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A Lei de Acesso à Informação – LAI (Lei nº 12.527/2011) distingue transparência ativa e transparência passiva. Essa distinção revela que
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A aplicação do princípio da oficialidade em processo administrativo sancionador autoriza a Administração a
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Suponha que Saulo, servidor público ocupante de cargo em comissão na Assembleia Legislativa, esteja sendo investigado pelo Ministério Público no âmbito de Inquérito Civil sobre potencial prática de ato de improbidade administrativa consistente em contratação de serviços de consultoria por valores superiores aos praticados pelo mercado. Nesse mesmo inquérito, estão sendo investigados os consultores contratados. Considerando as disposições da Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/1992 e alterações), tem-se que
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Em relação aos poderes inerentes às funções do Poder Executivo, no âmbito de organização administrativa descentralizada,
A
as empresas estatais não são legitimadas para exercer ou ser destinatárias de atos que expressem poder disciplinar, visto que este decorre do poder hierárquico e aquelas pessoas jurídicas não se sujeitam a relações dessa natureza em face da Administração Central.
B
as autarquias, pessoas jurídicas de direito público instituídas por decreto do Chefe do Executivo do ente federado que integram, sujeitam-se ao poder disciplinar e hierárquico da Administração Central, podendo replicar internamente as características dessa relação, com vistas à organização de seus órgãos e servidores.
C
o poder de polícia pode ser exercido, em qualquer de suas vertentes, apenas por órgãos e entidades dotados de personalidade jurídica de direito público.
D
o exercício do poder normativo restringe-se à disciplina sobre sanções administrativas e disciplinares internas, não se submetendo a normas estabelecidas pela Administração Central.
E
o poder hierárquico não contempla apenas aspectos disciplinares, abrangendo, também, a forma de distribuição de trabalho e de organização das estruturas internas das entidades de direito público que integram a Administração Pública Indireta.
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O controle exercido sobre os atos da Administração Pública abrange, em relação a empresas estatais e autarquias,
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Dentre os poderes atribuídos ao Poder Executivo, o poder normativo
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A mais recente avaliação de desempenho de uma secretaria estadual constatou que alguns servidores não vinham performando adequadamente há considerável período de tempo. O assunto foi levado ao conhecimento da alta direção do órgão, assim como ao Gabinete do Chefe do Executivo, que solicitou, ao órgão central de gestão de pessoas, que avaliasse a possibilidade de desligamento dos referidos servidores e o respectivo impacto financeiro que decorreria do desligamento.
Dentre as possíveis soluções, foi relatado que
A
os servidores ocupantes de cargos efetivos não poderiam ser desligados da Administração Pública, tendo em vista a garantia de vitaliciedade constitucional.
B
os servidores ocupantes de cargos em comissão poderiam ser exonerados a qualquer tempo, a critério da autoridade competente, tendo em vista que são demissíveis ad nutum .
C
os ocupantes de cargos comissionados poderiam ser demitidos por meio de processo simplificado, bastando decisão motivada da autoridade competente, tendo em vista que não se sujeitaram a prévio concurso público, o que lhe conferiria estabilidade.
D
os servidores efetivos só poderiam ser demitidos por meio de decisão judicial, em processo que garantisse o contraditório e a ampla defesa.
E
os ocupantes de cargos efetivos ou em comissão, diferentemente dos empregados públicos, sujeitos a regime celetista, só poderiam ter seu vínculo funcional extinto por meio de processo administrativo disciplinar, observado o contraditório e a ampla defesa.
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A ocorrência de um acidente envolvendo uma ambulância pública municipal, durante o transporte de um paciente para uma unidade de saúde, e um veículo particular, no qual estava apenas o condutor, enseja, quanto à responsabilidade extracontratual do ente municipal, a
A
apuração sobre a existência de dolo ou culpa do condutor da ambulância, sendo que, na hipótese de culpa concorrente ou exclusiva da vítima, ficará afastada a responsabilização do Município.
B
comprovação dos três requisitos configuradores de responsabilidade dos entes públicos: elemento subjetivo – dolo ou culpa do agente público; nexo de causalidade; danos concretos em relação a terceiros e ao Município.
C
responsabilização objetiva, que prescinde de apuração de dolo ou culpa do condutor da ambulância para sua configuração, mas admite a exclusão de responsabilidade em hipóteses específicas, como culpa exclusiva de terceiro ou da própria vítima (condutor do veículo particular).
D
presunção de legitimidade e regularidade da conduta do agente público, porque se deslocava em estrito cumprimento ao seu dever legal, transferindo-se ao particular o ônus pela demonstração de não ter dado causa ao acidente.
E
responsabilização subjetiva do Município, caso o condutor seja agente público com vínculo funcional estatutário e seja comprovada a sua imprudência, negligência ou imperícia.
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A Administração pública de determinado município precisa adquirir equipamentos eletrônicos e de informática para viabilizar o atendimento ao público em nova unidade de prestação de serviços para emissão de documentos, cuja inauguração está próxima.
Considerando que há necessidade de aquisição de muitos itens, estes que são encontrados em considerável número de fornecedores, a Administração
A
poderá celebrar contratação direta, por inexigibilidade de licitação, caso seja possível identificar a disponibilidade de fornecimento de todos os itens por um único fornecedor.
B
deve deflagrar procedimento de pregão, no qual devem estar objetivamente descritos os bens, separados por itens, com vistas à maior participação de interessados.
C
pode realizar pregão eletrônico, desde que os bens, objetivamente descritos, estejam reunidos em um único lote, com vistas ao ganho de eficiência.
D
deverá celebrar contratação emergencial, tendo em vista a falta de planejamento da Administração e a proximidade da inauguração da unidade.
E
deverá realizar leilão, do tipo menor preço, tendo em vista se tratar da única modalidade licitatória que permite disputa entre os licitantes.
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Uma autarquia estadual criada para a execução dos serviços rodoviários de competência do ente federativo ajuizou ação de desapropriação para aquisição de imóveis privados, necessários à ampliação do trecho de uma rodovia sob sua administração.
Para que a constituição da autarquia, seu escopo funcional e a medida judicial adotada sejam consideradas regulares e válidas,
A
é necessário que tenha havido celebração de contrato formal para qualificação, como autarquia, da pessoa jurídica preexistente e ora contratada, devendo constar do referido instrumento a descrição do escopo de atuação e os limites do perímetro territorial passível de ser desapropriado pela mesma.
B
deve-se considerar que foi editada lei estadual autorizadora da constituição da pessoa jurídica, com previsão para que a integralidade da participação social fosse de titularidade do ente federado instituidor, este que também teria subscrito a ação judicial de desapropriação.
C
pode-se pressupor que a autarquia foi criada por lei do estado cuja Administração Pública integra, constando, do referido ato normativo, a descrição e os contornos dos serviços públicos que a entidade deve prestar, assim como a autorização para desapropriação de bens necessários àquela execução.
D
presume-se que tenha havido edição de lei para criação da autarquia como pessoa jurídica de direito privado integrante da Administração Pública Indireta, para a qual deverá, ainda, ter sido concedida a execução dos serviços rodoviários, em relação aos quais a capacidade expropriatória é inerente.
E
poderia ter havido autorização legislativa ou judicial para o ajuizamento da ação de desapropriação, tendo em vista que a descrição e os limites dos serviços públicos prestados pela autarquia já teriam sido objeto de consórcio público firmado entre o ente federativo e a referida pessoa jurídica.