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Para os efeitos da Lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal), considera-se Área de Preservação Permanente,em zonas rurais ou urbanas:
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Calma, gente
Alguma coisa não vai bem entre mim e o tempo. Não o tempo de que tratam os filósofos, mas esse tempinho nosso de todo dia, medido em correrias, impaciências, tique-taques, calendários, reencontros ("Há quanto tempo!"), semáforos, luas cheias, aniversários, Natais e - ai - rugas. O tempo sobre o qual se conversa e no qual transitamos, transitórios.
Acontece que as pessoas têm pressa, e a pressa delas interfere no ritmo de outras. Na maioria das vezes, é uma agitação inútil e inexplicável. Tem gente que se assusta quando alguém propõe irem caminhando até um determinado lugar, perto: "A pé?!" Não é pelo esforço, pois até atletas de academia reagem com espanto. Essas pessoas não suportam é "perder'' tempo percorrendo uma distância que, de carro, levaria quatro minutos.
Em parte, foi essa pretensão de poder comprimir o tempo que derrotou o cavalo como transporte urbano, depois o bonde, o ônibus e promoveu o automóvel, maravilha que transformamos em problema. Ao volante, o raciocínio é: eu tenho o comando, eu decido a velocidade, eu me torno senhor do tempo no espaço.
Ilusão.
Quem pôde teve a mesma ideia e engarrafou as cidades.
O tempo já foi elástico, esticava-se segundo a vontade de quem dispunha dele. Dê tempo ao tempo, diziam umas pessoas para as outras, ralentando-se. Calma, que o Brasil ainda é nosso! - bradava-se, como quem diz: enquanto o país for nosso, vamos devagar. Fazíamos do tempo coisa nossa, como o samba, o futebol e outras bossas.
Leiam os romances antigos. Nenhum personagem diz para o outro: "Você tem um minuto?" Havia muito mais do que um minuto para uma conversa. Vejam um filme clássico. Com que paciência era construída uma situação que iria depois desaguar em outra. John Ford, por exemplo, tinha tempo para contar uma boa história e sabia que também o tínhamos para apreciá-la. Hoje, no cinema pós-Spielberg, muitas vezes nem percebemos o que aconteceu, tal a rapidez da montagem.
A vida on-line traz, em segundos, o mundo. As imagens de um bombardeio da grande potência contra o Iraque depauperado chegaram à casa das pessoas no momento em que estava acontecendo. Chamam a isso "tempo real". Como se fosse irreal o tempo dos cinejornais da II Guerra Mundial, que mostravam com meses de atraso centenas de milhares de soldados mortos. O tempo real trouxe também a globalização dos dinheiros aventureiros, que em segundos dão a volta ao mundo rapando economias, confrontando desiguais, espalhando o desemprego.
O que se faz com o tempo ganho com a pressa? Lembra-me o poeminha do pernambucano Ascenso Ferreira ironizando o gaúcho, que, diz ele, "riscando os cavalos" e tinindo as esporas sai de seus pagos em louca arrancada: "- Para quê? - Para nada". Talvez para nada os apressados buzinam no trânsito, costuram, furam sinais; a pé, atropelam passantes nas ruas, empurram pessoas nas plataformas do metrô, impacientam-se com idosos, agridem garçons, trombam carrinhos de compras nos supermercados, reclamam do ritmo alheio. Entre a pressa e a falta de educação, a distância é curta.
É sábio um ditado russo que li citado pelo escritor Saul Bellow: "Quando estiver com pressa, vá devagar''. Mais ou menos é o que o historiador romano Suetônio, biógrafo dos césares, aconselhou ao imperador Adriano, 1 900 anos atrás: "Apressa-te devagar''. Sem nunca ter lido Suetônio, era quase o que minha mãe dizia quando eu moleque disparava pelas ruas do bairro: "Corre devagar, menino!"
Suspeito que vem daí o meu descompasso com os apressados.
Ivan Angelo. Veja SP, 10/09/2003.
Assinale a opção que pode substituir a palavra destacada em: "O tempo já foi elástico, esticava-se SEGUNDO a vontade de quem dispunha dele." sem alteração de sentido.
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
A palavra destacada em: "Nossa resistência é INUTIL." foi formada pelo processo de:
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2246063
Ano: 2015
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Ética e Regulação Profissional
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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De acordo com o Código de Ética Profissional do Assistente Social, "substituir profissional que tenha sido exonerado por defender os princípios da ética profissional, enquanto perdurar o motivo da exoneração, demissão ou transferência" ao assistente social é:
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A autonomia pedagógica e a implementação de um projeto político-pedagógico próprio da unidade escolar acontece através:
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Segundo a Lei nº 373, de 31 de dezembro de 1977 (Código de Obras e Urbanismo do Município de Araruama), os poços de ventilação NÃO poderão ter área, em m² , menor que:
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A base da prescrição de enfermagem está pautada em um diagnóstico correto realizado pelo enfermeiro. Os diagnósticos da NANDA-I são construídos por meio de um sistema que consiste em eixos. Há sete eixos na taxonomia li da NANDA-I, assinale a seguir, a assertiva em que três dos eixos estão corretos.
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Com relação às penalidades impostas, quando são constatadas infrações, a Lei nº 373, de 31 de dezembro de 1977 (Código de Obras e Urbanismo do Município de Araruama), faça a associação da penalidade com a infração observada:
(1) Execução de obra em desacordo com o projeto aprovado.
(2) Deixar o infrator de ingressar com pedido de licença da obra executada clandestinamente, dentro de 30 (trinta) dias contados da sua interdição.
(3) Não obedecer à interdição.
( ) Embargo.
( ) Apreensão do material de construção na obra.
( ) Demolição.
A associação correta é:
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2246058
Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
O Zoneamento Ecológico Econômico Costeiro do Estado do Rio de Janeiro (ZEEC) é um instrumento de gestão previsto no Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, criado para orientar o processo de ordenamento do território terrestre e marinho, em consonância com as diretrizes do Zoneamento Ecológico Econômico. Acerca desse tema pode-se afirmar:
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O conceito de vulnerabilidade começou a ser trabalhado na área dos direitos humanos e mais tarde foi incorporado ao campo da saúde. Entende-se por vulnerabilidade social:
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