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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
Maioria das mortes maternas são evitáveis e expõem falhas em atendimentos.
Dados recentes da Plataforma Integrada de
Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde,
revelaram que o Brasil ainda enfrenta um cenário
de altas taxas de mortalidade materna. Extraídos
entre 2025 e 2026, os números apontam para
1.157 óbitos maternos declarados no país. De
acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92%
das mortes maternas no Brasil ocorrem por
causas evitáveis. Os números indicam que nove
em cada dez mulheres morrem por questões que
poderiam ser prevenidas no atendimento pré e
pós-natal, com assistência adequada no sistema
de saúde. Para Denise Suguitani, diretora
executiva da ONG Prematuridade.com, a
prevenção deve começar com educação e acesso
à saúde desde a fase escolar. "O nível de
escolaridade e o acesso a informações relevantes
impactam diretamente a saúde da mulher ainda
na infância e adolescência. Por falar nisso,
precisamos olhar com muita atenção para a
gravidez precoce", defende ela. Ela explica que a
gestação nessa fase aumenta os riscos de
hipertensão, anemia, parto prematuro e morte
materna e neonatal. Em 2025 e 2026, foram
registradas 779 mortes por causas obstétricas
diretas, além de 219 óbitos relacionados a
transtornos hipertensivos da gestação,
evidenciando a relevância dessas condições entre
os fatores de risco. "É fundamental garantir às
mulheres um pré-natal de qualidade, diagnóstico
precoce de doenças como hipertensão e
infecções, além de acesso rápido a hospitais
preparados para urgências obstétricas", comenta
Denise. O investimento em equipes de saúde
qualificadas é um dos pilares para garantir o
preparo técnico e emocional no atendimento às
mulheres que enfrentam algum tipo de problema
no período de gestação. Escuta atenta e
acolhimento devem ser combinados às UTIs
materna e neonatal quando necessário, e à
Atenção Primária à Saúde, ampliando o olhar
para além do ambiente hospitalar e garantindo
cuidado contínuo e integrado à gestante.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br>Acesso em 01 de Junho de 2026.
Ao sintetizar informações do Texto, um estudante produziu o seguinte período:
"A importancia atribuída à educação em saúde relaciona-se à prevenção de complicações decorrentes da gravidez precoce e à identificação de fatores socio-educativos que influenciam a qualidade da assistência prestada."
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA.
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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
Maioria das mortes maternas são evitáveis e expõem falhas em atendimentos.
Dados recentes da Plataforma Integrada de
Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde,
revelaram que o Brasil ainda enfrenta um cenário
de altas taxas de mortalidade materna. Extraídos
entre 2025 e 2026, os números apontam para
1.157 óbitos maternos declarados no país. De
acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92%
das mortes maternas no Brasil ocorrem por
causas evitáveis. Os números indicam que nove
em cada dez mulheres morrem por questões que
poderiam ser prevenidas no atendimento pré e
pós-natal, com assistência adequada no sistema
de saúde. Para Denise Suguitani, diretora
executiva da ONG Prematuridade.com, a
prevenção deve começar com educação e acesso
à saúde desde a fase escolar. "O nível de
escolaridade e o acesso a informações relevantes
impactam diretamente a saúde da mulher ainda
na infância e adolescência. Por falar nisso,
precisamos olhar com muita atenção para a
gravidez precoce", defende ela. Ela explica que a
gestação nessa fase aumenta os riscos de
hipertensão, anemia, parto prematuro e morte
materna e neonatal. Em 2025 e 2026, foram
registradas 779 mortes por causas obstétricas
diretas, além de 219 óbitos relacionados a
transtornos hipertensivos da gestação,
evidenciando a relevância dessas condições entre
os fatores de risco. "É fundamental garantir às
mulheres um pré-natal de qualidade, diagnóstico
precoce de doenças como hipertensão e
infecções, além de acesso rápido a hospitais
preparados para urgências obstétricas", comenta
Denise. O investimento em equipes de saúde
qualificadas é um dos pilares para garantir o
preparo técnico e emocional no atendimento às
mulheres que enfrentam algum tipo de problema
no período de gestação. Escuta atenta e
acolhimento devem ser combinados às UTIs
materna e neonatal quando necessário, e à
Atenção Primária à Saúde, ampliando o olhar
para além do ambiente hospitalar e garantindo
cuidado contínuo e integrado à gestante.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br>Acesso em 01 de Junho de 2026.
Analise o trecho a seguir retirado do Texto:
“O investimento em equipes de saúde qualificadas é um dos pilares para garantir o preparo técnico e emocional no atendimento às mulheres que enfrentam algum tipo de problema no período de gestação.” (linhas 34 a 38)
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada do trecho acima, no contexto em que se encontra.
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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
Maioria das mortes maternas são evitáveis e expõem falhas em atendimentos.
Dados recentes da Plataforma Integrada de
Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde,
revelaram que o Brasil ainda enfrenta um cenário
de altas taxas de mortalidade materna. Extraídos
entre 2025 e 2026, os números apontam para
1.157 óbitos maternos declarados no país. De
acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92%
das mortes maternas no Brasil ocorrem por
causas evitáveis. Os números indicam que nove
em cada dez mulheres morrem por questões que
poderiam ser prevenidas no atendimento pré e
pós-natal, com assistência adequada no sistema
de saúde. Para Denise Suguitani, diretora
executiva da ONG Prematuridade.com, a
prevenção deve começar com educação e acesso
à saúde desde a fase escolar. "O nível de
escolaridade e o acesso a informações relevantes
impactam diretamente a saúde da mulher ainda
na infância e adolescência. Por falar nisso,
precisamos olhar com muita atenção para a
gravidez precoce", defende ela. Ela explica que a
gestação nessa fase aumenta os riscos de
hipertensão, anemia, parto prematuro e morte
materna e neonatal. Em 2025 e 2026, foram
registradas 779 mortes por causas obstétricas
diretas, além de 219 óbitos relacionados a
transtornos hipertensivos da gestação,
evidenciando a relevância dessas condições entre
os fatores de risco. "É fundamental garantir às
mulheres um pré-natal de qualidade, diagnóstico
precoce de doenças como hipertensão e
infecções, além de acesso rápido a hospitais
preparados para urgências obstétricas", comenta
Denise. O investimento em equipes de saúde
qualificadas é um dos pilares para garantir o
preparo técnico e emocional no atendimento às
mulheres que enfrentam algum tipo de problema
no período de gestação. Escuta atenta e
acolhimento devem ser combinados às UTIs
materna e neonatal quando necessário, e à
Atenção Primária à Saúde, ampliando o olhar
para além do ambiente hospitalar e garantindo
cuidado contínuo e integrado à gestante.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br>Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considerando a relação entre as informações numéricas e os argumentos desenvolvidos, assinale a alternativa que melhor expressa a tese central do Texto.
Provas
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Leia o trecho a seguir:
"Por isso, além de interpretar marcadores laboratoriais, o trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de cada resultado, existe uma mulher..." (linhas 22 a 25)
A expressão "Por isso", empregada no início do período, estabelece entre as ideias do texto uma relação de:
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Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Leia o trecho a seguir retirado do Texto:
"O que acontece hoje é que essa mesma força, que protegeu a espécie por milênios, pode se voltar contra o próprio organismo..." (linhas 43 a 46)
Em relação à oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Em relação às funções da linguagem, pode-se afirmar que predomina no Texto a função:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o período retirado do Texto:
"O que acontece hoje é que essa mesma força, que protegeu a espécie por milênios, pode se voltar contra o próprio organismo..." (linhas 43 a 46)
O trecho destacado constitui um mecanismo de coesão textual cuja principal função é:
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
No trecho “[...], o estrógeno atua como um combustível para as células de defesa.” (linhas 36 e 37), o vocábulo destacado produz um efeito de sentido que consiste em:
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Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o trecho do Texto a seguir:
"Por isso, além de interpretar marcadores laboratoriais, o trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de cada resultado, existe uma mulher..." (linhas 22 a 25)
Caso a expressão "uma mulher" fosse substituída por "as mulheres", a reescrita que atende à norma-padrão da Língua Portuguesa seria:
Provas
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
cromossomos X cria uma densidade maior de
genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrógeno atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
"hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é que
essa mesma força, que protegeu a espécie por
milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adaptada: https://www.cnnbrasil.com.br Acesso em 01 de Junho de 2026.
Considere o seguinte trecho retirado do Texto:
"Essa característica não é um ‘defeito’, mas, sim, um legado evolutivo. Historicamente, [...]” (linhas 37 a 39)
A respeito da classificação morfológica e da função desempenhada pelas palavras destacadas acima, assinale a alternativa CORRETA.
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