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Foram encontradas 530 questões.

2245946 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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O Grande Irmão
Recebo pelo correio um envelope azul-marinho. Na capa, traz meu prenome em letras garrafais, seguido de uma frase sobre a emoção de morar no Leblon. É um folheto de propaganda de um produto qualquer. Olho para aquele pedaço de papel e sinto uma sensação estranha. Não gosto de ver meu nome estampado em letras tão grandes num envelope jogado na mesa da portaria. Eu, uma pessoa tão discreta, que não falo alto, não me meto com os vizinhos. Sinto como se o vendedor do produto tivesse tomado comigo uma intimidade que não lhe dei, de certa forma me desnudando em público.
No meu aniversário foi a mesma coisa. Recebi um envelope que trazia um gigantesco "Parabéns", seguido do meu nome em letras imensas. O prédio inteiro ficou sabendo que era o meu aniversário. E se eu detestasse esse tipo de efeméride? Se preferisse que ninguém soubesse o dia em que faço anos?
Isso não deveria acontecer. Outra coisa que me incomoda são os telefonemas oferecendo coisas. Ou os e-mails com convites enviados por pessoas de que nunca ouvimos falar. Ou ainda a nossa total impossibilidade de caminhar nas ruas - caminhar, simplesmente -, sem ter de receber, ou recusar, um folhetinho a cada esquina.
Estamos, o tempo todo, recebendo, por meios diversos, uma quantidade enorme de informações e ofertas que não pedimos. Acho isso um abuso, uma invasão-uma violação de direitos humanos.
Nossos nomes completos, endereços, telefones e e-mails estão por aí, disponíveis, em listas que são cedidas ou vendidas a quem interessar possa, para que as empresas nos venham oferecer seus produtos - sem ser convidadas. Cartões de crédito, revistas, serviços telefônicos, produtos de todo tipo nos são impostos e precisamos fazer um esforço enorme para fugir deles. Onde está nossa privacidade?
Sim,onde?
Mas, pensando bem, quem, hoje em dia, está interessado em privacidade? Se as pessoas se desnudam na internet, se exibem ao público seu cotidiano, fazem amor, entram em trabalho de parto, vão ao banheiro, tudo isso on-line, para quem quiser ver? Se são capazes de vender a alma ao demônio para aparecer um minuto que seja na mídia?
A própria sociedade em que vivemos incentiva essa promiscuidade, o fim dos limites, das paredes. O exibicionismo é a palavra de ordem. E não importa se eu, você e alguns poucos ainda prezamos a intimidade como algo só nosso. Nossa resistência é inútil.
Isso me faz lembrar o Grande Irmão, a câmera que, na fantasia futurista de George Orwell, espionava as pessoas, tomava conta da vida de todos, poderosa, onipresente e onisciente. Assim como no livro, nossas vidas não mais nos pertencem. Só que nós mesmos - a sociedade como um todo - somos os culpados.
O Grande Irmão somos nós.
SEIXAS, Heloisa. Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013.
No trecho: "Ou os e-mails com convites enviados por pessoas DE QUE nunca ouvimos falar.", se a forma "ouvimos falar'' for substituída pelo verbo simpatizar, também será necessário trocar as palavras destacadas por:
 

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2245945 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
Restos de Carnaval
Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério.Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
[...]
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
[...]
Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina . Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 25-28.
Observe os fragmentos e leia as afirmativas a seguir.
1. Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância”
2. “Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.”
I. No trecho 1, a memória transporta a narradora do presente ao passado.
II. No trecho 2, a emoção transporta a narradora do presente em direção ao futuro e, depois, nova mente em direção ao passado.
III. O elemento que organiza o tempo nesses fragmentos é o fluxo da memória e das sensações da narradora.
Está correto o que se afirma em:
 

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2245944 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Luana
Luana chega pé ante pé, como uma sombra, perto de Thomas.
- Padre, padre, tô indo embora ...
- Pra onde, Luana? Onde você estava?
- Andei por aí, me escondendo. Vou pra rodoviária, dar um tempo. Não posso mais ficar aqui.
O Gibi vai me achar. Não tem jeito, não. Ele vem, vai arrebentar a turma e ainda vai apagar alguém com o 38. Não dá.
- Luana, o que ele quer?
Thomas intui que, por trás da tal história de paixão, Gibi queria alguma coisa.
- Ele diz pra todo mundo que é por causa da transa, mas não é, não. Eu sou pequena, esperta e abro um carro assim - estalava os dedos - daí ele puxa. Mas tô com medo. A barra tá pesada. Não quero mais voltar pra ele. Não quero. Tenho medo dele, que quase já me arrebentou, e da polícia.
- Vai pra Triagem, Luana.
- Não, ele descobre. Tem sempre alguém lá dentro pra cantar a bola. Tenho que ficar rodando.
Quando acalmar, aí eu vou.
- Está bem. Vou ficar de olho na Triagem pra saber de sua chegada. Aí falo com a assistente social, vou te ajudar.
- Se alguém abrir a boca aqui, o Gibi vai me buscar até no inferno. Por enquanto, tá limpo. Falei com a Madá, o Mocotó e o Fedelho, e eles vão segurar essa. Tchau, padre. Me ajuda.
- Está bem, Luana. E sossega, ninguém vai contar onde você está.
Thomas sente a esperança fugir do seu espírito.
"Como livrar essas crianças desse submundo, da violência dos adultos e protegê-las? Lua na tinha só treze anos, meu Deus, e estava sendo perseguida por uma quadrilha que não lhe daria trégua. Tinha que encontrar uma forma de tirá-la de São Paulo, levá-la para alguma instituição do interior, alertar o Juizado e denunciar Gibi. Sabia dos riscos, mas iria conseguir. Por enquanto ela se safaria, rodando para ganhar tempo. Avisaria a todos os educadores de rua, as associações, para que a menina recebesse proteção."
Thomas segura a cabeça entre as mãos e chora em silêncio, este era o pior Natal de sua vida. Não havia paz nem alegria. Perguntava-se como pudera, durante tantos anos, ter celebrado a missa e convivido com a família e amigos sem se inquietar com o Natal dos outros. Revê as noites na periferia, com gente pobre, boa, convivendo nos salões paroquiais para a divisão dos salgadinhos, após a Missa do Galo.
[...]
(Leila Rentroia lannone. Eu gosto tanto de você ... São Paulo, Moderna, 1988. p. 26-8, Coleção Veredas.)
Há, no texto, vários substantivos próprios. Dentre eles, os que só apresentam tal versão, portanto, sempre com iniciais maiúsculas, são:
 

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2245943 Ano: 2015
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Segundo a norma ABNT NBR 7678: 1983 (Segurança na execução de obras e serviços de construção), em uma obra com 40 trabalhadores, o número de sanitários deve ser:
 

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2245942 Ano: 2015
Disciplina: Direito Urbanístico
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Segundo a Lei nº 680, de 31 de dezembro de 1990, e suas atualizações, que institui o Código de Posturas do Município de Araruama e dá outras providências, verificando-se qualquer infração a este código, lei, decreto ou regulamento, será expedida contra o infrator, notificação preliminar para que este regularize a situação dentro de um prazo de até:
 

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2245941 Ano: 2015
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Marque a alternativa que, de acordo com a Resolução CFC nº 1.132/2008, apresenta a denominação da seguinte característica: “Os registros contábeis e as informações apresentadas devem conter todos os aspectos relevantes”.
 

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2245940 Ano: 2015
Disciplina: Psiquiatria
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Drogas antiepilépticas (DAE) são utilizadas por um enorme contingente de pessoas em todo o mundo, seja no tratamento das epilepsias como para outros fins. Sobre esta classe de medicamentos e seus representantes pode-se afirmar corretamente que:
 

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2245939 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Quando um fiscal de obras da prefeitura municipal, ao vistoriar uma edificação em construção, constata uma irregularidade e lavra um auto de infração, esse ato lhe foi facultado pelo exercício do poder:
 

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2245938 Ano: 2015
Disciplina: Legislação Tributária Municipal
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Identitifique a alternativa que apresenta substitutos tributários.

 

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2245937 Ano: 2015
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: FUNCAB
Orgão: Pref. Araruama-RJ
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Uma escola da rede pública municipal programou e realizou uma excursão a um parque de diversões, com atrações interessantes para todos os seus alunos da educação infantil e do ensino fundamental, permitindo a presença de familiares dos alunos, inclusive irmãos, pais, mães ou responsáveis, acompanhados por professores e funcionários. No retorno, infelizmente, houve um engavetamento de veículos e alguns passageiros ficaram feridos. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), devem ter prioridade de socorro os(as):

 

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