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A Constituição Federal de 1988 instituiu o planejamento educacional como dever do Estado, vinculando-o à garantia do direito à educação e ao regime de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Nesse contexto, o Plano Nacional de Educação (PNE) - Lei nº 13.005/2014 (2014–2024), consolida-se como instrumento estruturante da política educacional brasileira, ao estabelecer diretrizes, metas e estratégias decenais voltadas à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade, à valorização dos profissionais da educação e ao financiamento do ensino.
Considerando uma leitura crítica do PNE articulada ao processo histórico de construção das políticas públicas educacionais no Brasil, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE os desafios relacionados à sua efetivação:
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Ao analisar a trajetória da política educacional brasileira, Dermeval Saviani (2008) identifica que as limitações do setor não são meros percalços conjunturais, mas sim o resultado de duas características estruturais que atravessam a ação do Estado desde as suas origens: a resistência histórica das elites à manutenção do ensino público e a descontinuidade das medidas educacionais. Ao descrever as sucessivas reformas que 'recomeçam da estaca zero', o autor utiliza as metáforas do 'ziguezague' e do 'pêndulo'.
Com base nessa interpretação, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a visão do autor sobre os entraves à universalização da educação no Brasil:
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As metodologias ativas são abordagens pedagógicas que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem, incentivando sua participação ativa, reflexão, colaboração e construção do conhecimento. Em vez de uma abordagem tradicional, em que o professor é o transmissor do conhecimento e os alunos são receptores passivos, as metodologias ativas envolvem os alunos de maneira mais ativa e engajada. Isso pode incluir estratégias como aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem cooperativa, sala de aula invertida, resolução de problemas, debates, estudos de caso, entre outros.
BACICH, Lilian; Moran, José Manuel (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre; Penso, 2018.
A relação entre metodologias ativas e tecnologias em educação pode ser analisada como complementar, estratégica e mediadora pois as tecnologias potencializam, viabilizam e ampliam as práticas pedagógicas centradas no aluno. As metodologias ativas exigem pesquisa, interação autoria e resolução de problemas, enquanto as tecnologias digitais oferecem ambientes, ferramentas e recursos que tornam essas práticas possíveis.
São ambientes, ferramentas, recursos que favorecem a articulação entre tecnologias educacionais e metodologias ativas, EXCETO.
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A Lei nº 15.344 de 2026 que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil, diz respeito a uma política que estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão. Desta forma, analise as afirmativas abaixo sobre essa Lei e assinale a única alternativa CORRETA.
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Tomando como base a noção de “intelectuais orgânicos” de Gramsci e Giroux vê os professores como “intelectuais transformadores”. Através do conceito de “voz” Giroux concede um papel ativo à sua participação – um papel que contesta as relações de poder através das quais essa voz tem sido em geral suprimida. Há uma reconhecida influência de Paulo Freire na obra de Henry Giroux, que vê a pedagogia e o currículo através da noção de política cultural. O currículo envolve a construção de significados e valores culturais.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.3e.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 31-32.
Assinale a única alternativa que NÃO completa a sentença.
No campo educacional o currículo não é neutro, é um campo de disputa política, cultural e ideológica e, nesta perspectiva, os intelectuais orgânicos exercem papeis centrais:
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Franco (2012) em sua obra "Pedagogia e prática docente", desdobra reflexões a partir do seguinte questionamento: “Afinal de contas, o que é uma prática pedagógica?” Segundo a autora, dessa situação, decorrem alguns questionamentos:
1) Prática docente é sempre uma prática pedagógica?
2) Existe prática pedagógica fora das escolas, além das salas de aula?
3) O que é, afinal de contas, o pedagógico?
4) O que caracteriza uma prática pedagógica?
Afirma que a Pedagogia como prática social, indica uma direção de sentido às práticas que ocorrem na sociedade, realçando seu caráter eminentemente político.
A partir dessa premissa, analise as afirmativas seguintes, e assinale a única alternativa CORRETA, considerando as definições de Franco sobre prática pedagógica, conforme apresenta na referida obra:
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O termo “Currículo” foi introduzido nos Estados Unidos, em 1918, através da obra intitulada The Curriculum, de John Franklin Bobbitt (1876- 1956). "O campo do currículo ganhou força como algo especializado, reflexão e estudo, desenvolveu em meio à efervescência da revolução industrial que, naquele contexto, moldou-se às perspectivas industriais para a formação da mão-de-obra para atender às necessidades das indústrias”
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 23.
Considerando as teorias tradicionais de currículo, é INCORRETO afirmar.
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“No campo da formação inicial docente no Brasil, a pesquisa sobre a própria prática assume especial importância no âmbito dos estágios”, cujas propostas se caracterizam pelo que se denomina estágio com pesquisa.
GHEDIN, Evandro; OLIVEIRA, Elisangela Silva de; ALMEIDA, Whasgthon Aguiar de. Estágio com pesquisa. São Paulo: Cortez Editora, 2018. PIMENTA, Selma; LIMA, Maria do Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2017.
Sobre o estágio com pesquisa, considerando a concepção apresentada pelos autores, é INCORRETO afirmar:
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Cipriano Luckesi, ao abordar sobre a avaliação da aprendizagem, numa visão geral, ressalta a diferença entre “examinação” e “avaliação”. Segundo Luckesi (2013), a escola hoje ainda não avalia a aprendizagem do educando, mas sim o examina, ou seja, denominamos nossa prática de avaliação, mas, de fato, o que praticamos são exames. O autor defende que historicamente mudamos o nome, porém não modificamos a prática. Portanto, vivenciamos alguma coisa equívoca: leva o nome, mas não realiza a prática.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudo e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2013.
Analise as afirmativas, e em seguida assinale a alternativa que indica o número de assertivas CORRETAS:
I. Os exames são seletivos ou excludentes. Porque classificatórios, os exames excluem uma grande parte dos educandos. Muitos ficam de fora. A pirâmide educacional brasileira é perversa; o aproveitamento de nossos educandos é estatisticamente muito baixo.
II. Os denominados instrumentos de avaliação, para serem corretos, deveriam ser chamados de instrumentos de coleta de dados para a avaliação, na medida em que testes, provas, redações, monografias, arguições, em si, não avaliam, mas sim coletam dados que descrevem o desempenho provisório do aluno, dando base para a sua qualificação diante de determinados critérios. Por exemplo, um teste não avalia um aluno, mas oferece dados sobre o seu desempenho. Esse desempenho, que pode ser qualificado (avaliado), subsidia uma tomada de decisão sobre o que fazer a partir dessa avaliação.
III. Para trabalhar com avaliação, não necessitamos de mudar nossos instrumentos, necessitamos de mudar nossa postura, ou seja, ao invés de examinar, avaliar. Os resultados de um teste, no caso, podem ser lidos sob a ótica do exame ou sob a ótica da avaliação. Após a correção, se o utilizarmos sob a forma de exame, vamos classificar o aluno, minimamente, em aprovado ou reprovado; mas se o utilizamos sob a ótica da avaliação, vamos qualificar o desempenho provisório do aluno, tendo em vista encaminhar atividades que melhorem seu desempenho, caso este não seja satisfatório ainda. Desse modo, não é o instrumento que caracteriza o ato de examinar ou o ato de avaliar, mas sim a postura de avaliar ou de examinar.
IV. Frente às condições materiais que temos, somos responsáveis pelo pouco de sucesso que nosso sistema educacional tem. Assim sendo, os professores desejam aprender a fazer de outra forma. E, para isso, são necessárias duas coisas: formação e condições materiais de ensino. Formação, na medida do possível, os professores têm buscado. É preciso oferecer-lhes o melhor que temos.
V. Importa observar, em primeiro lugar, que a questão central da prática da avaliação na escola não está nos instrumentos, mas sim na postura pedagógica e consequentemente na prática da avaliação. Por exemplo, é impossível praticar avaliação dentro de um projeto pedagógico tradicional, que espera que o educando “esteja sempre pronto”, daí as provas serem pontuais, como vimos anteriormente. Um projeto pedagógico que sustente uma prática de avaliação tem na sua base a crença de que o ser humano é um ser em desenvolvimento, um ser em construção permanente. A avaliação é um ato subsidiário da obtenção de resultados os mais satisfatórios possíveis, portanto subsidiária de um processo, de um movimento construtivo. Portanto, é um instrumento de busca de construção, por isso funciona articulado com um projeto pedagógico que se assume, que se crê e se efetua construtivamente.
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Em "Escritos sobre a Educação", Vitor Paro faz uma reflexão sobre Gestão Escolar, Ética e Liberdade. O autor argumenta que: “Pela forma como devem entrelaçar-se as múltiplas dimensões do educativo na realidade escolar, é possível afirmar com segurança que a relação da gestão escolar com a ética e com a liberdade se dá, privilegiadamente, por via da educação a que ela, como mediação, deve visar”.
PARO, Vitor Henrique. Escritos sobre educação. São Paulo: Xamã, 2001, p.50.
Nessa perspectiva, sobre a concepção de gestão, ética, liberdade e educação, NÃO é possível afirmar:
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