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Foram encontradas 401 questões.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Observa-se, na construção do título do texto, o uso do recurso

 

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Texto 01


“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Assinale a alternativa CORRETA, tendo em vista a linguagem utilizada no texto.

 

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“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Considere o trecho: “Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para acompanhá-lo. A tarefa é seguir a manada.” (Linhas 14-15)

De acordo com o texto, “seguir a manada” significa agir

 

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Texto 01


“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Considere o trecho “Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário.” (Linha 41)

Tendo em vista as ideias defendidas no texto, é CORRETO afirmar que temos de desconfiar

 

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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Assinale a alternativa que, de acordo com o texto, contraria o pensamento filosófico.

 

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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 01


“Conhece-te a ti mesmo”: a conquista do seu lugar no mundo


1 Somos ensinados desde cedo a conhecer e aprender com o mundo. O resultado dessa crença é que a imensa

maioria das pessoas não vive exatamente no mundo, reage a ele. É o que Nietzsche chama de niilista reativo. No

sentido mais alargado, é o indivíduo que não cria, não tem iniciativa, não tem capacidade de reflexão... Os efeitos

perversos desse ensinamento aparecem em todas as fases da vida.

5 Na infância, o reativo é aquele que critica. É a criança que na escola ri da roupa do outro, humilha os

diferentes, faz bullying. Na vida adulta, é o que se ocupa da vida alheia, o delator, o fofoqueiro, o manipulador, o que

fiscaliza, o que controla.. O reativo pensa pouco sobre si. Sem conteúdo, não há sobre o que refletir. O nosso

repertório interno precisa ser cultivado, ele não se faz sozinho. Mas o reativo não tem tempo. Ele está ocupado

demais confrontando o mundo. Toda a sua energia está direcionada para a reação.

10 Por trás de quase todo o mal na sociedade, há um reativo. Qual é a característica dominante do agressor, do

contraventor, do adicto, do fundamentalista religioso? São reativos. São indivíduos que reagem ao mundo que se

apresenta. Os seus impulsos — sem controle e sem filtro — estão no comando. Vivem no nível da semianimalidade.

Comem quando têm fome, agridem quando são ameaçados... Esse é o modelo em vigor.

Diz-se que o mundo está aí e nós temos de fazer um ajuste, um alinhamento para o acompanhar. A tarefa é

15 seguir a manada. Esse modelo diz: use a cabeça (a razão) para conhecer o mundo. “O mundo te dará as

respostas”. Ora, não seria assim se a filosofia fizesse parte da educação, porque ela diz exatamente o contrário.

Desde Sócrates — passando por Spinoza, Nietzsche e Freud — o fundamento básico é: conheça você primeiro. O

mundo só será importante quando ele contribuir para essa tarefa.

Não é por acaso que essa é a primeira e mais importante máxima da história do pensamento ocidental. Está

20 lá, ainda hoje, nas ruínas gregas, o Templo de Apolo, o oráculo de Delfos com a inscrição “conhece-te a ti mesmo”.

Num tempo em que os homens buscavam antecipar o encontro com o mundo através da consulta aos oráculos —

havia dezenas deles espalhados pela Grécia, sendo Delfos o mais famoso — deparavam-se com esse aviso logo à

entrada. Foucault vai mais fundo e afirma que a tradução mais completa desse aviso é “saiba bem qual é a natureza

da tua pergunta antes de consultar o oráculo”. Antes de nos dirigirmos ao mundo e interrogá-lo, saibamos primeiro

25 quem somos.

Enquanto a cultura diz “o mundo é o mais importante”, esteja atento ao que o mundo espera de você”; a

filosofia diz “é você primeiro”, “você tem a preferência”, “o mundo é instrumento, use o mundo para construir a si

próprio”. O mundo é um espelho que serve ao autoconhecimento. É através do que ele mostra que você identifica os

seus talentos, suas inclinações, suas fragilidades, suas alegrias. E não se trata de menosprezar o mundo, é uma

30 questão de primazia. Até porque há coisas que você só sabe, se o mundo te mostra. A vida autêntica só é possível

quando eu presencio o diálogo entre o que eu sou e o mundo que se apresenta. Essa é a premissa de Sócrates, a

vida que vale a pena é a vida examinada, é a autoanálise. O mundo só será importante quando ele permitir que você

saiba quem você é. Não é por acaso que, de todos os hábitos do ser humano, o mais comum e o que traz mais

sofrimento, é o querer ser diferente do que se é. Gastamos tempo e energia imitando ou se comparando com os

35 outros, ao invés de buscar na nossa essência quem e como somos e o que temos para oferecer ao mundo.

A questão que se segue é: como se faz isso? Seja um observador atento! Separe com precisão o seu “eu” e o

mundo que está lá fora.

A falta de divisão entre um e outro é fonte de engano e perdição. E pode ser um desastre.

Afinal, definitivamente, o mundo não é um lugar seguro (atenção: essa não é uma afirmação politicamente incorreta).

40 Encare o mundo olho no olho, mas que o olhar seja clínico. E desconfie de quase tudo.

Desconfiar... desconfiar... Pode não dar em nada. Pode não ser necessário. Mas é útil para o necessário estado de

alerta, contribui para uma parada estratégica e pode funcionar como uma barreira. A desconfiança te situa, faz você

pensar: “eu estou aqui e aquilo está lá. Eu quero aquilo para mim? Vai me edificar? Vai contribuir com o meu

caminho? Eu quero isso? Isso me convém”. Conheça muito bem quais são os seus desejos a ponto de julgá-los:

45 “quero isso e isso é bom, portanto vou trabalhar para obter”, “desejo aquilo, mas não é bom, não quero”.

Para além dos efeitos no indivíduo singular, o “conhece-te a ti mesmo” é o caminho do bem praticado no

mundo. Sócrates afirma que nenhum homem é capaz de praticar o mal conscientemente, pois o mal é o resultado da

ignorância e da falta de autoconhecimento. Além de pavimentador do bem, é um escudo protetor: quem sabe quem

realmente é, dá pouca importância à crítica e ao ataque dos outros.

50 O mundo é voraz e embrulha tudo. Esquenta e esfria, aperta e solta, acelera e abranda, escraviza e liberta,

agita e sossega, acolhe e hostiliza, alegra e entristece... É necessário que definamos os nossos próprios critérios e

façamos escolhas porque é impossível viver ao sabor de tudo o que ele oferece. É preciso analisar e manter uma

reflexão permanente sobre como ele nos afeta. É tarefa fácil? Não. Benjamin Franklin observou que “há três coisas

extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”. Mas é o único caminho para sermos senhores na

nossa própria história.


CARDOSO, Margot. Conheça-te a ti mesmo: a conquista do seu lugar no mundo. Disponível em: <https://vidasimples.co/ser/insatisfacao-infelizno-

trabalho/>. Acesso em: 25 set. 2019. Adaptado.

Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com as ideias defendidas no texto.

 

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Referido princípio da Administração Pública objetiva a igualdade de tratamento que a mesma deve dispensar aos administrados que se encontrem em idêntica situação jurídica. Nesse ponto, representa uma faceta do princípio da isonomia. Por outro lado, deve a Administração voltar-se exclusivamente para o interesse público, e não para o privado, vedando-se, em consequência, que sejam favorecidos alguns indivíduos em detrimento de outros e prejudicados alguns para favorecimento de outros (CARVALHO FILHO, 2019).

O texto transcrito acima é fiel tradutor do princípio fundamental da

 

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A Lei n.º 1.361/2019 dispõe sobre a reformulação da estrutura orgânica da Administração Pública, princípios básicos e organização, no âmbito do Poder Executivo Municipal, e dá outras providências. O Município de Taiobeiras (MG) adota, no âmbito da centralização, modo de organização no qual órgãos são desmembrados para propiciar melhoria na sua organização estrutural, sem a criação de nova pessoa jurídica, como é o caso de unidades setoriais de determinada Secretaria do Município, cuja criação obedece ao disposto na lei relativa à estruturação do órgão ou entidade.

A esse modo de organizar, conforme a Lei em questão, confere-se o nome de

 

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O Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Taiobeiras (Lei Complementar n.º 719/1993) apresenta-nos a figura do afastamento preventivo, por meio do qual a autoridade instauradora do processo disciplinar, como medida cautelar e buscando-se evitar que o funcionário venha a influir na apuração da irregularidade, pode determinar o seu afastamento de seu cargo, o que se dará:

 

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No que tange aos diversos tipos de vantagens ao servidor, em respeito ao que dispõe o Estatuto, marque a alternativa CORRETA.

 

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