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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação à regência verbal e ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.
• “O estudo sugere que o deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ____ distribuição atual de seis grandes áreas de endemismo”.
• “A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá [...]”.
• “Esse cenário começou a mudar há cerca 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ____ aumento do gelo nas calotas polares, reduziram o nível dos rios”.
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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. A palavra “barrancos” apresenta um dígrafo e um encontro consonantal.
II. Em “pesquisadores”, a letra “s” representa o mesmo fonema em todas as ocorrências, independentemente da posição na palavra.
III. A palavra “paisagem” contém um ditongo decrescente.
Quais estão corretas?
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
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Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
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inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
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mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
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mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
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Sobre os mecanismos de coesão textual utilizados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A conjunção “mas”, em “mas começou na frente do computador” (l. 10) estabelece uma relação de contraste entre a realização de viagens de campo e o início da pesquisa.
II. A locução conjuntiva “À medida que”, no trecho “À medida que mudava de curso” (l.21), estabelece uma relação de proporcionalidade entre os fatos apresentados na oração.
III. O pronome demonstrativo “Essas”, em “Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa” (l. 33), refere-se aos padrões atuais de distribuição das espécies na Amazônia Central.
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mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
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Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as palavras que poderiam substituir os vocábulos “reconstruiu”, “vestígios” e “atual” nos trechos abaixo, retirados do texto, sem prejuízo ao sentido dos trechos em que ocorrem.
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mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
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Considerando o gênero textual e a intertextualidade presente no texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A utilização de dados temporais e as referências a instituições, pesquisadores e periódicos científicos contribuem para a legitimação das informações apresentadas.
( ) A menção à hipótese proposta por Alfred Russel Wallace constitui um exemplo de intertextualidade, pois o texto dialoga com uma teoria científica de outro autor.
( ) O texto caracteriza-se como artigo de opinião, uma vez que o autor defende explicitamente seu posicionamento acerca da origem da biodiversidade amazônica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Uma fonte de biodiversidade
Por Igor Zolnerkevic
Uma equipe liderada pelos geólogos Cristiano Galeazzi, da Universidade de Tecnologia
de Chengdu, na China, e Renato Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), reconstruiu as
mudanças no curso de oito dos principais rios da Amazônia Central, ao longo de cerca de 5
mil anos. Entre eles estão o Solimões (nome do rio Amazonas antes da confluência com o rio
Negro) e alguns de seus afluentes, como o Juruá e o Madeira. O estudo sugere que o
deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ___ distribuição atual de
seis grandes áreas de endemismo – regiões delimitadas pelos rios atuais, onde vivem muitas
espécies exclusivas, sobretudo aves e macacos.
A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de
grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá, mas começou na frente do
computador. Analisando imagens de radar de alta precisão do terreno da Amazônia Central,
obtidas durante uma missão do ônibus espacial Endeavour, da Nasa, em 2000, os
pesquisadores identificaram conjuntos de cristas e depressões em forma de arcos, com mais
de 2 km de raio, espalhados pelo interior da floresta. Esses vestígios de meandros abandonados
são uma prova de que os grandes rios da região já cruzaram terrenos hoje mais elevados de
seus canais. “Os rios migravam por áreas bem mais amplas”, afirma Galeazzi.
De acordo com o estudo publicado em maio na revista Science Advances, até cerca de
350 mil anos atrás, a Amazônia Central era uma planície ainda mais suave, com rios
serpenteando entre florestas e pântanos frequentemente alagados – uma paisagem distinta da
atual, marcada por terraços de florestas de terra firme, cortados por vales com florestas de
várzea. À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e
lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais. Esse cenário começou a mudar
há cerca de 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ___ aumento do gelo
nas calotas polares, reduziram o nível dos rios, que passaram a escavar vales mais profundos.
“Com a incisão dos vales, áreas mais altas ficaram fora do alcance das águas dos rios,
transformando leques em terra firme”, explica Galeazzi.
O processo se repetiu ao menos quatro vezes, em episódios separados por dezenas de
milhares de anos, expandindo a área coberta pelos terraços de 150 m a 30 m de altura. Ao
mesmo tempo, o avanço da terra firme permitiu a colonização gradual da planície por espécies
vindas de regiões vizinhas mais elevadas. Cada população de espécies ocupou seis áreas
distintas separadas pelos rios. “Os rios de hoje separam ecossistemas que antes estavam mais
distantes uns dos outros”, explica o geólogo.
Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa da hipótese proposta
inicialmente pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913), segundo a qual os
grandes rios amazônicos seriam barreiras geográficas capazes de separar espécies de animais
distintas em margens opostas. O estudo mostrou que a diversificação de espécies antecede a
paisagem atual, e que os rios funcionam como barreiras dinâmicas, criando, modificando,
separando e aproximando hábitats ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o contexto de produção do texto e a linguagem nele empregada, analise as assertivas a seguir:
I. O texto apresenta predomínio da tipologia expositiva e emprega vocabulário técnico-científico, elementos que reforçam seu caráter de divulgação científica.
II. A inclusão de certas explicações ao longo do texto demonstra a preocupação do autor em tornar as informações acessíveis a leitores não especializados.
III. O texto apresenta marcas linguísticas regionais características da Amazônia, utilizadas para aproximar o autor de seu público-alvo.
Quais estão corretas?
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