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Leia o texto a seguir.
Há mais de uma década, o Parlamento brasileiro iniciou a criação de sistemas de comunicação específicos para as duas casas legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Ambos os sistemas são compostos por jornal impresso, canal de TV a cabo, emissora de rádio e agência de notícias on-line. A institucionalização de uma política de comunicação voltada para aproximar o Parlamento da sociedade e do cidadão é um processo recente no Brasil, cujos marcos foram a criação da “TV Assembleia” de Minas Gerais, em 1995, e da “TV Senado”, em 1996, a partir do espaço aberto com a legislação da TV por assinatura (Lei 8.977/95), que regulamentou o sistema de radiodifusão por assinatura no país e permitiu a criação de canais dos poderes Judiciário e Legislativo, além das emissoras universitárias e comunitárias.
A Câmara dos Deputados já possuía, desde 1961, um serviço de radiodifusão que, a partir de 1963, ficou também responsável pela divulgação dos trabalhos legislativos no programa “Voz do Brasil”, além de possuir um boletim informativo, editado desde 1971. A Câmara seguiu o caminho dos outros órgãos legislativos e entrou na comunicação eletrônica com veículos próprios na década de 1990. Além da “TV Câmara” e do serviço telefônico 0800 (ligação gratuita), criados em 1998, a instituição transformou o boletim informativo em “Jornal da Câmara” e iniciou as transmissões da “Rádio Câmara” em 1999. No ano 2000, seu último veículo entrou em funcionamento: a “Agência Câmara”.
Câmara e Senado, ao institucionalizarem sistemas de jornalismo público, com rádio, TV, jornal impresso e agência online de notícias, baseiam-se no princípio constitucional de que o cidadão tem direito à publicidade dos atos, decisões e demais atividades legislativas. Afinal, em tese, o trabalho de toda instituição pública deve ser acessível à sociedade. A criação desses veículos baseia-se, ainda, no diagnóstico de que é dever da instituição complementar a atuação da imprensa na publicização das atividades parlamentares, buscando compensar as deficiências da mídia privada.
BARROS, Antonio; BERNARDES, Cristiane Brum. A pluralização das fontes de
informação política no Brasil: as mídias legislativas. Rumores, v. 4, p. 2-12,
2009. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/285610207_A_pluralizacao_das_font
es_de_informacao_politica_no_Brasil_as_midias_legislativas. Acesso em: 25
dez. 2025.
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Definição e preparação de porta-vozes – preparar os porta-vozes, ou seja, as pessoas que vão falar em nome da organização, tendo em vista que de nada adianta iniciar um trabalho de relacionamento com a mídia se os porta-vozes não estiverem preparados para conversar ou ser entrevistados por jornalistas. Mas é sempre bom frisar que uma assessoria de comunicação nunca deve se prestar a preparar charlatães, ou seja, dirigentes que se valham de um conhecimento mais técnico no relacionamento com os jornalistas para tentar ludibriá-los, mentindo ou distorcendo informações. Além dos inevitáveis prejuízos institucionais para a organização, isso acabará afetando a própria reputação da assessoria e do assessor. O porta-voz é a própria fonte de informação e o conjunto de porta-vozes deve ser definido em número suficiente para cobrir todos os assuntos possíveis dentro do planejamento e, às vezes, para ter proximidade com diferentes regiões geográficas.
DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia:
teoria e técnica. Colaboradores: Ana Viale Moutinho ... [et al.]. 5. ed. rev. e
atual. São Paulo: Atlas, 2018. p. 232.
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A nota oficial é um “documento distribuído à imprensa, muitas vezes também veiculado de forma paga, contendo declaração, posicionamento formal ou esclarecimento sobre assunto relevante, urgente ou de interesse público”.
DUARTE, Jorge (org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a
mídia: teoria e técnica. Colaboradores: Ana Viale Moutinho [et al.]. 5. ed.
rev. e atual. São Paulo: Atlas, 2018. p. 337.
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Segundo Santaella (2018, p. 30-31), o que difere agora é o modo como as notícias são produzidas, disseminadas e interpretadas. Tradicionalmente, na era hegemônica da comunicação de massas, as notícias eram fabricadas em fontes restritas, relativamente confiáveis na medida em que deveriam seguir práticas baseadas em códigos estritos de deontologia [...] a internet e as redes sociais permitem a publicação e interação de qualquer ponto do espaço”. O que, com tantos produtores de conteúdo e polifonia de vozes, cria um universo que avançou em plataformas e apurações transmidiáticas, mas que suprimiu – infelizmente – a checagem de fatos. [...] Conhecidas como fake news, as notícias falsas criam redes de desinformação, manipulando e influenciando a opinião pública a crer em algo que não é verdadeiro. Essa dinâmica ocorre devido ao uso de manchetes duvidosas, apelo emocional e títulos sensacionalistas, vídeos manipulados (deepfakes), entre outros métodos.
FERRARI, Pollyana. A era do prompt: inteligência artificial, colonialismo,
devires e desinformação. E-book. 2024. p. 84 e 50. [Adaptado].
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Esta arquitetura noticiosa nasceu durante a Guerra da Secessão, nos Estados Unidos da América. O telégrafo, a grande inovação técnica daquela época, possibilitava aos jornalistas o envio diário das suas crônicas de guerra. Porém, esta tecnologia ainda não tinha uma grande viabilidade técnica e, pior do que isso, os postes que suportavam os fios do telégrafo eram um alvo muito apetecido para as tropas, pelo que o sistema estava muitas vezes inoperante. Para assegurar iguais condições de envio, jornalistas e operadores de telégrafo estabeleceram uma regra de funcionamento que não prejudicasse o trabalho dos profissionais da informação: cada jornalista enviaria o primeiro parágrafo do seu texto e, após uma primeira ronda, iniciava-se uma outra volta para que todos enviassem o segundo parágrafo do texto (Fontcuberta, 1999, p. 58). Esta regra de funcionamento obrigou os jornalistas a alterarem a técnica de redação mais utilizada até então. Em lugar do habitual relato cronológico dos acontecimentos, os jornalistas passaram a organizar os factos por valor noticioso, colocando os dados mais importantes no início do texto e garantindo assim a chegada dos dados essenciais aos seus jornais.
CANAVILHAS, João. Webjornalismo. In: BARBOSA, Susana (org.). Jornalismo
Digital de Terceira Geração. Covilhã: Labcom – Universidade da Beira Interior
(Portugal), 2007. p. 25-40. [Adaptado].
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Leia os Textos 4 e 5 para responder à questão.
Texto 4
Tornado destrói 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR) e
causa seis mortes
Imagens aéreas da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, mostram bairros inteiros destruídos pelo tornado que passou pela região Centro-Sul do estado na noite desta sexta-feira (7).
Dados da Defesa Civil apontam que 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram algum estrago na infraestrutura, seis pessoas morreram, duas estão desaparecidas e 432 estão feridas.
A tempestade foi classificada como tornado de categoria F3 com ventos que chegaram a até 250 quilômetros por hora, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O governador do estado, Ratinho Junior, informou que estuda decretar estado de emergência para facilitar a reconstrução dos locais atingidos pela tempestade.
“Em Rio Bonito do Iguaçu, praticamente, as pessoas hoje não têm onde dormir mais. Nós já estamos preparando desde ontem à noite alojamentos”, disse.
De acordo com Ratinho Junior, o Simepar ainda estuda o grau de força do fenômeno que atingiu Rio Bonito destruindo grande parte da cidade.
“Nos últimos 30, 40 anos não tinha se visto um tornado com essa força. Difícil realmente que alguma casa, até mesmo algum prédio comercial, tenha ficado de pé. Nós vimos silos gigantescos indo ao chão, postos de gasolina. Foi uma catástrofe sem muito precedente na história do estado do Paraná”, afirmou o governador.
Equipes do governo federal foram enviadas ao local para auxiliar no apoio às vítimas e estudar a reconstrução das áreas atingidas. Houve colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.
O hospital de Laranjeiras do Sul, próximo à Rio Bonito do Iguaçu, ficou lotado e atendeu mais de 200 pessoas. Ao todo, nove pessoas estão com ferimentos graves.
LEÓN, Lucas Pordeus. Tornado destrói 90% de Rio Bonito do Iguaçu (PR) e
causa seis mortes. Disponível em
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/tornado-destroi-90-de-
rio-bonito-do-iguacu-e-causa-seis-mortes. Acesso em: 04 fev. 2026.
Texto 5
O Ministério das Comunicações segue acompanhando, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as ações de restabelecimento dos serviços de telecomunicações nas cidades paranaenses atingidas pelas fortes chuvas da última sexta-feira (7).
As operadoras informaram os seguintes status de atendimento:
Claro: informou a normalização dos serviços em todo o estado.
TIM: há 18 municípios com algum grau de afetação no Paraná; em 10 deles, a afetação atinge 100% dos sites, mas foi aberta a função de roaming, permitindo a continuidade dos serviços de conectividade para os usuários. Rio Bonito não está entre as localidades ainda afetadas.
O Ministério das Comunicações permanece em contato com as operadoras e com a Anatel para garantir a plena normalização dos serviços e reduzir os impactos à população o mais rápido possível.
Assessoria de Comunicação do Ministério das Comunicações
COMUNICAÇÕES, Ministério das. Disponível em: https://
https://www.gov.br/mcom/pt-br/noticias. Acesso em: 04 fev. 2026.
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