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4198322 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP

Leia o texto a seguir para responder à questão:

Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.

(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

No trecho “Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito…” (1º parágrafo), a expressão destacada foi empregada para
 

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4198321 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP

Leia o texto a seguir para responder à questão:

Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.

(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, a autora considera que as palavras
 

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4198320 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
Está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal a frase:
 

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4198319 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP

Leia a tirinha a seguir para responder à questão:

Enunciado 4739192-1

Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, é possível incluir uma vírgula antes e outra depois da expressão:
 

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4198318 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP

Leia a tirinha a seguir para responder à questão:

Enunciado 4739191-1

Foi empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
 

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4198317 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP

Leia a tirinha a seguir para responder à questão:

Enunciado 4739190-1

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que a revolta do garoto no último quadro se deve à
 

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4198316 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Coaraci-BA
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Em relação à medicação conhecida como vortioxetina, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
(_) O efeito agonista nos receptores 5-HT7 é um importante mecanismo de ação deste fármaco.
(_) A vortioxetina produz uma melhora mais acentuada da cognição do que os outros antidepressivos na depressão maior unipolar.
(_) O efeito agonista nos receptores 5-HT3 é um importante mecanismo de ação deste fármaco.
 

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4198315 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Coaraci-BA
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Em relação aos transtornos de humor, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Um episódio hipomaníaco, ou maníaco, em indivíduo que já tenha apresentado um ou mais episódios afetivos prévios (depressivo, hipomaníaco, maníaco, ou misto) deve conduzir a um diagnóstico de transtorno afetivo bipolar.
( ) Nos episódios depressivos, existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse e diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante.
( ) No episódio depressivo grave com sintomas psicóticos, ocorrem sintomas marcantes e angustiantes, como a perda da autoestima e ideias de desvalia ou culpa, nunca acompanhadas de alucinações ou ideias delirantes.
 

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4198314 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Coaraci-BA
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Transtornos alimentares são doenças caracterizadas por hábitos alimentares irregulares e sofrimento grave, ou preocupação, com o peso ou a forma do corpo. Sobre esses transtornos, assinalar a alternativa CORRETA.
 

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4198313 Ano: 2026
Disciplina: Psiquiatria
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Coaraci-BA
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Em relação aos transtornos psicóticos, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Transtorno esquizoafetivo.
(2) Transtorno delirante persistente.
(3) Transtorno delirante induzido. 

( ) Quadro psicótico caracterizado por crença falsa, fixa e sistematizada, ou por crenças tematicamente relacionadas, com curso prolongado e sem preenchimento dos critérios clínicos para esquizofrenia.
( ) Quadro no qual uma convicção psicótica originalmente apresentada por uma pessoa com transtorno psicótico primário passa a ser compartilhada por outro indivíduo, geralmente em contexto de vínculo emocional estreito e convivência próxima.
( ) Episódio em que manifestações relevantes do humor, como sintomas depressivos ou maniformes, coexistem com sintomas psicóticos de padrão esquizofrênico, sem que o quadro seja mais bem explicado isoladamente por esquizofrenia ou por transtorno do humor.
 

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