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Foram encontradas 80 questões.

1215795 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

As questão é baseada no texto abaixo.

Verde é a cor da paz

Por Dr. Daniel Barros*

1º Eu estava no Ensino Médio, se bem me lembro, quando descobri o jogo SimCity. Era um game para computador que simulava a construção de uma cidade. Começávamos com uma verba para construir a usina de energia, abrir as primeiras ruas, estabelecer serviços, atraindo migrantes. Os impostos começavam a entrar, a cidade crescia e, com ela, surgiam oportunidades e problemas.

2º A criminalidade já era uma questão complicada, pois construir delegacias era caro, e não dava para colocá-las em todo canto. Até que, lendo sobre o jogo numa revista, descobri que a construção de parques reduzia a criminalidade. Espantado com a informação, passei a encher as cidades com áreas verdes (que, na época, apareciam cinza para mim, pois eu jogava num monitor de fósforo branco), e, de fato, a criminalidade ficou mais controlada.

3º Por muito tempo, a vegetação foi associada ao risco de violência, não a seu controle. Desde o Lobo Mau, que abordava Chapeuzinho Vermelho quando, desobediente, a menina se embrenhava na floresta, até os relatos dos maníacos que atacavam as mulheres nas cidades, levando-as para o matagal, nada parecia indicar que a vegetação pudesse ter um impacto positivo no crime. Até que alguns estudos começaram a sugerir que as áreas verdes, quando bem cuidadas, não servem, de fato, como esconderijo para malfeitos. Além do que estimulam a presença das pessoas nos espaços públicos – o que aumenta o controle social indireto, a vigilância dos concidadãos uns sobre os outros e assim por diante.

4º A prova definitiva veio no início dos anos 2000, por meio de uma pesquisa feita por dois professores da Universidade de Illinois, em um grande conjunto habitacional, nas cercanias de Chicago. O conjunto de prédios fora construído na década de 1940 e abrigava, mais de meio século depois, uma das populações mais pobres dos EUA. Dos quase 6 mil moradores, 97% eram negros, 93% estavam desempregados na ocasião da pesquisa, metade necessitando de auxílio financeiro do governo para criar os filhos.

5º Embora inicialmente todo o conjunto fosse cercado de árvores e gramado, com os anos, diversas áreas foram sendo pavimentadas de maneira desordenada, deixando espaços sem vegetação alguma, outros com um pouco de verde remanescente e outros com grande arborização. E, como os moradores haviam sido aleatoriamente distribuídos entre as unidades, criou-se ali um laboratório natural para o estudo da interação ambiente-comportamento. Analisando os dados de criminalidade reportados por área, os pesquisadores descobriram que os prédios sem vegetação no entorno eram os mais violentos. Comparados com eles, os que ainda tinham alguma área verde eram alvo de um índice 42% menor de crimes, tanto contra pessoas como contra o patrimônio. Os que mantiveram toda a arborização sofriam 52% menos crimes, sendo 48% contra a propriedade e impressionantes 56% relacionados a crimes violentos.

6º Além dos impactos urbanos, como maior participação das pessoas nos espaços públicos, os cientistas levantam como hipótese o impacto psicológico dos ambientes verdejantes. Existem muitas evidências de que o contato com a natureza, seja direto, seja por meio de um vaso em casa, alivia o estresse. A fadiga mental, bastante relacionada à violência por sua associação com irritabilidade e impulsividade, é sabidamente aliviada com esse contato.

7º Imagino que tenha relação com nossas origens silvestres, das quais nos afastamos ao nos cercarmos de tijolos. Será que parte de nosso estresse com a vida urbana não pode ser resultado desse afastamento? Talvez sim, talvez não. Mas, se você não tem uma janela voltada para árvores, cuide, pelo menos, de ter um vaso no canto da sala, ou mesmo um vasinho em cima da mesa. Vá saber o estresse que você não estará prevenindo?

*Daniel Barros é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia.

BARROS, Daniel. Verde é a cor da paz. Galileu. São Paulo, Editora Globo, Nº 321, Abril, 2018. [adaptado]

No contexto do quarto parágrafo, o vocábulo “cercanias” é classificado, morfologicamente, como

 

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1215384 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

Nos últimos anos, houve uma expansão da atuação dos psicólogos na área jurídica. Nesse contexto, a história da atuação de psicólogos brasileiros na área da psicologia jurídica

 

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1214130 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

Segundo Lago e Bandeira, a crescente demanda por profissionais do Direito para fazer avaliações psicológicas no âmbito da disputa de guarda exige que os psicólogos mantenham-se atualizados e busquem os melhores procedimentos para realizar uma investigação de qualidade. Nesse contexto, sobre o processo de guarda, é correto afirmar:

 

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1214120 Ano: 2018
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

Fabrizio nasceu na Itália, em 1965, e veio para o Brasil em 1966. Naturalizou-se brasileiro e construiu uma sólida carreira jurídica no Brasil, atuando como magistrado na comarca de Rio dos Ventos, por 20 anos, e como professor do curso de direito da Universidade Federal do estado, por igual período. Diante de seu sucesso na carreira, foi indicado para um cargo, que, segundo a Constituição, é permitido a brasileiro naturalizado. O cargo que Fabrizio pode ter assumido é o de

 

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1213939 Ano: 2018
Disciplina: Direito da Criança e do Adolescente
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

A alienação parental é tema que figura cada vez mais nas varas de família, em processos de separação e divórcio. Segundo a Lei n. 12.318, de 26 de agosto de 2010, que dispõe sobre o tema, considera-se alienação parental:

 

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1213870 Ano: 2018
Disciplina: Direito Civil
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

João, em decorrência de um infortúnio, atropelou Maria em um acidente havido em maio de 2015. Ocorre que Maria ficou, por um ano, se recuperando das lesões sofridas no atropelamento. Durante o contato para resolver as burocracias relativas a esse evento, os dois acabam se apaixonando, vindo a se casar em 2017 e a se divorciar em 2018. Levando-se em consideração o caso concreto, o prazo prescricional da ação de indenização contra João pelos danos sofridos por Maria no atropelamento

 

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1199005 Ano: 2018
Disciplina: Psicologia
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

Segundo Leila Maria Torraca de Brito, a denominada psicologia jurídica vem, na atualidade, gerando discussões em torno das distintas demandas que lhe são direcionadas. Sobre a psicologia jurídica, analise as afirmações abaixo.

I É área surgida a partir da promulgação da Lei de Execução Penal (Lei Federal nº 7.210/84), quando o psicólogo passou a ser reconhecido legalmente no campo jurídico.

II É área de trabalho que envolve teorização, pesquisa e prestação de serviços no âmbito das instituições, dos assuntos e problemas jurídicos.

III É toda aplicação da psicopatologia às questões relacionadas ao saber do direito.

IV É área de trabalho e investigação psicológica especializada cujo objeto é o estudo do comportamento dos atores jurídicos no âmbito do direito, da lei e da justiça.

Dentre as afirmativas, estão corretas

 

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1163830 Ano: 2018
Disciplina: Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

As regras que regem o processo de mediação/conciliação são normas de conduta a serem observadas pelos conciliadores/mediadores para o bom desenvolvimento de suas atribuições. Nesse contexto, dentre as regras previstas na Resolução 125/2010, do Conselho Nacional de Justiça, estão:

 

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1163774 Ano: 2018
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

Conforme Alexandre Freitas Câmara, os atos jurídicos praticados pelos sujeitos se destinam a produzir efeitos no processo em relação ao qual são praticados os atos processuais. Nesse contexto, os atos processuais estão submetidos ao princípio

 

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1163763 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFRN
Orgão: TJ-RN

As questão é baseada no texto abaixo.

Verde é a cor da paz

Por Dr. Daniel Barros*

1º Eu estava no Ensino Médio, se bem me lembro, quando descobri o jogo SimCity. Era um game para computador que simulava a construção de uma cidade. Começávamos com uma verba para construir a usina de energia, abrir as primeiras ruas, estabelecer serviços, atraindo migrantes. Os impostos começavam a entrar, a cidade crescia e, com ela, surgiam oportunidades e problemas.

2º A criminalidade já era uma questão complicada, pois construir delegacias era caro, e não dava para colocá-las em todo canto. Até que, lendo sobre o jogo numa revista, descobri que a construção de parques reduzia a criminalidade. Espantado com a informação, passei a encher as cidades com áreas verdes (que, na época, apareciam cinza para mim, pois eu jogava num monitor de fósforo branco), e, de fato, a criminalidade ficou mais controlada.

3º Por muito tempo, a vegetação foi associada ao risco de violência, não a seu controle. Desde o Lobo Mau, que abordava Chapeuzinho Vermelho quando, desobediente, a menina se embrenhava na floresta, até os relatos dos maníacos que atacavam as mulheres nas cidades, levando-as para o matagal, nada parecia indicar que a vegetação pudesse ter um impacto positivo no crime. Até que alguns estudos começaram a sugerir que as áreas verdes, quando bem cuidadas, não servem, de fato, como esconderijo para malfeitos. Além do que estimulam a presença das pessoas nos espaços públicos – o que aumenta o controle social indireto, a vigilância dos concidadãos uns sobre os outros e assim por diante.

4º A prova definitiva veio no início dos anos 2000, por meio de uma pesquisa feita por dois professores da Universidade de Illinois, em um grande conjunto habitacional, nas cercanias de Chicago. O conjunto de prédios fora construído na década de 1940 e abrigava, mais de meio século depois, uma das populações mais pobres dos EUA. Dos quase 6 mil moradores, 97% eram negros, 93% estavam desempregados na ocasião da pesquisa, metade necessitando de auxílio financeiro do governo para criar os filhos.

5º Embora inicialmente todo o conjunto fosse cercado de árvores e gramado, com os anos, diversas áreas foram sendo pavimentadas de maneira desordenada, deixando espaços sem vegetação alguma, outros com um pouco de verde remanescente e outros com grande arborização. E, como os moradores haviam sido aleatoriamente distribuídos entre as unidades, criou-se ali um laboratório natural para o estudo da interação ambiente-comportamento. Analisando os dados de criminalidade reportados por área, os pesquisadores descobriram que os prédios sem vegetação no entorno eram os mais violentos. Comparados com eles, os que ainda tinham alguma área verde eram alvo de um índice 42% menor de crimes, tanto contra pessoas como contra o patrimônio. Os que mantiveram toda a arborização sofriam 52% menos crimes, sendo 48% contra a propriedade e impressionantes 56% relacionados a crimes violentos.

6º Além dos impactos urbanos, como maior participação das pessoas nos espaços públicos, os cientistas levantam como hipótese o impacto psicológico dos ambientes verdejantes. Existem muitas evidências de que o contato com a natureza, seja direto, seja por meio de um vaso em casa, alivia o estresse. A fadiga mental, bastante relacionada à violência por sua associação com irritabilidade e impulsividade, é sabidamente aliviada com esse contato.

7º Imagino que tenha relação com nossas origens silvestres, das quais nos afastamos ao nos cercarmos de tijolos. Será que parte de nosso estresse com a vida urbana não pode ser resultado desse afastamento? Talvez sim, talvez não. Mas, se você não tem uma janela voltada para árvores, cuide, pelo menos, de ter um vaso no canto da sala, ou mesmo um vasinho em cima da mesa. Vá saber o estresse que você não estará prevenindo?

*Daniel Barros é psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, doutor em Ciências e bacharel em Filosofia.

BARROS, Daniel. Verde é a cor da paz. Galileu. São Paulo, Editora Globo, Nº 321, Abril, 2018. [adaptado]

Para responder à questão, considere o parágrafo transcrito abaixo.

Imagino que tenha[1] relação com nossas origens silvestres, das quais nos afastamos ao nos cercarmos de tijolos. Será que parte de nosso estresse com a vida urbana não pode ser resultado desse afastamento? Talvez sim, talvez não. Mas, se você não tem uma janela voltada para árvores, cuide, pelo menos, de ter um vaso no canto da sala, ou mesmo um vasinho em cima da mesa. Vá saber o estresse que[2] você não estará prevenindo?

A sequência linguística [1] contribui para

 

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