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Assinale a alternativa que contém uma função típica da camada de Transporte.
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Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
Assinale a alternativa que descreve corretamente o papel de um dos principais componentes do computador nesse processo.
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos
associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.
Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas
funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre
aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google
NotebookLM.
Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes
verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem
citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como
estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela
investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado
para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.
“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre
‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade
Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando
ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu
nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O
episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há
garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como
a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.
O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão
lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals
por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres
especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas
com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e
com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é
cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.
A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se
debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência
ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade
dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo
idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso
facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de
trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.
Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)
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