetal,
conforme King (2000) e Guyton & Hall (2006).
D
A suplementação de ácido fólico é
recomendada apenas no segundo trimestre da
gestação, quando a demanda por folato
aumenta para sustentar a eritropoiese e a
síntese de DNA nos tecidos em
desenvolvimento. O excesso de ácido fólico no
início da gravidez pode estar associado a riscos
de complicações metabólicas, como a
resistência à insulina e obesidade infantil,
conforme King (2000).
E
A necessidade de proteínas durante a gestação
aumenta aproximadamente em 1,1 g por kg de
peso corporal por dia, conforme as diretrizes
atuais, para suportar o crescimento fetal, o desenvolvimento de tecidos maternos e a
manutenção da função imunológica. Esse
aumento é necessário para garantir a síntese
proteica adequada e evitar deficiências
nutricionais que possam comprometer o
desenvolvimento fetal, conforme indicado por
King (2000).
Respondida
Em relação à nutrição enteral e parenteral,
conforme as diretrizes da ASPEN (American Society for
Parenteral and Enteral Nutrition, 2018), analise as
alternativas e escolha a correta:
A
A nutrição enteral é contraindicada em
pacientes com disfunção renal, pois a absorção
de nutrientes, particularmente proteínas e
eletrólitos, pode sobrecarregar os néfrons
comprometidos, levando ao agravamento da
insuficiência renal aguda ou crônica. Estudos
sugerem que o aumento do fluxo de proteínas
pela via enteral pode intensificar a carga de
ureia no metabolismo hepático, exacerbando a
azotemia, conforme Guyton & Hall (2011). A
ASPEN (2018), no entanto, recomenda cautela
na escolha de fórmulas enterais para evitar
esse efeito.
B
A nutrição parenteral deve ser sempre a
primeira escolha para pacientes críticos, uma
vez que o fornecimento intravenoso direto de
nutrientes permite um controle mais preciso de
macronutrientes e eletrólitos, minimizando os
riscos de intolerância gastrointestinal, como
distensão abdominal e diarreia. Além disso, a
nutrição parenteral evita o uso do trato
gastrointestinal, reduzindo o risco de isquemia
intestinal, conforme as recomendações da
ASPEN (2018).
C
A nutrição enteral é preferencial à nutrição
parenteral sempre que o trato gastrointestinal
estiver funcional, pois estimula a integridade da
mucosa intestinal, previne a translocação
bacteriana e reduz o risco de infecções
sistêmicas. Segundo a ASPEN (2018), a
nutrição enteral é associada à diminuição da
resposta inflamatória sistêmica e ao aumento
da secreção de imunoglobulina A (IgA) na
mucosa intestinal, fatores que protegem contra
a sepse. A manutenção da função intestinal,
mesmo em pacientes críticos, é fundamental
para a preservação da imunidade local e a
redução de complicações infecciosas.
D
A nutrição parenteral é mais indicada em
pacientes com insuficiência hepática, pois a
capacidade do fígado de metabolizar nutrientes
fornecidos por via enteral é significativamente
prejudicada. Conforme as diretrizes da ASPEN
(2018), a carga de proteínas e carboidratos
administrados via enteral pode aumentar os
níveis de amônia plasmática, exacerbando os
sintomas de encefalopatia hepática. A nutrição
parenteral oferece um meio de modular o
aporte de nutrientes, particularmente os aminoácidos, para prevenir a sobrecarga
metabólica hepática.
E
O uso prolongado de nutrição enteral é
contraindicado em pacientes oncológicos,
especialmente aqueles com tumores
gastrointestinais, pois há evidências de que o
estímulo contínuo do trato digestório favorece a
progressão tumoral através da proliferação
celular exacerbada e da angiogênese,
conforme estudos da ASPEN (2018). Além
disso, o uso prolongado de nutrição enteral
pode gerar alterações na microbiota intestinal,
favorecendo um ambiente mais inflamatório
que agrava a evolução da doença oncológica.
Respondida
No manejo dietético do diabetes mellitus tipo 2,
as diretrizes atuais recomendam:
A
Uma dieta isenta de carboidratos, com ingestão
predominante de proteínas e lipídios, para
minimizar a glicemia pós-prandial, conforme a
ADA (2020).
B
A utilização de carboidratos de baixo índice
glicêmico, como aveia e quinoa, associada à
contagem de carboidratos para melhor controle
glicêmico, segundo a American Diabetes
Association (ADA, 2019).
C
A suplementação de insulina exógena como
primeira linha de tratamento,
independentemente do nível de controle
dietético do paciente, conforme o Ministério da
Saúde (2020).
D
A restrição calórica severa em pacientes
diabéticos obesos para promover perda rápida de peso, conforme descrito por Hall et al.
(2019).
E
A substituição completa de açúcares por
edulcorantes artificiais é recomendada para
todos os pacientes diabéticos, conforme
diretrizes da OMS (2018).
Respondida
Em relação à avaliação nutricional, os métodos
antropométricos são amplamente utilizados. Qual das
alternativas abaixo está correta?
Respondida
Sobre a bioquímica dos carboidratos, suas
funções e metabolismo, podemos afirmar que:
A
A glicogênese, que ocorre no fígado e nos
músculos, envolve a conversão de glicose em
glicogênio, regulada pela enzima glicogênio
sintase, e seu processo é influenciado
diretamente pelos níveis plasmáticos de
glucagon, como apontado por Voet & Voet
(2011).
B
A via das pentoses fosfato, segundo Lehninger
(2005), é a única responsável pela síntese de
ribose e NADPH, sendo o NADPH essencial
para o transporte de ácidos graxos nas
mitocôndrias.
C
A glicólise é um processo que ocorre no interior
da mitocôndria, onde moléculas de glicose são
oxidadas até piruvato, liberando CO2 e gerando
ATP em uma relação de 1:1, como descrito por
Nelson & Cox (2017).
D
O processo de gliconeogênese é responsável
pela produção de glicose a partir de ácidos
graxos livres, sendo predominantemente ativo
durante a alimentação, como descrito por
Nelson & Cox (2017).
E
O ciclo de Cori tem papel fundamental na
conversão de lactato em glicose nos músculos,
fornecendo energia durante atividades de alta
intensidade, conforme Lehninger (2005).
Respondida
Sobre a fisiologia hormonal e os mecanismos
de manutenção da homeostase, considerando as
interações entre os sistemas endócrino e nervoso,
escolha a alternativa correta com base em fundamentos
teóricos e experimentais:
A
A aldosterona, sintetizada na zona glomerulosa
do córtex suprarrenal, regula a homeostase de
eletrólitos ao aumentar a reabsorção de sódio e
a excreção de potássio nos túbulos distais dos
néfrons, promovendo a expansão do volume
extracelular e, consequentemente, da pressão
arterial, conforme descrito por Guyton & Hall
(2016).
B
A insulina e o glucagon, hormônios secretados
pelas ilhotas pancreáticas, exercem ação
sinérgica para estabilizar os níveis glicêmicos
plasmáticos, com a insulina estimulando a
glicogenólise e o glucagon promovendo a
lipogênese, segundo Tortora e Derrickson
(2017).
C
O sistema nervoso simpático, por meio da
liberação de catecolaminas como adrenalina e
noradrenalina, aumenta a concentração
plasmática de glicose ao inibir a secreção de
insulina pelas células beta pancreáticas e
estimular a gliconeogênese hepática, de
acordo com Lehninger (2005).
D
O cortisol, produzido na zona fasciculada do
córtex suprarrenal, é responsável pela
regulação do ritmo circadiano exclusivamente
via controle do núcleo supraquiasmático, além
de promover a lipólise e a síntese proteica no
tecido muscular, conforme Hall (2011).
E
Os hormônios tireoidianos T3 e T4, sintetizados
na glândula tireoide sob controle direto do
hipotálamo e da hipófise, são essenciais para o
metabolismo basal, sendo sua produção
independente de mecanismos periféricos,
como descrito por Guyton & Hall (2016).
Respondida
Em relação à anatomia do sistema digestório e
suas funções, considere as afirmativas abaixo:
A
O fígado, além de sua função na produção de
bile, atua diretamente na digestão de
macronutrientes por meio da síntese e
secreção de enzimas proteolíticas, como a
tripsina e a quimotripsina, as quais são
essenciais para a clivagem de proteínas em
peptídeos e aminoácidos, processo que ocorre
principalmente no duodeno, conforme Tortora
& Derrickson (2017).
B
O pâncreas desempenha funções exócrinas e
endócrinas simultaneamente, sendo
responsável pela produção de insulina e
glucagon através das células beta e alfa,
respectivamente, além de secretar enzimas
digestivas, como a lipase pancreática e a
amilase. A produção de insulina e glucagon
regula os níveis plasmáticos de glicose,
enquanto sua função exócrina inclui o
armazenamento de glicogênio nos hepatócitos
para controle glicêmico, como descrito por
Guyton & Hall (2006).
C
A digestão de carboidratos ocorre
predominantemente no intestino delgado, onde
as enzimas amilolíticas, incluindo a amilase
pancreática, hidrolisam polímeros de amido em
dissacarídeos, como a maltose. Esses
dissacarídeos são subsequentemente
quebrados em monossacarídeos pelas
dissacaridases da borda em escova do epitélio
intestinal, sendo então absorvidos através de
mecanismos de transporte ativo secundário,
conforme Lehninger (2005).
D
O esôfago, por meio de contrações
peristálticas, conduz o bolo alimentar do
estômago ao intestino, enquanto secreta lipase
esofágica, uma enzima crucial para a digestão
inicial de lipídios, com alta afinidade para ácidos
graxos de cadeia longa e insaturados, que são
absorvidos já parcialmente no esôfago,
conforme Lehninger (2005).
E
O intestino grosso, além de sua função primária
de reabsorção de água e eletrólitos,
desempenha um papel crucial na absorção de
proteínas, sendo o local onde ocorre a maior
parte da digestão de proteínas não digeridas no intestino delgado, por meio da ação de
proteases secretadas pela microbiota intestinal,
como descrito por Guyton & Hall (2011).