Mulher, 25 anos de idade, busca atendimento por atraso
menstrual e teste de gravidez positivo. Sem doenças, refere
ciclos menstruais prévios regulares, com variação entre 27 e
31 dias de intervalo. A data da última menstruação foi
em 10/08/2025. Refere que foi vítima de violência sexual
em 23/08/2025, mas não verbalizou por receio de ser punida
pelo agressor conhecido. A relação não consensual ocorreu
com penetração vaginal, sem uso de preservativo. Após o
ocorrido, apresentou corrimento amarelado, que tratou por
conta própria com clotrimazol em dose única. Manifesta
desejo de interromper a gravidez. Assinale a alternativa
correta.
Mulher, 28 anos de idade, 2G1A, com 10 semanas de
gestação, procura pronto atendimento por vômitos
persistentes há 10 dias, com dificuldade para manter líquidos
e alimentos. Refere dor abdominal discreta e perda de 5 kg no
período. Nega febre e perdas vaginais. Traz cartão de prénatal com rotina de exames sem alterações. Relata ter iniciado
dimenidrinato oral há cerca de 5 dias, prescrito em outro
serviço, mas sem melhora significativa dos sintomas. Ao
exame físico, apresenta-se em BEG, PA de 100×60 mmHg, FC
de 104 bpm, mucosa oral levemente seca. Abdome flácido,
levemente doloroso em epigástrio, sem visceromegalias. • Exames laboratoriais:
TGO/AST: 58 U/L
TGP/ALT: 65 U/L
Bilirrubina total: 0,9 mg/dL
β-hCG: 215.000 mUI/mL Urina tipo 1: cetonúria ++/4+
TSH: 0,05 mUI/L
T4 livre: 1,1 ng/dL Assinale a alternativa que apresenta a interpretação e conduta
mais adequadas para o caso descrito.
Mulher, 39 anos de idade, 26 semanas de gestação, refere
que notou aumento assimétrico das mamas ao longo do último
mês. Ao exame, nota-se nodulação de aproximadamente
2,5 cm em junção de quadrantes inferiores de mama
esquerda, profundo, pouco móvel, sem calor local. Neste
caso, recomenda-se:
Primigesta, 39 anos de idade, é admitida com 40 semanas de
gravidez para indução de parto. Apresenta antecedente de
hipertensão arterial crônica, controlada atualmente com
metildopa 1,5 g por dia e diabetes gestacional em uso de
insulina NPH 12 unidades antes do café da manhã, 6 unidades
na hora do almoço e 6 unidades às 22 horas (12-6-0-6) e
insulina regular 4 unidades no café da manhã, 4 unidades no
almoço e 2 no jantar (4-4-2-0). Ao exame inicial, apresenta
bom estado geral, corada, normotensa e normocárdica, altura
uterina de 38 cm, cefálico, BCF presente de 148 bpm, colo
médio, medianizado, com 4 cm.
Após 6 horas de trabalho de parto, a paciente apresentava
dilatação total e apresentação cefálica no plano 0 de De Lee,
occipito transversa direita e avaliação abdominal conforme a
imagem a seguir: Qual é o diagnóstico e a conduta?
Primigesta, 39 anos de idade, é admitida com 40 semanas de
gravidez para indução de parto. Apresenta antecedente de
hipertensão arterial crônica, controlada atualmente com
metildopa 1,5 g por dia e diabetes gestacional em uso de
insulina NPH 12 unidades antes do café da manhã, 6 unidades
na hora do almoço e 6 unidades às 22 horas (12-6-0-6) e
insulina regular 4 unidades no café da manhã, 4 unidades no
almoço e 2 no jantar (4-4-2-0). Ao exame inicial, apresenta
bom estado geral, corada, normotensa e normocárdica, altura
uterina de 38 cm, cefálico, BCF presente de 148 bpm, colo
médio, medianizado, com 4 cm.
Considerando que será ofertada dieta pré-parto, no dia da
indução, qual deve ser a prescrição de insulina?
Mulher, 58 anos de idade, menopausada, refere desconforto
pélvico e sensação de “peso” na região vaginal, que se
acentua ao final do dia e após longos períodos em pé.
Também refere dificuldade para evacuar, com necessidade
frequente de realizar manobras digitais para completar a
evacuação. Apresenta atividade sexual regular com uso de
lubrificantes à base de óleos naturais. Durante o exame
ginecológico com manobra de Valsalva, observa-se que a
parede vaginal posterior ultrapassa o hímen em 2 cm e o colo
uterino exterioriza-se 1 cm além do hímen. Assinale a
alternativa que apresenta a melhor conduta terapêutica a ser
considerada neste caso.
Gestante, 30 anos de idade, 30 semanas de gravidez, com
antecedente de prolapso de valva mitral diagnosticado na
infância, comparece no pronto atendimento com queixa de
taquicardia. Está muito preocupada com o bem-estar de seu
bebê. Refere que tem tido cansaço a esforços pequenos,
como caminhar no plano, e sente “o coração disparado” com
muita frequência. Ao exame físico, apresenta bom estado
geral, descorada 1+, PA de 108×70 mmHg, FC de 108 bpm,
IMC de 38,2 kg/m2
, bulhas rítmicas normofonéticas com sopro
sistólico ejetivo aórtico 2+/6+, murmúrios vesiculares sem
ruídos adventícios. Abdome gravídico, altura uterina de 32 cm,
BCF presente de 146 bpm. Diante da anamnese e exame
clínico, a hipótese diagnóstica principal é de
Mulher, 32 anos de idade, sem doenças prévias, em consulta
4 semanas após nascimento de seu primeiro filho. Marido é
“trabalhador, mas não tem muito jeito com o filho”. O parto foi
vaginal espontâneo sem complicações. Ela relata que estava
bem nos dois dias em que ficou na maternidade. Entretanto,
ao voltar para casa, começou a se sentir sobrecarregada,
cansada, com dificuldade para dormir e, quando o bebê
dorme, ela chora. Sente que não é uma boa mãe, está sem
paciência, irritada, e não sente prazer em cuidar do filho.
Acredita estar com os hormônios alterados. Amamentar era
seu sonho, mas diz ter pouco leite e, diferentemente do seu
comportamento habitual, está com aversão à proximidade
com o marido, que reclama do distanciamento. Refere estar
com secreção vaginal amarelada abundante e preocupada se
não estaria com um problema no útero. Qual é a conduta
indicada?
As equipes Multiprofissionais na Atenção Primária (eMulti) são
compostas por profissionais de saúde de diferentes áreas de
conhecimento que atuam de maneira complementar e
integrada às demais equipes da Atenção Primária à Saúde
(APS). Com relação às eMulti, assinale a alternativa correta.
Os gastos diretos em saúde, também chamados de out of
pocket ou gastos catastróficos, referem-se aos valores que
famílias e indivíduos desembolsam diretamente por serviços
de saúde. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF),
do IBGE, cada vez mais as famílias brasileiras dispensam um
percentual maior de sua renda mensal com gastos diretos em
saúde ao longo do tempo. A edição da POF de 2019 apontava
que a saúde respondia por 8% das despesas totais das
famílias. Antes, em 2003, respondia por 5,1%. Sobre os gastos
out of pocket com saúde no Brasil, assinale a alternativa
correta.