Em procedimento administrativo em curso na Procuradoria-Geral do Município para a emissão de
certidão de regularidade funcional e averbação de assentamentos de servidor público municipal, o
requerente apresentou certidão de registro civil informando a alteração de seu prenome e a exclusão do
patronímico de seu ex-cônjuge, realizadas diretamente perante o Cartório de Registro Civil de Pessoas
Naturais. A chefia administrativa consultou o Procurador do Município acerca da legalidade das
alterações sem intervenção judicial.
Considerando as inovações introduzidas pela Lei nº 14.382/2022 na Lei de Registros Públicos (Lei nº
6.015/1973), assinale a alternativa CORRETA.
Em uma reclamação trabalhista movida em face do Município de Alfa, a petição inicial foi subscrita
diretamente pelo reclamante sem assistência de advogado. Na audiência inaugural, o Procurador
Municipal compareceu e arguiu, de imediato, em contestação, a prescrição total das pretensões
condenatórias anteriores aos últimos cinco anos contados do ajuizamento da ação, bem como a
impossibilidade de representação do Município por preposto que não ostentasse a condição de servidor
público ocupante de cargo efetivo.
Acerca da representação processual, do jus postulandi e da prescrição na Justiça do Trabalho, assinale
a alternativa CORRETA.
Empregado de determinada empresa de transporte coletivo municipal submeteu-se a contínuos atrasos
reiterados no pagamento salarial e à ausência integral de recolhimento dos depósitos do FGTS durante
mais de doze meses. Com receio do desemprego e da perda de sua subsistência familiar, o trabalhador
suportou as faltas patronais por esse período até ajuizar reclamação trabalhista postulando a rescisão
indireta do contrato de trabalho com base no artigo 483, alínea "d", da CLT, além das parcelas
rescisórias devidas. Em sede de contestação, a empresa alegou a ocorrência de perdão tácito por falta
de imediatidade na reação do reclamante.
Sobre a rescisão indireta e a exigência de imediatidade na jurisprudência do Tribunal Superior do
Trabalho, assinale a alternativa CORRETA.
Empregada gestante contratada sob regime celetista por empresa concessionária prestadora de
serviços públicos municipais apresentou pedido formal de demissão por escrito perante o
departamento de recursos humanos da empresa. O pedido foi homologado diretamente pelo
empregador, sem a assistência do respectivo sindicato da categoria profissional e sem intervenção de
autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego ou da Justiça do Trabalho. Meses depois, a
trabalhadora ajuizou reclamação trabalhista pugnando pela anulação da demissão e pelo pagamento
da indenização substitutiva da estabilidade provisória da gestante.
Considerando as disposições da Consolidação das Leis do Trabalho e a jurisprudência dominante do
Tribunal Superior do Trabalho, assinale a alternativa CORRETA.
Em razão da vacância do titular de serventia de registro de imóveis, o Poder Judiciário do Estado
determinou a intervenção estatal temporária no cartório, designando oficial interino para a condução
do ofício registral. Durante esse período de interinidade, um auxiliar de cartório foi admitido e prestou
serviços subordinados diretamente sob a gestão do interventor público. Encerrada a intervenção com a
investidura de novo titular aprovado em concurso público de provas e títulos, o auxiliar teve seu
contrato rescindido sem a percepção dos haveres rescisórios e sem prestar nenhum dia de trabalho sob
a gestão do novel delegatário. Em razão disso, ajuizou reclamação trabalhista em face do Estado
federado e do novo titular da serventia.
Com base na disciplina normativa pertinente e na jurisprudência consolidada dos Tribunais
Superiores sobre a matéria, assinale a alternativa CORRETA.
Determinado cidadão prestou serviços continuados na função de agente operacional para a
Administração Direta do Município de Alfa durante três anos, admitido sem prévia aprovação em
concurso público ou processo seletivo simplificado. Ao término do vínculo fático, ajuizou reclamação
trabalhista perante a Vara do Trabalho postulando a anotação da CTPS, o pagamento de aviso prévio
indenizado, férias acrescidas do terço constitucional, décimo terceiro salário proporcional, depósitos do
FGTS com a respectiva multa rescisória de 40% e saldo de salário inadimplido. Em contestação, o
Procurador Municipal arguiu a nulidade absoluta do pacto laboral por inobservância do artigo 37,
inciso II e § 2º, da Constituição Federal.
Considerando a jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho e a tese de Repercussão
Geral do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa CORRETA.
Em reclamatória trabalhista proposta por ex-empregado cujo contrato de trabalho foi celebrado e
integralmente executado sob a vigência da Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista), foram
formulados os seguintes pedidos: (I) pagamento da integralidade de 1 (uma) hora referente ao
intervalo intrajornada, sob a alegação de que usufruía apenas de 30 (trinta) minutos diários para
descanso, com reflexos em parcelas rescisórias e contratuais; e (II) pagamento cumulativo do adicional
de insalubridade em grau médio com o adicional de periculosidade de 30%, amparado em laudo
pericial que atestou o contato habitual com óleos minerais e o labor em ambiente de armazenamento
de inflamáveis.
Considerando as normas celetistas em vigor e a jurisprudência vinculante do Tribunal Superior do
Trabalho, assinale a alternativa CORRETA quanto ao julgamento das pretensões.
Determinado empregado público celetista, ocupante de cargo efetivo de assistente administrativo na
Administração Municipal, exerceu ininterruptamente, durante doze anos, a função de chefia de setor,
percebendo a respectiva gratificação de função. Por ato discricionário do Secretário Municipal de
Administração, devidamente motivado na reestruturação administrativa do órgão, o empregado foi
revertido ao seu cargo efetivo, com a integral supressão do pagamento da gratificação correspondente.
Inconformado, o servidor procurou a Procuradoria-Geral do Município alegando violação ao princípio
da estabilidade financeira, aduzindo que a verba estaria definitivamente incorporada ao seu
patrimônio jurídico e que a determinação configuraria alteração contratual lesiva ilícita.
A respeito da reversão ao cargo efetivo e da gratificação de função na sistemática pós-Reforma
Trabalhista, assinale a alternativa CORRETA.
Beto e Caio foram admitidos por concurso público pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho
em empresa pública municipal prestadora de serviços de saneamento básico. Ambos desempenham
exatamente as mesmas atribuições no mesmo setor técnico e com a mesma produtividade e perfeição
técnica. Beto aufere remuneração inferior à de Caio, havendo entre eles uma diferença de 1 (um) ano
de tempo na função e de 2 (dois) anos de tempo de serviço para a empresa pública. A entidade não
possui quadro de carreira nem plano de cargos e salários instituído. Paralelamente, no âmbito da
Administração Direta do Município de Alfa, o servidor celetista Daniel pleiteou equiparação salarial
com o servidor Eduardo, sob a alegação de exercício idêntico de funções administrativas sem distinção
de produtividade.
Considerando os preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho e a jurisprudência sumulada do
Tribunal Superior do Trabalho e do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa CORRETA.
Determinada sociedade empresária prestadora de serviços de limpeza e conservação predial celebrou
contrato administrativo com o Município de Alfa, após regular procedimento licitatório. Findo o
contrato, um dos empregados terceirizados ajuizou reclamação trabalhista perante a Vara do Trabalho
competente em face da empresa prestadora e do Município, pleiteando o pagamento de verbas
rescisórias inadimplidas e a condenação subsidiária do ente público municipal. Na petição inicial, o
autor limitou-se a alegar a inadimplência da empresa empregadora e requereu expressamente a
inversão do ônus da prova quanto à fiscalização contratual. Devidamente citado, o Procurador
Municipal apresentou contestação invocando a constitucionalidade do artigo 121, § 1º, da Lei Federal
nº 14.133/2021, a ausência de prova da culpa in vigilando e a inexistência de notificação prévia ao ente
público acerca do descumprimento das obrigações laborais pela prestadora de serviços.
Diante do cenário narrado e da jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal, assinale a
alternativa CORRETA.