Durante operação conjunta em um terminal de ônibus de Manaus, a Guarda Municipal conduziu um homem à delegacia por
suspeita de furto. O delegado de polícia, após análise, verificou a inexistência de elementos para o flagrante e determinou a
imediata liberação do suspeito. Contudo, por mero capricho pessoal, o servidor responsável pela custódia manteve o homem
preso por mais seis horas, alegando falsamente que aguardava “protocolos internos de confirmação”. No mesmo local, uma
autoridade policial, visando prejudicar o investigado, determinou sua condução coercitiva para interrogatório sem que
houvesse prévia intimação para comparecimento ao ato. Por fim, durante a oitiva, o investigado manifestou expressamente
o desejo de permanecer em silêncio até a chegada de seu advogado, mas o agente insistiu e prosseguiu com o interrogatório
sob ameaça de novas sanções. Com base na Lei Federal nº 13.869/2019, assinale a afirmativa correta.
Durante patrulhamento preventivo noturno por distritos rurais, agentes da Guarda Municipal da cidade Alfa foram acionados
por moradores que relataram movimentações suspeitas em terreno utilizado para a criação de animais. No local, os agentes
flagraram Caio e Bruno evadindo-se com duas cabeças de gado recém-subtraídas, sendo constatado que, para acessar a
propriedade, houve o rompimento da cerca perimetral. Apurou-se, ainda, que a subtração ocorreu durante o repouso
noturno e que os infratores pretendiam levar os animais para outro ponto da cidade, onde seriam abatidos. Conduzidos à
autoridade policial, Caio alegou que acreditava tratar-se de animais abandonados (res nullius), enquanto Bruno afirmou que
apenas auxiliou no transporte. Diante dos fatos, a autoridade policial instaurou procedimento para apuração do crime de
furto. A respeito do crime de furto (art. 155, CP), considerando as disposições do Código Penal e à luz da jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(_) A subtração de semovente domesticável de produção configura hipótese de furto qualificado, sendo irrelevante, para tal
qualificação, o fato de o animal ter sido abatido no local ou posteriormente.
(_) O rompimento da cerca para acesso à propriedade caracteriza qualificadora do furto, sendo necessária, em regra, a
comprovação por meio de exame pericial.
(_) A prática do crime durante o repouso noturno constitui causa de aumento de pena, passível de incidência tanto no furto
simples quanto no furto qualificado.
(_) O erro de tipo quanto à natureza de coisa alheia, caso comprovado que o agente acreditava tratar-se de res nullius, afasta
o dolo e, consequentemente, a tipicidade do crime de furto.
Os tipos penais que integram o título “Dos Crimes Contra a Administração Pública” têm por finalidade tutelar bens jurídicos
relacionados à probidade administrativa, à moralidade no exercício da função pública e ao regular funcionamento da má
quina estatal, reprimindo condutas que atentem contra a integridade da atuação administrativa. Nesse contexto, o Código
Penal brasileiro distingue condutas praticadas por funcionários públicos contra a Administração daquelas praticadas por
particulares, bem como tipifica delitos que atentam contra a própria Administração da Justiça. Com base nessas premissas,
analise as afirmativas a seguir.
I. Configura-se o crime de concussão quando o funcionário público exige, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,
vantagem indevida, utilizando-se da função pública como fundamento de sua atuação, ainda que a exigência ocorra fora do
exercício direto da função ou antes de assumi-la, mas desde que relacionada às suas atribuições.
II. A obtenção de vantagem indevida por agente público, mediante solicitação ou aceitação em razão da função, subsume-se
ao tipo penal de corrupção ativa, desde que evidenciado o nexo de causalidade com a atuação estatal e a indevida mercantilização do exercício da função pública.
III. A prevaricação resta configurada quando o agente público, no âmbito de sua competência, se afasta do dever funcional de
agir conforme o interesse público, retardando, omitindo ou praticando ato de ofício em desconformidade com a lei, desde
que presente motivação pessoal, ainda que ausente vantagem patrimonial.
Interessada amorosamente em Hildefonso, Joana passou a enviar, de forma reiterada, mensagens de cunho insinuante para este,
por meio do aplicativo de mensagens “Whatsapp”. Após tomar conhecimento dos fatos, Mayara, esposa de Hildefonso,
dominada por violenta emoção, dirigiu-se até a residência de Joana e, em via pública, na presença de diversos vizinhos, passou a
gritar, afirmando que “estava ali à procura de Joana, aquela meretriz, sem caráter e destruidora de lares que reside naquele
local.”. Acionada, a Guarda Municipal compareceu ao local, interrompeu a conduta e conduziu Mayara à autoridade policial para
as providências cabíveis. Considerando o caso hipotético narrado, é correto afirmar que a conduta de Mayara:
Charles, cidadão estrangeiro, ingressou no Brasil com o objetivo de divulgar a religião da qual é adepto. Segundo suas
convicções, acreditava que determinados “rituais de purificação energética” de ambientes, como bairros e vizinhanças,
legitimariam a destruição de bens considerados “amaldiçoados”, ainda que pertencentes a terceiros e sem a anuência destes.
Convencido dessa crença, Charles adentrou, sem autorização, o quintal de seu vizinho, onde este mantinha um altar com
imagens religiosas, passando a destruir tais objetos. Em razão da conduta, a Guarda Municipal foi acionada e interveio para
cessar a ação. Posteriormente, ao ser questionado pela autoridade policial, Charles alegou desconhecer a ilicitude de seu
comportamento, afirmando ter agido no exercício legítimo de sua crença religiosa. Considerando a Teoria do Crime e a
disciplina do Erro de Proibição no Código Penal brasileiro, assinale a afirmativa INCORRETA.
Durante evento beneficente promovido pela Associação de Amigos dos Pacientes com Câncer (AAPC), entidade civil sem fins
lucrativos voltada à assistência de pacientes oncológicos, Judith, que era atendida pelos programas da instituição, subtraiu,
para si, um cofre utilizado para arrecadação de doações espontâneas. Para viabilizar a execução da conduta, Judith induziu
seu filho, de 11 anos de idade, a retirar o objeto do local onde se encontrava e entregá-lo a ela, ocasião em que o ocultou no
interior de sua bolsa. A ação foi percebida por terceiros, que acionaram a Polícia Militar. Ao realizarem a abordagem, os
agentes localizaram o referido cofre na posse de Judith, constatando que em seu interior havia a quantia de R$ 10,00. Diante
desse contexto, a Defesa de Judith alegou a aplicação do Princípio da Insignificância, em razão do reduzido valor patrimonial
do bem subtraído. Considerando o caso hipotético, à luz do entendimento consolidado nos Tribunais Superiores, é correto
afirmar que no presente caso o Princípio da Insignificância:
No exercício de suas funções de patrulhamento em um parque municipal, determinada equipe da Guarda Municipal é
acionada para intervir em uma confusão em um quiosque de alimentação. Ao chegarem ao local, os guardas constatam que
o proprietário do estabelecimento impediu o acesso de um grupo de jovens às mesas de atendimento, alegando,
explicitamente, que “não servia pessoas daquela cor”, determinando que eles se retirassem de imediato. Diante da conduta
do proprietário e, ainda, considerando os preceitos da Lei Federal nº 7.716/1989, assinale a afirmativa que descreve
corretamente a tipificação e o regime jurídico aplicável.
Em uma análise de casos hipotéticos durante um
curso preparatório para concurso público, foram
apresentadas as seguintes situações relacionadas
aos crimes contra a vida:
I – Um indivíduo, de forma intencional, tira a
vida de outra pessoa, sem a presença de qualquer
circunstância qualificadora, configurando
homicídio qualificado.
II – Um agente comete homicídio mediante
promessa de recompensa financeira ou por
motivo fútil, configurando homicídio simples.
III – Uma mãe, sob a influência do estado
puerperal, mata o próprio filho, durante o parto
ou logo após, configurando infanticídio.
Joana, moradora do município de Lençóis
Paulista, relatou que vinha sofrendo diversas
condutas por parte de seu companheiro,
consistentes na retenção de seus documentos
pessoais, na subtração de valores e na destruição
de objetos de uso pessoal e instrumentos de
trabalho, comprometendo sua autonomia
financeira.
Diante da situação hipotética e de acordo com a
Lei Maria da Penha, a violência sofrida é
classificada como: