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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
A respeito dos aspectos fonéticos e fonológicos das palavras a seguir, retiradas do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nas regras ortográficas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e considerando a grafia das palavras retiradas do texto, assinale a alternativa correta.
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
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A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo acerca das relações de sentido entre as palavras retiradas do texto e as possíveis substituições lexicais no contexto em que ocorrem e assinale a alternativa correta.
I. A palavra “afetivas” (l. 32) tem como parônimo o vocábulo “efetivas”.
II. A substituição de “encerrar” (l. 36) por “finalizar” preserva o sentido original do enunciado.
III. Um antônimo adequado para o vocábulo “robustas” (l. 43) é “sólidas”. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No texto apresentado, a coesão textual é construída principalmente por meio de:
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bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as características de gênero e tipo textual presentes no texto, assinale a alternativa correta.
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Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim
Por Arthur Almeida
A ideia de que qualquer relacionamento amoroso é melhor do que a solteirice acaba de
sofrer um duro golpe científico. Um amplo estudo longitudinal publicado em janeiro na revista
Personality and Individual Differences concluiu que pessoas solteiras apresentam maior
bem-estar emocional do que aquelas presas a relacionamentos considerados ruins ou
medianos. O trabalho foi conduzido pelo pesquisador Menelaos Apostolou, da Universidade de
Nicósia, no Chipre, em parceria com Elyakim Kislev, da Universidade Hebraica de Jerusalém,
em Israel.
“Nossos resultados indicam claramente que não se trata apenas de estar em um
relacionamento. A qualidade da relação é o fator decisivo para a nossa saúde emocional”,
afirma Kislev, em comunicado à imprensa. “Se um relacionamento é ruim ou mesmo apenas
mediano em termos de qualidade, a satisfação com a vida e as emoções positivas de um
indivíduo são significativamente menores do que se ele tivesse permanecido solteiro”.
Para medir a qualidade das relações, os autores utilizaram uma escala de satisfação de
a 10. Relações avaliadas entre 0 e 3 foram classificadas como ruins; entre 4 e 6, moderadas;
e, por fim, entre 7 e 10, boas.
Os pesquisadores observaram que participantes em relacionamentos classificados como
ruins ou moderados relataram menos emoções positivas, menor satisfação com a vida e mais
sentimentos negativos do que em períodos nos quais estavam solteiros. Em contrapartida,
indivíduos em relacionamentos considerados bons apresentaram os maiores índices de
bem-estar emocional. Tais resultados também mostraram que, embora pessoas em qualquer
relacionamento tendessem a sentir menos solidão do que os solteiros, uniões negativas
estavam associadas ___ níveis mais altos de tristeza, desânimo, depressão e melancolia.
Segundo os autores, a solidão parece funcionar de maneira distinta de outros
indicadores emocionais. O estudo sugere que esse sentimento possui uma função social
específica, ligada ___ necessidade humana de conexão e companhia íntima. Por isso, mesmo
relações ruins ainda conseguem reduzir a sensação de isolamento.
A pesquisa ainda identificou diferenças entre homens e mulheres. Os homens solteiros
apresentaram níveis ligeiramente maiores de emoções negativas em comparação às mulheres
solteiras, incluindo solidão, tristeza e depressão. Já as mulheres solteiras relataram sentir
menos segurança do que os homens na mesma condição. Para os pesquisadores, essa diferença
pode refletir fatores históricos e culturais relacionados ____ percepção de proteção física e
apoio emocional dentro das relações afetivas.
Outro dado relevante que chamou a atenção dos autores é o de que apenas cerca de
16% dos participantes estavam em relacionamentos classificados como ruins ou moderados ao
longo das diferentes etapas do estudo. Segundo eles, isso provavelmente ocorre porque muitas
pessoas tendem a encerrar relações percebidas como insatisfatórias antes que elas se
prolonguem por muitos anos.
Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes. O levantamento
não diferencia tipos de solteirice — como pessoas solteiras por escolha, indivíduos entre
relacionamentos ou aqueles que enfrentam dificuldades para encontrar parceiros. Além disso,
os dados se concentram exclusivamente na população alemã, o que pode limitar comparações
culturais mais amplas. Mesmo assim, os autores afirmam que o estudo oferece evidências
robustas de que mudanças no estado civil e, sobretudo, na qualidade dos relacionamentos
afetam diretamente o bem-estar emocional ao longo do tempo.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base na leitura do texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A ideia central do texto é demonstrar que a qualidade de um relacionamento amoroso exerce influência mais significativa sobre o bem-estar emocional do que a simples condição de estar ou não em um relacionamento.
( ) A apresentação de dados e resultados da pesquisa constitui um recurso utilizado para conferir credibilidade às conclusões apresentadas ao longo do texto.
( ) A leitura do texto permite inferir que a redução da solidão, por si só, não garante níveis mais elevados de bem-estar emocional.
( ) Ao mencionar as limitações da pesquisa, o autor enfraquece a confiabilidade dos resultados apresentados, levando à conclusão de que o estudo não tem validade científica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- SintaxeColocação Pronominal
- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Oblíquos
Com base na colocação pronominal, segundo a norma-padrão da língua portuguesa, caso os complementos verbais do verbo 'trazer' sejam substituídos por pronomes oblíquos átonos, assinale a alternativa que apresenta a forma correta de substituição.
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- MorfologiaPronomesPronomes PessoaisPronomes Pessoais Retos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
I.Em 'Ele ocorre devido a mudanças na temperatura das águas do Oceano Pacífico', o pronome 'ele' retoma anaforicamente o referente 'El Niño-Oscilação Sul (ENOS)', garantindo a progressão temática sem repetição do termo.
II.Em 'Por outro lado, o El Niño inibe as chuvas nas regiões Norte e Nordeste', a expressão 'por outro lado' estabelece relação de adição entre os efeitos do fenômeno descritos no parágrafo, acrescentando nova informação ao que foi anteriormente afirmado.
III.Em 'sendo composto por três fases: El Niño, marcado pelo aquecimento das águas; La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas; e neutralidade, quando não há atuação das outras fases', o texto avança por detalhamento progressivo, enumerando as partes constitutivas do fenômeno apresentado na oração anterior.
IV.Em 'O fenômeno potencializa o transporte de umidade da região amazônica para o estado', a expressão 'o fenômeno' retoma cataforicamente o referente 'ENOS', antecipando informações que serão desenvolvidas no período seguinte.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
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I.'Não diga-me uma coisa dessas', respondeu o prefeito ao ouvir as previsões climáticas do meteorologista do Inpe.
II.Ontem assistimos o primeiro bate-papo promovido pela Sedec sobre os impactos do El Niño no Brasil.
III.Fazem três anos que especialistas do Inmet não monitoram um aquecimento tão persistente das águas do Pacífico Tropical.
Assinale a alternativa que apresenta construções que contêm desvios de linguagem denominados solecismo.
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Com base na regência do verbo 'esclarecer' no contexto apresentado, analise a afirmativa correta.
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