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4145070 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: ISET
Orgão: Pref. Barra Choça-BA
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TEXTO I

O fim da política.

Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações

Roberto Motta

O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.

Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.

O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.

Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.

Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.

Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.

Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.

Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/

Sobre a estrutura e a intencionalidade autoral do texto I, avalie as alternativas abaixo e julgue a que se mostrar adequada.

 

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4145069 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: ISET
Orgão: Pref. Barra Choça-BA
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TEXTO I

O fim da política.

Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações

Roberto Motta

O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.

Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.

O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.

Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.

Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.

Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.

Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.

Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/

De acordo com a leitura do texto I, é correto afirmar que:

 

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4145050 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso o trecho “houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca” fosse reescrito da seguinte forma: houveram alterações no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

 

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4145049 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue os itens a seguir.

A linguagem humana sofreu influência do processo de domesticação animal.

 

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4144947 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

As palavras “profunda” e “antiga”, presentes na oração “É muito profunda e muito antiga”, concordam em gênero e número com a palavra “conexão”, presente na frase que a antecede, “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação.”.

 

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4144946 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

Na frase “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação.”, a correção gramatical do texto seria mantida caso se substituísse a vírgula por ponto e se empregasse inicial maiúscula na palavra que se segue, da seguinte forma: A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos. Incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação.

 

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4144945 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

No trecho “Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite”, o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede os verbos “criar” e “beber” prejudicaria a correção gramatical do texto.

 

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4144944 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

No trecho “as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam”, a correção gramatical seria mantida caso se empregasse a preposição “em” após a palavra “medida”.

 

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4144943 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Texto para os itens de 1 a 20.

Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

No trecho “Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite”, a palavra “Talvez” indica dúvida.

 

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4144942 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRMV-RN
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Homens e animais compartilham um longo relacionamento. Os animais tiveram um grande papel na vida dos seres humanos, tornando-se parte integrante de nossa sobrevivência, nossa história e nossa própria identidade. Ana Lucia Camphora, professora de direito animal, explica que a presença do animal doméstico como ser integrante da vida familiar não é uma novidade nem uma marca da sociedade contemporânea.

Os animais domesticados, em comparação com os animais selvagens, sofreram inúmeras mudanças no comportamento, na fisiologia e na morfologia. Isso explicaria por que os cães domésticos de hoje são muito diferentes de seu ancestral, o lobo-cinzento. Essas mudanças incluem, além de maior docilidade, alterações genéticas no tamanho, na cor e nas características faciais.

Recentemente, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que essas alterações podem ter sido bastante profundas. Em uma análise baseada em ressonância magnética, a neurocientista Erin Hecht demonstrou que a convivência com humanos alterou a estrutura cerebral dos cães. Sabe-se que as raças variam em cognição, temperamento e comportamento, mas as origens neurais dessa variação são desconhecidas. Os resultados da pesquisa apontaram que, através da criação seletiva, os seres humanos alteraram significativamente os cérebros de diferentes linhagens de cães domésticos, de diversas maneiras.

Essa, no entanto, é uma via de mão dupla. A convivência com os animais também mudou os seres humanos. Talvez o exemplo mais popular seja o de consumo de leite: antes da domesticação animal, as pessoas naturalmente desenvolviam intolerância à lactose à medida que cresciam e não precisavam mais do leite materno. Quando os seres humanos começaram a criar gado e começaram a beber mais leite, houve uma alteração no sistema digestivo para se adaptar ao leite de vaca.

De acordo com Pat Shipman, paleoantropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a domesticação contribuiu, ainda, para que o homem desenvolvesse ferramentas e até mesmo a linguagem. “A conexão com os animais percorre toda a história humana e conecta os outros grandes saltos evolutivos, incluindo ferramentas de pedra, linguagem e domesticação. É muito profunda e muito antiga”, afirma a pesquisadora.

Internet: <cienciaecultura.bvs.br> (com adaptações).

A respeito da estruturação linguística e do vocabulário empregados no texto, julgue os itens seguintes.

Na oração “Essa, no entanto, é uma via de mão dupla.”, a locução “no entanto” expressa ideia de adversidade.

 

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