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Foram encontradas 150 questões.

4254936 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Há poemas que contam histórias, contos que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas”.
 

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4254935 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise o período a seguir, retirado do texto, e assinale a alternativa INCORRETA a seu respeito. 
“Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___ grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta de não ser filho de sangue da família que o criou”.
 

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4254934 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta as duas formas verbais presentes no trecho a seguir, retirado do texto, conjugadas no pretérito imperfeito do modo indicativo. 
“Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois”.
 

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4254933 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra ou expressão que possa substituir corretamente o relativo “onde” no trecho a seguir, retirado do texto: 
“descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo”.
 

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4254932 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a classe gramatical às respectivas ocorrências da palavra “quase”.

Coluna 1
1. Advérbio.
2. Substantivo.

Coluna 2
( ) “Era alguém criado quase como filho”.
( ) “O quase atravessa a vida de todos nós”.
( ) “Não por acaso, a literatura também gosta dos quases”.
( ) “Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4254931 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual dos trechos abaixo NÃO apresenta o emprego da figura de linguagem conhecida como personificação?
 

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4254930 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: BM-RS
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As lições do quase

Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir sobre a palavra “curioso”, presente no trecho abaixo retirado do texto, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
“O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas”.
( ) Nessa situação de ocorrência, um sinônimo possível seria “intrigante”.
( ) Ao ser flexionada para o plural, pode haver alteração na pronúncia de uma de suas vogais.
( ) Trata-se de um adjetivo substantivado pelo emprego do artigo definido.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4254929 Ano: 2026
Disciplina: Português
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As lições do quase

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Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, analise os trechos a seguir, retirados do texto:
• “enquanto abordávamos ___ grandes temáticas da literatura”.
• “___ vezes, basta um instante para que a vida escolha outro desfecho”.
• “O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar”.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
 

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4254928 Ano: 2026
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Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. As situações da vida reconhecidas pela autora como “quases” nos deixam sempre com uma sensação de frustração, pois se relacionam ao que não vivenciamos.
MESMO ASSIM
II. Em alguns momentos, embora não nos demos conta, esses “quases” podem, inclusive, significar a salvação de nossas vidas.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
 

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4254927 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
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Por Helô Bacichette

Foi o escritor José Clemente Pozenato quem me apresentou, sem saber, um dos lugares

mais habitados da condição humana. Durante uma oficina literária, enquanto abordávamos ___

grandes temáticas da literatura, ele contou a história de um personagem consumido pela revolta

de não ser filho de sangue da família que o criou. Sua dor nascia menos da vida que vivera do

que daquela que imaginava ter perdido. Carregava uma pergunta impossível de responder:

“e se?”. Era alguém criado quase como filho.

O quase atravessa a vida de todos nós. Mora nas pequenas frustrações e nos grandes

acontecimentos: no amor que não encontrou o tempo certo, na palavra que morreu nos lábios,

no abraço adiado pelo orgulho, no perdão que chegou tarde demais.

Há também os outros quases. Quem cruzou a linha de chegada um segundo depois, quem

escapou da morte por um instante. Quem perdeu um ônibus, desistiu de um voo ou mudou de

caminho na última hora e, sem saber, alterou o rumo da própria história. ___ vezes, basta um

instante para que a vida escolha outro desfecho. Talvez essa seja sua beleza e também sua

melancolia: nunca saberemos quem teríamos sido se tudo tivesse acontecido de outro modo.

Não por acaso, a literatura também gosta dos quases. Eles são feitos da mesma matéria

Um pedaço de madeira é apenas madeira ou, nas mãos de uma criança, já é quase um barco?

Uma folha em branco é apenas papel ou quase um livro?

das perguntas. Quando li “Objeto Quase”, de José Saramago, o título passou a me acompanhar.

O quase habita os objetos, ___ espera de um olhar capaz de lhes revelar outras

possibilidades. Habita, igualmente, a própria literatura. Há poemas que contam histórias, contos

que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas. A literatura parece

desconfiar das fronteiras rígidas e preferir os lugares onde uma forma começa a se transformar

em outra.

O curioso é que o quase nunca aconteceu. Não oferece respostas definitivas. Ainda assim

permanece. Volta em noites silenciosas e inventa destinos paralelos, como se a imaginação

insistisse em escrever capítulos que a realidade recusou.

Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto. Ou quase um poema. Talvez seja até

um quase de tudo isso. Afinal, desde aquela oficina com o saudoso escritor José Clemente

Pozenato, descobri que a literatura é um dos lugares onde os quases continuam vivendo. E é por

isso que ela continua a nos perguntar: “e se?”.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O que a autora chama de “quases” pode ser traduzido como uma possibilidade de realidade que, de fato, não existiu.
II. O grande motivo para o sofrimento do personagem da história contada por José Clemente Pozenato era imaginar que a vida que levara era uma farsa.
III. A força do quase reside no fato de que nossa mente repetidamente se dedica à criação de realidades diferentes daquela que efetivamente vivemos.
Quais estão corretas?
 

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