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- CPCProcessos de Competência Originária dos TribunaisDo Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (arts. 976 a 987)
O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) instaurou
Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), nos
termos do art. 976 e seguintes do CPC/2015, para uniformizar a
questão jurídica relativa à recusa de cobertura de procedimento
cirúrgico por operadora de plano de saúde, determinando a
suspensão de todos os processos individuais em curso no Estado
que versassem sobre a mesma controvérsia. O Ministério Público
foi intimado a intervir na qualidade de custos legis. Durante a
tramitação do incidente, ocorreram os seguintes fatos:
Fato 1: Autores de ações suspensas requereram habilitação no IRDR para sustentação oral na sessão de julgamento, alegando que a tese a ser fixada impactaria diretamente seus direitos. O relator indeferiu os requerimentos, por entender que o IRDR é procedimento objetivo de formação de precedente, no qual somente as partes do processo-piloto e o Ministério Público têm direito a sustentação oral.
Fato 2: Após o julgamento do IRDR e a fixação da tese pelo TJMT, a operadora vencida interpôs recurso especial perante o STJ, que, ao apreciá-lo, adotou tese divergente da estabelecida pelo tribunal estadual. Ao retomar o julgamento de processo individual anteriormente suspenso, juiz de primeiro grau aplicou a tese fixada pelo STJ, por entender que o precedente do tribunal superior prevalece hierarquicamente.
Fato 3: Em processo individual suspenso, as partes celebraram negócio jurídico processual atípico (art. 190, CPC/2015), estabelecendo que o litígio seria resolvido exclusivamente por arbitragem, com renúncia expressa à jurisdição estatal. O juiz da causa homologou o acordo e extinguiu o processo sem resolução do mérito.
Considerando o regime jurídico do IRDR, dos negócios jurídicos processuais e dos precedentes obrigatórios no CPC/2015, assinale a afirmativa correta.
Fato 1: Autores de ações suspensas requereram habilitação no IRDR para sustentação oral na sessão de julgamento, alegando que a tese a ser fixada impactaria diretamente seus direitos. O relator indeferiu os requerimentos, por entender que o IRDR é procedimento objetivo de formação de precedente, no qual somente as partes do processo-piloto e o Ministério Público têm direito a sustentação oral.
Fato 2: Após o julgamento do IRDR e a fixação da tese pelo TJMT, a operadora vencida interpôs recurso especial perante o STJ, que, ao apreciá-lo, adotou tese divergente da estabelecida pelo tribunal estadual. Ao retomar o julgamento de processo individual anteriormente suspenso, juiz de primeiro grau aplicou a tese fixada pelo STJ, por entender que o precedente do tribunal superior prevalece hierarquicamente.
Fato 3: Em processo individual suspenso, as partes celebraram negócio jurídico processual atípico (art. 190, CPC/2015), estabelecendo que o litígio seria resolvido exclusivamente por arbitragem, com renúncia expressa à jurisdição estatal. O juiz da causa homologou o acordo e extinguiu o processo sem resolução do mérito.
Considerando o regime jurídico do IRDR, dos negócios jurídicos processuais e dos precedentes obrigatórios no CPC/2015, assinale a afirmativa correta.
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- CPCSujeitos do ProcessoIntervenção de TerceirosAmicus Curiae (art. 138)
- CPCDo Cumprimento da Sentença (arts. 513 a 538)
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ajuizou ação civil
pública em face do Estado e de dois Municípios mato-grossenses,
imputando-lhes responsabilidade solidária pela omissão na
prestação de serviços de saúde mental a egressos de internação
psiquiátrica, em violação à Lei nº 10.216/2001 e às diretrizes da
RAPS. O pedido incluía obrigações de fazer e indenização por
danos morais coletivos a ser revertida ao Fundo de Defesa de
Direitos Difusos (FDD). No curso do processo, surgiram os
seguintes incidentes:
Incidente 1: A Defensoria Pública requereu admissão como amicus curiae, alegando pertinência temática com os direitos de pessoas vulneráveis. O Estado se opôs, sustentando parcialidade da instituição.
Incidente 2: O Ministério Público juntou capturas de tela (print screen) de mensagens de aplicativo de celular de servidor público estadual, sem autorização judicial. Os réus alegaram ilicitude da prova, por violação ao sigilo das comunicações e à privacidade do servidor.
Incidente 3: Após o trânsito em julgado de sentença condenatória ao pagamento de danos morais coletivos, o Estado alegou que a execução deve observar obrigatoriamente o regime de precatórios (art. 100, CF/88), sendo vedado qualquer bloqueio ou sequestro de verbas públicas para satisfação do crédito.
Considerando o CPC/2015, a jurisprudência dos Tribunais Superiores e a disciplina constitucional aplicável, assinale a afirmativa correta.
Incidente 1: A Defensoria Pública requereu admissão como amicus curiae, alegando pertinência temática com os direitos de pessoas vulneráveis. O Estado se opôs, sustentando parcialidade da instituição.
Incidente 2: O Ministério Público juntou capturas de tela (print screen) de mensagens de aplicativo de celular de servidor público estadual, sem autorização judicial. Os réus alegaram ilicitude da prova, por violação ao sigilo das comunicações e à privacidade do servidor.
Incidente 3: Após o trânsito em julgado de sentença condenatória ao pagamento de danos morais coletivos, o Estado alegou que a execução deve observar obrigatoriamente o regime de precatórios (art. 100, CF/88), sendo vedado qualquer bloqueio ou sequestro de verbas públicas para satisfação do crédito.
Considerando o CPC/2015, a jurisprudência dos Tribunais Superiores e a disciplina constitucional aplicável, assinale a afirmativa correta.
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O Ministério Público estadual instaurou inquérito civil para apurar
desvio de verbas federais repassadas a Município mato-grossense
para custeio de serviços socioassistenciais, constatando uso em
despesas alheias à finalidade do convênio, com dano ao erário e à
população vulnerável. Convocado para tentativa de celebração de
termo de ajustamento de conduta (TAC), o Prefeito suscitou: (1)
incompetência do MP estadual, por envolver verbas federais; (2)
impedimento do Promotor de Justiça, por ter recebido a notícia de
fato de vereador da oposição; e (3) impossibilidade de ajuizamento
imediato da ação civil pública após a frustração do TAC, devendo
o MP aguardar trinta dias para nova tentativa de acordo.
Considerando o regime jurídico do inquérito civil, do TAC e da atuação do MP estadual em matéria de tutela coletiva, assinale a opção correta.
Considerando o regime jurídico do inquérito civil, do TAC e da atuação do MP estadual em matéria de tutela coletiva, assinale a opção correta.
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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso instaurou
inquérito civil para apurar omissão do Município de Cuiabá no
fornecimento de medicamentos de uso contínuo a pacientes do
SUS. Após a coleta de depoimentos e laudos técnicos, bem como
frustrada tentativa de celebração de termo de ajustamento de
conduta (TAC), o Promotor de Justiça ajuizou ação civil pública,
pleiteando tutela de urgência para imediata disponibilização dos
medicamentos e provimento final de natureza estrutural, com
obrigações de fazer e astreintes.
Em contestação, o Município suscitou, preliminarmente: (i) ilegitimidade ativa do Ministério Público, por tratar-se de direitos individuais homogêneos de origem acidental, insuscetíveis de tutela pelo Parquet como órgão agente; (ii) nulidade da instrução extrajudicial, ante a ausência de homologação do inquérito civil pelo Conselho Superior antes do ajuizamento; e (iii) carência de ação pela ausência de prévio TAC como condição de procedibilidade.
Considerando o regime jurídico do Ministério Público, a disciplina da ação civil pública e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, analise as afirmativas a seguir.
I. O Ministério Público tem legitimidade ativa para a defesa coletiva do direito à saúde, ainda que os titulares sejam individualizáveis, em razão da relevância social do interesse e hipossuficiência dos beneficiários, nos termos do art. 129, II e III, da CF/88.
II. O inquérito civil é procedimento administrativo unilateral do Ministério Público, sendo sua instauração condição indispensável ao ajuizamento da ação civil pública, cuja ausência acarreta nulidade da demanda coletiva.
III. A prova produzida em inquérito civil tem valor probatório no processo coletivo, dispensa ratificação judicial e submete-se à livre apreciação motivada do juiz, em conjunto com os demais elementos dos autos.
IV. A tentativa prévia de celebração de TAC não constitui condição de procedibilidade da ação civil pública, sendo seu insucesso mero elemento contextual, apto a reforçar a urgência do provimento jurisdicional.
Está correto apenas o que se afirma em
Em contestação, o Município suscitou, preliminarmente: (i) ilegitimidade ativa do Ministério Público, por tratar-se de direitos individuais homogêneos de origem acidental, insuscetíveis de tutela pelo Parquet como órgão agente; (ii) nulidade da instrução extrajudicial, ante a ausência de homologação do inquérito civil pelo Conselho Superior antes do ajuizamento; e (iii) carência de ação pela ausência de prévio TAC como condição de procedibilidade.
Considerando o regime jurídico do Ministério Público, a disciplina da ação civil pública e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, analise as afirmativas a seguir.
I. O Ministério Público tem legitimidade ativa para a defesa coletiva do direito à saúde, ainda que os titulares sejam individualizáveis, em razão da relevância social do interesse e hipossuficiência dos beneficiários, nos termos do art. 129, II e III, da CF/88.
II. O inquérito civil é procedimento administrativo unilateral do Ministério Público, sendo sua instauração condição indispensável ao ajuizamento da ação civil pública, cuja ausência acarreta nulidade da demanda coletiva.
III. A prova produzida em inquérito civil tem valor probatório no processo coletivo, dispensa ratificação judicial e submete-se à livre apreciação motivada do juiz, em conjunto com os demais elementos dos autos.
IV. A tentativa prévia de celebração de TAC não constitui condição de procedibilidade da ação civil pública, sendo seu insucesso mero elemento contextual, apto a reforçar a urgência do provimento jurisdicional.
Está correto apenas o que se afirma em
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- CPCDa Competência Interna (arts. 42 a 69)
- CPCDa Tutela Provisória (arts. 294 a 311)
- Outros Normativos
A arbitragem é um método de resolução de conflitos em que as
partes, por meio da manifestação de sua vontade, substituem a
jurisdição estatal pela decisão de um ou mais árbitros, para
resolver litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis.
Considerando essa temática, é correto afirmar que:
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Foi distribuída ao juízo da 1ª Vara Cível da Comarca Alfa, situada
no Estado Beta, ação individual ajuizada em face de ente da
Administração Pública indireta da União, com personalidade
jurídica de direito privado. O secretário do juízo, logo após o
recebimento do feito, teve dúvidas em relação à competência da
Justiça Estadual para processá-lo e julgá-lo.
O magistrado explicou corretamente ao secretário que a Justiça Estadual:
O magistrado explicou corretamente ao secretário que a Justiça Estadual:
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Em dezembro de 2021, Filomena ajuizou ação em face da
instituição bancária Dinheiro Fácil S/A, arguindo desconhecer a
origem de descontos realizados em sua folha de pagamento a
título de empréstimo consignado. Anexou à inicial procuração e
declaração de hipossuficiência, ambas assinadas pela parte
autora, em janeiro de 2018, de forma digital. O magistrado da
Vara Cível para a qual foi distribuída a referida ação determinou a
intimação da parte autora para emendar a petição inicial em
15 dias, de modo a apresentar os extratos de movimentação
financeira da autora referentes aos meses em que houve o
desconto. Além disso, determinou que a parte autora
apresentasse comprovante de residência e nova procuração
atualizada e específica ao ajuizamento da demanda, sob pena de
indeferimento da petição inicial, destacando o aumento
expressivo de ações semelhantes na comarca, e observando que
a maioria decorria de exercício predatório da advocacia, com
fortes indícios de litigância abusiva. Ademais, ressaltou que tais
demandas vêm sendo julgadas improcedentes em razão da
regularidade dos contratos e da efetiva disponibilização dos
valores aos autores. Em resposta, Filomena peticionou nos autos
informando a dificuldade em obter a documentação exigida e
requerendo a dilação de prazo por 30 dias para apresentação da
nova procuração e do comprovante de residência. Em seguida, o
magistrado decidiu por indeferir a petição inicial.
Considerando o caso narrado e a mais recente jurisprudência do STJ sobre o tema, é correto afirmar que:
Considerando o caso narrado e a mais recente jurisprudência do STJ sobre o tema, é correto afirmar que:
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Rafaela, advogada, foi diagnosticada com um tipo raro de câncer,
recebendo prescrição do uso de medicamento, na quantidade de
120 comprimidos por mês, por prazo indeterminado, com a
finalidade de combater a enfermidade. A Secretaria Estadual de
Saúde se recusou administrativamente a fornecer o
medicamento prescrito por seu médico sob o argumento de que
a droga não se encontrava padronizada nos Programas de
Assistência Farmacêutica da Secretaria do Estado XYZ e do
Ministério da Saúde. Diante de tal fato, Rafaela ajuizou, em causa
própria, ação em face do Estado XYZ junto a uma das Varas de
Fazenda Pública da Capital, objetivando a obtenção de uma
tutela jurisdicional que obrigasse a Fazenda Pública estadual a
fornecer o medicamento prescrito. À causa, a parte autora
atribuiu o valor de R$ 200.000,00 que, segundo ela,
corresponderia ao custo de 12 meses de tratamento. Após o
deferimento de gratuidade de justiça à parte autora, e a
instrução do feito, o pedido autoral foi julgado procedente, com a
condenação do estado-membro a fornecer o medicamento
objeto da demanda. Em contrapartida, o juízo deixou de
condenar a parte ré ao pagamento de honorários advocatícios
em favor da parte autora, considerando que Rafaela não se
encontrava assistida por advogado. Irresignada, a autora interpôs
recurso de apelação tempestivamente, requerendo a reforma da
sentença no tocante aos honorários advocatícios.
Considerando o caso em análise, bem como o entendimento do STJ e as disposições do Código de Processo Civil sobre o tema, o recurso de Rafaela deverá ser:
Considerando o caso em análise, bem como o entendimento do STJ e as disposições do Código de Processo Civil sobre o tema, o recurso de Rafaela deverá ser:
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Joana, de 9 anos de idade, reside na Comarca A na companhia de
seus pais. Pela facilidade de acesso e proximidade com o trabalho
dos pais, Joana estuda no colégio municipal da Comarca B, local
em que também se encontra a sede do município. Em
determinado dia, Joana foi vítima de violência física e psicológica
por parte da professora da escola em que estuda, causando
danos físicos e psicológicos na criança.
Com base nessa premissa, caso Joana, representada por seus pais, queira ajuizar ação unicamente indenizatória em face do município, considerando as regras de fixação de competência e o entendimento das Cortes Superiores sobre o tema, a competência será do juízo:
Com base nessa premissa, caso Joana, representada por seus pais, queira ajuizar ação unicamente indenizatória em face do município, considerando as regras de fixação de competência e o entendimento das Cortes Superiores sobre o tema, a competência será do juízo:
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Bernardo propôs ação em face de João, pretendendo impor o
cumprimento de obrigação de fazer, consistente na continuidade
de obra em sua residência, estabelecida em contrato firmado por
ambos de maneira regular, cujo valor pactuado era de
R$ 50.000,00. Alternativamente, caso não seja possível mais o
cumprimento da obrigação, Bernardo pretende indenização pelos
danos materiais que sofreu pelo inadimplemento de João, cujo
valor seria de R$ 15.000,00, sendo este último indicado como
valor da causa. Após ter sido regularmente citado, em
contrarrazões, João, em preliminar, impugnou o valor da causa,
argumentando que o valor do contrato deveria ser o parâmetro
utilizado e, ainda, que há processo arbitral em curso no qual o
árbitro reconheceu sua competência.
Diante da situação hipotética apresentada e à luz do entendimento das Cortes Superiores sobre o tema, deve o juiz:
Diante da situação hipotética apresentada e à luz do entendimento das Cortes Superiores sobre o tema, deve o juiz:
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