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Texto 01
Fazer nada
A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma
caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E
não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente
fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu
possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que
já é perfeito?
Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade
suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um
ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando
se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se
possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção
nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me
dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem
porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro
transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem
razões, por puro prazer.
Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de
viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que
eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela
voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois,
se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que
o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em
que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria
ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos
como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só
um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo
dos outros fez de nós. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026.
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Texto 02

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ Acesso em: 14 mar. 2026.
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Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ Acesso em: 14 mar. 2026.
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Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/ Acesso em: 14 mar. 2026.
I- A infelicidade é um sentimento o qual faz parte da vida de todas as pessoas.
II- A felicidade só pode ser encontrada por meio dos veículos de comunicação.
III- Os conteúdos veiculados pelos meios de comunicação são fontes de felicidade.
IV- TV, mídias sociais, revistas, jornais, propagandas são geradores de infelicidade.
V- TV, mídias sociais, revistas, jornais, propagandas garantem, de fato, a felicidade.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
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Texto 01
Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.
I- O pronome “me” foi usado informalmente em posição proclítica, uma vez que, de acordo com a norma, deveria ser usado em posição enclítica.
II- A expressão “por que” poderia ser substituída, com igual correção, pela expressão “pelas quais”.
III- O pronome “se”, em “há pessoas que se emocionam”, foi usado, de acordo com a norma, em posição proclítica, pois a palavra “que” é atrativa.
IV- O pronome “se”, em “e até se riem”, poderia ser dispensado sem alterar o sentido do trecho.
V- O uso do pronome “lhe”, em “que lhe dá uma tristeza ainda maior”, segue a mesma regra de colocação do pronome “se” em “há pessoas que se emocionam”.
Estão CORRETAS as afirmativas
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Texto 01
Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
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Texto 01
Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
I- Intertextualidade.
II- Função fática.
III- Subjetividade.
IV- Conotação.
V- Coloquialidade.
Estão CORRETOS os itens
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Texto 01
Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
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Texto 01
Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
I- finitude.
II- tristeza.
III- declínio.
IV- saudade.
V- apogeu.
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Tristeza
Você, que diz que, se pudesse, trocaria seu nome por “Melancolia”, você me pergunta sobre as razões da tristeza.
Me pergunta mais: sobre as razões por que há pessoas que se emocionam com coisas pequenas – as outras nem ligam
e até se riem da sua sensibilidade –, o que lhe dá uma tristeza ainda maior, a tristeza da solidão.
Olhe, há tristezas de dois tipos. Primeiro, são as tristezas diurnas, quando o mundo está iluminado pelo sol. Tristezas
para as quais há razões. Fico triste porque o meu cãozinho morreu, porque o meu filho está doente, porque as crianças
esfarrapadas e magras me pedem uma moedinha no semáforo, porque o amor se desfez. Para essas tristezas há razões.
Quem não sente essas tristezas está doente e precisaria de terapia para aprender a ficar triste. Tristeza é parte da vida.
Ela é a reação natural da alma diante da perda de algo que se ama. O mundo está luminoso e claro – mas há algo, uma
perda, que faz tudo ficar triste.
Segundo, são as tristezas de crepúsculo. O crepúsculo é triste, naturalmente. Não, não há perda nenhuma. Tudo
está certo. Não há razões para ficar triste. A despeito disso, no crepúsculo, a gente fica. Talvez porque o crepúsculo seja
uma metáfora do que é a vida: a beleza efêmera das cores que vão mergulhando no escuro da noite.
A alma é um cenário. Por vezes, ela é como uma manhã brilhante e fresca, inundada de alegria. Por vezes ela é
como um pôr de sol, triste e nostálgico. A vida é assim. Mas, se é manhã brilhante o tempo todo, alguma coisa está errada.
Tristeza é preciso. A tristeza torna as pessoas mais ternas. Se é crepúsculo o tempo todo, alguma coisa não está bem.
Alegria é preciso. Alegria é a chama que dá vontade de viver. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Se eu pudesse viver minha vida novamente... Campinas, SP: Verus Editora, 2004. p. 93.
I- triste.
II- irônica.
III- sensível.
IV- solitária.
V- sarcástica.
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