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Foram encontradas 30 questões.

Noção de erro de português é afetada pela ideia de que, vista
do passado, toda evolução é corrupção
Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente, e toda uma interminável cantilena de rabugices.
(...)
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante de um erro linguístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão linguística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade. Para a linguística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão linguística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência.
(...)
A maioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso linguístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas tampouco vai à praia de terno. Assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão linguística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.
(...)
Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim. Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Não estou dizendo com isso que o linguajar das pessoas não-escolarizadas deva ser incentivado. É evidente que, como cidadãos, devemos lutar para acabar com a pobreza e a ignorância. Nesse sentido, não apenas pronunciar “pobrema” é errado; morar em favelas ou andar maltrapilho é muito mais. No entanto, muitos brasileiros moram em barracos ou na rua e só têm uma roupa – muitas vezes esfarrapada – para vestir e só um registro para falar. Sua fala é pobre como é pobre a sua existência, tanto física quanto mental. O imaginário da classe média idealiza essas pessoas indo a todos os lugares sempre com a mesma camisa surrada, os mesmos chinelos velhos, e falando com todos sempre do mesmo modo.
Texto adaptado.Fonte: Língua Portuguesa, ano 3, n.º 25,
novembro de 2007
A intenção comunicativa predominante no texto é
 

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1150083 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
A paralisia cerebral faz parte de um grupo das deficiências e se constitui em condições caracterizadas por distúrbios motores e alterações posturais permanentes, de etimologia não progressiva, que ocorre no encéfalo imaturo, podendo ou não estar associada a alterações cognitivas. (MELO, 2008). É correto afirmar que a paralisia cerebral pertence ao grupo das deficiências:
 

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1149937 Ano: 2018
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Conforme o Decreto nº 6.571/2008, compreende-se alunos com transtornos globais do desenvolvimento aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesse e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com:
 

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1149479 Ano: 2018
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
O Art. 3º do decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências, define como um dos objetivos do Atendimento Educacional Especializado:
 

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1145964 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
O Atendimento Educacional Especializado (AEE) compreende um conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, ofertados das seguintes formas:
 

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1139118 Ano: 2018
Disciplina: Direitos Humanos
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, compreende-se barreiras como qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros. Conforme o exposto, as barreiras são classificadas em:
 

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1139116 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
Dentre as várias atribuições do Professor do Atendimento Educacional Especializado, afirma-se que uma delas se refere a:
 

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Leia o excerto a seguir, extraído da obra Iracema (José de Alencar), para responder a questão abaixo.
“Depois, Iracema quebrou a flecha homicida, deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada”.
José de Alencar
Ainda com base no texto de José de Alencar, anteriormente apresentado, assinale a opção que apresenta uma outra construção possível para a última oração do excerto, sem que o sentido do texto seja alterado.
 

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1137540 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
A família tem se encontrado, historicamente, numa posição de dependência de profissionais em diferentes áreas do conhecimento no sentido de receberem orientações de como proceder em relação às necessidades especiais de seus filhos. Diante do contexto, considera-se papel da família no processo da educação inclusiva:
 

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1133901 Ano: 2018
Disciplina: Pedagogia
Banca: FUNCERN
Orgão: Cons. Trairi-CE
As Salas de Recursos Multifuncionais são:
 

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