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Texto CB1A1

Admito que a tendência do progresso mecânico é realmente tornar a vida segura e agradável. Isso pode ser questionado, pois, a qualquer momento, o efeito de alguma recente invenção mecânica pode parecer seu exato oposto. Vejamos, por exemplo, a transição do cavalo para o veículo a motor. À primeira vista, poderíamos dizer, considerando o número enorme de mortes no trânsito, que o carro a motor não tende a fazer a vida mais segura. Mais ainda, é preciso ser tão durão para ser piloto de corridas off-road quanto para ser campeão de rodeios ou montar um puro-sangue no Grande Prêmio. Mesmo assim, a tendência de todas as máquinas é se tornarem mais seguras e mais fáceis de manejar.

O perigo dos acidentes desapareceria se decidíssemos atacar seriamente nosso problema de planejamento das estradas, o que faremos mais cedo ou mais tarde; e, enquanto isso, o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas. Mesmo agora, é preciso muito menos coragem e habilidade para dirigir um carro razoavelmente bem do que para montar a cavalo razoavelmente bem; daqui a vinte anos, talvez não seja necessária nenhuma coragem ou habilidade. Portanto, deve-se dizer que, considerando-se a sociedade como um todo, o resultado da transição do cavalo para o carro tem sido tornar a humanidade mais frouxa, flácida.

E agora alguém apresenta outra invenção — o avião, por exemplo, que não parece, à primeira vista, tornar a vida mais segura. Os primeiros homens que voaram em aviões eram superlativamente corajosos, e até hoje é preciso ter nervos excelentes para ser piloto. Mas aqui entra em ação a mesma tendência que acabo de mencionar. O avião, tal como o carro, se tornará à prova de erros; pois um milhão de engenheiros estão trabalhando, de maneira quase inconsciente, nessa direção. E por fim — é este o objetivo, embora talvez nunca seja atingido — teremos um avião cujo piloto não precisa de mais habilidade ou coragem que um bebê em seu carrinho. E todo o progresso mecânico segue, e deve seguir, nessa direção. Uma máquina evolui tornando-se mais eficiente, isto é, mais à prova de erros; portanto, o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos — o que pode, ou não, significar um mundo habitado por tolos.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Tradução: Isa Mara Lando.

São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [primeira publicação: 1937] (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1, julgue o item a seguir.

O autor não corrobora a perspectiva de que a ocorrência de acidentes seria um contra-argumento válido à tese de que o progresso mecânico tende a tornar a vida mais segura, pois ele atribui esses acidentes a problemas no planejamento das estradas, e não ao automóvel enquanto tecnologia.
 

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Texto CB1A1

Admito que a tendência do progresso mecânico é realmente tornar a vida segura e agradável. Isso pode ser questionado, pois, a qualquer momento, o efeito de alguma recente invenção mecânica pode parecer seu exato oposto. Vejamos, por exemplo, a transição do cavalo para o veículo a motor. À primeira vista, poderíamos dizer, considerando o número enorme de mortes no trânsito, que o carro a motor não tende a fazer a vida mais segura. Mais ainda, é preciso ser tão durão para ser piloto de corridas off-road quanto para ser campeão de rodeios ou montar um puro-sangue no Grande Prêmio. Mesmo assim, a tendência de todas as máquinas é se tornarem mais seguras e mais fáceis de manejar.

O perigo dos acidentes desapareceria se decidíssemos atacar seriamente nosso problema de planejamento das estradas, o que faremos mais cedo ou mais tarde; e, enquanto isso, o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas. Mesmo agora, é preciso muito menos coragem e habilidade para dirigir um carro razoavelmente bem do que para montar a cavalo razoavelmente bem; daqui a vinte anos, talvez não seja necessária nenhuma coragem ou habilidade. Portanto, deve-se dizer que, considerando-se a sociedade como um todo, o resultado da transição do cavalo para o carro tem sido tornar a humanidade mais frouxa, flácida.

E agora alguém apresenta outra invenção — o avião, por exemplo, que não parece, à primeira vista, tornar a vida mais segura. Os primeiros homens que voaram em aviões eram superlativamente corajosos, e até hoje é preciso ter nervos excelentes para ser piloto. Mas aqui entra em ação a mesma tendência que acabo de mencionar. O avião, tal como o carro, se tornará à prova de erros; pois um milhão de engenheiros estão trabalhando, de maneira quase inconsciente, nessa direção. E por fim — é este o objetivo, embora talvez nunca seja atingido — teremos um avião cujo piloto não precisa de mais habilidade ou coragem que um bebê em seu carrinho. E todo o progresso mecânico segue, e deve seguir, nessa direção. Uma máquina evolui tornando-se mais eficiente, isto é, mais à prova de erros; portanto, o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos — o que pode, ou não, significar um mundo habitado por tolos.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Tradução: Isa Mara Lando.

São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [primeira publicação: 1937] (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1, julgue o item a seguir.

A afirmação de que o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos, no último período do texto, sugere que a evolução das máquinas tem como consequência esperada a diminuição da incompetência e da tolice humanas.
 

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Texto CB1A1

Admito que a tendência do progresso mecânico é realmente tornar a vida segura e agradável. Isso pode ser questionado, pois, a qualquer momento, o efeito de alguma recente invenção mecânica pode parecer seu exato oposto. Vejamos, por exemplo, a transição do cavalo para o veículo a motor. À primeira vista, poderíamos dizer, considerando o número enorme de mortes no trânsito, que o carro a motor não tende a fazer a vida mais segura. Mais ainda, é preciso ser tão durão para ser piloto de corridas off-road quanto para ser campeão de rodeios ou montar um puro-sangue no Grande Prêmio. Mesmo assim, a tendência de todas as máquinas é se tornarem mais seguras e mais fáceis de manejar.

O perigo dos acidentes desapareceria se decidíssemos atacar seriamente nosso problema de planejamento das estradas, o que faremos mais cedo ou mais tarde; e, enquanto isso, o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas. Mesmo agora, é preciso muito menos coragem e habilidade para dirigir um carro razoavelmente bem do que para montar a cavalo razoavelmente bem; daqui a vinte anos, talvez não seja necessária nenhuma coragem ou habilidade. Portanto, deve-se dizer que, considerando-se a sociedade como um todo, o resultado da transição do cavalo para o carro tem sido tornar a humanidade mais frouxa, flácida.

E agora alguém apresenta outra invenção — o avião, por exemplo, que não parece, à primeira vista, tornar a vida mais segura. Os primeiros homens que voaram em aviões eram superlativamente corajosos, e até hoje é preciso ter nervos excelentes para ser piloto. Mas aqui entra em ação a mesma tendência que acabo de mencionar. O avião, tal como o carro, se tornará à prova de erros; pois um milhão de engenheiros estão trabalhando, de maneira quase inconsciente, nessa direção. E por fim — é este o objetivo, embora talvez nunca seja atingido — teremos um avião cujo piloto não precisa de mais habilidade ou coragem que um bebê em seu carrinho. E todo o progresso mecânico segue, e deve seguir, nessa direção. Uma máquina evolui tornando-se mais eficiente, isto é, mais à prova de erros; portanto, o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos — o que pode, ou não, significar um mundo habitado por tolos.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Tradução: Isa Mara Lando.

São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [primeira publicação: 1937] (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1, julgue o item a seguir.

O cavalo, o carro e o avião são apresentados no texto como exemplos de meios de transporte que manifestam uma mesma tendência: a de se tornarem conduções cada vez mais seguras para o ser humano.
 

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4288091 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Jaguariaíva-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cheiro de Amor (Maria Bethânia)
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
Mas o seu jeito de me olhar
A fala mansa, meio rouca
Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
-
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
E meio louca de prazer
Lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor
Eu te sinto tão presente
Volte logo, meu amor 
Considere o verso:

"Lembro teu corpo no espelho."

A respeito da estrutura sintática do verso, assinale a alternativa CORRETA.
 

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4288090 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Jaguariaíva-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cheiro de Amor (Maria Bethânia)
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
Mas o seu jeito de me olhar
A fala mansa, meio rouca
Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
-
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
E meio louca de prazer
Lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor
Eu te sinto tão presente
Volte logo, meu amor 
Leia os versos:

"Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você"

Considerando o sentido das expressões destacadas no contexto da letra, assinale a alternativa CORRETA.
 

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4288089 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Jaguariaíva-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cheiro de Amor (Maria Bethânia)
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
Mas o seu jeito de me olhar
A fala mansa, meio rouca
Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
-
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
E meio louca de prazer
Lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor
Eu te sinto tão presente
Volte logo, meu amor 
No trecho:

"Foi tudo tão de repente"
"Eu não consigo esquecer"
"Eu te sinto tão presente"

As palavras destacadas pertencem à classe gramatical dos verbos porque:
 

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4288088 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Jaguariaíva-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cheiro de Amor (Maria Bethânia)
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
Mas o seu jeito de me olhar
A fala mansa, meio rouca
Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
-
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
E meio louca de prazer
Lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor
Eu te sinto tão presente
Volte logo, meu amor 
No trecho: "De repente fico rindo à toa, sem saber por que", a forma "por que", empregada separadamente e sem acento, está CORRETAMENTE utilizada pois:
 

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4288087 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Câm. Jaguariaíva-PR
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cheiro de Amor (Maria Bethânia)
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
Mas o seu jeito de me olhar
A fala mansa, meio rouca
Foi me deixando quase louca
Já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você
-
De repente fico rindo à toa, sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente
Eu não consigo esquecer
E confesso, tive medo
Quase disse: Não
-
E meio louca de prazer
Lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor
Eu te sinto tão presente
Volte logo, meu amor 
A partir da letra de "Cheiro de Amor", é CORRETO afirmar que o eu lírico:
 

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4287917 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Porto Velho-RO
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Texto para a questão.
Lei Seca chega aos 18, e não pode caducar
   Instituir tolerância zero para a ingestão de álcool por condutores é um dos marcos da segurança viária brasileira. Se antes os motoristas podiam consumir uma quantidade limitada de bebida alcoólica sem serem punidos e, quando flagrados embriagados, não respondiam criminalmente por isso, desde junho de 2008, não há mais benevolência legal para tais condutas. A Lei Seca deu início a um grande processo de mudança de hábitos ao volante. Chega à maioridade com a eficácia reconhecida e o desafio de conter novas e velhas ameaças à paz no trânsito.
   Em 18 anos, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de multas no país, com São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador liderando o ranking das cidades que registraram mais infrações: 257 mil, 228 mil, 133 mil, 74 mil e 63 mil, respectivamente. Nacionalmente, a média de multas durante o período é de 23 por hora, considerando os condutores que foram flagrados no bafômetro e os que se recusaram a fazer o teste. E é aí que se evidencia um dos grandes desafios na consolidação da Lei Seca: dois terços das infrações são referentes ao segundo desfecho.
  Ainda que os motoristas que se recusam a serem examinados também respondam por infração gravíssima e estejam sujeitos às mesmas penalidades administrativas, a estratégia adotada pode dificultar um manejo em prol da segurança viária. Os últimos cinco anos com dados fechados sobre a Lei Seca são ilustrativos nesse sentido. Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.
   Inferir que, depois de 18 anos, segue forte uma crença na falta de fiscalização e/ ou um desdém com as graves consequências da combinação álcool e volante não é, dessa forma, um exagero. O próprio relatório sobre a maioridade da Lei Seca alerta para “uma tendência preocupante de aumento nas infrações relacionadas à recusa do teste do bafômetro”, indicando “a implementação de campanhas de conscientização juntamente com a intensificação das fiscalizações”, considerando sobretudo os perfis dos infratores. São punidos principalmente condutores do sexo masculino e habilitados há um tempo relativamente curto ─ de zero a cinco anos.
   Acende-se, assim, um outro alerta: em tempos de flexibilização das regras de obtenção da CNH ─ inclusive para motociclistas ─, se há uma nova geração menos preocupada com a segurança viária, é inadmissível qualquer recuo que comprometa a aprendizagem da legislação de trânsito. Ao contrário: há de identificar as brechas que favorecem iniciantes a cometerem infração gravíssima e, prontamente, corrigi-las.
   Também chama a atenção o fato de estatisticamente as mulheres serem mais resistentes ao bafômetro ─ os homens apresentam 13% menos chance de se recusar a fazer o teste quando provocados pelas autoridades, segundo o relatório. São elas também que vêm registrando um aumento expressivo no consumo abusivo de álcool ─ de 9,2% para 15,7% entre 2006 e 2024. Desconsiderar uma possível conexão entre os dois fenômenos é, no mínimo, temerário.
   Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas – cálculos mais modestos estimam em 50 mil. Tem seus efeitos reconhecidos internacionalmente. Mas, como toda a boa política pública, tem que acompanhar os desafios impostos pelas dinâmicas socioeconômicas para não caducar. Não faltam sinais de alerta. Desconsiderá-los é pôr em risco um dos maiores avanços civilizatórios dos tempos recentes.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/06/7446395-lei-seca-chega-aos-18-e-nao-pode-caducar.htm
Considerando as complexas relações de paronímia na língua portuguesa, assinale a única alternativa em que o emprego dos termos destacados atende plenamente à norma-padrão e ao sentido contextual adequado ao universo temático do texto.
 

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4287916 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: Pref. Porto Velho-RO
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Texto para a questão.
Lei Seca chega aos 18, e não pode caducar
   Instituir tolerância zero para a ingestão de álcool por condutores é um dos marcos da segurança viária brasileira. Se antes os motoristas podiam consumir uma quantidade limitada de bebida alcoólica sem serem punidos e, quando flagrados embriagados, não respondiam criminalmente por isso, desde junho de 2008, não há mais benevolência legal para tais condutas. A Lei Seca deu início a um grande processo de mudança de hábitos ao volante. Chega à maioridade com a eficácia reconhecida e o desafio de conter novas e velhas ameaças à paz no trânsito.
   Em 18 anos, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de multas no país, com São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador liderando o ranking das cidades que registraram mais infrações: 257 mil, 228 mil, 133 mil, 74 mil e 63 mil, respectivamente. Nacionalmente, a média de multas durante o período é de 23 por hora, considerando os condutores que foram flagrados no bafômetro e os que se recusaram a fazer o teste. E é aí que se evidencia um dos grandes desafios na consolidação da Lei Seca: dois terços das infrações são referentes ao segundo desfecho.
  Ainda que os motoristas que se recusam a serem examinados também respondam por infração gravíssima e estejam sujeitos às mesmas penalidades administrativas, a estratégia adotada pode dificultar um manejo em prol da segurança viária. Os últimos cinco anos com dados fechados sobre a Lei Seca são ilustrativos nesse sentido. Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.
   Inferir que, depois de 18 anos, segue forte uma crença na falta de fiscalização e/ ou um desdém com as graves consequências da combinação álcool e volante não é, dessa forma, um exagero. O próprio relatório sobre a maioridade da Lei Seca alerta para “uma tendência preocupante de aumento nas infrações relacionadas à recusa do teste do bafômetro”, indicando “a implementação de campanhas de conscientização juntamente com a intensificação das fiscalizações”, considerando sobretudo os perfis dos infratores. São punidos principalmente condutores do sexo masculino e habilitados há um tempo relativamente curto ─ de zero a cinco anos.
   Acende-se, assim, um outro alerta: em tempos de flexibilização das regras de obtenção da CNH ─ inclusive para motociclistas ─, se há uma nova geração menos preocupada com a segurança viária, é inadmissível qualquer recuo que comprometa a aprendizagem da legislação de trânsito. Ao contrário: há de identificar as brechas que favorecem iniciantes a cometerem infração gravíssima e, prontamente, corrigi-las.
   Também chama a atenção o fato de estatisticamente as mulheres serem mais resistentes ao bafômetro ─ os homens apresentam 13% menos chance de se recusar a fazer o teste quando provocados pelas autoridades, segundo o relatório. São elas também que vêm registrando um aumento expressivo no consumo abusivo de álcool ─ de 9,2% para 15,7% entre 2006 e 2024. Desconsiderar uma possível conexão entre os dois fenômenos é, no mínimo, temerário.
   Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas – cálculos mais modestos estimam em 50 mil. Tem seus efeitos reconhecidos internacionalmente. Mas, como toda a boa política pública, tem que acompanhar os desafios impostos pelas dinâmicas socioeconômicas para não caducar. Não faltam sinais de alerta. Desconsiderá-los é pôr em risco um dos maiores avanços civilizatórios dos tempos recentes.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/06/7446395-lei-seca-chega-aos-18-e-nao-pode-caducar.htm
O estudo dos processos morfológicos permite compreender como as palavras são estruturadas e adaptadas ao léxico de uma língua. Com base nas regras de formação de palavras adotadas pela norma-padrão, assinale a alternativa em que a classificação do termo retirado do texto está inteiramente correta.
 

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