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No âmbito das atividades de controle interno e
responsabilização funcional exercidas pela administração
pública, foi instaurado procedimento para examinar a
conduta de agente público no desempenho de suas
atribuições institucionais. Durante os trabalhos da
comissão designada, surgiram questionamentos quanto possibilidade de determinado comportamento
configurar crime de abuso de autoridade, especialmente
diante de alegações de excesso no exercício da função.
A análise do caso envolveu a verificação das
circunstâncias concretas, do contexto da atuação
funcional e das motivações atribuídas ao agente, a fim
de orientar corretamente a conclusão do procedimento.
Considerando a relevância do enquadramento jurídico e
a necessidade de observância rigorosa do princípio da
legalidade, a comissão foi expressamente orientada a
pautar sua avaliação apenas nos requisitos legais
previstos na legislação federal específica que trata dos
crimes de abuso de autoridade, afastando interpretações
ampliativas, entendimentos jurisprudenciais ou
construções doutrinárias.
Com base exclusivamente na Lei federal nº 13.869/2019, assinale a alternativa CORRETA.
Com base exclusivamente na Lei federal nº 13.869/2019, assinale a alternativa CORRETA.
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No âmbito de um procedimento disciplinar instaurado por
órgão da administração pública, uma comissão foi
designada para apurar a regularidade da conduta
adotada por agentes responsáveis pela custódia de
determinada pessoa. Durante a instrução do feito, a
comissão colheu depoimentos, analisou registros oficiais
e examinou as circunstâncias em que ocorreram os
fatos, constatando que o custodiado havia sido
submetido a sofrimento físico ou mental intenso como
forma de punição, sem amparo em medida legal ou
disciplinar legítima. A apuração evidenciou que a
conduta extrapolou os limites do exercício regular de
função pública, exigindo o correto enquadramento
jurídico. Diante disso, a comissão processante
determinou que a análise fosse realizada com rigor
técnico e absoluto respeito à legalidade estrita,
limitando-se exclusivamente ao texto literal da legislação
federal que define os crimes de tortura, afastando
qualquer interpretação externa, doutrinária ou
jurisprudencial.
De acordo com a literalidade da Lei nº 9.455/1997, constitui crime de tortura:
De acordo com a literalidade da Lei nº 9.455/1997, constitui crime de tortura:
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No âmbito das atividades de atendimento realizadas por
órgão público especializado no enfrentamento à violência
de gênero, servidores foram acionados para analisar
uma situação concreta envolvendo conflito ocorrido no
contexto de uma relação interpessoal. Durante o
atendimento inicial, surgiram dúvidas quanto ao
enquadramento jurídico da conduta narrada,
especialmente no que se refere à sua caracterização
como violência doméstica e familiar contra a mulher. A
análise envolveu a verificação do vínculo existente entre as partes, das circunstâncias do fato e do contexto
relacional em que a conduta teria ocorrido, a fim de
orientar corretamente os encaminhamentos institucionais
cabíveis. Diante da relevância da decisão e da
necessidade de observância estrita da legalidade, a
autoridade responsável determinou que o
enquadramento fosse realizado com base exclusiva na
legislação federal específica que trata da matéria,
afastando qualquer interpretação extensiva, analogia ou
consideração de entendimentos externos.
Com base exclusivamente na Lei Federal nº 11.340/2006 (sem considerar jurisprudência ou doutrina), assinale a alternativa CORRETA.
Com base exclusivamente na Lei Federal nº 11.340/2006 (sem considerar jurisprudência ou doutrina), assinale a alternativa CORRETA.
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Em uma atividade institucional voltada à orientação da
população, discutiu-se a extensão da proibição de
drogas no território nacional. Questionou-se se a lei
admitiria exceções e em quais hipóteses elas poderiam
ocorrer. A análise foi realizada exclusivamente com base
na Lei de Drogas, afastando decretos e entendimentos
complementares.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 2º da Lei federal nº 11.343/2006, assinale a alternativa CORRETA.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 2º da Lei federal nº 11.343/2006, assinale a alternativa CORRETA.
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Em curso de formação continuada, servidores
analisavam o conceito legal de crimes hediondos, com
foco na identificação objetiva desses delitos. O instrutor
ressaltou que a análise deveria se limitar ao rol expresso
da lei federal vigente.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 1º da Lei federal nº 8.072/1990, assinale a alternativa CORRETA.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 1º da Lei federal nº 8.072/1990, assinale a alternativa CORRETA.
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Durante a análise de um caso concreto, operadores da
segurança pública precisaram verificar se determinado
homicídio se enquadrava como crime hediondo, para fins
de aplicação do regime jurídico correspondente. A
verificação foi feita exclusivamente com base no texto da
lei federal aplicável.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 1º, inciso I, da Lei federal nº 8.072/1990, assinale a alternativa CORRETA.
Com base exclusivamente no disposto no Art. 1º, inciso I, da Lei federal nº 8.072/1990, assinale a alternativa CORRETA.
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Roberto, servidor público municipal responsável pela administração do almoxarifado
da secretaria de obras, tem sob sua guarda e responsabilidade diversos equipamentos e
ferramentas pertencentes ao patrimônio municipal destinados à manutenção de vias
públicas. Valendo-se de sua função e do acesso privilegiado aos bens públicos sob sua
custódia, Roberto subtrai uma betoneira elétrica avaliada em cinco mil reais e a transporta
para sua residência, onde passa a utilizá-la em obras particulares de reforma de sua casa,
agindo com evidente propósito de incorporar definitivamente o bem ao seu patrimônio
pessoal. Considerando exclusivamente os elementos narrados e a adequação típica da
conduta aos crimes contra a administração pública praticados por funcionário, é
CORRETO concluir que:
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Joana, ocupante de cargo efetivo na secretaria municipal de meio ambiente
responsável pela fiscalização ambiental, exige de uma empresa de construção civil, sob
ameaça de aplicação de multa administrativa de valor elevado e embargo das obras, o
pagamento de quantia em dinheiro para si em troca do arquivamento de processo
sancionador que apurava infrações ambientais graves efetivamente cometidas pela
companhia durante obra de loteamento urbano. A empresa, temendo as consequências
legais previstas e o impacto negativo em suas atividades, efetua o pagamento da vantagem
indevida. Diante dessa situação concreta e considerando a tipificação específica dos
crimes funcionais contra a administração, assinale a alternativa CORRETA:
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Carlos, servidor público municipal lotado no departamento de licitações da prefeitura,
ao analisar um processo de contratação de serviços de pavimentação de vias públicas,
percebe que a empresa vencedora apresentou documentação fraudulenta para comprovar
sua capacidade técnica. Apesar de ter conhecimento inequívoco da irregularidade e
competência legal para impedir o prosseguimento do certame, Carlos deliberadamente
deixa de tomar qualquer providência, permitindo que a contratação seja efetivada,
motivado por sentimento de comiseração com o representante da empresa, seu conhecido
pessoal. Considerando exclusivamente o comportamento omissivo de Carlos e a
tipificação dos crimes contra a administração pública, é CORRETO afirmar que:
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Alexandra é mulher trans, com identidade de gênero
feminina socialmente reconhecida, embora sem alteração
de prenome e gênero no registro civil. Manteve relacionamento íntimo e contínuo, sem coabitação, com Beatriz,
mulher cisgênero, por aproximadamente dois anos.
Após o término da relação, Beatriz passou a praticar condutas reiteradas, consistentes, em vigilância constante
dos deslocamentos de Alexandra, envio insistente de mensagens com conteúdo intimidatório e tentativas de controle
sobre suas relações sociais, ocasionando intenso sofrimento psíquico.
Diante dos fatos, Alexandra requereu medidas protetivas
de urgência, que foram deferidas inaudita altera pars pelo
Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher,
com imposição de proibição de contato e aproximação,
afastamento da requerida dos locais frequentados pela vítima e comparecimento da agressora a programa de acompanhamento psicossocial.
O Ministério Público ofereceu denúncia pela prática do
crime previsto no art. 147-B do Código Penal.
Antes da audiência de instrução, a vítima peticionou nos
autos afirmando que retomou contato consensual com a
acusada, requerendo a revogação das medidas protetivas
e a extinção do processo, por entender inexistente risco
atual.
A defesa, por sua vez, sustentou a inaplicabilidade da
Lei Maria da Penha, por se tratar de relação homoafetiva
entre mulheres, a nulidade das medidas protetivas, por
ausência de contraditório prévio, a falta de justa causa
para a ação penal, diante da manifestação de vontade da
vítima, a possibilidade de transação penal ou suspensão
condicional do processo e a incompetência do Juizado,
sob o argumento de inexistência de situação atual de vulnerabilidade.
À luz da legislação vigente, da interpretação constitucional com perspectiva de gênero e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
À luz da legislação vigente, da interpretação constitucional com perspectiva de gênero e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta.
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