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Paciente de 75 anos é levada pelos familiares à consulta com Geriatra com vistas a avaliar quadro de suposta demência de instalação recente. À entrevista médica, são observadas alterações compatíveis com déficits cognitivos variados. Visando afastar causas reversíveis do transtorno cognitivo, são solicitados exames complementares iniciais que revelam os seguintes resultados: hemograma completo normal; eletrólitos normais; VDRL não reagente; FTA-Abs reagente; T4 livre 1,2 ng/dL (valor de referência: 0,9 a 2,0 ng/dL); pesquisa de HIV não reagente; dosagem de vitamina B12 208 pg/mL (valor de referência: 200 a 900 pg/mL); dosagens de homocisteína e ácido metilmalônico elevadas; punção liquórica não revela anormalidades.
A causa provável de demência reversível neste caso é:
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Homem de 74 anos, acompanhado ambulatorialmente por declínio cognitivo progressivo há cerca de 3 anos, caracterizado predominantemente por dificuldade de nomeação de objetos (anomia), empobrecimento progressivo da linguagem espontânea e comprometimento da fluência verbal, mantendo relativa preservação da memória episódica nas fases iniciais. Familiares relatam mudança discreta do comportamento social, sem alucinações ou flutuações do nível de consciência.
Ao exame cognitivo, o paciente apresenta, ao Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), 17 pontos (total de 30 pontos), valor inferior ao esperado após correção para sua escolaridade (ensino médio completo). A tomografia computadorizada de crânio evidencia atrofia cortical predominante nos lobos frontal e temporal anteriores, de forma assimétrica, sem sinais de lesões vasculares extensas.
Com base no quadro clínico, cognitivo e no exame de imagem, a causa mais provável dessa condição é:
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Uma criança de 11 anos é levada à UBSF por queixa de baixo rendimento escolar e dificuldades comportamentais. A mãe relata que, desde os 7 anos, a criança apresenta dificuldade persistente de manter a atenção em sala de aula, esquece tarefas e materiais escolares, levanta-se frequentemente do lugar e interrompe colegas e professores. Os sintomas ocorrem tanto em casa quanto na escola. A criança mantém contato visual adequado, demonstra interesse em interações sociais, compreende regras sociais e não apresenta atraso de linguagem. Não há comportamentos repetitivos estereotipados. Também não se observam tiques motores ou vocais, nem pensamentos intrusivos acompanhados de rituais ou comportamentos compulsivos.
Diante do quadro clínico descrito, o diagnóstico mais provável é:
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Paciente de 45 anos, sexo feminino, com histórico de episódio depressivo grave há 5 anos, é trazida à emergência pelos familiares por recusa alimentar progressiva, isolamento social extremo e comportamento descrito como “estranho” nas últimas semanas. Refere humor profundamente deprimido, intensa culpa por “ter causado desgraça a toda a família” e afirma, de forma categórica: “Eu já morri faz tempo, meu corpo está vazio por dentro, meus órgãos apodreceram. Só me deixem aqui, não faz sentido comer, morto não precisa de comida”.
Ao exame psíquico, apresenta lentificação psicomotora, discurso pobre, porém coerente, negação de alucinações auditivas ou visuais, mas mantém convicção inabalável de estar morta e de que o mundo deixou de existir. Nega ideação de ciúmes ou de traição por parte do cônjuge. Não há uso de substâncias ou comorbidades clínicas, nem história de doença psiquiátrica além da depressão. Com base no exposto, qual é o diagnóstico que melhor explica o quadro clínico descrito?
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Paciente de 25 anos, durante o exame do estado mental, apresenta fala muito rápida, em tom elevado. Além disso, responde antes mesmo de o examinador terminar a pergunta, muda de assunto com facilidade e é difícil de ser interrompido pelo examinador. Essas características são mais compatíveis com qual alteração de linguagem/fala?
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A respeito da agorafobia e seu tratamento, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A agorafobia pode incluir medo de utilizar transporte público, estar em espaços abertos ou fechados, ficar em filas ou multidões ou sair de casa sozinho, por receio de não conseguir escapar ou de não receber ajuda caso tenha sintomas de pânico ou forte mal-estar.
II. A terapia cognitivo-comportamental com exposição gradual às situações temidas é uma das principais formas de tratamento, podendo ser associada a antidepressivos ISRS em casos moderados a graves.
III. Benzodiazepínicos são a monoterapia de escolha para tratamento prolongado da agorafobia, pois apresentam baixo risco de dependência e de recaída após a suspensão.
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Sobre o conteúdo do pensamento no exame do estado mental, assinale a alternativa correta.
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Referente ao uso de medicamentos para contenção química em uma emergência psiquiátrica, assinale a alternativa correta.
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O Exame do Estado Mental (EEM) é parte importante da anamnese psiquiátrica. Em relação ao EEM, assinale a alternativa correta.
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Gestante de 30 anos, 24 semanas, com diagnóstico de transtorno depressivo maior grave com sintomas psicóticos e ideação suicida persistente, apresentou resposta insuficiente a tratamento adequado com antidepressivos em dose plena e acompanhamento psiquiátrico. A equipe médica considera o uso de eletroconvulsoterapia (ECT). Sobre ECT na gestação, assinale a alternativa correta.
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