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2410366 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
SAUDADES DO VELHO E BOM GUTENBERG
A primeira informação veio, como sempre, da “Encyclopaedia Britannica”. Foi em meados da década de 1990. No tempo da internet por linha discada. Quando de Wikipedia nem se falava. E a “Britannica” disponível, datada de 1965, com 23 volumes encadernados em couro branco, virara trambolho para a nova geração que, em casa, começava a fazer pesquisa para o colégio ou a universidade.
A “Britannica” continua na estante. A) Alíás, nunca ficou tanto tempo na estante, sem uso. Entra ano, sai ano, e ninguém se arrisca B) a dedilhar seu papel-bíblia, à cata de verbetes como, por exemplo, o do “computador”. Ou melhor, das “computing machines”, como diz a página 245 do 6º volume. Eram artefatos reservados aos laboratórios ou grandes corporações. Pareciam fadados a ser para sempre “instalações de grande porte, custando de algumas dezenas a muitas centenas de milhares de dólares”. Pechincha, nesse mercado, era engenhoca de dez mil dólares.
Não dava mais para deixar aquele manual de anacronismo ao alcance de adolescentes. E uma “Britannica” nova, último modelo, andava por volta de 800 dólares. C) Mas a própria página dos editores na internet anunciava sua versão integral em CD, por 60 e poucos dólares. Por uns trocados mensais ganhava-se acesso por senha aos arquivos da “Britannica”, incluindo os anuários de atualização ainda no forno.
Veio o CD. Foi uma traição ao livro. E a cinco séculos de costumes lastreados nos tipos móveis de Gutenberg. E logo depois sairia aqui o primeiro “Aurélio” eletrônico. Tinha, sobre o dicionário original, o trunfo inigualável da “pesquisa inversa”. Escrevendo-se na lacuna de busca as palavras-chave de uma definição qualquer, lá ia o “Aurélio” procurar o verbete.
Era um recurso inédito, quase um brinquedo. E) Mas veio resolver problemas nem sequer imaginados por dicionários convencionais. Como a busca de palavras para “vento frio”, que trouxe à tona por acaso, do fundo das lendas amazônicas, uma tal de Cruviana. E para que serve a Cruviana? No caso, serviu para não fazer de bobo num garimpo de diamantes, na fronteira com a Guiana.
Ali só se dormia em rede, armada ao relento, sob um pedaço de plástico. Na hora de instalar o hóspede na beira do mato, o anfitrião advertiu: Cuidado, que de noite a Cruviana pode morder”. A que o forasteiro retrucou, como se não tivesse feito outra coisa na vida além de dormir ao ar livre nos cafundós de Roraima: Vai esfriar?
Dito isso, adormeceu no aconchego de saber que o dono do garimpo jamais iria adivinhar que sua intimidade com a selva bruta vinha do “Aurélio”, instalado semana antes em seu notebook. Quer dizer, seu laptop, que era mais ou menos a mesma coisa, mas ainda não se chamava, em bom português, notebook. D)
Hoje cada vez mais livros se abrem primeiro no iPad e outros tabletes da vida. Papel, só na falta de edição virtual. E nenhum sinal de que o livro piscou para o rival foi tão claro quanto a estreia na Europa do librinno. Trata-se de um livro como os outros. Só que imita, no formato e até no jeito de empunhar, um tablete. Com ele, acaba a época em que os tabletes imitavam os livros tradicionais. E há librinnos em listas de best-sellers. São um perigo.
(Marcos Sá Correa, Revista Isto é, 19 de janeiro de 2011, com adaptações)
O recurso expressivo da ironia foi empregado no segmento:
 

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2410352 Ano: 2011
Disciplina: Psicologia
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
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Segundo Cordioli (2008), as terapias psicodinâmicas destinam-se ao tratamento de problemas de natureza crônica, originados em dificuldades ocorridas na infância, especialmente na relação com os pais. As terapias psicodinâmicas buscam produzir mudanças essencialmente por meio:
 

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2410325 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
É POSSÍVEL “SIMPLIFICAR A LINGUAGEM CIENTÍFICA”?
Não é de hoje que várias entidades da comunidade das carreiras jurídicas articulam uma campanha que visa ao uso de uma linguagem mais simples nas peças redigidas no âmbito dos processos judiciais.
A iniciativa está longe de ser de todo desarrazoada, tendo em vista que se fundamenta, principalmente, no enraizamento de hábitos linguísticos arcaicos, os quais ainda encontram nichos de adeptos, gerando morosidade, desperdício e até mesmo perplexidade.
Não seria também privado de fundamento que se estendesse esta ideia às outras áreas de conhecimento. Assim, ao lado do “juridiquês”, também deveriam ser simplificados o “economês” e as linguagens usadas pelos médicos, contadores, engenheiros, informatas e técnicos dos mais diversos ramos.
É preciso, entretanto, que os militantes de tal ideia compreendam que há limitações e, sobretudo, risco de deturpações.
Não queremos aqui nos aprofundar no debate que, não raro, surge em torno do caráter científico do direito e de outros conhecimentos. É preciso, no entanto, rapidamente, apresentar alguns elementos caracterizadores do que se considera um conhecimento científico. A maioria dos estudos neste sentido nos diz que a ciência se caracteriza por observação, método, controle, finalidade e linguagem, entre outros.
Importante, também, no nosso contexto, notar que o caráter científico é visto como justificativa para certas características que são consenso em várias áreas – dentre elas o nosso objeto – como a seriedade com que profissionais devem ser ensinados, formados e treinados, para bem desempenhar com sucesso seu mister, na persecução de seus objetivos, que muito têm a ver com a função de alta virtude social.
Neste diapasão, a “campanha pela simplificação da linguagem jurídica” extrapola seus limites, na medida em que ameaça virar lei, obrigando inclusive ao impossível, ou seja, que as sentenças possam ser entendidas por qualquer pessoa.
Façamos uma analogia com a medicina. A bula dos remédios sofreu recentemente uma modificação segundo a qual, hoje, deve conter uma parte intitulada “informações ao paciente” continuando presentes as informações técnicas, apenas acessíveis aos profissionais. Ninguém, em sã consciência, advogaria que se retirasse da bula a informação de que o medicamento possui efeitos anticolinérgicos, simpatomiméticos e extrapiramidais, embora a população em geral não entenda tais termos. Isto por duas razões: a mediata, que consiste na ideia de que a medicina é uma ciência; e a imediata, qual seja, o fato de que para todo remédio existe um médico que o prescreveu e que tem a obrigação de explicar que efeitos são esses a seu cliente. O mesmo se diga dos diagnósticos, receitas, prontuários, etc.
Assim, a muitos causa espanto o fato de que uma pessoa leia uma sentença e não entenda se ganhou ou perdeu, mas ninguém se surpreende se essa mesma pessoa necessita de auxílio de um médico para entender um diagnóstico.
Enfim, o assunto está longe de ser tão simplório como uma “campanha de simplificação” possa dar a entender, sobretudo aos menos atentos, não excluindo destes os nossos legisladores. Uma afirmativa pode ser, entretanto, feita sem hesitação: qualquer um que tenha um problema jurídico deve ter assistência de um profissional, ainda que seja este o funcionário que atende no Juizado ou na Justiça do Trabalho. Vejam que a maioria das petições subscritas por leigos não são por estes elaboradas, o que seria equivalente, na nossa alegoria, a uma automedicação.
Do mesmo modo, é impossível que “qualquer pessoa” entenda uma sentença. Em primeiro, porque vivemos num país em que uma expressiva percentagem da população é analfabeta, semianalfabeta ou analfabeta funcional. Enfim, muitos de nós não são capazes de compreender texto algum.
Não há uma campanha pela simplificação dos textos médicos ou econômicos, embora estes, não raro, apresentem os mesmos vícios dos textos jurídicos. Este fato está a revelar um possível viés deletério de que tal campanha pode padecer, a despeito de que este não seja o objetivo de seus idealizadores.
Revista da EMERJ, v. 13, nº 51, 2010, com adaptações)
No segmento “... a despeito de que este não seja o objetivo de seus idealizadores.”, a expressão em destaque pode ser substituída, sem prejuízo semântico-sintático por:
 

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A municipalidade, nos termos da legislação de posturas, deve realizar a poda de arvores com frequência. Quanto a esse ato, é correto dizer que:
 

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2410286 Ano: 2011
Disciplina: História
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
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O período que precedeu à renúncia de Dom Pedro I é conhecido como Regência. O Brasil, entre 1831 e 1840, foi governado por representantes políticos que o regiam até a maioridade do futuro imperador. Em linhas gerais, pode-se caracterizar o Período Regencial como:
 

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O princípio que orienta a Declaração de Salamanca é o de que “escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras”. E aponta como o princípio fundamental da escola inclusiva “que todas as crianças devem aprender juntas (...). Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, (...) assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as comunidades” (BRASIL, 1994, p. 3-4). Tais orientações produzem diferentes desafios aos sistemas escolares que precisam lidar com alguns conceitos próprios da educação inclusiva, entre eles estão as adaptações curriculares, que se organizam em dois grandes grupos, quais sejam:
 

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2410232 Ano: 2011
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
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A Ação Declaratória de Constitucionalidade tem requisitos e trâmite estipulados em lei especial, dentre os quais se pode indicar a:

 

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2410218 Ano: 2011
Disciplina: Libras
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
Luciana é uma das intérpretes educacionais de uma escola de Ensino Fundamental, em turmas dos últimos anos de escolaridade, para todas as disciplinas do currículo. Essa Intérprete, ao participar da reunião de planejamento com os professores, considerou importante apresentar suas tarefas como profissional. Leia, abaixo, algumas de suas possíveis tarefas.
I- Versar um texto expresso, mantendo a correspondência de sentido e significado, sendo, para isso, necessária a colaboração da professora compartilhando sua proposta pedagógica com o intérprete.
II- Conhecer profundamente a gramática, pois esse é o meio de garantir a fidelidade de versão entre uma língua e outra, além de corresponder aos princípios educacionais do currículo.
III- Estudar diferentes textos, ter familiaridade com as diversas formas de expressão que circulam na sociedade. Dessa forma, pode realizar a tarefa com a homogeneização necessária à interlocução no contexto escolar.
IV- Analisar o contexto do discurso e escolher a forma mais adequada, segura e protegida para expressar um texto. O intérprete é o único responsável pela interação. Deve ter o cuidado de filtrar e manter a cordialidade entre os interlocutores.
As tarefas expressas corretamente por Luciana foram apenas as de números:
 

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A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica e um direito a que o Estado tem obrigação de atender (Art. 29 da LDB 9394/96), é, para a criança, um espaço de socialização, de desenvolvimento, de ampliação de experiência e conhecimentos. A Educação Infantil pode ser, também, um caminho para diminuir as desigualdades. Nessa perspectiva, o papel do supervisor escolar cresce de importância. Avalie algumas possíveis funções desse profissional.
I- favorecer o desenvolvimento da capacidade de aprender das crianças, tendo como meios básicos o domínio da leitura, da escrita e do cálculo
II- proporcionar aos educadores a construção de experiências com outras linguagens, capazes de humanizar e dar sentido à vida para além da didática
III- estimular o processo de avaliação do desenvolvimento evolutivo da aprendizagem
IV- estimular a organização de um ambiente rico de relações das crianças entre si, com adultos e com o meio social e cultural
V- promover encontros de estudos para a formação dos profissionais da unidade, ressaltando a dimensão cultural da vida dos educandos
São funções do supervisor escolar na unidade de Educação Infantil:
 

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2410195 Ano: 2011
Disciplina: Libras
Banca: CEPERJ
Orgão: Pref. São Gonçalo-RJ
A prática político-pedagógica que assegura a constituição do cidadão que supera a simples acumulação de conhecimento, e ainda compreende que este transforma e é transformado pelo sujeito nas circunstâncias reais de participação social, considera que a escola, para o aluno surdo, deve estar voltada:
 

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