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Rubem Fonseca: o grande incentivador do romance urbano brasileiro
Uma das anedotas preferidas da escritora Lygia Fagundes Telles envolvia Rubem Fonseca: quando ela venceu o Prêmio Camões, em 2005, eles almoçaram em comemoração e ele a pediu em casamento, pois o vencedor fatura 100 mil euros. O engraçado é que o próprio Fonseca vencera dois anos antes, para gargalhadas de Lygia.
O autor de Os Prisioneiros (1963) era, sim, um mestre tanto na escrita policial como na ironia, que o tornaram um grande incentivador da escola do romance urbano brasileiro. O escritor morreu nesta quarta, 15, aos 94 anos, vítima de um infarto.
A começar pela obsessão pela privacidade e aversão a fotos e entrevistas, que o tornavam um cidadão comum em qualquer lugar, apesar da fama. Dele, sabia-se ainda que foi um camelô que vendia gravatas no centro do Rio e também delegado de polícia, nos anos 1950 e 60.
A experiência policial foi decisiva na definição do estilo seco e direto com que retratou o mundo do crime em seus contos mais famosos, como os que figuram em Os Prisioneiros, A Coleira do Cão (1965), Lúcia McCartney (1967) e Feliz Ano Novo (1975), um dos livros proibidos pelo governo militar por fazer “apologia à violência” e conter cenas e expressões atentatórias “à moral e aos bons costumes”.
Com essas histórias, Fonseca inaugurou a moderna literatura urbana no Brasil, ao revelar as entranhas da sociedade e antecipar a escalada de violência no País. O que o destaca sempre foi sua habilidade em conduzir uma história, fornecendo aos poucos os detalhes para o leitor, prendendo-o à narrativa.
Apesar de ser mestre da prosa curta, que marcou o início de sua carreira literária, Fonseca também se destacou nos romances, que constituem a segunda fase de sua ficção. Como bem observou o crítico Silviano Santiago, nas obras que vão de A Grande Arte (1983) a Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (1988), há um requinte, uma aspereza e uma depreciação no manuseio do saber armazenado pelas enciclopédias, pelos tratados das ciências exatas e humanas.
“Esse saber assegura certa soberania para o trato da erudição na terceira fase, em que o ficcionista acossado se sai com coragem e brilhantismo invulgares – ou seja, com deliciosos, arrebicados, injuriosos, luxuriosos e libidinosos nonsenses”, observa.
Trata-se do momento em que Fonseca aposta novamente nas narrativas de linguagem enxuta, mas mais provocativa – em Diário de um Fescenino (2003), ele aproveitou a estrutura de diário para, com fina ironia, revelar suas apreensões e confissões.
Era como se conseguisse uma estranha remissão às obras passadas, especialmente quando se aventurou de forma delicada e precisa no terreno amoroso (é o caso de Secreções, Excreções e Desatinos). Se não gostava de aparecer fisicamente, Fonseca revela-se por inteiro em sua escrita.
(Disponível em: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa INCORRETA a respeito de Rubem Fonseca.
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Rubem Fonseca: o grande incentivador do romance urbano brasileiro
Uma das anedotas preferidas da escritora Lygia Fagundes Telles envolvia Rubem Fonseca: quando ela venceu o Prêmio Camões, em 2005, eles almoçaram em comemoração e ele a pediu em casamento, pois o vencedor fatura 100 mil euros. O engraçado é que o próprio Fonseca vencera dois anos antes, para gargalhadas de Lygia.
O autor de Os Prisioneiros (1963) era, sim, um mestre tanto na escrita policial como na ironia, que o tornaram um grande incentivador da escola do romance urbano brasileiro. O escritor morreu nesta quarta, 15, aos 94 anos, vítima de um infarto.
A começar pela obsessão pela privacidade e aversão a fotos e entrevistas, que o tornavam um cidadão comum em qualquer lugar, apesar da fama. Dele, sabia-se ainda que foi um camelô que vendia gravatas no centro do Rio e também delegado de polícia, nos anos 1950 e 60.
A experiência policial foi decisiva na definição do estilo seco e direto com que retratou o mundo do crime em seus contos mais famosos, como os que figuram em Os Prisioneiros, A Coleira do Cão (1965), Lúcia McCartney (1967) e Feliz Ano Novo (1975), um dos livros proibidos pelo governo militar por fazer “apologia à violência” e conter cenas e expressões atentatórias “à moral e aos bons costumes”.
Com essas histórias, Fonseca inaugurou a moderna literatura urbana no Brasil, ao revelar as entranhas da sociedade e antecipar a escalada de violência no País. O que o destaca sempre foi sua habilidade em conduzir uma história, fornecendo aos poucos os detalhes para o leitor, prendendo-o à narrativa.
Apesar de ser mestre da prosa curta, que marcou o início de sua carreira literária, Fonseca também se destacou nos romances, que constituem a segunda fase de sua ficção. Como bem observou o crítico Silviano Santiago, nas obras que vão de A Grande Arte (1983) a Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (1988), há um requinte, uma aspereza e uma depreciação no manuseio do saber armazenado pelas enciclopédias, pelos tratados das ciências exatas e humanas.
“Esse saber assegura certa soberania para o trato da erudição na terceira fase, em que o ficcionista acossado se sai com coragem e brilhantismo invulgares – ou seja, com deliciosos, arrebicados, injuriosos, luxuriosos e libidinosos nonsenses”, observa.
Trata-se do momento em que Fonseca aposta novamente nas narrativas de linguagem enxuta, mas mais provocativa – em Diário de um Fescenino (2003), ele aproveitou a estrutura de diário para, com fina ironia, revelar suas apreensões e confissões.
Era como se conseguisse uma estranha remissão às obras passadas, especialmente quando se aventurou de forma delicada e precisa no terreno amoroso (é o caso de Secreções, Excreções e Desatinos). Se não gostava de aparecer fisicamente, Fonseca revela-se por inteiro em sua escrita.
(Disponível em: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as assertivas abaixo sobre o texto:
I. A anedota contada por Lygia Fagundes Telles ilustra a ironia de Rubem Fonseca mencionada no segundo parágrafo.
II. Na linha 12, ao falar da experiência policial de Fonseca, o autor do texto apresenta uma informação que não havia sido apresentada anteriormente.
III. Nas linhas 27-29, o autor do texto retoma palavras do próprio Rubem Fonseca para explicar sua obra.
Quais estão corretas?
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Rubem Fonseca: o grande incentivador do romance urbano brasileiro
Uma das anedotas preferidas da escritora Lygia Fagundes Telles envolvia Rubem Fonseca: quando ela venceu o Prêmio Camões, em 2005, eles almoçaram em comemoração e ele a pediu em casamento, pois o vencedor fatura 100 mil euros. O engraçado é que o próprio Fonseca vencera dois anos antes, para gargalhadas de Lygia.
O autor de Os Prisioneiros (1963) era, sim, um mestre tanto na escrita policial como na ironia, que o tornaram um grande incentivador da escola do romance urbano brasileiro. O escritor morreu nesta quarta, 15, aos 94 anos, vítima de um infarto.
A começar pela obsessão pela privacidade e aversão a fotos e entrevistas, que o tornavam um cidadão comum em qualquer lugar, apesar da fama. Dele, sabia-se ainda que foi um camelô que vendia gravatas no centro do Rio e também delegado de polícia, nos anos 1950 e 60.
A experiência policial foi decisiva na definição do estilo seco e direto com que retratou o mundo do crime em seus contos mais famosos, como os que figuram em Os Prisioneiros, A Coleira do Cão (1965), Lúcia McCartney (1967) e Feliz Ano Novo (1975), um dos livros proibidos pelo governo militar por fazer “apologia à violência” e conter cenas e expressões atentatórias “à moral e aos bons costumes”.
Com essas histórias, Fonseca inaugurou a moderna literatura urbana no Brasil, ao revelar as entranhas da sociedade e antecipar a escalada de violência no País. O que o destaca sempre foi sua habilidade em conduzir uma história, fornecendo aos poucos os detalhes para o leitor, prendendo-o à narrativa.
Apesar de ser mestre da prosa curta, que marcou o início de sua carreira literária, Fonseca também se destacou nos romances, que constituem a segunda fase de sua ficção. Como bem observou o crítico Silviano Santiago, nas obras que vão de A Grande Arte (1983) a Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (1988), há um requinte, uma aspereza e uma depreciação no manuseio do saber armazenado pelas enciclopédias, pelos tratados das ciências exatas e humanas.
“Esse saber assegura certa soberania para o trato da erudição na terceira fase, em que o ficcionista acossado se sai com coragem e brilhantismo invulgares – ou seja, com deliciosos, arrebicados, injuriosos, luxuriosos e libidinosos nonsenses”, observa.
Trata-se do momento em que Fonseca aposta novamente nas narrativas de linguagem enxuta, mas mais provocativa – em Diário de um Fescenino (2003), ele aproveitou a estrutura de diário para, com fina ironia, revelar suas apreensões e confissões.
Era como se conseguisse uma estranha remissão às obras passadas, especialmente quando se aventurou de forma delicada e precisa no terreno amoroso (é o caso de Secreções, Excreções e Desatinos). Se não gostava de aparecer fisicamente, Fonseca revela-se por inteiro em sua escrita.
(Disponível em: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/ – texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considerando o exposto no texto, analise as assertivas a seguir:
I. Rubem Fonseca era um autor que conseguia caminhar livremente pela cidade.
II. Rubem Fonseca foi o primeiro autor a retratar a violência urbana no país.
III. Rubem Fonseca se escondia também em seus escritos.
Quais estão corretas?
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Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
Assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso, em relação ao que compete à Câmara Municipal, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Caçapava do Sul.
( ) Dispor sobre a lei de diretrizes orçamentárias e sobre a lei orçamentária anual.
( ) Criar, estruturar e definir as atribuições das Secretarias e órgãos da administração municipal.
( ) Dispor sobre o plano plurianual.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Em relação à metodologia dos Círculos de Construção da Paz, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
Alguns eleitores se prontificam voluntariamente a auxiliar nos trabalhos eleitorais, conscientes da importância do papel do cidadão e da participação de todos para a manutenção e o fortalecimento da democracia. Feita a inscrição para mesário voluntário, o juiz eleitoral analisa a possibilidade de sua convocação. (Fonte: http://www.tre-sp.jus.br). Analise os perfis abaixo:
I. Ocupantes dos cargos de Agente de Segurança Penitenciária, Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária e Guardas Civis.
II. As autoridades e agentes policiais, bem como os funcionários no desempenho de cargos de confiança do Executivo.
III. Os candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau inclusive, e também o cônjuge.
IV. Os eleitores menores de 18 anos.
Quais NÃO podem ser mesários em época de eleição?
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Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
São princípios expressos da Administração Pública, previstos na Constituição Federal de 1988, EXCETO:
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Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
Nos termos da Lei Orgânica Municipal, em relação à Câmara Municipal de vereadores é INCORRETO afirmar que:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
As doenças causadas por vírus apresentam diferentes formas de transmissão, e, portanto, apresentam também diferentes formas de prevenção. Dentre as principais medidas de proteção contra doenças virais destaca-se o uso das vacinas, que podem atuar contra várias doenças.
(Fonte: brasilescola.uol.com.br).
Estão entre as doenças virais que podem ser prevenidas por meio de vacinas, EXCETO:
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Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Caçapava Sul-RS
Alguns eleitores se prontificam voluntariamente a auxiliar nos trabalhos eleitorais, conscientes da importância do papel do cidadão e da participação de todos para a manutenção e o fortalecimento da democracia. Feita a inscrição para mesário voluntário, o juiz eleitoral analisa a possibilidade de sua convocação.(Fonte: http://www.tre-sp.jus.br). Quem não pode ser mesário?
I. Ocupantes dos cargos de Agente de Segurança Penitenciária, Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária e Guardas Civis.
II. As autoridades e agentes policiais, bem como os funcionários no desempenho de cargos de confiança do Executivo.
III. Os candidatos e seus parentes, ainda que por afinidade, até o segundo grau inclusive, e também o cônjuge.
IV. Os eleitores menores de 18 anos.
Quais estão corretas?
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