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Foram encontradas 90 questões.

1324020 Ano: 2019
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN

Sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, pode-se afirmar que

 

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1317330 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN

Viver mais só se for para viver melhor

Por Dr. Daniel Carlos

Em 1993, a revista Lancet publicou a carta do neurologista John Lewis sugerindo que a primeira descrição do quadro de demência de Alzheimer poderia ser atribuída ao escritor satírico Jonathan Swift, mais de um século antes de Alois Alzheimer formalizar tal descrição no meio científico. Para tanto, ele transcreve um trecho do livro “As Viagens de Gulliver”, no qual o protagonista conhece os Struldbruggs, habitantes imortais de uma das ilhas que visita.

Com sua ironia que beirava a misantropia, Swift trata a imortalidade não como um milagre, mas como uma maldição. Depois dos 80 anos, os Struldbruggs seguem envelhecendo, mas "só se lembram do que aprenderam e observaram em sua juventude e na meia-idade e, mesmo assim, de uma forma imperfeita. Não é seguro confiar em sua memória. Aliás, os menos infelizes dentre eles parecem ser os que ficam caducos e perdem inteiramente a memória".

Pela experiência de Gulliver, parece que a vida teria prazo de validade, que, ao ser expirado, estragaria progressivamente o produto — no caso, nós. Tanto que "ao completar 80 anos, legalmente é como se estivessem mortos. Seus herdeiros imediatamente tomam posse de seus bens, restando-lhe apenas uma pequena pensão para seu sustento. São considerados incapazes de exercer cargo de confiança ou atividade lucrativa". Claro que com o passar dos anos ninguém vai ficando mais jovem, o que só agrava a situação: "Aos 90, perdem dentes e cabelo; não distinguem mais o sabor das coisas. Só comem e bebem, sem gosto nem apetite, o que eventualmente conseguem. Permanecem as doenças, sem aumentar ou diminuir. Ao falar, esquecem o nome das coisas, das pessoas e até mesmo dos seus amigos e parentes mais próximos. Por isso mesmo, não são capazes de se divertir com a leitura, pois sua memória não é suficiente para levá-los do começo ao fim de uma frase".

Guardadas as liberdades literárias, não é difícil relacionar tal descrição à demência de Alzheimer, doença associada ao envelhecimento cuja prevalência aumenta com a idade, dobrando a cada cinco anos e atingindo mais da metade dos idosos que passam de 95 anos.

A morte, nessa perspectiva, parece a Gulliver uma bênção. "Depois do que ouvi e vi, meu vivo apetite pela vida eterna sofreu um grande abalo. Pensei que tirano algum poderia inventar uma morte pior que uma vida como aquela. O rei soube de tudo o que se passara e zombou de mim. Desejava que eu enviasse um par de Struldbruggs para meu próprio país, para armar nosso povo contra o medo da morte." Ironicamente, o próprio Johnatan Swift morreu demenciado anos depois.

Todos os esforços médico-sanitários na história da humanidade vêm convergindo para o aumento significativo de nossa longevidade. Motivados pelo pavor que temos da morte, nós estimulamos essas descobertas e as abraçamos com entusiasmos. O destino dos Struldbruggs serve não para nos fazer abandonar esses esforços, mas para lembrar que longevidade por si só não significa nada. Sem qualidade de vida ela parece mais um castigo.

Galileu, ed. 337, ago. de 2019.

A morte, nessa perspectiva, parece a Gulliver uma bênção.

O sujeito da oração é:

 

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1317058 Ano: 2019
Disciplina: Direito Tributário
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
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São impostos de competência dos Municípios, União e Estado respectivamente:

 

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1313707 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
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Estamos preparados para as revoluções da biologia?

Hugo Aguilaniu

“Ciência sem consciência é simplesmente a ruína da alma”, diz o famoso aforismo de François Rabelais. De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética. As diversas aplicações práticas das descobertas científicas têm melhorado nossas condições de vida, mas a história mostra que seu uso inapropriado por vezes pode nos conduzir ao mal.

Somos especialmente atingidos quando esse limite diz respeito a descobertas na biologia, a ciência dos organismos vivos. No campo da genética, por exemplo, graças às novas ferramentas tecnológicas e à pesquisa intensiva das últimas décadas, hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de DNA, a molécula que contém todas as informações necessárias para sustentar a vida.

Se o uso das técnicas da genética moderna amplia nossa compreensão do desenvolvimento humano — e, consequentemente, abre novos caminhos para o tratamento de doenças —, ele pode, por outro lado, nos aproximar de um nível de intervenção capaz de alterar significativamente o perfil genético das espécies (inclusive a nossa, a Homo sapiens), sem que tenhamos noção exata de seus desdobramentos.

Em 2016, pesquisadores americanos conseguiram produzir em laboratório uma célula bacteriana viva a partir de um genoma inteiramente artificial. Ainda que o feito não acarrete riscos evidentes, é no mínimo inquietante a criação de novas formas de vida que não passaram pela seleção natural.

Uma equipe de pesquisa da Academia de Ciência Chinesa introduziu em macacos o gene humano mcph1 (que desempenha importante papel no desenvolvimento do cérebro). Como resultado, observou-se uma melhora na memória de curto prazo desses indivíduos em comparação ao comportamento padrão da espécie.

Recentemente, o governo japonês autorizou o desenvolvimento a longo prazo de estudos com seres híbridos, formados por células humanas e de animais. Experimentos desse tipo podem viabilizar, no futuro, o cultivo de órgãos humanos “reserva” em animais domesticados.

Hoje já acumulamos vasto conhecimento sobre o sequenciamento do DNA e temos ampliado nossa capacidade de manipular sequências cada vez mais complexas — em ambientes controlados e artificiais.

Mas não temos domínio sobre a evolução. Por isso, um dos principais perigos de experimentos como esses é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo, em contato e sob a influência das inúmeras variáveis envolvidas no processo evolutivo.

Um limite ético natural seria preservar nossa espécie evitando sua manipulação. Em novembro de 2018, no entanto, o pesquisador chinês He Jiankui ultrapassou esta fronteira e modificou embriões humanos, obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA foi alterado para reduzir o risco de desenvolver Aids. Isso significa que já podemos modificar um ser humano antes que ele nasça — e de maneira transmissível: a mutação introduzida no genoma dos gêmeos será, a princípio, transmitida para os seus descendentes. As questões éticas são infindáveis. Vamos supor que células cerebrais humanas se desenvolvam num camundongo. A partir de quantos genes ou de que nível de organização celular vamos considerar a manifestação de um pensamento humano no cérebro de um roedor?

Toda descoberta gera um conhecimento que deve ser acompanhado de profunda reflexão ética.

Igualmente importante é sua democratização: a competição entre pesquisadores e países é natural e até saudável, estimula o avanço científico e tecnológico; exige, porém, imenso esforço diplomático e regulatório para que todo o potencial transformador desse bem não se torne um problema insolúvel.

Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir nas ciências da vida à altura de sua riqueza. Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades biológicas usando essas técnicas modernas. Se apostar suficientemente na produção científica neste campo estratégico, o país vai deter uma legitimidade natural para participar dessas reflexões de forma decisiva.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>.

Acesso em: 13 out. 2019.

Considere o período.

Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir nas ciências da vida à altura de sua riqueza.

Um nova redação possível, substituindo-se o elemento coesivo em destaque e preservando-se as relações sintático-semânticas desse período, é

 

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1307933 Ano: 2019
Disciplina: Raciocínio Lógico
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
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Quatro amigos, Cláudio, Vitor, Guilherme e Adriano, fizeram o concurso para uma prefeitura do interior potiguar mas apenas um deles foi aprovado. Quando perguntado a cada um sobre a aprovação no concurso, deram as seguintes respostas:

Cláudio

Vitor Guilherme

Adriano

“Não fui aprovado”

“Guilherme foi aprovado” “Adriano foi aprovado”

“Vitor está mentindo”

Considerando essas informações, se apenas um dos amigos mentiu e os demais disseram a verdade, é correto afirmar que o aprovado no concurso foi

 

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1305937 Ano: 2019
Disciplina: Turismo
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN

A literatura de turismo é repleta de discussões sobre os impactos do turismo em diversas dimensões, tanto do ponto de vista positivo quanto negativo. A exemplo de impactos exclusivamente econômicos e ambientais provocados/estimulados pelo turismo, sejam eles tanto positivos quanto negativos, tem-se

 

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1305592 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
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Estamos preparados para as revoluções da biologia?

Hugo Aguilaniu

“Ciência sem consciência é simplesmente a ruína da alma”, diz o famoso aforismo de François Rabelais. De tempos em tempos, a humanidade parece pôr à prova esta regra de ouro da ética. As diversas aplicações práticas das descobertas científicas têm melhorado nossas condições de vida, mas a história mostra que seu uso inapropriado por vezes pode nos conduzir ao mal.

Somos especialmente atingidos quando esse limite diz respeito a descobertas na biologia, a ciência dos organismos vivos. No campo da genética, por exemplo, graças às novas ferramentas tecnológicas e à pesquisa intensiva das últimas décadas, hoje é possível cortar, ampliar e modificar qualquer forma de DNA, a molécula que contém todas as informações necessárias para sustentar a vida.

Se o uso das técnicas da genética moderna amplia nossa compreensão do desenvolvimento humano — e, consequentemente, abre novos caminhos para o tratamento de doenças —, ele pode, por outro lado, nos aproximar de um nível de intervenção capaz de alterar significativamente o perfil genético das espécies (inclusive a nossa, a Homo sapiens), sem que tenhamos noção exata de seus desdobramentos.

Em 2016, pesquisadores americanos conseguiram produzir em laboratório uma célula bacteriana viva a partir de um genoma inteiramente artificial. Ainda que o feito não acarrete riscos evidentes, é no mínimo inquietante a criação de novas formas de vida que não passaram pela seleção natural.

Uma equipe de pesquisa da Academia de Ciência Chinesa introduziu em macacos o gene humano mcph1 (que desempenha importante papel no desenvolvimento do cérebro). Como resultado, observou-se uma melhora na memória de curto prazo desses indivíduos em comparação ao comportamento padrão da espécie.

Recentemente, o governo japonês autorizou o desenvolvimento a longo prazo de estudos com seres híbridos, formados por células humanas e de animais. Experimentos desse tipo podem viabilizar, no futuro, o cultivo de órgãos humanos “reserva” em animais domesticados.

Hoje já acumulamos vasto conhecimento sobre o sequenciamento do DNA e temos ampliado nossa capacidade de manipular sequências cada vez mais complexas — em ambientes controlados e artificiais.

Mas não temos domínio sobre a evolução. Por isso, um dos principais perigos de experimentos como esses é a imprevisibilidade dos efeitos a longo prazo, em contato e sob a influência das inúmeras variáveis envolvidas no processo evolutivo.

Um limite ético natural seria preservar nossa espécie evitando sua manipulação. Em novembro de 2018, no entanto, o pesquisador chinês He Jiankui ultrapassou esta fronteira e modificou embriões humanos, obtendo como resultado o nascimento de gêmeos cujo DNA foi alterado para reduzir o risco de desenvolver Aids. Isso significa que já podemos modificar um ser humano antes que ele nasça — e de maneira transmissível: a mutação introduzida no genoma dos gêmeos será, a princípio, transmitida para os seus descendentes. As questões éticas são infindáveis. Vamos supor que células cerebrais humanas se desenvolvam num camundongo. A partir de quantos genes ou de que nível de organização celular vamos considerar a manifestação de um pensamento humano no cérebro de um roedor?

Toda descoberta gera um conhecimento que deve ser acompanhado de profunda reflexão ética.

Igualmente importante é sua democratização: a competição entre pesquisadores e países é natural e até saudável, estimula o avanço científico e tecnológico; exige, porém, imenso esforço diplomático e regulatório para que todo o potencial transformador desse bem não se torne um problema insolúvel.

Por ser o território mais rico do mundo em termos de vida e diversidade, o Brasil tem o dever de investir nas ciências da vida à altura de sua riqueza. Assim, poderá manter e talvez até produzir diversidades biológicas usando essas técnicas modernas. Se apostar suficientemente na produção científica neste campo estratégico, o país vai deter uma legitimidade natural para participar dessas reflexões de forma decisiva.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>.

Acesso em: 13 out. 2019.

Há forma verbal empregada como termo que rege dois complementos em

 

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1298327 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN

Viver mais só se for para viver melhor

Por Dr. Daniel Carlos

Em 1993, a revista Lancet publicou a carta do neurologista John Lewis sugerindo que a primeira descrição do quadro de demência de Alzheimer poderia ser atribuída ao escritor satírico Jonathan Swift, mais de um século antes de Alois Alzheimer formalizar tal descrição no meio científico. Para tanto, ele transcreve um trecho do livro “As Viagens de Gulliver”, no qual o protagonista conhece os Struldbruggs, habitantes imortais de uma das ilhas que visita.

Com sua ironia que beirava a misantropia, Swift trata a imortalidade não como um milagre, mas como uma maldição. Depois dos 80 anos, os Struldbruggs seguem envelhecendo, mas "só se lembram do que aprenderam e observaram em sua juventude e na meia-idade e, mesmo assim, de uma forma imperfeita. Não é seguro confiar em sua memória. Aliás, os menos infelizes dentre eles parecem ser os que ficam caducos e perdem inteiramente a memória".

Pela experiência de Gulliver, parece que a vida teria prazo de validade, que, ao ser expirado, estragaria progressivamente o produto — no caso, nós. Tanto que "ao completar 80 anos, legalmente é como se estivessem mortos. Seus herdeiros imediatamente tomam posse de seus bens, restando-lhe apenas uma pequena pensão para seu sustento. São considerados incapazes de exercer cargo de confiança ou atividade lucrativa". Claro que com o passar dos anos ninguém vai ficando mais jovem, o que só agrava a situação: "Aos 90, perdem dentes e cabelo; não distinguem mais o sabor das coisas. Só comem e bebem, sem gosto nem apetite, o que eventualmente conseguem. Permanecem as doenças, sem aumentar ou diminuir. Ao falar, esquecem o nome das coisas, das pessoas e até mesmo dos seus amigos e parentes mais próximos. Por isso mesmo, não são capazes de se divertir com a leitura, pois sua memória não é suficiente para levá-los do começo ao fim de uma frase".

Guardadas as liberdades literárias, não é difícil relacionar tal descrição à demência de Alzheimer, doença associada ao envelhecimento cuja prevalência aumenta com a idade, dobrando a cada cinco anos e atingindo mais da metade dos idosos que passam de 95 anos.

A morte, nessa perspectiva, parece a Gulliver uma bênção. "Depois do que ouvi e vi, meu vivo apetite pela vida eterna sofreu um grande abalo. Pensei que tirano algum poderia inventar uma morte pior que uma vida como aquela. O rei soube de tudo o que se passara e zombou de mim. Desejava que eu enviasse um par de Struldbruggs para meu próprio país, para armar nosso povo contra o medo da morte." Ironicamente, o próprio Johnatan Swift morreu demenciado anos depois.

Todos os esforços médico-sanitários na história da humanidade vêm convergindo para o aumento significativo de nossa longevidade. Motivados pelo pavor que temos da morte, nós estimulamos essas descobertas e as abraçamos com entusiasmos. O destino dos Struldbruggs serve não para nos fazer abandonar esses esforços, mas para lembrar que longevidade por si só não significa nada. Sem qualidade de vida ela parece mais um castigo.

Galileu, ed. 337, ago. de 2019.

Considerando o modo de organização, o texto apresenta características estilísticas e composicionais do gênero

 

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1296325 Ano: 2019
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN
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De acordo com a Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata da nacionalidade, existe uma ressalva em relação à ocupação de determinados cargos no setor público. Entre os cargos privativos a brasileiros natos estão

 

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1296254 Ano: 2019
Disciplina: Turismo
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Extremoz-RN

A Lei nº 11.771/ 2008, também conhecida como Lei Geral do Turismo, tornou obrigatório o cadastro de empresas prestadoras de serviços turísticos no Ministério do Turismo (MTur) na plataforma CADASTUR, As atividades cujo cadastro no MTur é obrigatório são

 

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