Foram encontradas 120 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
Atração do mundo
1900. No ano em que o século passado se fecha e se abre para o século XX, Joaquim Nabuco, político pertencente à elite intelectual brasileira, publica Minha Formação, livro de memórias em que o autor reúne uma série de ensaios ficcionalizados, aparecidos na imprensa durante a década anterior. Naquele momento complexo e forte da nacionalidade, quando o Imperador era expulso do país e os militares plebeus e jacobinos inauguravam o regime republicano, Minha Formação pontuava as contradições políticas da história recente do país e, ao mesmo tempo, a opção pela indispensável e enriquecedora abertura da jovem nação sulamericana para o mundo, expressa pela tardia abolição da escravatura, sem dúvida o maior feito do agonizante regime monárquico.
Silviano Santiago. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: UFMG, 2004, p. 11 (com adaptações)
No texto acima, o crítico literário Silviano Santiago se refere ao momento histórico em que se prepara a emergência do Modernismo brasileiro. Nesse movimento literário, as referências culturais estrangeiras foram
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É comum afirmar que a ideia da lusofonia surge com a primeira globalização: a aventura dos descobrimentos marítimos portugueses e a consequente difusão de sua língua e cultura. De fato, percorrer o mundo, apesar das especificidades sócioeconômico-culturais de cada comunidade de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste), significa, via de regra, deparar-se com sons, cores e sabores da nossa língua comum.
Apresentada como um sistema de comunicação linguísticocultural no âmbito da língua portuguesa e de suas variantes linguísticas, a lusofonia não pode ser restrita ao que as fronteiras nacionais delimitam. Nesse modo de conceber a lusofonia, há que se considerar as muitas comunidades espalhadas pelo mundo e que constituem a chamada “diáspora lusa” e as localidades em que, se bem que nomeiem o português como língua de “uso”, na verdade, ela seja minimamente (se tanto) utilizada: Macau, Goa, Diu, Damão e Málaca. Além disso, como lembra o pensador português Eduardo Lourenço, lusofonia é inconcebível sem a inclusão da Galiza.
Regina Helena Pires de Brito. A viagem da língua portuguesa. Internet: <http://www.revistapessoa.com/> (com adaptações).
Infere-se do texto acima que
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Fala-se muito em globalização. As finanças, a informação simultânea, as migrações de povos, o crime organizado, os conhecimentos científicos, a tecnologia, os sistemas de poder, a produção e o trabalho humano, tudo isso se globaliza. Pode-se exaltar a globalização como oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. Pode-se ainda criticá-la em razão dos que a conduzem, ou de como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos.
Essa afirmação pode sofrer duas objeções: uma vem sustentar que a globalização resulta em acumulação de capital e de poder em poucas mãos e no predomínio das finanças internacionais sobre qualquer outro interesse; outra, que o conceito e a natureza da globalização foram criados e difundidos por forças neoliberais, com a intenção de levar os povos a crer que não há alternativa e, assim, de negar a função da política e da democracia.
Ambas as objeções baseiam-se em fatos reais. Pode-se acrescentar que o ganho de capital passou a não respeitar nada (a vida, a saúde e até mesmo as partes do corpo humano vão se transformando em mercadoria) e que o credo neoliberal é imposto aos povos com as regras do fundamentalismo monetário, que não admite dissidências. É o que se evidencia quando instituições financeiras internacionais subordinam sua ajuda ao compromisso dos governos de reestruturar os sistemas de saúde pública e previdência social. As consequências dessa opção (e ainda mais, dos crescentes desníveis de renda, de educação e de poder entre as classes e entre os povos) traduziram-se por quase toda a parte em aumento das desigualdades de níveis de saúde, documentadas por estatísticas eloquentes, que se podem traduzir em milhões de existências humanas truncadas ou prejudicadas.
Giovanni Berlinguer. Globalização e saúde global. In: Estudos avançados. Vol. 13, n.º 35, São Paulo, jan./abr., 1999. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações)
Assinale a opção correta a respeito dos aspectos linguísticos do texto.
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Fala-se muito em globalização. As finanças, a informação simultânea, as migrações de povos, o crime organizado, os conhecimentos científicos, a tecnologia, os sistemas de poder, a produção e o trabalho humano, tudo isso se globaliza. Pode-se exaltar a globalização como oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. Pode-se ainda criticá-la em razão dos que a conduzem, ou de como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos.
Essa afirmação pode sofrer duas objeções: uma vem sustentar que a globalização resulta em acumulação de capital e de poder em poucas mãos e no predomínio das finanças internacionais sobre qualquer outro interesse; outra, que o conceito e a natureza da globalização foram criados e difundidos por forças neoliberais, com a intenção de levar os povos a crer que não há alternativa e, assim, de negar a função da política e da democracia.
Ambas as objeções baseiam-se em fatos reais. Pode-se acrescentar que o ganho de capital passou a não respeitar nada (a vida, a saúde e até mesmo as partes do corpo humano vão se transformando em mercadoria) e que o credo neoliberal é imposto aos povos com as regras do fundamentalismo monetário, que não admite dissidências. É o que se evidencia quando instituições financeiras internacionais subordinam sua ajuda ao compromisso dos governos de reestruturar os sistemas de saúde pública e previdência social. As consequências dessa opção (e ainda mais, dos crescentes desníveis de renda, de educação e de poder entre as classes e entre os povos) traduziram-se por quase toda a parte em aumento das desigualdades de níveis de saúde, documentadas por estatísticas eloquentes, que se podem traduzir em milhões de existências humanas truncadas ou prejudicadas.
Giovanni Berlinguer. Globalização e saúde global. In: Estudos avançados. Vol. 13, n.º 35, São Paulo, jan./abr., 1999. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações)
No que se refere ao emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a opção correta.
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Fala-se muito em globalização. As finanças, a informação simultânea, as migrações de povos, o crime organizado, os conhecimentos científicos, a tecnologia, os sistemas de poder, a produção e o trabalho humano, tudo isso se globaliza. Pode-se exaltar a globalização como oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. Pode-se ainda criticá-la em razão dos que a conduzem, ou de como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos.
Essa afirmação pode sofrer duas objeções: uma vem sustentar que a globalização resulta em acumulação de capital e de poder em poucas mãos e no predomínio das finanças internacionais sobre qualquer outro interesse; outra, que o conceito e a natureza da globalização foram criados e difundidos por forças neoliberais, com a intenção de levar os povos a crer que não há alternativa e, assim, de negar a função da política e da democracia.
Ambas as objeções baseiam-se em fatos reais. Pode-se acrescentar que o ganho de capital passou a não respeitar nada (a vida, a saúde e até mesmo as partes do corpo humano vão se transformando em mercadoria) e que o credo neoliberal é imposto aos povos com as regras do fundamentalismo monetário, que não admite dissidências. É o que se evidencia quando instituições financeiras internacionais subordinam sua ajuda ao compromisso dos governos de reestruturar os sistemas de saúde pública e previdência social. As consequências dessa opção (e ainda mais, dos crescentes desníveis de renda, de educação e de poder entre as classes e entre os povos) traduziram-se por quase toda a parte em aumento das desigualdades de níveis de saúde, documentadas por estatísticas eloquentes, que se podem traduzir em milhões de existências humanas truncadas ou prejudicadas.
Giovanni Berlinguer. Globalização e saúde global. In: Estudos avançados. Vol. 13, n.º 35, São Paulo, jan./abr., 1999. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações)
No texto, o vocábulo
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Fala-se muito em globalização. As finanças, a informação simultânea, as migrações de povos, o crime organizado, os conhecimentos científicos, a tecnologia, os sistemas de poder, a produção e o trabalho humano, tudo isso se globaliza. Pode-se exaltar a globalização como oportunidade de crescimento econômico e cultural dos povos. Pode-se ainda criticá-la em razão dos que a conduzem, ou de como a conduzem, ou dos rumos que toma. Mas ela é irrefreável, sobretudo por corresponder a muitas exigências dos seres humanos.
Essa afirmação pode sofrer duas objeções: uma vem sustentar que a globalização resulta em acumulação de capital e de poder em poucas mãos e no predomínio das finanças internacionais sobre qualquer outro interesse; outra, que o conceito e a natureza da globalização foram criados e difundidos por forças neoliberais, com a intenção de levar os povos a crer que não há alternativa e, assim, de negar a função da política e da democracia.
Ambas as objeções baseiam-se em fatos reais. Pode-se acrescentar que o ganho de capital passou a não respeitar nada (a vida, a saúde e até mesmo as partes do corpo humano vão se transformando em mercadoria) e que o credo neoliberal é imposto aos povos com as regras do fundamentalismo monetário, que não admite dissidências. É o que se evidencia quando instituições financeiras internacionais subordinam sua ajuda ao compromisso dos governos de reestruturar os sistemas de saúde pública e previdência social. As consequências dessa opção (e ainda mais, dos crescentes desníveis de renda, de educação e de poder entre as classes e entre os povos) traduziram-se por quase toda a parte em aumento das desigualdades de níveis de saúde, documentadas por estatísticas eloquentes, que se podem traduzir em milhões de existências humanas truncadas ou prejudicadas.
Giovanni Berlinguer. Globalização e saúde global. In: Estudos avançados. Vol. 13, n.º 35, São Paulo, jan./abr., 1999. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações)
Considerando os aspectos coesivos do texto, assinale a opção correta.
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A expressão globalização da alimentação significa uma série de processos, em boa medida vinculados, que tendem a dar uma dimensão global à alimentação, e que incluem a produção e o consumo. A globalização alimentar é um fenômeno que se origina em períodos de dominação tão distantes como as cruzadas ou os descobrimentos. Com as características que hoje a conhecemos, desenvolveu-se na segunda metade do século XX, quando a atividade econômica se orientou decisivamente para uma escala mundial. A globalização alimentar (à semelhança de outras manifestações da globalização) está envolta em fatores estruturais que a alimentam e promovem. Políticas econômicas, agrícolas e sociais estabelecidas e os meios de comunicação são alguns desses fatores. A imigração, sendo atualmente um dos fenômenos mais significativos com que se confrontam as sociedades industrializadas, muito tem também contribuído para o fenômeno da globalização alimentar. Ao longo da história, os fluxos migratórios têm sido responsáveis pela chegada de novos alimentos aos países de acolhimento. Quando as populações migram para outro país, as acompanham os hábitos alimentares do seu país de origem. Entre os casos mais paradigmáticos, cite-se a comida chinesa, considerada uma das mais internacionalizadas, por ter-se espalhado pelo mundo à custa dos imigrantes. Assim também, a pizza acompanha os italianos, a picanha segue os brasileiros e o bacalhau viaja nas malas dos imigrantes portugueses, entre muitos outros exemplos. Qualquer destas práticas gastronômicas primeiro circunscreve-se às bolsas de imigrantes e depois se estende ao conjunto da sociedade, em maior ou menor grau.
Maria do Céu Antunes Martins. Globalização da alimentação: unidade ou diversidade. In: Internet: <repositorio.ipcb.pt> (com adaptações).
No que se refere aos sentidos do texto e às informações nele veiculadas, assinale a opção correta.
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A expressão globalização da alimentação significa uma série de processos, em boa medida vinculados, que tendem a dar uma dimensão global à alimentação, e que incluem a produção e o consumo. A globalização alimentar é um fenômeno que se origina em períodos de dominação tão distantes como as cruzadas ou os descobrimentos. Com as características que hoje a conhecemos, desenvolveu-se na segunda metade do século XX, quando a atividade econômica se orientou decisivamente para uma escala mundial. A globalização alimentar (à semelhança de outras manifestações da globalização) está envolta em fatores estruturais que a alimentam e promovem. Políticas econômicas, agrícolas e sociais estabelecidas e os meios de comunicação são alguns desses fatores. A imigração, sendo atualmente um dos fenômenos mais significativos com que se confrontam as sociedades industrializadas, muito tem também contribuído para o fenômeno da globalização alimentar. Ao longo da história, os fluxos migratórios têm sido responsáveis pela chegada de novos alimentos aos países de acolhimento. Quando as populações migram para outro país, as acompanham os hábitos alimentares do seu país de origem. Entre os casos mais paradigmáticos, cite-se a comida chinesa, considerada uma das mais internacionalizadas, por ter-se espalhado pelo mundo à custa dos imigrantes. Assim também, a pizza acompanha os italianos, a picanha segue os brasileiros e o bacalhau viaja nas malas dos imigrantes portugueses, entre muitos outros exemplos. Qualquer destas práticas gastronômicas primeiro circunscreve-se às bolsas de imigrantes e depois se estende ao conjunto da sociedade, em maior ou menor grau.
Maria do Céu Antunes Martins. Globalização da alimentação: unidade ou diversidade. In: Internet: <repositorio.ipcb.pt> (com adaptações).
Assinale a opção correta no que refere a aspectos linguísticos do texto.
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Globalização e doença
Uma destacada faceta das consequências da globalização sobre a saúde é a possibilidade da transnacionalização das doenças transmissíveis, particularmente as novas e as reemergentes. Com as facilidades das viagens internacionais e a difusão do comércio em escala planetária, microrganismos podem ser rapidamente transportados, por meio de pessoas, animais, insetos e alimentos, de um país a outro e de um ponto a outro do globo. Exemplos recentes são as propagações de microrganismos relacionados à SARS, à dengue e à gripe aviária.
A transmissão interpessoal das febres hemorrágicas virais, como os casos das febres Marburg e Ebola, na África, que apresentam grande potencial epidêmico, é facilitada pelos rápidos deslocamentos em viagens aéreas internacionais, o que aponta para a necessidade e a importância do reforço das redes globais de diagnóstico e vigilância em saúde, operadas pela OMS e parceiros ao redor do mundo.
Um caso já clássico é a difusão do vírus da AIDS, que surgiu possivelmente em região remota da África e se espalhou por todo o mundo. Até mesmo aves migratórias podem ser responsabilizadas pela difusão global de doenças infecciosas, como é o caso da gripe aviária e do vírus da febre do Oeste do Nilo. Infecções como Salmoneloses e E. coli têm sido frequentemente relacionadas com contaminação de alimentos frescos ou industrializados que circulam entre países.
Outra dimensão importante da globalização da saúde são as reformas setoriais orientadas ao mercado, preconizadas por organizações internacionais. Elas resultaram em mais iniquidades em saúde. Não há espaço para a saúde pública ou para a promoção da saúde nessas reformas. Seu tema exclusivo são a atenção médica aos indivíduos e os esquemas de financiamento. O mesmo se pode dizer dos modelos importados de formação de recursos humanos, pouco ajustados aos padrões culturais ou aos sistemas nacionais de saúde.
Paulo M. Buss. Globalização, pobreza e saúde. In: Ciência e Saúde Coletiva. Vol. 12, n.º 6,
Rio de Janeiro, nov./dez., 2007. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações).
Assinale a opção correta a respeito de aspectos linguísticos do texto.
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Globalização e doença
Uma destacada faceta das consequências da globalização sobre a saúde é a possibilidade da transnacionalização das doenças transmissíveis, particularmente as novas e as reemergentes. Com as facilidades das viagens internacionais e a difusão do comércio em escala planetária, microrganismos podem ser rapidamente transportados, por meio de pessoas, animais, insetos e alimentos, de um país a outro e de um ponto a outro do globo. Exemplos recentes são as propagações de microrganismos relacionados à SARS, à dengue e à gripe aviária.
A transmissão interpessoal das febres hemorrágicas virais, como os casos das febres Marburg e Ebola, na África, que apresentam grande potencial epidêmico, é facilitada pelos rápidos deslocamentos em viagens aéreas internacionais, o que aponta para a necessidade e a importância do reforço das redes globais de diagnóstico e vigilância em saúde, operadas pela OMS e parceiros ao redor do mundo.
Um caso já clássico é a difusão do vírus da AIDS, que surgiu possivelmente em região remota da África e se espalhou por todo o mundo. Até mesmo aves migratórias podem ser responsabilizadas pela difusão global de doenças infecciosas, como é o caso da gripe aviária e do vírus da febre do Oeste do Nilo. Infecções como Salmoneloses e E. coli têm sido frequentemente relacionadas com contaminação de alimentos frescos ou industrializados que circulam entre países.
Outra dimensão importante da globalização da saúde são as reformas setoriais orientadas ao mercado, preconizadas por organizações internacionais. Elas resultaram em mais iniquidades em saúde. Não há espaço para a saúde pública ou para a promoção da saúde nessas reformas. Seu tema exclusivo são a atenção médica aos indivíduos e os esquemas de financiamento. O mesmo se pode dizer dos modelos importados de formação de recursos humanos, pouco ajustados aos padrões culturais ou aos sistemas nacionais de saúde.
Paulo M. Buss. Globalização, pobreza e saúde. In: Ciência e Saúde Coletiva. Vol. 12, n.º 6,
Rio de Janeiro, nov./dez., 2007. Internet: <http://www.scielo.br/> (com adaptações).
Seriam mantidas a coerência e a coesão do texto caso se substituísse a expressão
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